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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

20 temas instrumentais inesquecíveis do cinema.

Desde que o cinema foi projetado e lançado pelos irmãos Lumière no final do século 20, que as trilhas ganharam papel importante nas produções, sendo muitas vezes a marca registrada de um filme. Nas primeiras décadas, no entanto, as trilhas eram tocadas ao vivo enquanto o filme passava na tela, geralmente interpretadas de improviso por uma orquestra ou um musicista solo. O problema é que era bastante difícil haver uma sincronia entre a imagem e o som, o que muitas vezes atrapalhava o andamento do filme.

Somente a partir da década de 20 que os filmes começaram a ganhar suas trilhas exclusivas, e o trabalho dos compositores passou a ser de extrema importância. Grandes nomes, ao longo dos anos, ficaram conhecidos por seus trabalhos impressionantes, como o do italiano Ennio Morricone, do canadense Howard Shore e do norte-americano John Williams. No Óscar, a categoria de melhor trilha começou a ser disputada em 1938, onde As Aventuras de Robin Hood conquistou a estatueta.

Tomei a liberdade de listar abaixo 20 temas musicais que para mim são os melhores de todos os tempos. Alguns são tão apaixonantes, que é Impossível não ouvi-los sem sentir vontade de rever cada um desses filmes. Vamos a ela:

1. E O Vento Levou, de Max Steiner

Além da trilha sensacional de E O Vento Levou, Max Steiner também é responsável por outras trilhas clássicas como King Kong, Casablanca e Rastros de Ódio. No entanto, é no clássico dirigido por Victor Fleming e protagonizado por Clark Gable e Viven Leigh, que ele tem sua obra-prima definitiva.


2. Três Homens em Conflito, de Ennio Morricone

Uma das maiores trilhas da história do cinema, isso se não for a maior! Empolgante, bonita e totalmente conectada com o que vemos em cena, o tema principal do filme é referência até hoje quando se fala em filmes de faroeste.

3. O Poderoso Chefão, de Nino Rota

Parceiro de longa data de Federico Fellini, Nino Rota foi a escolha ideal para fazer a trilha de uma produção americana muito italiana. Da primeira cena a última, é primoroso o trabalho do compositor, e a trilha é apenas um ingrediente a mais nesse que é um dos maiores filmes de todos os tempos.


4. Star Wars, de John Williams

O trabalho de John WIlliams em Star Wars talvez seja o mais impressionante da sua carreira. Não apenas pelo inesquecível tema principal, mas também por outras músicas marcantes, como a famosa Marcha Imperial.


5. Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, de John Williams

O que dizer do tema sonoro de Indiana Jones? É tão marcante que basta ouvi-lo para logo vir as imagens do filme na cabeça. É impossível alguém na face da terra que não a conheça, ainda que não tenha assistido o longa.


6. O Senhor dos Anéis, de Howard Shore

A trilha sonora de O Senhor dos Anéis pode não ter aquela batida que fica na cabeça, mas não precisa disso para ser considerada excelente. Shore conseguiu uma junção de composições que seguem o espírito de fantasia e aventura épica, e possui canções belíssimas como a trilha do condado.

7. Coração Valente, de James Horner

For the Love of a Princess é até hoje uma das músicas que mais me emociona e me causa arrepios. A música folclórica escocesa combina de forma primorosa com a história desse que é um dos melhores filmes dos anos 90.


8. ET - O Extraterrestre, de John Williams

Grande sucesso dos anos 80, E.T. - O Extraterrestre tem uma trilha belíssima. A música tema é empolgante e simplesmente inesquecível, e toca o coração do espectador desde os primeiros acordes.


9. Jurassic Park, de John Wiliams

Mais um trabalho memorável de John Williams. Envolvente, impactante e bela, a trilha de Jurassic Park ajuda a fazer do filme um jovem clássico.


10. 007, de Monty Norman e John Barry

John Barry foi o compositor que mais trabalhou na franquia de James Bond, mas foi Monty Norman que fez o clássico tema do personagem. Por anos, Barry lutou na justiça pedindo crédito como coautor, uma vez que ele teria contribuído para a composição, mas a Corte Britânica decidiu, no início dos anos 2000, que Norman foi o verdadeiro autor e que Barry fez apenas um arranjo a partir da composição original. Disputas a parte, o fato é que a trilha sonora de 007 é marcante ao extremo.


11. Carruagens de Fogo, de Vangelis

O filme em si não é tão bom, mas trouxe uma das maiores contribuições sonoras da história do cinema. A trilha de Carruagens de Fogo virou referência e inspiração para momentos de superação.


12. Por Um Punhado de Dólares, de Ennio Morricone

O famoso assobio em conjunto com outros elementos sonoros fazem do tema principal de Um Punhado de Dólares mais uma obra-prima de Morricone.


13. Psicose, de Bernard Herrmann

Herrmann fez as trilhas marcantes de Um Corpo Que Cai e Intriga Internacional. Mas foi com Psicose que a parceria entre o compositor e o diretor Alfred Hitchcock encontrou seu ponto mais alto.


14. Superman, de John Williams

Superman é um clássico dos filmes de super-heróis e já ganhou inúmeras regravações dos anos 70 para cá. Mas a primeira e mais nostálgica se diferencia das outras por ter nos apresentado a trilha que marcou para sempre como tema clássico do super-herói. Como se não bastasse Star Wars, E.T, Indiana Jones e Jurassic Park, Williams tem mais essa obra brilhante no currículo.


15. Forrest Gump, de Alan Silvestri

Forrest Gump Suite é o tema principal desse filme espetacular, dirigido por Robert Zemeckis. O trabalho de Alan Silvestri é primoroso.


16. Platoon, de Samuel Barber

Para muitos, Platoon é o melhor filme de guerra já feito na história do cinema, e muito disso se deve a trilha sonora impactante de Samuel Barber.


17. Era Uma Vez no Oeste, Ennio Morricone

Mais uma trilha do italiano Morricone. Seu trabalho em Era Uma Vez no Oeste impressiona do início ao fim, e o tema principal é só mais um entre tantos que mudaram para sempre os filmes do gênero.


18. 2001: Uma Odisseia no Espaço

A ópera Also Sprach Zarathustra, de Richard Strauss, nunca mais foi vista da mesma forma após 2001: Uma Odisseia no Espaço. Apesar de não ter sido feita originalmente para o filme, ela se encaixou perfeitamente nesse clássico da ficção científica.

19. Barry Lyndon, de Franz Schubert

Barry Lyndon é um dos melhores filmes de Stanley Kubrick, sendo perfeito em quase tudo, desde a fotografia às atuações. E a trilha sonora não poderia ser diferente. Apesar de não ter um tema exclusivo, ela é composta por diversas músicas clássicas.

20. Requiem Para um Sonho, de Clint Mansel

A trilha sonora de Requiem Para um Sonho vai crescendo junto com a trama, e se torna sufocante no final. O brilhante trabalho de Clint Mansel só ajuda o filme a ser um dos melhores das últimas duas décadas.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Os 5 Melhores Filmes de Chris Columbus

Nascido no estado da Pensilvânia, em 10 de setembro de 1958, Christopher "Chris" Columbus é um dos diretores mais rentáveis do cinema americano, tendo sido responsável por diversos filmes conhecidos, como diretor, roteirista ou  produtor.

Sua carreira no mundo do cinema começou em 1984, como roteirista de Gremlins, filme que marcou uma geração. Um ano depois, ele seria responsável por mais um grande sucesso, Os Goonies, e ainda no mesmo ano, lançaria O Enigma da Pirâmide. Sua estreia como diretor veio somente em 1987 com a comédia "família" Uma Noite de Aventuras, seguida do sucesso Esqueceram de Mim, clássico dos anos 90 estrelado pelo ainda garoto Macaulay Culkin.

Em 1993, ele dirigiu outra grande comédia de sucesso, Uma Babá Quase Perfeita, trabalhando com o ator Robin Williams. Essa parceria viria a se repetir em 1999, na ficção científica O Homem Bicentenário. Antes disso, ele ainda seria responsável pelo drama denso Lado a Lado, com Julia Roberts e Susan Sarandon.

Nos anos 2000, Columbus iniciou uma nova etapa na carreira, dirigindo grandes sucessos de bilheteria. O primeiro deles foi Harry Potter e a Pedra Filosofal, o primeiro da saga escrita por J. K. Rowling. Ele ainda dirigiria o segundo filme, Harry Potter e a Câmara Secreta, e seria produtor executivo do terceiro, Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban. Ainda na década, ele produziu O Quarteto Fantástico e Uma Noite no Museu, com suas respectivas sequências. Seu último trabalho como diretor foi o primeiro longa da saga Percy Jackson, Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

Confira abaixo uma lista especial com os 5 melhores filmes do diretor.

1. O Homem Bicentenário (1999)

Um robô chamado Andrew (Robin Williams), programado para realizar tarefas domésticas simples, é adquirido por uma família da classe média. Entretanto, aos poucos o robô vai apresentando traços de personalidade característicos de um ser humano, como inteligência própria, curiosidade e sentimentos, e a partir de então, começa sua saga pela liberdade e pela chance de virar um legítimo humano.

2. Lado a Lado (1998)

Jackie (Susan Sarandon) e Luke (Ed Harris), um casal recém divorciado, lutam para não deixar que a relação quebrada afete seus dois filhos, de 7 e 12 anos. Quando Isabel (Julia Roberts) passa a morar junto com Luke, ela faz de tudo para agradar as crianças, mas é sempre tratada de forma rude por elas. Porém, quando Jackie é diagnosticada com uma doença, é em Isabel que os pequenos buscam apoio, aprendendo ensinamentos sobre amor e família.

3. Uma Babá Quase Perfeita (1993)

Daniel Hillard (Robin Williams) é apaixonado pelos filhos, que são tudo o que ele tem na vida. Separado da mulher, e preocupado pelos filhos crescerem longe de si, ele resolve apelar para um arriscado plano: se vestir de mulher e trabalhar na casa onde as crianças moram como babá.

4. Esqueceram de Mim (1990)

A comédia conta a história do garotinho Kevin McCallister (Macaulay Culkin), de oito anos, que durante o natal é deixado acidentalmente sozinho em casa após a família ir viajar. Tímido e desajeitado, ele tem que lidar com as tarefas da casa, e com uma dupla de ladrões que tentam invadi-la.

5. Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001)

Primeiro filme do bruxo Harry Potter, o filme encantou o mundo todo e principalmente os fãs da saga ao retratar com fidelidade todos os detalhes contidos nos livros. Se J. K. Rowling foi responsável por criar um mundo mágico e fantástico nos livros, Columbus foi responsável por mostrar tudo isso na tela, e o resultado foi impressionante.

domingo, 17 de agosto de 2014

As 5 Melhores Atuações de Sean Penn

Nascido no dia 17 de agosto de 1960 na cidade californiana de Santa Mônica, o premiado ator Sean Justin Penn completa nesse domingo 54 anos de idade.

Filho de um cineasta e de uma atriz, desde pequeno Sean Penn teve contato com a sétima arte. Polêmico, principalmente pelos acontecidos durante seu casamento com a cantora Madonna, Penn é famoso por personificar com maestria personagens com distúrbios e e perturbações, o que lhe rendeu dois Oscars de melhor ator. Em homenagem à data, confira abaixo uma lista com as 5 melhores atuações da sua carreira.


1. Uma Lição de Amor (2001)


Sean Penn é Sam Dawson, um homem com deficiência mental que cria sua filha pequena Lucy com ajuda de seus amigos. Quando ela vai para a escola, a assistência social passa a se preocupar com o futuro da menina, já que ela começa a ficar intelectualmente mais capacitada que o pai, e decide retirar a guarda de Sam. A partir de então, com ajuda de uma competente advogada, ele passa a lutar judicialmente para continuar cuidando da filha. Uma estória emocionante que conquista o espectador pelo conteúdo humano, e traz uma atuação impecável de Sean Penn.

2. Milk - A Voz da Igualdade (2008)


Em Milk, Sean Penn dá vida a Harvey Milk, primeiro político assumidamente homossexual a concorrer a um cargo público nos Estados Unidos. Após abrir sua loja de fotografia, Milk começa a reunir os homossexuais da região em busca de uma causa: a igualdade de direitos, passando a ser referência entre eles. A luta de Milk se tornou pública e recebeu tanto críticas como apoios. Conhecido por ser um forte militante político na vida real, o papel caiu como uma luva nas mãos de Penn.

3. Sobre Meninos e Lobos (2003)


Após a filha de Jimmy Marcus (Sean Penn) ser encontrada morta, seu amigo de infância Sean passa a investigar o caso. As investigações revelam uma natureza violenta sem precedentes acerca do caso, trazendo um retorno ao passado dos dois amigos. Jimmy só pensa em se vingar do assassino de forma brutal, e a história toma rumos que fogem do controle.

4. 21 Gramas (2003)


Dirigido por Alejandro González Iñárritu, 21 Gramas traz sua principal característica: histórias paralelas que se encontram em um momento preciso do filme. Em uma das tramas, Sean Penn é Paul Rivers, um professor de matemática com uma crise cardíaca irreversível, que espera por um novo coração de um doador. Pressentindo que eles não conseguirão, sua esposa pede que ele doe esperma para que ela engravide dele, mesmo que ele venha a morrer. No fim das contas, a história deles esbarra com uma outra, mais trágica, e ele recebe o coração que tanto esperava.

5. Os Últimos Passos de um Homem (1995)

Sean Penn é Matthew Poncelet, um homem condenado a morte por dois assassinatos, que escreve uma carta a uma freira católica da Louisiana pedindo ajuda. Ao ver que as provas que o incriminaram eram bastante precárias, ela passa a lutar de corpo e alma para livrá-lo da injeção letal.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Especial: 5 bons filmes que se passam durante a Primeira Guerra Mundial

Há exatos 100 anos, iniciava na Europa um dos piores conflitos armados que o mundo já presenciou, a Primeira Guerra Mundial. No mundo do cinema, a lista de filmes que se passam no período é muito inferior à lista de filmes que se passam durante a Segunda Guerra, mas ainda assim é possível encontrar boas histórias. Para lembrar a data que mudou o mundo para sempre, trago para vocês uma lista de 5 bons filmes que se passam durante o conflito histórico. Confira:

1. Glória Feita de Sangue (1957)

Dirigido por Stanley Kubrick, Glória Feita de Sangue (Paths of Glory) conta a história de quatro soldados franceses que foram executados pelo seu próprio exército para encobrir um erro de estratégia de um general, que ordenou um ataque quase "suicida" contra o exército rival. O filme mostra com muita veracidade todos os horrores que eram cometidos durante uma das piores guerras que o mundo já viu. 

2. Feliz Natal (2005)

Esse excelente filme de 2005 conta uma história inusitada e pouco conhecida que ocorreu durante o conflito. Em 1914, os exércitos franceses, escoceses e alemães deixam suas trincheiras para confraternizar durante a noite de natal, e isso é suficiente para mudar a vida e a percepção de humanidade dos soldados envolvidos. O enredo critica sobretudo o fato de que os verdadeiros incentivadores da guerra assistem tudo detrás de suas mesas, enquanto inocentes se matam nos combates.

3. Nada de Novo no Front (1930)

Lançado alguns anos depois da Primeira Guerra, o filme se baseou no livro de Erich Maria Remarque, e conta a história de um jovem soldado que fica desiludido e traumatizado após conviver com os horrores dos campos de batalha. Foi mais um dos filmes "anti-guerra" que infelizmente não serviram para evitar a Grande Guerra que veio anos depois.


4. O Barão Vermelho (2010)


O Barão Vermelho (Der Rote Baron) mostra os últimos anos de vida de Manfred vin Richthofen, principal personagem da aviação alemã na Primeira Guerra. Com a alcunha de Barão Vermelho, ele recebeu as maiores honrarias militares da época, e principalmente o respeito dos exércitos inimigos, que chegaram a saudá-lo após sua morte.

5. Flyboys (2006)


Enquanto O Barão Vermelho mostrava o personagem principal da aviação alemã, Flyboys retratava a história do primeiro esquadrão de pilotos americanos a lutar na Primeira Guerra, que combateram em nome da França antes dos Estados Unidos entrarem de vez no conflito.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

As 5 atuações mais marcantes de Nicole Kidman

Nascida em Honolulu no dia 20 de junho de 1967, Nicole Kidman virou, com o passar dos anos, uma das atrizes mais respeitadas e premiadas do cinema, tendo dois Globos de Ouro e um Óscar de melhor atriz na prateleira. Filha de pais australianos, Kidman começou a aparecer para o cinema ainda na Austrália, mas no cinema americano ela só apareceu pela primeira vez em 1989, no filme Terror a Bordo. Seus próximos sucessos foram Dias de Trovão, Um Sonho Distante, Batman Forever e Um Sonho sem Limites, pelo qual recebeu o primeiro Globo de Ouro da carreira. Em 1999 estrelou, ao lado de Tom Cruise (seu marido na época), o último filme da carreira de Stanley Kubrick, o drama psicológico De Olhos bem Fechados.

Seu nome atingiu o auge na década de 2000, onde ela participou de grandes filmes como o extravagante Moulin Rouge, o suspense Os Outros, o drama Cold Mountain e o sensacional Dogville. Nesse ínterim, ela participou também de As Horas, pelo qual recebeu o prêmio de melhor atriz no Óscar por sua personificação da escritora Virgina Woolf. Enfim, confira abaixo uma lista com as cinco atuações mais marcantes da atriz na carreira em homenagem à data de seu aniversário.

1. As Horas (2002)

Foi com As Horas, filme do diretor Stephen Daldry, que Nicole Kidman ganhou o seu primeiro e único Óscar de melhor atriz, além do seu terceiro Globo de Ouro. Quase irreconhecível na pele da escritora Virginia Woolf, ela transmite com veracidade todo o sofrimento de uma mulher emocionalmente presa pelo conservadorismo moral da época, o que a levou a cometer suicídio.

2. Dogville (2003)

Dogville é um dos filmes mais originais de todos os tempos, e um dos que mais gosto da filmografia do diretor Lars von Trier. Na história, que aborda a exploração física e psicológica de alguns seres humanos sobre outros, Nicole Kidman dá vida a uma doce forasteira que sofre nas mãos dos habitantes de uma pequena cidade e se vinga de forma rancorosa.

3. Moulin Rouge - Amor em Vermelho (2001)

Na homenagem extravagante de Baz Luhrmann aos grandes musicais, Nicole Kidman dá vida à Satine, a mais bela cortesã de Paris e grande estrela de Moulin Rouge, uma boate que possui um mundo próprio de sexo, drogas e danças. Por sua brilhante atuação, a atriz acabou sendo agraciada com o Globo de Ouro daquele mesmo ano.

4. Reencontrando a Felicidade (2010)

Nesse filme, Kidman interpreta uma personagem presa a um casamento distante e uma existência cheia de dor e ressentimentos. Ela acaba encontrando conforto num relacionamento com um garoto mais jovem, que logo descobrimos ter sido, acidentalmente, o causador da morte do seu filho único.

5. Um Sonho Sem Limites (1995)

Neste filme dirigido pelo experiente Gus Van Sant, Nicole Kidman interpreta Suzanne Stone, uma bela jovem que se muda do interior para a cidade grande com o sonho de se tornar âncora de um dos principais telejornais do país. No entanto, para realizar esse desejo ela é capaz de todas as artimanhas possíveis, inclusive de matar. O filme rendeu o primeiro Globo de Ouro da carreira de Kidman, além de ter sido o filme que finalmente alavancou sua carreira em Hollywood.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

As 5 personagens mais excêntricas de Helena Bonham Carter

Nascida em Londres no dia 26 de maio de 1966, Helena Bonham Carter é conhecida mundialmente por ser uma atriz extremamente versátil, especialista em personagens exóticos e fora do normal. Carter estreou no cinema em 1984, quando protagonizou o filme Lady Jane, mas só veio chamar a atenção da crítica com seu trabalho posterior, Uma Janela para o Amor. Após uma sequência de filmes inexpressivos, ela teve um papel importante em Clube da Luta, que serviu para alavancar de vez sua carreira.

Em 2006 ela entrou para o elenco de Harry Potter dando vida à vilã sádica Belatrix Lestrange, tornando-se um ícone entre os fãs da saga. Ela ainda participaria de mais 3 filmes do menino bruxo ao longo dos anos. Carter ficou conhecida principalmente por sua parceria com Tim Burton, uma das mais rentáveis do cinema atual. Juntos eles fizeram até agora sete filmes: Planeta dos Macacos, A Fantástica Fábrica de Chocolates, Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, A Noiva Cadáver, Alice no País das Maravilhas e Sombras da Noite. Nos últimos anos ela ainda fez duas parcerias de sucesso com o britânico Tom Hooper, em O Discurso do Rei e Os Miseráveis, onde recebeu o BAFTA de melhor atriz coadjuvante. 

Em homenagem à data do aniversário da atriz, o Cinema Arte traz uma lista com as 5 personagens mais excêntricas da sua carreira. Incluiria mais algum? Comente.


Bellatrix Lestrange, de Harry Potter

Muitos conheceram a atriz primeiramente na saga Harry Potter, por sua participação como a vilã Belatrix Lestrange. Temente ao lorde das trevas, Voldemort (Ralph Fiennes), Lestrange tem as principais características de um bom vilão: é cruel, sádica, maluca, e não pensa duas vezes na hora de matar.

Rainha Vermelha, de Alice no País das Maravilhas

De todas as suas parcerias com Tim Burton, essa talvez tenha sido a mais marcante. Na pele da Rainha Vermelha, a frase "cortem-lhe a cabeça" virou ícone na releitura do clássico Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Irreconhecível por conta dos efeitos, a atriz tem um dos seus papéis mais interessantes, e faz muito bem feito.

Sra. Lovett, de Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Ao lado de Johnny Depp, Carter dá vida a Sra. Lovett, esposa do barbeiro assassino Sweeney Todd que assombrou a Inglaterra na segunda metade do século 19. O musical de Tim Burton é primoroso, tanto na fotografia como na trilha sonora, e a personagem da atriz é morbidamente adorável.

Madame Thenárdie, de Os Miseráveis

No grande clássico da literatura, Madame Thenárdier é a esposa do inescrupuloso Thenardiér, e juntos eles formam um casal ganancioso que passa por cima de tudo e de todos para atingir os seus desejos. No filme dirigido por Tom Hooper, Carter personifica a personagem com vigor, em uma de suas participações mais engraçadas no cinema.

Jennifer Hill/Bruxa, de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas


A personagem de Carter em Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas no início aparenta ser uma pessoa comum, que vive em uma casa velha abandonada. Mas como seus personagens nunca são normais, ela se mostra com o tempo ser uma bruxa, e tem uma importante participação na história, ainda que por pouco tempo.

terça-feira, 29 de abril de 2014

5 filmes imperdíveis com Daniel Day-Lewis.

Não é qualquer um que tem em sua prateleira três Óscars de melhor ator. Nascido em 29 de abril de 1957, na cidade de Londres, Day-Lewis é um dos atores mais respeitáveis da boa safra que surgiu nos anos 80. Seu primeiro sucesso ocorreu em 1985, com o longa Minha Adorável Lavanderia, que fez com que ele ficasse conhecido do público junto com o diretor Stephen Frears. Seu sucesso posterior veio com a adaptação para as telas do romance A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera, em 1988. 

Em 1989, o ator chocou o mundo com sua atuação espetacular em Meu Pé Esquerdo, que para mim é a melhor da sua carreira. O papel de um homem com paralisia cerebral lhe rendeu o seu primeiro Óscar, e Day-Lewis se entregou tanto para o personagem que ficava na cadeira de rodas mesmo quando não estava filmando, só para sentir a agonia e o sofrimento de alguém que vive dessa forma.

Nos anos 90, Day-Lewis filmaria uma série de filmes de sucesso, como O Último dos Moicanos, A Época da Inocência e Em Nome do Pai. Mas foi em 2002 que ele voltou aos holofotes de vez na parceria com Scorsese em Gangues de Nova YorkDe lá para cá, ele tem escolhido a dedo suas produções, tendo participado de poucos filmes. O ator prioriza ao máximo os detalhes de seus personagens, e chega a ficar dois ou três anos estudando afinco o papel. Isso ficou evidente em 2008, com seu papel visceral em Sangue Negro, que lhe rendeu seu segundo Óscar, e em 2013, onde personificou Abraham Lincoln de forma impecável, recebendo pelo filme o seu terceiro e último Óscar. Em homenagem ao ator, confira abaixo uma lista com 5 filmes imperdíveis que contam com a sua participação. Acha que ficou algum de fora? Comente.

Meu Pé Esquerdo (1989)

Meu Pé Esquerdo é baseado na história real do escritor e pintor Christy Brown, interpretado por Day-Lewis. Christy nasceu com uma deficiência grave no cérebro, que fez ele perder todos os movimentos do corpo com exceção do seu pé esquerdo. Utilizando apenas esse membro do corpo, ele conseguiu escrever um livro e pintar quadros, ganhando reconhecimento e admiração dos familiares, do público e da crítica. O filme deu o primeiro Óscar da carreira para Day-Lewis, e é uma verdadeira lição de vida.

Gangues de Nova York (2002)

Na superprodução dirigida por Martin Scorsese, Day-Lewis é o açougueiro Bill "The Butcher" Cutting, líder de uma gangue que aterrorizava Nova York em meados de 1860. O filme culmina com a disputa entre a sua gangue local e a gangue rival de imigrantes irlandeses, liderada por Amsterdam Vallon (Leonardo DiCaprio).

Sangue Negro (2008)

Para muitos, essa é a melhor atuação de Day-Lewis na tela. E não é para menos, ele de fato está impressionante no papel de Daniel Plainview, um mineiro de minas de prata que divide seu tempo entre o trabalho e a tarefa de ser um pai solteiro. Quando ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste americano onde uma enorme quantidade de petróleo está transbordando do solo, ele parte para a região e acaba enriquecendo. O dinheiro, porém, traz uma série de conflitos, principalmente por conta de sua avareza e cobiça. Por sua atuação, Day-Lewis recebeu seu segundo Óscar de melhor ator.

Lincoln (2013)

Ninguém nunca mais será Abraham Lincoln nos cinemas como ele. O ator simplesmente nos fez esquecer que estávamos assistindo a um ator em cena, graças a sua excelente atuação no papel do ex-presidente americano. O filme, por sua vez, retrata o período em que Lincoln lutou para aprovar na Câmara uma emenda na constituição que abolia formalmente a escravidão nos Estados Unidos. Aclamado pela crítica, o filme foi indicado em várias categorias do Óscar, mas venceu apenas na de melhor ator, a terceira da carreira de Day-Lewis.

Em Nome do Pai (1993)

Em 1974, um atentado do grupo IRA acabou deixando cinco mortos em um Pub irlandês. Entre os quatro jovens condenados, sobre a acusação de terem planejado o ataque, está o jovem rebelde Gerry Conlon (Day-Lewis). Na tentativa de ajudar seu filho, que foi injustiçado, o pai Giuseppe também acaba preso. Porém, com a ajuda de uma competente advogada, eles passam a descobrir uma série de irregularidades por trás do caso.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

As 10 melhores atuações de Al Pacino.

Basta eu ver o nome de Al Pacino em qualquer produção para automaticamente setir vontade de assistir ao filme, mesmo sem ler nada sobre o mesmo. São muito poucos os atores que possuem essa característica, e esse é um dos motivos dele estar no topo da minha lista de melhores atores da história do cinema. 

Nascido em Nova York no dia 25 de abril de 1940, Alfredo James Pacino teve uma ascensão meteórica no começo da década de 70, onde deu vida a personagens memoráveis, que o transformaram em um dos maiores ícones da sétima arte. O primeiro sucesso do ator veio logo no sua segundo filme da carreira, e foi nada menos do que O Poderoso Chefão, dirigido por Francis Ford Coppola. Na mesma década, ele ainda protagonizaria clássicos como Serpico, Um dia de Cão, e Justiça Para todos, além da sequência do filme de Coppola.

Os anos 80 vieram apenas para firmar ele como um ator dinâmico e versátil. Foi nessa década que ele protagonizou o personagem que para muitos é o mais memorável da sua carreira (mais até do que Michael Corleone): Tony Montana, de Scarface. Já a década de 90 marcou por ser a que ele mais trabalhou (18 filmes ao todo), e também por ser onde ele recebeu seu primeiro e único Óscar de melhor ator, pelo filme Perfume de Mulher. Além deste, outros sucessos nesse período foram Advogado do Diabo, O Pagamento Final, Donnie Darko, O Informante e Fogo Contra Fogo.

Atualmente Al Pacino está sumido das telonas, dando mais atenção aos palcos dos teatros. Seus últimos dois sucessos vieram de filmes feitos exclusivamente para a televisão: Você Não Conhece Jack e o mais recente Phil Spector. Além disso, ele trabalhou fazendo a voz de um dos personagens de Meu Malvado Favorito 2, e fez rápidas aparições em alguns filmes de baixo orçamento. Em homenagem ao ator, criei uma lista com aquelas que para mim foram suas dez melhores atuações da carreira até então. Confira.

Trilogia "O Poderoso Chefão"


Para a grande maioria, Don Vito Corleone, vivido por Marlon Brando, é o personagem símbolo da trilogia O Poderoso Chefão. E é claro que eu não tiro a razão, o cara era mesmo um monstro. Porém, a alma dos três filmes para mim não é o patriarca da família Corleone, mas seu filho e herdeiro Michael Corleone, vivido por Al Pacino. A saga de um homem que não queria se envolver nos negócios da família, mas que acabou sendo levado pela mão do destino, encantou e ainda encanta milhões e milhões de cinéfilos do mundo todo, e virou o maior clássico do cinema mundial da segunda metade do século 20.

Scarface (1983)

Tony Montana é até hoje (e sempre será) um dos personagens mais memoráveis da história do cinema, e isso se deve a atuação visceral de Al Pacino. O imigrante cubano, que começou fazendo pequenos trabalhos para traficantes locais e acabou montando seu próprio império de drogas, virou quase um personagem folclórico no mundo do cinema, sendo referência para outros diversos filmes, além de séries e games.


Um dia de Cão (1975)


Um dia de Cão relata uma história real que aconteceu no Brooklyn em agosto de 1972. Durante uma tarde normal e rotineira, dois homens planejam assaltar um banco, mas o resultado acaba em desastre e o que era para durar apenas 10 minutos dura mais de 12 horas. Durante o processo, o fato chama a atenção do público e principalmente da imprensa, que se aproveita da situação para fazer sensacionalismo e ganhar audiência. Al Pacino dá um verdadeiro show no papel de Sonny, o que lhe rendeu uma indicação ao Óscar de melhor ator.

Serpico (1973)


Na trama de Serpico, filme dirigido por Sidney Lumet, Al Pacino é o policial Frank Serpico, que atua numa delegacia de Nova York. Jovem, idealista, e de uma índole respeitável, Serpico é o único policial que não aceita subornos por parte dos criminosos locais, e por causa disso, passa a ter que enfrentar a resistência dos colegas de trabalho. Decidido a lutar contra a corrupção, ele acaba sofrendo represálias violentas que colocam sua vida em risco, principalmente por estar sozinho na luta.

Perfume de Mulher (1992)

Em Perfume de Mulher, Al Pacino interpreta o tenente-coronel aposentado Frank Slade, que é cego e vive quase isolado em sua casa. Quando um jovem é contratado para ser seu ajudante particular, Frank resolve levá-lo a uma viagem até Nova York, com o intuito de ter um final de semana inesquecível antes de morrer. Durante a viagem, ele se aproxima do jovem e passa a se preocupar com os problemas pessoais dele, ensinando coisas que somente sua experiência de vida poderiam ensinar.

Justiça Para Todos (1979)


Um dos filmes menos conhecidos do ator, é em compensação onde ele tem uma de suas melhores atuações. Na trama, ele dá vida a Arthur Kirkland, um advogado idealista que vive em pé de guerra com Fleming, um inflexível juiz. Para surpresa de Arthur, Fleming acaba preso, acusado de espancar e estuprar uma jovem garota, e mais, quer que ele o defenda da acusação perante o tribunal.


O Informante (1999)

Em O Informante, Al Pacino é Lowell Bergman, produtor do famoso programa 60 Minutes, que em 1995 convenceu um homem que trabalhou durante anos numa empresa tabagista a revelar segredos sobre a manipulação da nicotina nos cigarros. O que ele tinha para falar não era pouca coisa: durante anos, as empresas de cigarros usaram substâncias cancerígenas na fabricação dos mesmos, a fim de aumentar o vício nas pessoas, e consequentemente as vendas. É claro que as grandes indústrias tentaram impedir a entrevista, inclusive de forma violenta, mas Bergman enfrentou o mundo e batalhou até o fim para levar a história ao público.

O Pagamento Final (1993)

Em O Pagamento Final, Al Pacino é Carlitos, um homem que acabou de sair da prisão com a ajuda de um amigo advogado. Ele promete a todos, e a si mesmo, que irá largar a vida de traficante de cocaína para se tornar um "homem de bem", guardando dinheiro para ir morar nas Bahamas onde quer realizar o sonho de ter seu próprio negócio de forma honesta. Apesar da força de vontade, Carlitos se vê cercado por amigos e conhecidos perigosos, que fazem de tudo para que ele volte para a vida antiga. Essa situação paradoxal acaba fazendo com que seu personagem viva um conflito interno, mas o amor acaba fazendo com que ele decida seu lado no final.

Advogado do Diabo (1997)

John Milton, um dos personagens mais cínicos de Al Pacino, é dono da maior firma de advocacia de Nova York, "Milton, Chadwick e Waters", e possui uma personalidade no mínimo excêntrica. Afinal de contas, ele é o próprio diabo em pessoa, no corpo de um advogado. Nesse ínterim, o jovem Kevin Lomax, conhecido por nunca ter perdido uma causa, acaba sendo contratado para trabalhar na empresa, e se muda de sua pequena cidade interiorana para a grande metrópole. Aos poucos, porém, ele vai desconfiando das intenções de John em relação a ele, mas quando pensa em fugir, acaba sendo tarde demais.

Você Não Conhece Jack (2010)


Feito exclusivamente para a televisão, o filme conta a vida do Dr. Jack Kevorkian, que defendeu sua vida toda a ideia de que todo e qualquer ser-humano merece ter uma morte com dignidade. Nos anos 90, travou polêmicas batalhas contra o governo, a mídia e a população ortodoxa, depois de coordenar suicídios assistidos a pacientes em estado terminal, por meio de uma metodologia criada por ele mesmo. Ele chegou a ganhar a alcunha de Dr. Morte, e é até hoje considerado um dos principais militantes da liberação da Eutanásia nos Estados Unidos.