domingo, 3 de fevereiro de 2013

Recomendação de Filme #02

                                             A Onda (Dennis Gansel) - 2008
                                                 


Minha segunda indicação de filme é esse verdadeiro êxito do cinema Alemão moderno. A Onda (Die Welle), do diretor Dennis Gansel, traz à tona algumas questões sociológicas e políticas, mostrando através de uma história verídica que a manipulação das massas não é algo assim tão complexo quanto se pensa.



Duas grandes perguntas que todos nós deveríamos fazer antes de assisti-lo é: "Como foi possível que uma ditadura como a de Hitler tenha obtido tamanha aceitação da população?" e "Seria possível acontecer isso novamente?". No filme, o professor Weiner Wenger (Jürgen Vogel) se vê obrigado a dar uma aula de autocracia para uma turma do Ensino Médio, mesmo que sua vontade fosse outra. Devido o desinteresse dos seus alunos pelo assunto, ele resolve iniciar um experimento que vai mudar para sempre a história de vida de cada um.

Weiner decide mostrar na prática o significado da autocracia e os ideais fascistas que tanto fizeram parte da história do país. Logo, ele propõe que a turma crie um grupo, onde ele seria líder, e os alunos seus subordinados. Os alunos criam um nome (A Onda), um uniforme e até mesmo um cumprimento exclusivo para esse grupo. Porém, aos poucos, essa prática acaba saindo do controle, e os alunos começam a usar a ideologia criada dentro da sala de aula nas ruas, descriminando quem não participa. Quando o professor descobre, acaba sendo tarde demais, resultando em um fato trágico.



O diretor Dennis Gansel fez um excelente trabalho, se pensarmos que o tema é um tanto delicado. A manipulação das massas, principalmente de jovens, é a grande questão do filme, que serve não só como um entretenimento cinematográfico, mas como uma crítica social. Além disso, ele ainda mostra a falta de sentido e de orientação de muitos do jovens e o quanto eles são capazes de fazer se escondendo atrás do "coletivo".

Um dos melhores filmes alemães da nova geração, A Onda deveria ser obrigatório, não só nas aulas de sociologia, mas também para qualquer um que ame a sétima arte. Uma verdadeira lição de cidadania e de como funciona a cabeça do ser-humano.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Cinema e Rock n' Roll: Uma mistura que deu certo!


O cinema tem mais ou menos o dobro da idade do rock n' roll, mas quando este surgiu, tomou logo conta das telas. Levando milhares de jovens ao cinema, na época considerados rebeldes por seu temperamento e jeito de vestir, os filmes do gênero foram considerados grandes influências para a nova geração que estava por vir.

Pode-ser dizer que o pioneiro dessa mistura entre cinema e rock n' roll foi o filme Blackboard Jungle (Sementes da Violência) de 1955, que trazia na sua trilha a música "Rock Around the Clock" do Bill Halley. Um ano depois, Élvis Presley viu no cinema uma grande chance de faturar, e resolveu lançar o seu primeiro filme de uma série que viria depois, Love me Tender (Ama-me com Ternura). Presley não imaginava que estaria abrindo as portas para um novo gênero cinematográfico de sucesso. Após isso, veio uma sucessão de filmes do astro, entre eles os famosos Jailhouse Rock (O Prisioneiro do Rock) de 1957, King Creole (Balada Sangrenta) de 1958 e Viva Las Vegas (Amor a Toda Prova) de 1964. Esse último, considerado por muitos críticos como a melhor atuação da sua carreira.



A "aventura" de Élvis pelo mundo do cinema foi um empurrão e tanto para os Beatles, que decidiram fazer o mesmo e estrelaram seu primeiro filme assim que puderam. A Hard Day's Night (Os Reis do iê iê iê) de 1964, foi feito às pressas, pois não se acreditava que os Beatles ainda seriam sucesso até o final daquele ano. O filme, que mostrava a rotina diária dos garotos de Liverpool, incluindo perseguições dos fãs, entrevistas e participações em programas da televisão, foi um grande sucesso de público e crítica, e abriu espaço para novos filmes do grupo mais famoso da época.



Os Beatles lançaram então Help!, em 1965, com o mesmo diretor do primeiro filme, Richard Lester. Novamente, os quatro integrantes fazem o papel deles mesmos nessa comédia nem tão "geniosa", mas que apesar de tudo, tem um resultado final interessante. A banda ainda lançaria dois filmes relevantes antes do fim da carreira, Magical Mistery Tour, de 1967, que trazia todos os traços de psicodelia apesar de ser em preto e branco e Yellow Submarine, uma animação de 1968 que não era bem vista pelos próprios membros da banda, mas que acabou sendo um sucesso de público e crítica logo após ser lançado. 

Quando a banda se separou, estava em processo a filmagem de um documentário que se chamaria Get Back, e mostraria os bastidores das gravações do último disco. Porém, era evidente nos vídeos que os integrantes não se suportavam mais e por conta disso o lançamento foi cancelado, justamente para não passar essa imagem da dissociação aos fãs.



Enquanto isso, aproveitando o embalo, outros artistas importantes também faziam seus filmes na década de 60. Os Rolling Stones tiveram uma série de documentários sobre eles, incluindo Sympathy for the Devil, o mais famoso deles, dirigido pelo francês Jean-Luc Godard. Além disso, Mick Jagger também participaria de alguns filmes como ator, sem o restante da banda.



Bob Dylan também foi outro nome que se aventurou nas telas, e teve sua história gravada no filme Bound of Glory (Essa Terra Não é Minha) de 1976, dirigido por Hal Ashby, que chegou a ganhar o Oscar de trilha sonora e fotografia. Dylan ainda participaria de muitos filmes ao longo da carreira artística, mas nenhum tão marcante quanto esse. Já Jimmy Page, famoso guitarrista do Lez Zeppelin, apareceria em 1966 no filme Blow Up - Depois Daquele Beijo, do Michelangelo Antonioni, num dos raros momentos em que sua antiga banda, The Yardbirds, aparece em vídeo.



Ainda nos anos 60, diversos filmes não tiveram artistas no elenco, mas usaram o rock n' roll como base da trilha sonora. O filme The Graduate (A Primeira Noite de um Homem) de 1967, apresentou ao mundo as canções de Simon & Garfunkel "The Sounds of Silence" e "Mrs. Robinson", que viriam a ser sucesso posteriormente. Em 1969, foi lançado Easy Rider (Sem Destino), filme que marcou uma geração e tinha como trilha a música "Born to be Wild" do Steppenwolf. Se até hoje associamos essa música com dirigir de moto em uma estrada, é por causa desse filme.



Nos anos 70, uma nova moda surgiu entre as bandas mais conceituadas: a "ópera rock". Primeiro eram lançados os discos, geralmente duplos, e depois esses discos viravam filme. Tommy, da banda inglesa The Who, é considerado o primeiro grande lançamento nesse formato. O filme trata-se literalmente de uma tradução visual do disco, sendo que todas as falas ditas são trechos de músicas do álbum. A banda ainda lançaria mais um filme baseado em um disco seu, Quadrophenia, em 1983, apesar desse não ter tido a participação física da banda, como no primeiro.



Aproveitando o sucesso de Tommy, o Pink Floyd, outra banda importante da década, lança sua ópera-rock The Wall, em 1979. A adaptação para as telas só iria ocorrer em 1982, e somente o vocalista, Roger Waters, participaria em uma das cenas. Apesar de ser mais um monólogo do que uma ópera propriamente dita, os fãs consideram até hoje que o filme traduziu perfeitamente o disco para as telas, o que tornou um marco histórico.

A década de 70 ainda ficaria marcada por alguns musicais. O clássico da cultura Hippie Hair, dirigido por Milos Forman, foi um sucesso, apesar de ter sido lançado apenas em 1979, 10 anos após a explosão Hippie pelo mundo. Gimme Shelter, mais um documentário sobre os Rolling Stones, também ganhou fama na época. Além disso, foram lançadas diversas representações em vídeo de festivais ao redor do mundo, principalmente sobre o maior deles, Woodstock.



A década seguinte foi marcada, não só no cinema como no mundo, pela invasão dos punks. O primeiro filme que podemos considerar do estilo, não só no visual como nos ideais, é o britânico Jubilee, lançado ainda em 1977. Ainda no finalzinho de 1979, seria lançado Rock n' Roll High School, que seria estrelado pelos Ramones e se tornaria cult ao longo do tempo, servindo como base para muitos filmes escolares posteriores.



O diretor mais significativo dessa época sem dúvida é Alex Cox. Na década de 80, Cox filmou diversos documentários e filmes sobre a onda punk e seus ideais, mas seus dois filmes mais marcantes são Repo Man - A Onda Punk de 1984, que contava os bastidores de diversas bandas do gênero e Sid & Nancy - O Amor Mata, que retratava o romance entre o baixista dos Sex Pistols Sid Vicious e sua namorada Nancy.



Os anos 90, chegaram trazendo super produções do gênero. Diversas cinebiografias foram lançadas, além de filmes que tentavam transmitir toda energia que havia nos anos 60 e 70, e época da explosão do rock, para pessoas que não vivenciaram aquilo.

O primeiro grande destaque da década fica por conta do filme The Doors, lançado em 1991, e dirigido pelo consagrado diretor Oliver Stone. O filme conta a história da banda, com enfoque na vida e obra do seu band-líder, Jim Morrison. Val Kilmer merece até hoje todos os elogios possíveis pela sua caracterização de Morrison, que de tão perfeita, faz a gente esquecer que não é o próprio ali em cena.



Em 1994, Iain Softley lança Backbeat (Os Cinco Rapazes de Liverpool), que conta a pré-história dos Beatles, quando eles ainda eram cinco integrantes. Uma história que até então só era conhecida pelos fãs mais fervorosos.

Em 1996, Tom Hanks escreve, dirigi e atua em That Thing You Do! (The Wonders - O Sonho Nunca Acaba). O filme mostra todo o processo de uma banda desde o anonimato até o sucesso, e até hoje é lembrado como um dos melhores do gênero. Sua canção título chegou a sair fora do âmbito cinematográfico, tocando em rádios e sendo para sempre lembrada por artistas famosos.



Ainda na década de 90, seriam lançados mais dois filmes de sucesso sobre o estilo musical: Velvet Goldmine, de 1998, que retratava o período do Glam Rock e suas maquiagens pesadas e espalhafatosas, e Detroit Rock City, de 1999, que contava a história de um fã da banda Kiss que fez de tudo para ver um show deles.



Chegamos enfim ao ano 2000. Nesse mesmo ano, foi lançado o clássico absoluto Almoust Famous (Quase Famosos), dirigido pelo diretor Cameron Crowe. O filme é um marco, e conta a história de um jovem jornalista que acompanha uma banda fictícia durante uma turnê. Crowe fala que todo comportamento da banda fictícia e de seus integrantes foram baseados em comportamentos reais que ele viu durante sua carreira de jornalista. O filme não deixa de ser auto-biográfico, apesar de não citar nomes. O ponto alto é a trilha sonora, claro, que conta com mais de 50 músicas das maiores bandas de todos os tempos. Sem dúvidas, trata-se de uma das melhores homenagens que o cinema já fez para o estilo.



Em 2001, foi lançado Rockstar, do diretor Stephen Herek, outro filme de destaque que conta a história de um vendedor de loja que ao mesmo tempo é vocalista de uma banda cover de seu grupo de Heavy Metal preferido, o Steel Dragon. 

Já no meio da década, o ator Jack Black, com seu estereótipo excêntrico, seria responsável por lançar duas comédias hilariantes abordando o tema, School of Rock (Escola de Rock) em 2003 e Tenacious D em 2006. 

No primeiro filme, Jack Black acaba virando professor substituto de uma classe de crianças e, ao invés de ensinar matemática com estava no plano didático, resolve ensinar os meninos e as meninas a tocarem rock n roll clássico, chegando a formar uma banda. Já no segundo, Jack Black conta a história fictícia de sua banda Tenacious D (essa sim, verdadeira) que tenta encontrar a "palheta do destino", que teria sido feita do dente do próprio demônio (vivido no filme pelo Dave Grohl). O filme ainda conta com a participação de Ronnie James Dio em uma das cenas.



No entanto, de lá pra cá, foram quase nulas as produções de ficção sobre o assunto. Ainda assim, o pouco que teve foram filmes realmente interessantes. Tem Nowhere Boy (O Garoto de Liverpool), lançado em 2009, que mostra a infância e adolescência de John Lennon. The Boat That Rocked (Os Piratas do Rock), que mostra o período de ascensão do rock na Inglaterra, e o quanto as rádios piratas foram responsáveis por isso. Control, cinebiografia do cantor e compositor do Joy Divisio, Ian Curtis, além de The Runaways, que conta a história da banda homônima formada só por mulheres.



Hoje em dia também cresceu consideravelmente o número de documentários musicais. Alguns de alta qualidade como I'm Not There (Não Estou Lá) sobre Bob Dylan ou Shine a Light, do Martin Scorsese, sobre os Stones. Outros nem tanto.

Enfim, o mais importante de todas essas obras citadas é que, além de terem sido marcantes para suas respectivas épocas, ainda continuam sendo de extrema importância para as gerações futuras, por trazerem tamanha bagagem cultural. Que os diretores e os estúdios nunca se cansem do gênero, e que a gente ainda possa ver muita coisa boa sobre essa que é uma das melhores combinações da vida: cinema e rock n' roll.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Crítica: O Lado Bom da Vida (2012)



Uma comédia feijão com arroz, sem sal e sem tempero. É assim que eu definiria O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook), novo filme do diretor David O. Russell (o novo queridinho de Hollywood), concorrente ao Oscar deste ano.



O filme conta a estória de um professor, Pat Solano (Bradley Cooper), que após ser traído pela esposa acaba tendo um violento ataque de fúria, que o faz perder tudo que tem e ir parar num hospital psiquiátrico. No começo da trama, aparece Pat sendo liberado do hospital e voltando pra casa de seus pais junto com sua mãe. Seu sonho é recuperar tudo que perdeu, incluindo sua esposa. Ele está otimista quanto a isso, porém, fica claro (e isso o diretor define bem) que Pat tem um grande distúrbio que lhe causa mudanças repentinas de humor.

Duas cenas mostram bem seu comportamento irracional. A primeira é quando Pat fica insatisfeito ao terminar um livro e corre para o quarto dos pais, as 4 horas da manhã, para reclamar do final infeliz: "A vida é dura o suficiente. Porque alguém deveria ler algo que mostra o quão ruim as coisas podem ficar?. A segunda, é quando Pat chega em casa e resolve rever o vídeo do seu casamento, e como não o encontra em lugar nenhum, começa a fazer um escândalo, acordando toda a vizinhança.



No entanto, Pat recebe um convite para jantar na casa de um amigo e lá acaba conhecendo Tiffany (vivida por Jennifer Lawrence), uma garota misteriosa e também cheia de problemas, que ainda sofre com a morte precoce de seu marido. Desse encontro acaba nascendo uma relação forte de amizade, entre duas pessoas que necessitam de ajuda e acabam achando um no outro aquilo que precisam.

Tiffany resolve então fazer um trato com Pat. Ela ajudaria ele a reconquistar a mulher se, em troca, ele aceitasse dançar junto com ela em um concurso. Ele aceita, e os dois logo começam os ensaios. Porém, é a partir daí que o filme começa a se perder. O foco do enredo muda completamente e se vira para o pai de Pat (vivido por Robert De Niro) e suas apostas no futebol. Acho que o diretor pecou ao misturar as duas estórias, fazendo uma fusão delas, como quando o pai resolve apostar no concurso de dança que o filho iria participar.




O enredo é bastante simples e previsível, e não consegue cativar. Sobre as atuações, foram impecáveis, isso não posso negar. Jennifer Lawrence e Bradley Cooper formam um casal entrosado e se saem muito bem em cena. Destaque também para o Robert de Niro (que há tempos não fazia um papel decente no cinema) e para Jacki Wheaver, que faz a mãe de Pat.

Por fim, O Lado Bom da Vida pode até ser considerado um bom filme para passar o tempo, mas não merece a indicação que recebeu ao Oscar. Aliás, de todos os concorrentes deste ano, é o que menos gostei.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Crítica: A Hora Mais Escura (2012)


Concorrente ao Oscar de melhor filme desse ano, A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) é mais um filme arrojado da diretora Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar em 2010 por Guerra ao Terror. Ela retorna novamente ao tema do terrorismo, e nos mostra em duas horas e meia todos os esforços que o governo americano e a CIA fizeram para encontrar os principais membros da Al-Qaeda, sobretudo seu líder, Osama Bin Laden.




O filme começa arrastado, com um emaranhado de informações sobre os ataques ao World Trade Center em 2001 e os ataques posteriores que a rede terrorista propagou pela Europa. Parece-me aqui, que a diretora faz de propósito para nos mostrar a importância do nome de Bin Laden na história do mundo, porém, achei um pouco exagerado.

Outro ponto excedente da narrativa acontece logo na primeira cena, onde os americanos torturam um árabe na busca por informações. Muita gente criticou o filme e o viu como uma apologia ao métodos usados pela CIA, e eu não tiro a razão. Talvez o excesso nisso tudo tenha sido o tempo de duração da cena, que ficou quase meia-hora mostrando os horrores cometidos pelos americanos contra o prisioneiro.



No entanto, após esse começo lento, o filme começa a ganhar ação. Um tanto exagerada em algumas partes, eu diria, o que acaba tornando-o apenas mais um filme de "guerra", sem reflexões ou questões éticas. O enredo é seco e mostra o que tem de ser mostrado, mas parece faltar uma interferência mais humanista pelo lado da diretora. Os dados parecem ser jogados, e muita coisa fica sem explicação.

Sobre as atuações, eu até gostei da Jéssica Chastain no papel principal. Ela conseguiu se passar bem pela "mulher por trás da captura de Bin Laden". Aliás, esse é um ponto que gostei do filme: pouca gente (inclusive eu) sabia que havia uma mulher comandando tudo, e achei bonito a forma como isso foi mostrado. Até achei justa a indicação da Chastain ao Oscar, mas não aposto minhas fichas nela.



Enfim, A Hora Mais Escura talvez seja o melhor filme da carreira de Bigelow, mas ainda assim falta algo. Foi importante pelo contexto todo e por mostrar uma história importante que merecia uma adaptação, mas Bigelow continua sendo a campeã em filmar cenas longas e desnecessárias, e isso acaba arruinando seus filmes.


10 Filmes Inesquecíveis da Sessão da Tarde

Se você nasceu nos anos 70, 80 e 90, certamente deve lembrar de boas tardes jogado no sofá assistindo filmes na televisão, assim como eu. Alguns desses filmes ficaram na memória e trazem uma certa nostalgia quando leio sobre eles. Por isso, resolvi fazer uma lista dos dez que mais me marcaram e que até hoje lembro com muito carinho. Confira abaixo essa "turma do barulho que arranjou altas confusões" em tardes que não voltam nunca mais.

1 - Os Batutinhas (The Little Rascals) - 1994


Se tem um filme que me dá saudades desse tempo de Sessão da tarde, é esse. Os Batutinhas gira em torno de um grupo de meninos que resolve criar o "clube dos homens" e passam a odiar as meninas. Até que um deles, Alfafa, se apaixona por uma garotinha, e acaba arrumando confusão com os amigos. O filme, que tem a clássica cena do "Meninos bléh - Meninas bléh", é um dos mais queridos dos anos 90.

2 - Meu Primeiro Amor (My Girl) - 1991

Uma estória belíssima, e ao mesmo tempo extremamente triste. Meu Primeiro Amor mostra a percepção do que é o amor aos olhos de duas crianças de 11 anos, Vada e Thomas, até que uma tragédia acaba os separando. Foi, literalmente, meu primeiro amor por um filme.

3 - Um Tira no Jardim de Infância (Kindergaten Cop) - 1990


O filme conta a estória de um policial que é confundido com um professor do jardim de infância e acaba tendo de lidar com uma turma cheio de pequeninos. Estrelado por Arnold Schwarzenegger, o filme é divertidíssimo e é marcado pela famosa frase do menininho "Meninos tem pênis, meninas tem vagina".

4 - Um Herói de Brinquedo (Jingle All The Way) - 1996


Mais um filme de comédia infantil estrelada por Schwarzenegger, Um Herói de Brinquedo mostra a corrida de um pai nas vésperas de natal em busca do presente que o filho pediu, um boneco do "Turbo Man". Porém, além de não encontrar em estoque, ele ainda tem de lutar contra um outro pai, que também quer comprar pro seu filho o mesmo boneco. Um filme engraçado, que apesar de ser meio bobinho, acaba passando uma mensagem bem bacana no final.

5 - Lembranças de Outra Vida (Fluke) - 1995


O filme mostra a estória de um homem obcecado pelo trabalho que morre em um acidente de carro e volta à vida no corpo de um cachorro. Relembrando o passado, ele volta a casa de sua ex-esposa e de seu filho para tentar protegê-los do homem que causou o acidente, e vai descobrindo que na vida passada, nunca foi o pai e o marido que ele sempre achou que fosse. Apesar de ser surreal e bastante carregado de simbolismos religiosos, o filme é um dos mais belos que já vi na vida, ainda hoje, e traz uma mensagem espetacular.

6 - Esqueceram de Mim (Home Alone) - 1990


A trilogia de Esqueceram de Mim certamente é uma das mais lembradas quando se fala em Sessão da Tarde, principalmente na época do natal, e o primeiro filme da série é o melhor deles. A confusão começa quando uma família resolve viajar de natal e esquece um dos filhos, de 8 anos, em casa. O garoto (vivido por Macaulyn Culkin) tem de se virar sozinho e ainda defender a casa de dois ladrões que tentam invadi-la.

7 - Enchente, Quem Salvará Nossos Filhos (The Flood - Who Will Save Our Children?) - 1993


Geralmente passava no "Cinema em Casa" do SBT, mas vale a lembrança no post porque realmente é um filme que marcou demais minha infância. Na volta de um acampamento, após uma forte tempestade, um ônibus lotado de crianças acaba ficando preso numa correnteza e muitos deles acabam sendo levados por ela. O filme mostra, além da luta pela sobrevivência, toda a dor e angústia dos pais das crianças.

8 - Babe - O Porquinho Atrapalhado (Babe) - 1995

É claro que esse filme não poderia ficar fora da lista. Um dos filmes mais doces da minha infância, Babe mostra a vida na fazenda do Sr. Hoggett até que nasce um porquinho que pensa ser um cachorro. Talvez seja o melhor (e único bom) da linha de "filmes de animais falantes", já que o porquinho é uma graça e cativa a todos.

9 - A Cura (The Cure) - 1995

Certamente um dos mais belos filmes que já tive a experiência de assistir. Conta a estória de um garoto isolado, que sofre todos os tipos de preconceito por parte dos colegas, e acaba fazendo amizade com um vizinho de 11 anos, que tem AIDS. Os dois meninos tentam de tudo para chegar a um médico, que eles acreditam que tem a cura para a doença. Um filme tocante, e um dos primeiros que me fez chorar em frente a televisão.

10- Querida, Encolhi as Crianças (I Shrunk the Kids Honey) - 1989

Clássico absoluto, assim como as sequências "Querida, Encolhi a Gente" e "Querida, Estiquei o bebê", esse filme é outro que passava constantemente no SBT. Ao testar uma máquina de encolher objetos, o cientista maluco que a inventou acaba encolhendo os filhos, por engano, e após descobrir o ocorrido, tenta de tudo para reverter o efeito. A clássica cena das crianças na grama, na companhia de uma formiga, marcou minha infância.



Então, você lembra de mais algum? Tem algum filme fora da lista que te marcou e que você até hoje não consegue esquecer? Comente aí, que de repente faço uma segunda parte da lista só com base em sugestões.