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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Por que a trilogia "O Hobbit" fracassou?

Poucas coisas são mais frustantes do que criar uma expectativa imensa para um filme e ver tudo indo por água abaixo já nos primeiros minutos. Pior ainda é quando você espera ansioso pela adaptação de um livro que você gosta muito e o filme acaba sendo uma decepção sem tamanho. Pois com O Hobbit eu tive esse sentimento.



Quando li a notícia que Peter Jackson transformaria O Hobbit, livro escrito por J. R. R. Tolkien, em filme, minha expectativa foi lá no alto. Quando ele anunciou que seriam três filmes, no entanto fiquei desconfiado. Afinal de contas, como preencher três filmes, cada um com cerca de 2h30min, com uma história contada em pouco mais de 300 páginas? Vale lembrar que a outra história das Terra Média levada às telas, o sucesso fenomenal O Senhor do Anéis, também teve três filmes, mas derivados de um livro com mais de mil páginas.

O primeiro filme da saga até me agradou, para dizer a verdade. O segundo já foi mais ou menos, mas o terceiro conseguiu ser terrível e fechou a trilogia de forma vergonhosa. Pois bem, vocês devem estar se perguntando o que de fato não me agradou. Começo falando então dos efeitos especiais. Extremamente exagerados e superficiais, eles deixaram o filme com uma aparência de jogos de vídeo-game. Os personagens não pulavam, saltitavam. Ficou tão falso quanto uma nota de três reais. Em comparação com O Senhor dos Anéis, Peter Jackson teve dessa vez em mãos uma tecnologia ainda mais avançada e em 3D, e talvez tenha sido exatamente isso que estragou. O excesso as vezes não cai bem.

O roteiro por si só deixou diversos furos e pontas soltas, e qualquer um que tenha lido o livro percebe isso explicitamente. Nesse momento muitos vão dizer que "um filme não precisa ser extremamente fiel ao livro", mas com isso eu não concordo. Se é para adaptar para as telas, que seja pelo menos o mais próximo possível do original. Foram dois filmes e meio de "enrolação" para no final mostrar tudo de forma corrida, deixando coisas sem nenhuma explicação. O terceiro filme começa sem nenhuma espécie de introdução, o que deixa qualquer um perdido (a não ser que você olhe os três filmes de uma vez só, sem parar). Nem as atuações de um excelente elenco salvaram a trilogia, pois pareciam todos marionetes de um enredo vazio.


O exagero nos efeitos foi o principal ponto negativo da franquia.

Festivais e premiações nem sempre devem servir de parâmetro para dizer se um filme é bom ou ruim, mas em alguns casos sim, isso quer dizer alguma coisa. Não é à toa que o sucesso anterior de Peter Jackson levou para casa nada menos do que 22 estatuetas do Óscar das 30 que disputou. Já O Hobbit termina sua sequência quase esquecido pelas premiações e sem levar nenhum prêmio para casa.

Por mais que os filmes tenham sido abaixo do esperado, não há como negar que a velha música do condado dos hobbits ainda emociona. No final do último filme há também uma espécie de prólogo da história de Os Senhor dos Anéis, retratando o apêndice que Tolkien escreveu no final do livro original. Outra ligação feita entre uma história e outra é o fato de mostrar quando Bilbo Bolseiro encontra o anel que Frodo destrói anos depois.

Opinião da Crítica e o desempenho nas bilheterias

A opinião dos críticos, em geral, foi bastante dividida. Peter Jackson utilizou na trilogia uma tecnologia revolucionária, utilizando 48 quadros por segundo ao invés do padrão que é 24. Enquanto alguns afirmaram que "tudo parecia mais nítido, dando uma sensação mais real e suave", outros disseram que "a qualidade ultra-real possibilitou detectar mais fácil sets pintados e narizes falsos do que em qualquer outro filme".

A única coisa que dá para dizer que não foi um fracasso em O Hobbit foi o valor arrecadado nas bilheterias. E assim como premiações, todos sabemos que isso também não quer dizer absolutamente nada. Os três filmes foram um sucesso, arrecadando mais que o triplo do orçamento, sobretudo o último filme. Salas lotadas também dividiram opiniões, mas em sua grande maioria foram positivas.

Em um passado não tão distante, os efeitos eram apenas ferramentas extras para dar realismo a determinados tipos de histórias, e não o "carro-chefe" de uma produção. Por fim, a dúvida que fica é a mesma que já vem de anos: será que o cinema está realmente indo para frente com a ajuda da tecnologia ou será que está regredindo? Será que o talento está perdendo seu valor com o uso exacerbado da computação? Isso eu deixo para vocês refletirem.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Confira a lista de indicados ao Globo de Ouro 2015

Foram anunciados nessa quinta-feira (11) os indicados ao Globo de Ouro 2015, que será realizado no dia 11 de janeiro de 2015. A 72ª edição da premiação deverá ser uma das mais disputadas dos últimos anos, com grandes nomes concorrendo em todas as categorias. O destaque da vez ficou com o longa Birdman, que recebeu sete indicações, seguido de Boyhood - Da Infância à Juventude e Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, cada um com cinco.

O anúncio foi feito pela atriz Kate Beckinsale, no Beverly Hills Hotel.

Na categoria de melhor filme de drama, o franco favorito é o longa Boyhood - Da Infância à Juventude, dirigido por Richard Linklater, e que levou 12 anos para ser finalizado. Podem surpreender ainda os filmes A Teoria de Tudo, baseado na biografia de Stephen Hawking, Foxcather: Uma História que Chocou o Mundo, que traz uma atuação surpreendente de Steve Carell, e O Jogo da Imitação, com o novo queridinho de Hollywood, Benedict Cumberbatch, que também concorre como melhor ator. A ausência mais sentida foi a da ficção científica Interestelar, dirigida por Christopher Nolan, que só recebeu indicação como melhor trilha sonora. Garota Exemplar e Corações de Ferro também eram apostas e acabaram ficando de fora.

Já na categoria de melhor filme de comédia ou musical, os destaques ficam com Birdman, de Alejandro González Iñarritú, e O Grande Hotel Budapeste, do excêntrico Wes Anderson. A superprodução Caminhos da Floresta pode surpreender, com atuações impressionantes de Amy Adams e Meryl Streep, que concorrem a melhor atriz e melhor atriz coadjuvante respectivamente.

Para o prêmio de melhor ator de drama, os principais favoritos são Benedict Cumberbatch, Eddie Redmayne e Steve Carell. O último, conhecido por seus filmes de comédia, surpreende com uma das atuações dramáticas mais impressionantes dos últimos anos. Como melhor ator de comédia/musical, cinco nomes conhecidos disputam o prêmio: Christoph Waltz, Michael Keaton, Ralph Fiennes, Bill Murray e Joaquim Phoenix. Concorrendo ao prêmio de melhor atriz, as principais favoritas são Reese Whiterspoon, Felicity Jones e Julianne Moore, que concorre em duas categorias, drama e comédia. Para comédia/musical, a favorita é Amy Adams, por Big Eyes, mas Emily Blunt e a própria Moore podem surpreender.

Na categoria de melhor diretor, os nomes mais conhecidos são de David Fincher, que já recebeu o prêmio em 2011 por A Rede Social, Richard Linklater, Alejandro González Iñarritú e Wes Anderson, que concorre pela primeira vez na categoria. A grande surpresa é Ava Duvernay, que já concorre a melhor direção com seu filme de estreia. Para melhor roteiro, só Garota Exemplar não está concorrendo também para melhor filme.

Abaixo vocês podem conferir a lista completa de indicados, inclusive com as indicações para as categorias de televisão, cujas séries Fargo, House of Cards, The Good Wife e Orange is The New Black foram destaque.

Cinema

Melhor filme - Drama
A Teoria de Tudo
Boyhood - Da Infância à Juventude
Foxcather
O Jogo da Imitação
Selma

Melhor Filme - Comédia/Musical
Birdman
Caminhos da Floresta
O Grande Hotel Budapeste
Pride
Um Santo Vizinho

Melhor ator - Drama
Benedict Cumberbatch, por O Jogo da Imitação
David Oyelowo, por Selma
Eddie Redmayne, por A Teoria de Tudo
Jake Gyllenhaal, por O Abutre
Steve Carell, por Foxcather

Melhor atriz - Drama
Felicity Jones, por A Teoria de Tudo
Jennifer Aniston, por Cake
Julianne Moore, por Still Alice
Reese Witherspoon, por Livre
Rosamund Pike, por Garota Exemplar

Melhor ator - Comédia/Musical
Bill Murray, por Um Santo Vizinho
Christoph Waltz, por Big Eyes
Joaquim Phoenix, por Vício Inerente
Michael Keaton, por Birdman
Ralph Fiennes, por O Grande Hotel Budapeste

Melhor atriz - Comédia/Musical
Amy Adams, por Big Eyes
Emily Blunt, por Caminhos da Floresta
Helen Mirren, por A 100 Passos de um Sonho
Julianne Moore, por Mapa para as Estrelas
Quvenzhané Wallis, por Annie

Melhor ator coadjuvante
Edward Norton, por Birdman
Ethan Hawke, por Boyhood - Da Infância à Juventude
J.K. Simmons, por Whiplash - Em Busca da Perfeição
Mark Ruffalo, por Foxcather
Robert Duvall, por O Juiz

Melhor atriz coadjuvante
Emma Stone, por Birdman
Keira Knightley, por O Jogo da Imitação
Jessica Chastain, por A Most Violent Year
Meryl Streep, por Caminhos da Floresta
Patrícia Arquette, por Boyhood - Da Infância à Juventude

Melhor diretor
Alejandro González Iñarritú, por Birdman
Ava Duvernay, por Selma
David Fincher, por Garota Exemplar
Richard Linklater, por Boyhood - Da Infância à Juventude
Wes Anderson, por O Grande Hotel Budapeste

Melhor roteiro
Birdman, de Alejandro González Iñrritú
Boyhood - Da Infância à Juventude, de Richard Linklater
Garota Exemplar, de Gillyan Flinn
O Jogo da Imitação, de Graham Moore
O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson

Melhor filme de animação
Como Treinar Seu Dragão 2
Festa no Céu
Operação Big Hero
Os Boxtrolls
Uma Aventura Lego

Melhor filme estrangeiro
Força Maior, da Suécia
Gett the Trial of Viviane Amsalem, da França
Ida, da Polônia
Leviatã, da Rússia
Tangerines, da Estônia

Melhor trilha original
A Teoria de Tudo, de Johann Johannsson
Birdman, de Antonio Sanchez
Garota Exemplar, de Trent Reznor & Atticus
Interestelar, de Hans Zimmer
O Jogo da Imitação, de Alexandre Desplat

Melhor Canção Original
Big Eyes, de Big Eyes (Lana Del Ray)
Glory, de Selma (John Legend)
Mercy Is, de Noé (Patty Smith e Lenny Kaye)
Opportunity, de Annie
Yellow Flicker Beat, de Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 (Lorde)


Televisão

Melhor série - Drama
Downton Abbey
Game of Thrones
House of Cards
The Affair
The Good Wife

Melhor série - Comédia/Musical
Girls
Jane the Virgin
Orange is The New Black
Silicon Valley
Transparent

Melhor minissérie ou filme para a televisão
Fargo
Olive Kitteridge
The Missing
The Normal Heart
True Detective

Melhor ator em série - Drama
Clive Owen, por The Knick
Dominic West, por The Affair
James Spader, por The Blacklist
Kevin Spacey, por House of Cards
Liev Schreiber, por Ray Donovan

Melhor atriz em série - Drama
Claire Danes, por Homeland
Julianna Margulies, por The Good Wife
Robin Wright, por House of Cards
Ruth Wilson, por The Affair
Viola Davis, por How to Get Away With Murder)

Melhor ator em série - Comédia/Musical
Don Cheadle, por House of Lies
Jeffrey Tambor, por Transparent
Louis C. K., por Louie
Ricky Gervais, por Derek
William H. MAcy, por Shameless

Melhor atriz em série - Comédia/Musical
Edie Falco, por Nurse Jackie
Gina Rodriguez, por Jane the Virgin
Julia Louis-Dreyfus, por Veep
Lena Dunham, por Girls
Taylor Schilling, por Orange is The New Black

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a televisão
Alan Cumming, por The Good Wife
Bill Murray, por Olive Kitteridge
Colin Hanks, por Fargo
Jon Voight, por Ray Donovan
Mat Bomer, por The Normal Heart

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para a televisão
Allison Janney, por Mom
Joanne Froggatt, por Downton Abbey
Kathy Bates, por American Horror Story
Michelle Monaghan, por True Detective
Uzo Aduba, por Orange is The New Black

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Especial: A trilogia "Before", de Richard Linklater


Richard Linklater é um diretor que sabe retratar a vida e a passagem do tempo como ninguém. Seu nome voltou à tona esse ano com o término das gravações de Boyhood, filme que levou 12 anos para ser feito e que acompanhou o envelhecimento real dos atores em cena. No entanto, se engana quem pensa que essa foi a primeira vez que ele usou esse tipo de recurso nas telas.  Assim como Boyhood, Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia-Noite, que formam a elogiada trilogia "Before", também trazem atores que envelhecem junto com a história. Filmados em períodos diferentes, juntos somam ao todo 18 anos, de 1995 a 2013.


No primeiro filme da trilogia, lançado em 1995, o americano Jesse (Ethan Hawke) e a francesa Celine (Julie Delpy) se conhecem em uma viagem de trem e resolvem passar uma noite juntos em Viena. O enredo foi baseado em uma história real ocorrida na vida do diretor, que assim como os personagens principais, também teria passado uma noite com uma desconhecida após uma viagem de trem.

O mais interessante, porém, é que o filme foge de qualquer esteriótipo do gênero. Eles não passam uma noite juntos em uma cama de hotel, por exemplo, mas pelo contrário, aproveitam cada segundo curtindo o que de melhor tem para curtir na capital austríaca. Entre caminhadas pelas ruas da cidade e visitas aos seus principais pontos turísticos, eles vão debatendo sobre diversos assuntos e descobrindo o que tem de comum e de diferente entre si. De assuntos simplórios do dia-dia a questões existenciais, o forte do filme, assim como o de toda trilogia, são os diálogos e a espontaneidade das atuações.

Algumas cenas são emblemáticas, como a cena em que eles estão caminhando à beira do rio Danúbio e se deparam com o que Jesse chama de "uma versão vienense de um vagabundo", que ao invés de pedir dinheiro, pede a eles uma palavra para que ele crie a partir dela um poema. Quando começamos a nos apaixonar pelo casal, ainda no começo da manhã eles são obrigados a se separar, já que cada um tem seus próprios compromissos. Ele volta para os Estados Unidos e ela vai para Paris, com a promessa de se verem 6 meses depois para reviverem a melhor noite de suas vidas. O filme termina e a empatia pelo casal é tão grande que é impossível não torcer para que tudo dê certo para eles.


Em 2004, exatos 9 anos após o primeiro filme, Linklater apresentou a continuação da história, respondendo aos fãs a pergunta do que teria ocorrido com os dois. Jesse agora é escritor e está em Paris para promover seu primeiro sucesso, que conta exatamente a história de um casal que vive um romance em Viena após se conhecerem em um trem. Na vida real, Linklater também teria filmado o primeiro filme com a intenção de que a mulher que havia conhecido se identificasse e os dois pudessem se reencontrar. O que ele não sabia, porém, era que ela havia morrido em um acidente de carro um ano antes do lançamento do filme.

Não demora para percebemos que Jesse e Celine não se encontraram conforme o prometido, por motivos completamente alheios as suas vontades. Quando Celine aparece no local onde Jesse está participando de uma entrevista coletiva após o lançamento do seu livro, os dois tem um pouco mais de uma hora e meia para colocar todos os assuntos em dia, antes dele pegar o avião de volta para casa. Assim como no primeiro filme, os diálogos são o grande chamativo do filme, onde vamos aos poucos descobrindo o que cada um fez de sua vida nesse período de tempo, de suas alegrias às suas frustrações. Jesse agora está casado e tem um filho pequeno. Já a vida amorosa de Celine segue completamente instável. No entanto, fica evidente que ambos parecem nunca ter se recuperado daquela noite especial de nove anos atrás.

O final de Antes do Pôr do Sol, assim como o final do primeiro, também deixa aquela ponta de curiosidade sobre sua continuação. Após uma das cenas mais bonitas da trilogia, onde Celine canta uma música de sua autoria sobre o romance dos dois no violão, ela o relembra de ir embora para não perder o vôo e ele apenas ri, deixando subentendido se ele vai ou não embora naquele momento.


Essa pergunta já é respondida na primeira cena de Antes da Meia-Noite, lançado em 2013 (novamente 9 anos após o antecessor). Jesse e Celine estão agora casados e tem duas filhas. O passar dos anos, no entanto, trouxe tudo aquilo que o peso de um relacionamento traz. O amor entre eles não parece mais o mesmo, e as brigas passaram a ser constantes. Além disso, cada um parece ter chegado naquele ponto da vida em que nos perguntamos o que afinal fizemos de nossas vidas.

O filme é muito mais denso que os dois primeiros, e trata a forma como o tempo molda a vida de todos. Linklater escancara os problemas que acontecem com a maioria dos relacionamentos, e fecha com chave de ouro a trilogia mais romântica e bonita do cinema. É possível se reinventar e fazer ressurgir o amor pela pessoa com que se está junto há anos? Isso só o final do filme pode responder.

Resumindo a trilogia em uma frase, dá para dizer que é "a vida como ela é", retratada com fidelidade nas telas. O mais legal de tudo é que os atores realmente parecem apaixonados, e que Linklater apenas colocou uma câmera filmando-os. Não parecem estar encenando, tamanha é a veracidade dos sentimentos. Tanto Hawke como Delpy estão impecáveis, e nos 18 anos que separam os filmes entre si, a sintonia continuou a mesma. Profunda e reflexiva, essa é uma das melhores trilogias do cinema, sem contar que os filmes individualmente estão entre os melhores do gênero.

sábado, 4 de outubro de 2014

As primeiras apostas para o Óscar 2015

Estamos em outubro, e faltam cerca de 4 meses para a próxima edição do Óscar, prêmio máximo do cinema mundial. Como sempre acontece nessa época, já começaram a surgir os primeiros boatos e burburinhos a respeito dos possíveis candidatos, e o Cinema Arte não poderia ficar de fora dessa. Abaixo vocês conferem alguns dos nomes que mais vem sendo citados pela crítica especializada, tanto para os prêmios principais quanto para os secundários.

Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo

Exibido em primeira mão no Festival de Cannes, Foxcatcher já é uma das principais apostas para o próximo Óscar. Baseado em uma história real, o filme acompanha o difícil relacionamento entre o campeão olímpico Mark Schultz e o milionário John du Pont, que decidiu investir em sua carreira.

A primeira aposta é para a direção. Bennett Miller tem apenas dois filmes na carreira, e ambos foram indicados ao prêmio de melhor filme em Óscars passados: Capote e O Homem que Mudou o Jogo. Seguindo esse histórico, é de se esperar que novamente seu nome esteja entre os principais concorrentes. Na parte das atuações, quem tem tudo pra surpreender é Steve Carrell, conhecido por fazer comédias mas que parece (pelos trailers) ter uma excelente capacidade também para dramas . Aliás, sua mudança física vem sendo considerada uma das mais impressionantes dos últimos anos.

The Imitation Game

Dirigido pelo pouco conhecido Morten Tyldum, o longa ficou anos na "Black List", como é chamada a relação dos roteiros elogiados mas que jamais saíram do papel. O filme mostra a vida de Alan Turing, um conhecido gênio da informática que criou os conceitos por trás da criação do computador, além de ter ajudado a quebrar o código Enigma, utilizado pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

O longa, no entanto, vai além de sua carreira, mostrando uma outra faceta do matemático: a do homossexual enrustido que foi perseguido pelo governo inglês. No elenco estão nomes como Benedict Cumberbatch, Keira Knightley e Matthew Goode, e todos tem sido muito elogiados pela crítica especializada. Aliás, Benedict é a principal aposta do filme, para levantar o prêmio de melhor ator.


A Teoria de Tudo

A fantástica história real de Stephen Hawking tornou-se o centro das atenções no Festival de Toronto desse ano. O diretor James Marsh já possui um Óscar em casa, pelo documentário O Equilibrista, e dessa vez tem ambições maiores.

O que mais chamou a atenção da crítica foram as atuações de Felicity Jones e Eddie Redmayne, que levam a produção nas costas e devem certamente concorrer aos prêmios desse ano. Mais do que isso, o filme tem boas chances de concorrer como melhor roteiro adaptado e até mesmo melhor filme.


Boyhood - Da Infância à Juventude

Lançado no festival de Sundance, o longa já conquistou de cara uma legião de críticos. Todos, quase sem exceção, dizem que trata-se de um dos filmes mais belos e bem feitos dos últimos anos, e o próprio diretor Robert Linklater declarou que devolve o dinheiro do ingresso para quem não gostar da história.

O longa demorou doze anos para ser filmado e acompanha, literalmente, os doze anos na vida do jovem Mason, de seus 6 anos até os 18. Extremamente interessante, tem tudo para agradar a Academia e disputar boa parte dos prêmios principais, além de ser uma experiência única na história do cinema.

Interestelar

Depois de ganhar o Óscar de melhor ator por Clube de Compras Dallas, Matthew McConaughey está de volta, dessa vez sob a direção de Christopher Nolan, um dos diretores mais populares da nova geração. Por conta disso, é grande a expectativa em torno da ficção científica Interestelar desde que seus primeiros trailer começaram a ser lançados.

No ano passado, Gravidade foi um dos principais vencedores da edição do Óscar, voltando a chamar a atenção para o gênero, tão pouco lembrado pela Academia. Abordando questões sobre a existência da vida na terra, o filme tem um elenco de peso. Além de McConaughey, tem Anne Hathaway (também ganhadora no último Óscar), Michael Caine, Jessica Chastain, Matt Damon e Elles Burstyn, e pelo que se vê nos trailers, promete ser uma experiência incrível.


Invencível

Há quem diga que Invencível será um dos filmes mais indicados do próximo Óscar, mas isso só o tempo dirá. Dirigido por Angelina Jolie (sim, ela mesma), e roteirizado pelos irmãos Joel e Ethan Coen, o filme deve mostrar a vida do atleta olímpico Louis Zampieri, baseado em um livro escrito por Laura Hillebrand.

Em plena Segunda Guerra Mundial, Zampieri sobreviveu a uma queda de avião, a 47 dias perdido no mar, e a três anos como prisioneiro dos japoneses. Uma história que tem tudo para agradar a Academia e que já vem chamando atenção pelos trailers.

Garota Exemplar

O livro homônimo de Gillian Flynn conquistou muitos fãs ao redor do mundo, e fez aumentar bastante a expectativa por sua adaptação. A presença de David FIncher na direção não apenas lhe deu credibilidade, como também o colocou na lista dos possíveis candidatos ao Óscar.

O enredo acompanha os esforços de um homem para desvendar o que aconteceu com sua esposa, que desapareceu bem no aniversário de casamento deles. O problema é que, devido a sua reputação, o mesmo se torna um suspeito em potencial para a polícia. Estrelado por Ben Affleck, o ator deve voltar ao Óscar, dois anos depois do vitorioso Argo.


Mr. Turner

Exibido pela primeira vez no Festival de Cannes, Mr. Turner é o mais recente trabalho do consagrado diretor Mike Leigh, e mostra a vida e a obra do pintor inglês J.M.W. Turner, um dos precursores do impressionismo.

Com uma bela fotografia, que busca recriar nas telas a ambientação criada por Turner em suas obras, o longa é sério candidato nas categorias técnicas. Timothy Spall, intérprete do pintor, também tem boas chances de concorrer como melhor ator, prêmio que ganhou em Cannes.

Maps to the Stars

Também exibido em primeira mão no Festival de Cannes desse ano, Maps to the Stars é a visão crítica do experiente diretor David Cronenberg a respeito da busca desenfreada pela fama em Hollywood.

O grande potencial para uma possível indicação é da atriz Julianne Moore, premiada em Cannes, e que deve certamente estar na disputa desse ano. Ela interpreta uma atriz decadente que tenta, de todas as formas possíveis, conseguir o papel principal na refilmagem de um grande sucesso estrelado por sua mãe décadas atrás.


Corações de Ferro

Estrelado por Brad Pitt e Shia LaBebouf, Corações de Ferro, do diretor David Ayer, é uma superprodução de guerra que vem sendo considerado um dos longas mais esperados desse final de ano.

A história mostra um grupo de soldados americanos que recebe a missão de atacar nazistas dentro da própria Alemanha, mesmo com um número bastante inferior em relação ao inimigo. Liderados pelo destemido sargento Wardaddy (Pitt), eles não desistem e vão até o fim para cumprir a missão. Muito se espera desse filme, e tem tudo para concorrer em diversas categorias.


Birdman

Novo trabalho de um dos diretores que mais admiro, Alejandro González Iñarritú, Birdman conta a história de um super-herói que foi um ícone cultural e que agora, em plena decadência, tenta se dar bem no papel dele mesmo em um musical sobre sua carreira.

O longa chama a atenção por ser a primeira comédia da carreira do diretor, e conta com um elenco de peso: Edward Norton, Michael Keaton, Emma Stone, Naomi Watts, entre outros.

Trash - A Esperança vem do Lixo

Stephen Daldry dirigiu quatro filmes ao longo da carreira e todos, sem exceção, foram indicados ao Óscar, e em categorias importantes. Diante disso, há grande expectativa em torno de Trash, seu mais novo trabalho, e que foi filmado inteiramente no Brasil.

Baseado no best seller homônimo escrito por Andy Mulligan, o filme acompanha a vida de três adolescentes que vivem e trabalham em um lixão, e que certo dia encontram uma carteira abandonado com instruções para encontrar um suposto tesouro. Estrelado por Martin Sheen e Rooney Mara, o filme tem boas chances inclusive de disputar o prêmio principal.


Wild

Após dirigir uma das surpresas no Óscar do ano passado, Clube de Compras Dallas, Jean-Marc Vallée está de volta com seu mais novo trabalho: Wild, novamente baseado em fatos reais. Dessa vez ele nos mostra a saga de Cheryl Strayed, que resolveu levar uma vida junto à natureza selvagem.

O longa em boas chances de render uma indicação para Reese Whiterspoon, ganhadora de um Óscar, mas que andava sumida das principais produções nos últimos anos.

Vício Inerente

A expectativa a cerca de Vício Inerente se dá principalmente pelo nome de seu diretor, Paul Thomas Anderson. Responsável por sucessos de crítica como Sangue Negro, Boogie Night e Magnólia, dessa vez ele volta a trabalhar com um grande estúdio de Hollywood, apresentando uma história que envolve o sequestro de um bilionário latifundiário feito por um detetive. 

No elenco estão nomes como Joaquim Phoenix, Benício Del Toro, Owen Wilson, Josh Brolin e Reese Whitersrpoon. As categorias são incertas, mas é bastante esperado que ele marque presença na premiação do ano que vem de alguma forma.


Big Eyes

Tenho uma estreita relação de amor e ódio com Tim Burton e seu modo de fazer cinema. Sou fã de filmes como Ed Wood, Edward Mãos de Tesoura, Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, Sweeney Todd, mas em compensação, odiei filmes como Os Fantasmas se Divertem, O Estranho Mundo de Jack e Sombras da Noite.

Dessa vez ele está diferente, menos sombrio, em um filme que pode lhe render a primeira indicação como melhor direção, ao mostrar a história real da pintora Margarete Keane, conhecida nos anos 50 por pintar crianças com olhos grandes e assustadores. Amy Adams, que dá vida a personagem, tem tudo para arrecadar mais uma indicação, a sexta da carreira e a terceira seguida.

Magia ao Luar

Apesar de esnobar a premiação há anos, Woody Allen sempre tem seu nome e seus filmes indicados, numa longa história de amor e ódio com a Academia. O novo filme do veterano diretor traz uma pitada de magia e romantismo, acompanhando os esforços de um especialista em descobrir charlatões para desmascarar uma falsa médium.

Como de praxe, a indicação para melhor roteiro original é a mais esperada, mas pode sobrar algo para fotografia e trilha sonora.

Caminhos da Floresta

O elenco de Caminhos da Floresta já chama a atenção logo de cara, com nomes como Johnny Depp, Mery Streep e Emily Blunt. Baseado no premiado musical de mesmo nome, e dirigido por Rob Marshall (Chicado, Memórias de Uma Gueixa e Nine), o longa é uma verdadeira brincadeira com diversos personagens famosos de contos de fadasm como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Rapunzel.

Na premiação, o longa deve concorrer em categorias técnicas como maquiagem e direção de arte, mas também pode surpreender em categorias maiores.

O Grande Hotel Budapeste

Wes Anderson possui uma estética própria que lhe rendeu milhares de admiradores ao redor do mundo, e três indicações ao Óscar, por Os Excêntricos Tenembaums (roteiro original), O Fantástico Sr. Raposo (animação) e Moonrise Kingdom (roteiro original). O Grande Hotel Budapeste estreou oficialmente no Festival de Berlim desse ano, onde recebeu diversos elogios.

A história, que acompanha as aventuras de um gerente de hotel e seu jovem empregado, e mostra desde o roubo de um famoso quadro até a briga de integrantes de uma família por uma herança, tem tudo para render uma nova indicação como melhor roteiro para Anderson, além de correr por fora em fotografia e direção de arte.


Como Treinar o Seu Dragão 2

2014 foi um ano bem pouco rentável para o mundo das animações, e entre todos os lançamentos, Como Treinar o Seu Dragão 2 foi o que chamou mais a atenção, e deve vir como favorito para vencer o prêmio de melhor animação em 2015. Vale lembrar que o primeiro filme da saga recebeu duas indicações em 2010, nas categorias de melhor animação e melhor trilha sonora.

Winter Sleep

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, Winter Sleep, do turco Nuri Bilge Ceylan, é um dos fortes candidatos para vencer o prêmio de melhor filme estrangeiro esse ano. O filme, que se passa na península anatoliana, promete examinar de forma sensível a diferença que há entre os ricos e os pobres, bem como entre poderosos e fracos.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Especial: 10 anos da morte de Marlon Brando


Um rebelde de gênio difícil e personalidade explosiva, que ao mesmo tempo era um amante dos animais e um influente ativista dos direitos civis americanos. Apesar da vida controversa, o fato é que Marlon Brando é considerado (e com razão) um gênio quando se fala em atuar, sendo considerado por unanimidade um dos melhores atores que o cinema já viu.


Nascido em 3 de abril de 1924, Brando viveu sua infância em uma família difícil junto com mais duas irmãs, no vilarejo de Libertyville, no estado do Illinois. Seu pai ganhava a vida vendendo produtos químicos, e não era nada afetuoso com as crianças. Na sua biografia, Brando chegou a declarar que seu pai o beijava apenas uma vez no ano, na noite de natal. Já sua mãe era uma atriz de teatro extravagante que tinha sérios problemas com o alcoolismo. O ator também declarou que teve que ir diversas vezes buscar ela em bares da cidade, onde ela estava adormecida em cima da mesa.

Essa infância conturbada possivelmente foi o motivo dele ter crescido e se tornado um verdadeiro delinquente na adolescência. Aos 16 anos foi expulso da escola após escrever no quadro negro usando gasolina e posteriormente atear fogo. Matriculado numa academia militar, passou a ter aulas de teatro no local antes de ser novamente expulso, o que fez com que ele definitivamente desistisse de estudar.

Porém, ao ir para Nova York atrás de suas irmãs, Brando pegou gosto pela vida artística e passou a aprimorar suas técnicas de atuação em aulas de teatro com a famosa professora Stella Adler. Foi graças às aulas que ele conseguiu seu primeiro papel de destaque, na peça Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams.



No cinema, seu primeiro papel foi no longa Espírito Indômitos, de 1950, onde ele interpreta um veterano da Segunda Guerra Mundial ferido em combate que tenta se adaptar novamente à vida civil, mas que se sente angustiado por estar preso a uma cadeira de rodas. O filme fez sucesso e chegou a concorrer ao Óscar de melhor roteiro, fato que engrandeceu ainda mais a sua primeira aparição nas telas.

Sua segunda aparição no cinema veio em Uma Rua Chamada Pecado, adaptação da peça que ele já havia protagonizado e chamado a atenção. Dirigido por Elia Kazan e contracenando ao lado de Vivien Leigh, ele deu vida ao memorável Stanley Kowalski, um rude trabalhador operário que passava seu tempo livre entre bebidas, jogos de cartas e boliche. Brando foi indicado ao Óscar de melhor ator coadjuvante, e apesar de ser o franco favorito, acabou perdendo.



Viva Zapata! e Julio César, lançados respectivamente em 1952 e 1953, renderam mais duas indicações ao Óscar de melhor ator pra Brando, mas ambas sem sucesso. Ele só conquistaria o prêmio em 1954, pelo excelente Sindicato de Ladrões, novamente dirigido por Elia Kazan. Um ano antes, ele havia se tornado um ídolo da juventude da época ao protagonizar O Selvagem, onde dava vida a um motoqueiro líder de uma gangue. Sua vestimenta e sua rebeldia influenciaram outros nomes da cultura pop como James Dean e o próprio Élvis Presley. Naquela época, Brando chamou a atenção principalmente das mulheres por conta da sua beleza, que o transformou no mais novo símbolo sexual daquela geração.

Na segunda metade da década de 50, ele filmou mais 4 filmes, todos de pouca expressão: Garotos e Garotas, Casa de Chá do Luar de Agosto, Sayonara e o drama de guerra Os Deuses Vencidos. Já na década de 60, fez uma sequência de três bons filmes, sendo o mais famoso deles o drama Vidas em Fuga, dirigido por Sidney Lumet. Em 1961, o ator se arriscou pela primeira e última vez na direção, no faroeste A Face Oculta, que era para ter sido dirigido por Stanley Kubrick.

Ainda na década de 60, Brando faria parte de alguns filmes polêmicos. O primeiro deles foi Caçada Humana, de Arthur Penn, onde é vítima de uma longa cena de espancamento. Em Queimada!, filme que retratava historicamente a colonização americana e a luta entre espanhóis e portugueses que levou a dizimação quase total dos indígenas, Brando interpretou aquele que ele mesmo sempre declarou ter sido seu personagem preferido na carreira.

Depois de mais uma série de filmes pouco conhecidos, sua carreira alcançou níveis astronômicos no começo dos anos 70. Em 1972 ele protagonizou o clássico O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola, onde deu vida a Don Vito Corleone. A atuação inesquecível rendeu o segundo Óscar da sua carreira, que ele não aceitou em protesto contra a visão que Hollywood fazia dos índios em seus filmes. No mesmo ano, contracenou com Maria Schneider em O Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, um dos filmes mais polêmicos da década e um verdadeiro sucesso de bilheteria e crítica.



Em 1976, Brando contracenou com Jack Nicholson no faroeste Duelo de Gigantes, de Arthur Penn. Mas foi em 1979, novamente sob a direção de Coppola, que ele voltou a alcançar o sucesso dos filmes anteriores. Apocalypse Now é até hoje considerado um dos melhores filmes de guerra já produzidos, e mesmo com uma participação curta, seu personagem é extremamente importante para a história.

O filme de Coppola ficou marcado como sendo o último grande sucesso de Brando, que já estava em um processo acelerado de decadência física e resolveu viver seus próximos anos recluso em uma ilha da Polinésia Francesa. Obeso e vivendo na sombra do que um dia foi, ele passava seus dias assistindo filmes antigos, não recebia mais amigos, não atendia telefonemas, e recusava papéis importantes no cinema como Karl Marx, Pablo Picasso e Theodore Roosevelt.


Devido a problemas financeiros, ele aceitou voltar às telas em 1989, mas sem aplacar nenhum sucesso. Chegou a filmar uma paródia sem vergonha de O Poderoso Chefão chamada de Um Novato na Máfia, que como era de se esperar foi um verdadeiro fracasso. Os problemas pessoais, no entanto, voltaram a chamar muito mais atenção do que sua carreira.

Ao longo de sua vida Brando se casou três vezes, mas quando se fala em relacionamentos amorosos (seja com desconhecidas, seja com celebridades), é impossível chegar a um número final. Diz-se que ele possui mais de 15 filhos espalhados pelo mundo, ainda que a maioria não seja reconhecida pelo mesmo. Essa sua falta de compromisso com a família pode ter sido a causa de dois fatos trágicos: a prisão de seu filho Christian após matar o namorado da irmã, Cheyenne, e o suicídio dela anos mais tarde, em 1995, quando estava no auge da depressão.

Por fim, são poucos os atores que conseguem encantar o público logo em seu primeiro filme, e disso Marlon Brando podia se vangloriar. Era impossível não amá-lo em cena, mesmo que estivesse no papel de um personagem repugnante. No entanto, sua vida pessoal conturbada acabou criando uma visão odiosa acerca de si, que infelizmente destruiu sua carreira, sua família e sua vida. Mesmo assim, o que ele fez ao cinema ficou na história, e isso nunca será apagado. E para mim, é isso que realmente importa.


sábado, 8 de março de 2014

As Mulheres e o Cinema: Grandes Musas da Sétima Arte

Se há uma coisa certa nessa vida, é que o cinema, assim como o mundo, não seria a mesma coisa sem a presença das mulheres. Seja com personagens provocantes e de personalidade forte, ou simplesmente moças ingênuas e aparentemente indefesas, as mulheres sempre chamaram a atenção nas telas.

É interessante analisar a mudança comportamental do ser-humano através de suas presenças nos filmes, até porque a postura das mulheres na sociedade mudou muito do cinema mudo até os dias de hoje. Nesse dia 8 de março é o dia delas, e para homenageá-las nada melhor do que relembrar todos os grandes nomes que já fizeram e ainda fazem parte da história da sétima arte.

As primeiras mulheres nas telas
Theda Bara, a primeira "mulher fatal" do cinema.

Pode-se dizer que o primeiro nome a chamar a atenção é o de Theda BaraConhecida por usar figurinos exóticos em seus papéis, alguns inclusive transparentes (o que era chocante para a época), ela é considerada a primeira "mulher fatal" do cinema. Theda participou de mais de 40 filmes entre 1914 e 1926, mas apenas seis deles sobreviveram intactos até os dias de hoje. Seus maiores sucessos foram Escravo de uma Paixão, lançado em 1915, Cleópatra, de 1917 e Mulher Libertina, de 1924.

Musidora, um símbolo
sexual da época.
A francesa Musidora também fez sucesso no cinema mudo, principalmente depois de participar do clássico Os Vampiros. Assim como Theda foi a primeira mulher fatal do cinema, Musidora pode ser considerada a primeira do continente europeu. Juntas, elas foram responsáveis pela criação da alcunha "vamp", que logo passou a ser referida às mulheres provocantes. Outra atriz a ganhar a alcunha foi a polonesa Pola Negri, que foi levada aos Estados Unidos pelo diretor Ernest Lubitsch e estrelou sucessos como Carmen, Madame Duvary, e Beijos que se Vendem.

Outros nomes também fizeram sucesso na época, como Lillian Gish, Colleen Moore, Clara Bow e Gloria Swanson, mas nenhuma causou tanto alvoroço quanto Mary Pickford, que na época, só perdia para Charlie Chaplin em popularidade. A atriz canadense ficou conhecida na época como a "Queridinha da América", e se tornou uma figura importante para o crescimento dos filmes de ação. Ela participou de mais de 200 películas ao todo, e chegou a ganhar o Óscar de melhor atriz em 1930 por Coquette.
Mary Pickford, a atriz mais popular do cinema mudo americano.

Grandes atrizes da época de ouro do cinema

Após o surgimento da fala nos filmes, grandes atrizes começaram também a aparecer, num período extremamente rico para o cinema. São nomes cultuados até hoje, e que foram responsáveis por colocar as mulheres de vez na cultura popular. Algumas já haviam iniciado a carreira no cinema mudo, mas o advento do som fez com que elas pudessem ser muito mais dinâmicas em seus papéis, o que também serviu para incentivar novas atrizes.

Greta Garbo

Com uma beleza até antes nunca vista no cinema, a sueca Greta Garbo conquistou o mundo nos anos 30. Considerada uma das mulheres mais fascinantes do século passado, Garbo passou por dificuldades ao chegar nos Estados Unidos por inicialmente não falar bem o inglês, mas depois de se adaptar, sua carreira foi meteórica. Ela era conhecida por ser uma pessoa bastante reclusa, e pouco se sabia e muito se especulava a respeito de sua vida particular.

Ingrid Bergman

Dona de um dos rostos mais lindos que já apareceram nas telas, a também sueca Ingrid Bergman foi levada cedo para os Estados Unidos, onde se tornou uma estrela logo de cara, graças ao seu estilo próprio que encantou diretores, colegas, e o público em geral. Bergman foi premiada com três Óscars, sendo dois como melhor atriz e uma como melhor atriz coadjuvante. Seus maiores sucessos foram Casablanca e Por Quem os Sinos Dobram, além de ter participado de três filmes em parceria com o mestre do suspense, Alfred Hitchcock.

Vivien Leigh

Impossível falar em mulheres marcantes do cinema sem citar o nome de Vivien Leigh, a inesquecível Scarlett O'Hara de E O Vento Levou. A atriz, nascida na Índia (quando o país ainda era território britânico), fez poucos filmes para o cinema (já que sua carreira foi mais voltada ao teatro), mas isso não a impediu de levar dois Óscars para casa, um pelo próprio E O Vento Levou e outro por Uma Rua Chamada Pecado, onde contracenou com Marlon Brando.


Katherine Hepburn

A carreira de Hepburn é uma das mais famosas, rentáveis e extensas do mundo do cinema. Trabalhando em diversos gêneros, da comédia ao drama, ela é até hoje a atriz com o maior número de Óscars conquistados, quatro ao total. Sua personalidade excêntrica fez ela obter inúmeros fãs, mas também inúmeros desafetos. Seus maiores sucessos foram Manhã de Glória, Levada da Breca, A Costela de Adão, Adivinhe Quem Vem Para Jantar, O Leão no Inverno e Núpcias de um Escândalo.

Marlene Dietrich

O rosto mais marcante de toda a história do cinema alemão. Marlene Dietrich iniciou a carreira ainda na Alemanha, mas migrou para os Estados Unidos em 1935 após receber convite de Hitler para participar de filmes pró-nazismo, tornando-se americana naturalizada. Foi uma das mulheres que mais ditaram moda nos anos 20, sendo a primeira a abdicar dos vestidos e usar calças longas. Seus maiores sucessos foram Testemunha de Acusação, de Billy Wilder, Pavor nos Bastidores, do Hitchcock e o clássico O Julgamento de Nuremberg.

Olivia de Havilland

Filha de pais britânicos, Olivia de Havilland fez muito sucesso entre as décadas de 30 e 40, participando de filmes como Sonhos de uma Noite de Verão, As Aventuras de Robin Hood, e E O Vento Levou, onde teve a melhor atuação da sua carreira ao interpretar a doce e inocente Melanie. Ela venceu dois Óscars de melhor atriz, por Só Resta uma Lágrima e Tarde Demais.

Joan Fontaine

Irmã mais nova de Olivia de Havilland, Fontaine teve a carreira um pouco menos badalada do que a primogênita, mas ainda assim teve grande aclamação. Seu sucesso surgiu com Rebecca - A Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock, que lhe rendeu não só a fama, como também o único Óscar da carreira.


Grace Kelly

Uma das mais belas atrizes que Hollywood já viu, ficou conhecida como Princesa Grace de Mônaco após se casar com o príncipe-soberano Rainier III. No cinema participou de 11 filmes, sendo seus maiores sucessos Disque M Para Matar, Janela Indiscreta e Ladrão de Casaca, ambos de Alfred Hitchcock, e Amar é Sofrer, pelo qual ganhou Óscar em 1955.

Rita Hayworth

De dançarina de cabaré a atriz mundialmente conhecida e respeitada. Essa foi a história de ascensão de Rita Hayworth, que ganhou fama após protagonizar o sucesso Gilda, de 1946. No filme, ela aparece fazendo uma cena de strip-tease (não como vemos agora, mas de forma sugestiva, com ela tirando vagarosamente a luva das mãos), o que serviu para encher as salas de cinemas na época e causar polêmica.

Jean Harlow

Harlow foi a primeira atriz loira a explorar seu sex-appeal, anos antes do furacão Marilyn Monroe. Nas telas, seus maiores sucesso foram A Guarda Secreta, Anjos do Inferno, O Inimigo Público Número Um e o clássico de Charlie Chaplin, Luzes da Cidade. Sua vida fora das telas, porém, foi o que chamou mais atenção, graças a seu temperamento difícil e seus casos amorosos desastrosos.


Lauren Bacall

Conhecida por sua voz rouca e sua aparência sensual, ela se tornou um ícone entre os anos 50 e 60, ditando inclusive a moda na época. Seus principais sucessos foram nos filmes À Beira do Abismo, Prisioneiro do Passado e Como Agarrar um Milionário, esse último ao lado de Marilyn Monroe.

Donna Reed

O maiores sucessos de Donna Reed foram A Felicidade Não se Compra, do diretor Frank Capra e A Um Passo da Eternidade, de Fred Zinnemann. Apesar de ser menos conhecida do que as outras da lista, sua presença nas telas é impressionante.


A beleza das mulheres finalmente vista em cores

Se as mulheres já eram idolatradas e cobiçadas em preto e branco, imagine a cores. No final dos anos 30, e na década de 40, já haviam alguns filmes coloridos circulando pelos cinemas, mas ainda eram grande minoria. Foi apenas nos anos 50 que as cores viraram uma realidade irreversível, e consequentemente, a beleza das atrizes pode ser vista com ainda mais detalhes.

Elizabeth Taylor

Apesar de ter nascido na Inglaterra, foi nos Estados Unidos que Liz Taylor (como era conhecida) se tornou uma lenda. Considerada uma das mulheres mais bonitas da história do cinema, Taylor surgiu para o mundo com seus papéis em Assim Caminha a Humanidade, Um Lugar ao Sol e Gata em Teto de Zinco, ambos na década de 50. No entanto, seu maior sucesso foi o épico Cleópatra, de 1963, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Ela ficou conhecida também por seu enorme número de casamentos: oito ao total.

Audrey Hepburn

Não, ela não é irmã de Kaherine Hepburn, apesar sobrenome dar a entender. Com o passar do tempo, Audrey se tornou outra lenda do cinema, e é até hoje considerada por muitos como a mulher mais bonita da história. Não é para menos, ela era realmente linda, quase uma boneca, e suas personagens cativavam pelo charme e pela simpatia. Seus principais filmes foram Bonequinha de Luxo, A Princesa e o Plebeu, Cinderela em Paris e Minha Bela Dama

Sophia Loren

Sophia Loren despensa comentários. A atriz italiana virou um símbolo sexual nos anos 60 ao trabalhar com grandes diretores como Vittorio de Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Robert Altman e até mesmo Charlie Chaplin, em seu último filme da carreira. Loren ganhou um Óscar de melhor atriz, em 1962, pelo filme Duas Mulheres.

Ava Gardner

Com seu olhar sedutor, Ava Gardner também chamou a atenção pela exuberante beleza nos anos 60. A atriz foi indicada ao Óscar pelo filme Mogambo, e também fez sucesso com A Hora Final, de Stanley Kramer e A Noite do Iguana, de John Huston. A atriz foi ainda casada com o cantor Frank Sinatra, e era conhecida por abusar do álcool e dos cigarros.


Faye Dunaway

Dunaway ficou conhecida no final da década de 60 após participar dos filmes Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas e Chinatown, o último ao lado de Jack Nicholson. Ficou famosa por seu charme, elegância e beleza, sendo o principal nome da chamada Nova Hollywood.

Claudia Cardinale

A italiana Claudia Cardinale entrou para o mundo do cinema após ganhar um concurso de beleza. Iniciou a carreira aparecendo em filmes de Fellini e Luchino Visconti, e conquistou o mundo com sua participação em Era Uma Vez no Oeste, de Sergio Leone. Nos Estados Unidos, seu maior sucesso foi A Pantera Cor-de-Rosa, de 1963.


O fenômeno Marilyn Monroe

Ela podia até não ser uma excelente atriz, mas a voz suave, a beleza incomparável e principalmente a sensualidade fizeram com que Marilyn Monroe se tornasse a sex symbol mais lembrada, admirada e idolatrada do cinema. Mais do que uma atriz, ela virou com o tempo um ícone da cultura popular.

Monroe começou a carreira cedo, mas com aparições esporádicas em papéis pequeno. Foi com Almas Desesperadas, em 1952, que ela enfim ganhou um papel de protagonista. Ainda que o filme não tenha feito tanto sucesso, serviu para que seu nome começasse a aparecer na mídia, o que a levou a fazer dois filmes clássicos, cultuados até hoje: Os Homens Preferem as Loiras e O Pecado Mora ao Lado. Ela ainda faria sucesso em 1959 com a comédia Quanto Mais Quente Melhor.

Fora das telas, ela teve uma vida agitada e polêmica. Casou-se três vezes, com todos terminando em divórcio, foi acusada de ter tido um caso com o presidente John Kennedy e seu irmão, Robert Kennedy, e foi a primeira mulher da história a posar para a revista playboy.

A beleza das mulheres francesas

A beleza das atrizes francesas é tanta, que tive que criar uma sessão apenas delas. Impossível assistir um filme de Godard e não se apaixonar pelo olhar de Anna Karina. Assistir A Bela da Tarde, de Luis Buñuel, e não ficar perdido nas curvas da estonteante Catherine Deneuve. Ou ainda, assistir E Deus Criou a Mulher, de Roger Vladim, e não ficar de boca aberta com a aparição de Brigitte Bardot.

Anna Karina

Grande nome da chamada Nouvelle Vogue, Anna Karina conquistou o mundo com seu olhar penetrante e misterioso. Seus maiores sucessos foram sob a direção de Jean-Luc Godard, como Bande à Parte, Viver a Vida, Uma Mulher é Uma Mulher e O Demônio das Onze Horas.

Catherine Deneuve


Um dos maiores símbolos sexuais da história do cinema, Catherine Deneuve é um dos rostos mais impactantes do cinema francês. Ela fez sucesso primeiramente em 1964 com Os Guarda-Chuvas do Amor, antes de estrelar os clássicos A Bela da Tarde, de Luis Buñuel e Repulsa ao Sexo, de Roman Polanski.

Brigitte Bardot


Se Deneuve foi um símbolo sexual, o que dizer de Brigitte Bardot? Ela não só foi um também, como é até hoje considerada a mulher mais sexy do mundo. Sua beleza é única e incomparável, e ela arrecadou tantos fãs que a imprensa americana criou a alcunha de "Bardot Mania" para a legião de seguidores.

Musas dos anos 80 e 90

Nos anos 80, qualquer pudor que existia em relação a cenas de nudez envolvendo o corpo feminino foi erradicado, e por esse motivo, foi uma época marcada pelas sex symbols mais famosas e provocantes da história do cinema.

Sharon Stone


Seu primeiro papel no cinema foi em 1980 no filme Memórias, de Woody Allen, mas ela ficou mesmo famosa na década de 90 ao participar do clássico Instinto Selvagem. Após o sucesso, ela ficou marcada como a típica mulher fatal dos anos 90, e sempre quando se fala no temo, seu nome é um dos primeiros que surge na cabeça.

Demi Moore


O grande sucesso de Demi Moore nas telas foi Ghost -Do Outro Lado da Vida, mas foram dois filmes com temas sexuais que a fizeram alcançar a fama de símbolo sexual: Proposta Indecente, de 1993, e Assédio Sexual, de 1994. Moore, já com 51 anos de idade, ainda é uma mulher exuberante, e consta nas principais listas de mulheres mais sexys da história.

Jane Fonda


Jane Fonda já foi tudo que se possa imaginar. Além de atriz, ela foi modelo, ativista política, escritora e até guru de exercícios físicos. Filha do famoso ator Henry Fonda, conquistou a alcunha de sex symbol com os filmes Dívida de Sangue e Barbarella. Conhecida por escolher bem suas participações nas telas, ela rejeitou papéis importantes de protagonista em filmes como Bonnie & Clyde e O Bebê de Rosemary.

Meryl Streep


Mery Streep é uma rainha. Sem exageros, ela é a melhor atriz das últimas 4 décadas, e a prova disso são suas 18 indicações ao Óscar. Nos anos 70 e 80, ela conquistou o mundo atuando em filmes como Manhattan, A Escolha de Sofia, Kramer vs. Kramer e As Pontes de Madison. Já com 64 anos de idade, ela ainda mostra vitalidade, sendo uma das mulheres mais bonitas do mundo.

Julia Roberts


Quando Julia Roberts protagonizou Uma Linda Mulher, ao lado de Richard Gere, o mundo se rendeu aos seus pés. Considerada uma das mulheres mais bonitas dos anos 90, Roberts ganhou o Óscar de melhor atriz em 2001 pelo filme Erin Brockovich.

Nicole Kidman


Nos anos 90, Nicole Kidman contracenou uma série de filmes ao lado de Tom Cruise, que viria a se tornar seu marido por mais de uma década. O principal deles foi De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick, onde ela aparece nua, deixando todos embasbacados com sua beleza quase angelical.

Michele Pfeiffer


A consagração de Michelle Pfeffeir veio com Scarface, em 1983, onde ela contracenou com Al Pacino. Ela ficou conhecida também por interpretar a mulher gato no filme do Batman lançado em 1992, com Jack Nicholson como Curinga.

Sandra Bullock


Sandra Bullock é sem dúvida uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos, e continua belíssima mesmo com quase 50 anos. Suas primeiras aparições no cinema foram em O Demolidor e Velocidade Máxima, e a partir de então ela fez praticamente um filme por ano, oscilando entre boas e péssimas histórias.

Charlize Theron


Para que Charlize Theron pudesse interpretar a serial killer Aileen Wuornos no filme Monster - Desejo Assassino, os maquiadores tinham a difícil missão de deixá-la feia. Missão quase impossível, diga-se de passagem, mas o resultado foi bem feito. A atriz, nascida na Áfica do Sul, é sem dúvida uma das mais belas de todos os tempos. Além de atuar, ela também é conhecida por ser uma ativista dos direitos das minorias, assim como dos direitos dos animais.

Cate Blanchett


Blanchett chamou a atenção em 1998 no filme Elizabeth, e ganhou o Óscar de atriz coadjuvante ao interpretar Katherine Hepburn no filme O Aviador, de Scorsese. Considerada uma das mulheres mais bonitas da atualidade, ela acabou de ganhar o prêmio de melhor atriz por Blue Jasmine, de Woody Allen.

Catherine Zeta-Jones


Catherine Zeta-Jones surgiu para o cinema ainda na metade dos anos 90, quando atuou em O Fantasma e A Máscara do Zorro. Seu maior sucesso porém foi em 2002 com o filme Chicago. É casada com o ator Michael Douglas desde 1998.


As mulheres mais bonitas da atualidade

Angelina Jolie


Angelina Jolie dispensa comentários. Para mim, a mulher mais linda que esse mundo ja viu, Jolie já virou uma lenda, mesmo tendo apenas 38 anos. Conhecida por sua filantropia, a atriz é uma das mais respeitadas no cinema atual. Casada com o astro Brad Pitt, juntos formam o casal mais bonito da geração.

Scarlett Johansson


Dez entre dez homens vão responder que Scarlett Johnasson é a mulher mais sexy da atualidade. A loira, nascida em Nova York, já foi indicada há diversos prêmios, ganhando o BAFTA em 2003 pelo filme Encontros e Desencontros. Queridinha de Woody Allen, ela já participou de três filmes do diretor, e além de atriz, também ganha a vida como cantora.

Penélope Cruz


Descoberta por Pedro Almodóvar, a espanhola Penélope Cruz é uma das mulheres mais lindas do cinema atual. Outra "queridinha" de Woody Allen, ela conquistou a fama em Hollywood após participar de Vicky Cristina Barcelona, em 2008, e receber o Óscar de melhor atriz coadjuvante.

Eva Green


A atriz francesa ficou conhecida mundialmente após interpretar a "bond girl" Vesper Lynd, em 007 - Cassino Royale. Porém, antes mesmo disso, ela já vinha arrancando suspiros por sua participação em Os Sonhadores, de Bernardo Bertollucci.

Monica Bellucci


Monica Bellucci ficou conhecida nos anos 90, ainda na Itália, mas foi com Malèna, de Giuseppe Tornatore, que ela ganhou fama mundial. O sucesso a levou a fazer filmes como Matrix e A Paixão de Cristo. Em 2004, já com 40 anos, foi eleita a mulher mais sexy do mundo, e chocou o mundo ao protagonizar uma das cenas mais brutais de estupro no cinema, em Irreversível, de Gaspar Noé. A atriz ainda causou polêmica com o Vaticano ao posar nua para a Vanity Far, grávida.

Natalie Portman


Natalie Portman iniciou cedo a carreira, com 12 anos de idade, no filme O Profissional ao lado de Lub Besson. Considerada uma das mais belas atrizes da atualidade, ela levou o Óscar de melhor atriz em 2011 por Cisne Negro.

Anne Hathaway


Com apenas 31 anos, Hathaway já consta em algumas listas como uma das 100 melhores atrizes de todos os tempos. Durante anos de carreira, ela participou de filmes de pequeno porte, sempre se destacando, mas sem chamar muita atenção. Porém, em 2013, ela estrelou Os Miseráveis, no papel de Fantine, e a atuação foi tão impressionante que ela levou seu primeiro Óscar de atriz coadjuvante para casa.

Megan Fox


Megan Fox é sexy por natureza. Como atriz ela deixa a desejar, e faz filmes meia-bocas, mas como colírio para os olhos masculinos, sempre foi um sucesso. Ela ficou famosa ao participar da trilogia Transformers, a partir de 2007, e várias revistas a consideram a atriz mais sexy do século XXI.