quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Especial Oscar: Os maiores vencedores da premiação.

Faturar um Oscar é para poucos, e certamente é uma honra e tanto para diretores, atores e atrizes que conseguem levar pra casa a estatueta mais de uma vez. Nesse post, vocês conferem uma lista com os maiores vencedores das quatro principais categorias da premiação.



                                                 Melhor Filme

Na categoria de Melhor Filme do ano, a principal do Oscar, três filmes dividem a ponta com o maior número de estatuetas: Ben-Hur (1960), Titanic (1998) e O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (2005), ambos com 11 prêmios cada.

O épico Ben-Hur, dirigido por William Wyler, ganhou 11 das 12 categorias em que foi indicado. Além de ganhar como melhor filme do ano, ainda levou os prêmios de melhor direção para Wyler, melhor ator para Charlton Heaston, melhor ator coadjuvante para Hugh Griffith, Melhor Direção de Arte, Melhor fotografia, Melhor Figurino, Melhor Efeitos Especiais, Melhor montagem, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som. A única categoria em que o filme não foi bem sucedido foi em Roteiro Adaptado, onde o prêmio ficou com Almas em Leilão do diretor Jack Clayton.



Demorou 38 anos para que o recorde de Ben-Hur fosse alcançado. A super produção Titanic de James Cameron foi a primeira a igualar tal façanha, vencendo 11 dos 14 prêmios que concorria em 1998. Além de vencer como melhor filme, Titanic ainda levou os prêmios de melhor direção para Cameron, melhor trilha sonora, melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor edição, melhores efeitos visuais, melhor edição de som, melhor figurino e melhor canção original.

As categorias em que o filme foi indicado e não levou foram a de melhor atriz, onde Kate Winslet perdeu para Helen Hunt, a de melhor atriz coadjuvante, com Gloria Stuart e melhor maquiagem. Além disso, o roteiro original de Cameron surpreendeu por não ter sido sequer indicado, assim como o ator Leonardo Di Caprio.




Depois da enorme diferença de tempo que levou para o recorde de Ben-Hur ser alcançado, levou apenas 7 anos para ele ser novamente igualado. Ao adaptar para as telas o clássico O Senhor do Anéis de J. R. R. Tolkien, Peter Jackson não imaginava que se tornaria um dos diretores mais bem sucedidos dos últimos anos. 

O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei já entraria para história por se tornar o primeiro e único filme de fantasia a ganhar o Oscar de melhor filme. Porém, o filme foi mais além, e acabou conquistando todos os 11 prêmios no qual concorria, tornando-se assim um dos 3 maiores vencedores da academia. Além de melhor filme, foram conquistados os prêmios de melhor diretor para Jackson, melhor roteiro adaptado, melhores efeitos visuais, melhor direção de arte, melhor edição, melhor figurino, melhor maquiagem, melhor mixagem de som, melhor trilha sonora e melhor canção original.


    
                                                  Melhor Ator

Na categoria de melhor ator, temos diversos nomes empatados com duas conquistas cada. O ator Jack Nicholson, porém, tem duas conquistas de ator principal (Um Estranho no Ninho, 1975 e Melhor é Impossível, 1997) e uma de ator coadjuvante (Laços de Ternura, 1983), o que o coloca no topo da lista.

Com duas conquistas do prêmio principal, estão empatados Daniel Day-Lewis (Meu Pé Esquerdo, 1990 e Sangue Negro, 2008), Sean Penn (Sobre Meninos e Lobos, 2004 e Milk - A Voz da Igualdade,2009) Tom Hanks (Philadélphia, 1994 e Forrest Gump, 1995), Marlon Brando (Sindicato dos Ladrões, 1954 e O Poderoso Chefão, 1972), Dustin Hoffman (Kramer vs. Kramer, 1979 e Rain Man, 1988), Gary Cooper (Sargento York, 1941 e Matar ou Morrer, 1952), Spencer Tracy (Marujo Intrépido, 1938 e Com os Braços Abertos, 1939) e Fredric March (O Médico e o Monstro, 1932 e Os Melhores Anos de Nossas Vidas, 1947).

Esse ano, caso confirme o favoritismo, o ator Daniel Day-Lewis pode se tornar o maior vencedor geral com 3 prêmios, por sua atuação em Lincoln.


Jack Nicholson com seu primeiro Oscar em 1975.

                                                 Melhor Atriz

Na categoria de melhor atriz, ninguém levou para casa mais prêmios do que Katharine Hepburn. A atriz norte-americana levou para casa nada menos do que 4 prêmios principais. 

O primeiro deles foi por Manhã Gloriosa em 1934. Porém, seu segundo troféu só chegou 34 anos depois, em 1968, com Adivinhe Quem Vem Para Jantar. Um ano depois, em 1969, Hepburn levou novamente o prêmio por O Leão no Inverno. Seu último prêmio veio por conta do filme Num Lago Dourado, em 1982, já com 74 anos.

Depois de Hepburn, duas atrizes tem 3 prêmios, apesar de um ser de coadjuvante: Meryl Streep e Ingrid Bergman. Streep ganhou o prêmio principal em 1983 (A Escolha de Sofia) e 2012 (A Dama de Ferro), e o prêmio coadjuvante em 1980 (Kramer vs. Kramer). Já Bergman ganhou como melhor atriz em 1945 (À Meia Luz) e 1957 (Anastácia), e seu prêmio de coadjuvante foi conquistado em 1975 (Assassinato no Expresso Oriente).


Katharine Hepburn, a recordista de troféus de melhor atriz.

Melhor Diretor


Consagrado em Hollywood por seus filmes de faroeste, John Ford é o grande recordista de estatuetas na categoria de melhor diretor do Oscar. Curiosamente, nenhum dos filmes que lhe rendeu o prêmio são do gênero que lhe fez famoso mundo a fora. 

O primeiro Oscar de Ford veio em 1935 com O Delator. Em 1940 foi a vez de levar o Oscar por As Vinhas da Ira, e no ano seguinte, conquistar o prêmio pelo segundo ano consecutivo com Como Era Verde Meu Vale. O último troféu da carreira do diretor veio em 1952 com Depois do Vendaval. Além dos prêmios, John Ford ainda teve uma indicação ao prêmio que não resultou em vitória, em 1939, por No Tempo das Diligências.

Atrás de John Ford, com 3 conquistas, estão 2 diretores: Frank Capra e William Wyler. Capra levou o prêmio 1935 (Aconteceu Naquela Noite), 1937 (O Galante Mrs. Deeds) e 1939 (Do Mundo nada se Leva). Já Wyler ganhou em 1943 (Rosa da Esperança), 1947 (Os Melhores Anos das Nossas Vidas) e 1960 (Ben-Hur). 

Esse ano, o diretor Steven Spielberg pode alcançar a marca dos 3 prêmios, caso vença por sua indicação em Lincoln.


John Ford, o recordista de prêmios de melhor diretor.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A História do Oscar - Parte 2

Continuando com o post sobre a história do Oscar, nessa segunda parte eu abordo o período dos anos 70 até os dias atuais, que para alguns é o menos "glorioso" do evento, mas que indiscutivelmente conta com os filmes mais famosos do grande público.



1971:
O grande vencedor de 1971 foi Patton, Rebelde ou Herói (Patton), do diretor Franklin J. Schafner, que também levou o Oscar de direção. George C. Scott ganhou como melhor ator, mas não aceitou o troféu alegando que estava concorrendo com "ninguém". Glenda Jackson foi eleita melhor atriz.

1972:
O ano de 1972 ficou marcado por mais uma das grandes injustiças da academia, que escolheu premiar o duvidoso Operação França (The French Connection) ao invés do clássico Laranja Mecânica de Stanley Kubrick, que era o favorito da crítica. Além disso, o ator principal do filme de Kubrick, Malcolm McDowell, nem sequer foi indicado na categoria de melhor ator, que ficou com Gene Hackman. Jane Fonda foi a vencedora do Oscar de melhor atriz por Klute.

Essa edição também ficou marcada pelo Oscar honorário entregue a Charlie Chaplin, já bastante debilitado pela idade, que ao aparecer no palco da cerimônia foi ovacionado e emocionou a todos, em um dos momentos mais marcantes da entrega dos troféus.

Charlie Chaplin recebendo o Oscar Honorário em 1972
pelo conjunto da obra. Um dos momentos mais marcantes
da história da celebração.

1973:
O ano que consagrou O Poderoso Chefão (The Goodfather) de Francis Ford Copolla com o prêmio de melhor filme, apesar do diretor ficar de mãos abanando, enquanto Bob Fosse era premiado melhor diretor. Marlon Brando ganhou seu segundo Oscar por sua atuação no filme de Copolla, mas não aceitou o prêmio em forma de protesto contra o jeito que os índios eram mostrados na televisão americana. Liza Minelli levou o Oscar do ano de melhor atriz por Cabaret.

1974:
Golpe de Mestre (The Sting) foi o grande vencedor da noite levando 7 prêmios para casa, incluindo melhor filme e direção. Jack Lemmon foi escolhido melhor ator e Glenda Jackson melhor atriz. A edição ficou marcada pela indicação de O Exorcista, o primeiro thriller de terror a concorrer como melhor filme do ano.

1975:
A segunda parte de O Poderoso Chefão (The Goodfather: Part II) foi o grande vencedor da edição de 1975, e dessa vez Francis Ford Copolla levou merecidamente seu Oscar de diretor para casa. Dessa vez quem foi esquecido foi o ator Al Pacino, que viu o prêmio de melhor ator ir parar nas mãos de Art Carney. Ellen Burstyn levou o prêmio de melhor atriz do ano por Alice Não Mora Mais Aqui, do Martin Scorsese. O Italiano Federico Fellini levou seu terceiro Oscar de filme estrangeiro da carreira, pelo filme Amarcord.

1976:
Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest) foi o grande vencedor da edição de 1976. Além de ganhar como melhor filme, o diretor Milos Forman levou pra casa sua primeira estatueta, assim como o ator Jack Nicholson, que finalmente ganhou o prêmio de melhor ator após várias tentativas. Louise Fletcher, também de Um Estranho no Ninho, foi escolhida melhor atriz.

O Oscar de 1976 ficou marcado como um dos melhores de todos os tempos, por estarem na briga 5 excelentes filmes: Um Estranho no Ninho, Barry Lyndon, Um Dia de Cão, Tubarão e Nashville.

Jack Nicholson em Um Estranho no Ninho.

1977:

Surpreendendo a todos, o vencedor de melhor filme em 1977 foi Rocky - O Lutador (Rocky), com Sylvester Stalone. Apesar de Rocky ter sido um sucesso de público, o grande cotado na verdade era Táxi Driver, de Martin Scorsese. Essa foi apenas a primeira vez de muitas em que o diretor foi "esquecido" pela academia. Peter Finch levou o Oscar póstumo de melhor ator e Faye Dunaway o de melhor atriz.

1978:
Em 1978, o cineasta Woody Allen ganhou o seu primeiro e único Oscar de direção com Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall). Além disso, o filme foi o grande premiado como melhor do ano e Diane Keaton levou o Oscar de melhor atriz por sua atuação. Richard Dreyfuss foi o escolhido como melhor ator por Goodbye Girl.

Woody Allen e Diane Keaton em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa.

1979:
O Franco Atirador (The Deer Hunter) levou 5 estatuetas para casa, incluindo melhor filme e direção, para Michael Cimino. Novamente Robert de Niro foi deixado de lado pela academia por sua atuação no filme vencedor, e o premiado foi John Voight por Amargo Regresso (Coming Home). Jane Fonda levou para casa seu segundo Oscar de melhor atriz, também por Amargo Regresso.

1980:
O drama Kramer vs. Kramer foi o grande premiado do ano, com os troféus de melhor filme, direção (Robert Benton), ator (Dustin Hoffman), atriz coadjuvante (Meryl Streep) e roteiro adaptado. Sally Field levou para casa o Oscar de melhor atriz por Norma Rae.

1981:
A grande surpresa de 1981, foi o filme Gente como a Gente (Ordinary People) ter levado o prêmio principal, ao invés de Touro Indomável de Martin Scorsese. Aliás, mais uma vez Scorsese é deixado de lado pela academia, assim como foi com Táxi Driver. Robert de Niro, porém, finalmente recebeu o reconhecimento que merecia e levou o prêmio de melhor ator pela atuação no filme de Scorsese. A grande atriz premiada da noite foi Sissy Spacek, por O Destino Mudou a Sua Vida.

1982:
O filme Carruagens de Fogo (Chariots of Fire) foi o grande vencedor da 54ª edição do Oscar, com o prêmio máximo de melhor filme. Henry Fonda levou o prêmio de melhor ator e Katherine Hepburn bateu o recorde de premiações conquistando sua quarta estatueta de melhor atriz (até então um recorde imbatível).

1983:
Com 8 prêmios, incluindo melhor filme, Gandhi do diretor Richard Attenborough foi o grande vencedor de 1983. Com sua direção precisa, Attenborough levou merecidamente o prêmio de direção para casa. Ben Kingsley foi o vencedor como melhor ator e Meryl Streep levou seu segundo Oscar da carreira (o primeiro como melhor atriz) por sua atuação em A Escolha de Sofia.

Ben Kingsley como Gandhi, na atuação que lhe rendeu o Oscar.

1984:
Laços de Ternura (Terms of Endearment) foi o grande vencedor de 1984. O filme teve uma inusitada particularidade: as duas atrizes principais foram indicadas ao prêmio de melhor atriz, mas como somente uma poderia ganhar, o troféu ficou com Shirley McLaine. Robert Duvall foi o premiado como melhor ator. Essa edição também marcou a terceira conquista do diretor Sueco Ingmar Bergman com o melhor filme estrangeiro do ano, dessa vez por Fanny e Alexander.

1985:
A super produção Amadeus, do diretor Milos Forman, foi a grande vencedora da edição de 1985 com 8 prêmios conquistados. Entre os principais estão o de melhor filme, direção (segundo Oscar da carreira de Milos Forman) e de melhor ator para F. Murray Abraham. Sally Field levou para casa seu segundo Oscar de melhor atriz por Um Lugar no Coração.

1986:
Entre Dois Amores (Out of Africa) de Sidney Pollack surpreendeu e ganhou 7 Oscars nessa edição, incluindo melhor filme e direção. William Hurt levou o prêmio de melhor ator e Geraldine Page de melhor atriz. A nota curiosa de 1986 é o fato de A Cor Púrpura (The Color Purple), do diretor Steven Spielberg, ter sido indicado em 11 categorias e ido embora da cerimônia sem nenhum troféu.

1987:
O diretor Oliver Stone concorreu ao Oscar de 1987 por dois filmes, Platoon e Salvador, ganhando o Oscar por Platoon, tanto de direção como melhor filme. Paul Newman foi escolhido melhor ator, e curiosamente assistiu sua premiação de casa, alegando que já tinha sido indicado 6 vezes e nunca ganho nada. Marlee Matlin levou o prêmio de melhor atriz.

Platoon, de Oliver Stone. Filme vencedor do Oscar em 1987.

1988:
O Último Imperador (The Last Emperor), uma super produção do diretor Bernardo Bertolucci foi o grande vencedor do ano, levando para casa todos os 9 prêmios no qual concorria, incluindo melhor filme e direção. Michael Douglas levou o prêmio de melhor ator por Rede de Intrigas e Cher de melhor atriz por Feitiço da Lua.

1989:
O filme Rain Man foi o principal vencedor da noite, incluindo os prêmios de melhor filme, melhor diretor (Barry Levinson), e ator (Dustin Hoffman). Jodie Foster levou para casa o prêmio de melhor atriz por sua atuação em Acusados.

1990:
A edição marca o primeiro Oscar da carreira do ator Daniel Day-Lewis, pela sua atuação em Meu Pé Esquerdo. Jessica Tandy foi escolhida como melhor atriz, e o filme premiado da noite foi Conduzindo Miss Daisy (Driving Miss Daisy). Oliver Stone foi o vencedor na categoria de melhor diretor por Nascido em 4 de Julho, levando para casa seu segundo Oscar.

A edição de 1990 ainda teve o cineasta Italiano Giuseppe Tornatore ganhando o Oscar de melhor filme estrangeiro por Cinema Paradiso.

Daniel Day-Lewis com sua atuação impecável no filme Meu Pé Esquerdo.

1991:
Dança com Lobos (Dances With Wolves) foi o vencedor de melhor filme em 1991, e seu diretor Kevin Costner vencedor do prêmio de direção. Jeremy Irons ganhou como melhor ator e Kathy Bates como melhor atriz.

1992:
O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs) conquistou as quatro principais estatuetas do Oscar de 1992: melhor filme, melhor direção (Jonathan Demme), melhor ator (Anthony Hopkins) e melhor atriz (Jodie Foster).

1993:
Com Os Imperdoáveis (Unforgiven), Clint Eastwood revisitou o gênero Western e com isso levou seu primeiro prêmio de melhor diretor, depois de uma longa carreira como ator. O filme de Eastwood ainda levaria o prêmio principal da noite. Al Pacino finalmente ganhou seu primeiro e único Oscar da carreira pela atuação em Perfume de Mulher, e Emma Thompson o Oscar de melhor atriz por Retorno a Howards End.

1994:
Em 1994, finalmente a academia reconheceu o trabalho do diretor Steven Spielberg e o premiou com melhor filme e direção por A Lista de Schindler (Schindler's List), filme que para muitos é o melhor retrato da Segunda Guerra Mundial já feito para o cinema. Nesse mesmo ano, Tom Hanks foi consagrado com seu primeiro Oscar por Filadélfia e Holly Hunter o de melhor atriz por O Piano.

1995:
A edição de 1995 consagrou de vez Tom Hanks lhe dando o prêmio de melhor ator pelo segundo ano consecutivo, graças a sua inesquecível atuação no filme Forrest Gump - O Contador de Histórias (Forrest Gump). Além disso, o filme levou ainda o prêmio máximo da academia e o de melhor diretor, com Robert Zemeckis.

Tom Hanks em Forrest Gump - O Contador de Histórias.

1996:
O ano de 1996 premiou mais um grande filme da história do cinema, Coração Valente (Braveheart). Dirigido e protagonizado por Mel Gibson, o filme ganhou os principais prêmios da noite: filme e direção. Nicolas Cage foi escolhido melhor ator por Despedida em Las Vegas e Susan Sarandon melhor atriz por Os Últimos Passos de um Homem.

1997:
Com 9 prêmios, O Paciente Inglês (The English Patience) foi o grande vencedor dessa edição. Geoffrey Rush levou para casa o prêmio de melhor ator e Frances McDormend o de melhor atriz.

1998:
Depois de 38 anos, finalmente um filme alcançou o recorde de 11 estatuetas conquistadas por Ben-Hur, em 1960. Titanic, do diretor James Cameron, conquistou 11 dos 14 prêmios no qual foi indicado e se tornou um dos 3 filmes mais premiados de todos os tempos. A grande surpresa do ano talvez tenha sido a derrota de Kate Winslet para Helen Hunt na categoria de melhor atriz. Tão surpreendente, que Winslet chegou a se preparar para ir receber a estatueta e ficou paralisada ao ver que não era seu nome a ser anunciado. Jack Nicholson levou mais um Oscar de melhor ator, dessa vez por Melhor é Impossível.

Cena do naufrágio do gigante Titanic. Até hoje, o filme de 1997 é um dos
mais premiados pela academia.

1999:
A edição de 1999 pode ser considerada a edição que mais teve injustiças por conta da academia. Em primeiro lugar, Shakespeare Apaixonado (Shakespeare in Love) levou o prêmio de filme do ano enquanto os grandes favoritos eram A Vida é Bela de Roberto Benigni e O Resgate do Soldado Ryan de Steven Spielberg (que ganhou como melhor diretor). Depois, o caricato Roberto Benigni levou o Oscar de melhor ator, superando os favoritos Edward Norton e Tom Hanks. E para finalizar, Gwyneth Patrow, que era a grande "zebra" na lista de indicação, acabou sendo anunciada vencedora do prêmio de melhor atriz contra uma Cate Blanchett que fez a atuação da sua vida em Elizabeth e uma sempre excelente Meryl Streep.

A edição de 1999 vale para nós brasileiros como a primeira vez em que um filme daqui teve duas indicações ao prêmio. Central do Brasil concorreu a melhor filme estrangeiro (perdendo para A Vida é Bela) e Fernanda Montenegro concorreu ao prêmio de melhor atriz.

A atriz Fernanda Montenegro no tapete vermelho do Oscar em 1999,
acompanhada do seu companheiro de filmagem, o garoto Vinicius de Oliveira.

2000:
Em uma das edições mais acirradas da história do Oscar, Beleza Americana (American Beauty) acabou sendo escolhido o melhor filme do ano. Kevin Spacey levou o prêmio de melhor ator e Hilary Swank o de melhor atriz. Na categoria de filme estrangeiro, o espanhol Pedro Almodóvar ganhou seu primeiro Oscar por Tudo Sobre Minha Mãe.

2001:
A primeira edição do século 21 premiou o épico Gladiador (Gladiator), de Ridley Scott, como o melhor filme do ano e seu protagonista, Russel Crowe, como melhor ator. Julia Roberts levou um contestável prêmio de melhor atriz por Erin Brockovich, enquanto Steven Sodenbergh levou o de melhor diretor por Traffic.

2002:
Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind) foi o premiado de 2002 como melhor filme do ano, junto com seu diretor Ron Howard. Denzel Washington ganhou o prêmio de melhor ator e Halle Berry se tornou a primeira negra premiada como melhor atriz.

2003:
A edição de 2003 ficou marcada pelos polêmicos protestos em cima do palco contra a guerra do Iraque, principalmente o discurso feito pelo documentarista Michael Moore. O grande premiado do ano foi o musical Chicago. Adrien Brody levou o prêmio de melhor ator por O Pianista e Nicole Kidman o de melhor atriz por As Horas. O cineasta Roman Polanski ganhou seu primeiro e único Oscar da carreira como diretor nesse ano, por seu trabalho em O Pianista.

2004:
O Oscar de 2004 foi "dominado" pelo filme O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, que se juntou a Ben-Hur e Titanic como os filmes mais premiados da história com 11 conquistas cada. O ator Sean Penn levou o Oscar por sua atuação em Sobre Meninos e Lobos e Charlize Theron foi a melhor atriz por Monster.

O longa brasileiro Cidade de Deus concorreu em quatro categorias desse Oscar: edição, roteiro adaptado, fotografia e direção (Fernando Meirelles). Infelizmente, não ganhou nenhum prêmio.

Viggo Mortensen em O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, filme que
levou 11 Oscars para casa, incluindo melhor filme.

2005:
Em 2005, Clint Eastwood levou seu segundo prêmio de melhor filme e direção para casa com Menina de Ouro (Million Dollar Baby). O filme também deu a Hilary Swank seu segundo Oscar da carreira. Jamie Foxx, com sua elogiável atuação no filme Ray, foi o escolhido como melhor ator.

2006:
Pra muitos, o resultado final de 2006 foi uma grande surpresa. Crash - No Limite (Crash) acabou levando o prêmio de melhor filme, superando o então favorito O Segredo de Brockeback Mountain, do diretor vencedor do Oscar Ang Lee. Philip Seymour Hoffman levou o prêmio de melhor ator por Capote e Reese Whiterspoon o de melhor atriz por Jonnhy e June.

2007:
Em 2007, o cineasta Martin Scorsese finalmente foi premiado como melhor diretor pela academia, no que acabou sendo mais um prêmio de consolação do que um mérito, pois seu filme Os Infiltrados (The Departed), para muitos, não merecia nem o prêmio de melhor filme que acabou levando para casa. Forrest Whittaker foi escolhido melhor ator por sua atuação visceral em O Último Rei da Escócia e Helen Mirren melhor atriz por A Rainha.

Scorsese recebendo seu merecido Oscar depois de diversas tentativas em vão.

2008:
Os irmãos Joel e Ethan Coen ganharam o prêmio de direção e melhor filme por Onde os Fracos Não tem Vez (No Country for Old Man). Daniel Day-Lewis levou seu segundo prêmio de melhor ator por Sangue Negro e Marion Cottilard o de melhor atriz por Piaf - Um Hino ao Amor.

2009:
2009 foi o ano de Quem Quer Ser Um Milionário (Slumdog Millionaire), que levou para casa 8 Oscars, desbancando o favorito O Curioso Caso de Benjamin Button. Sean Penn levou sua segunda estatueta pela atuação em Milk - A Voz da Igualdade, e Kate Winslet finalmente, depois de 4 tentativas, levou o Oscar de melhor atriz por O Leitor

2010:
A partir de 2010, a categoria de melhor filme passou a ter mais filmes concorrentes, ao invés de 5. Guerra ao Terror (The Hurt Locker) surpreendeu a todos e desbancou o favorito Avatar no prêmio de melhor filme. A diretora Kathryn Bigelow ainda levou o prêmio de direção, no qual James Cameron era favorito. Jeff Bridges foi escolhido melhor ator e Sandra Bullock melhor atriz.

2011:
O Discurso do Rei (The King's Speech) acabou se consagrando o melhor filme e seu diretor, Tom Hooper, o melhor do ano. Além disso, Colin Firth, o protagonista do filme, foi eleito o melhor ator. Já o prêmio de melhor atriz ficou com Natalie Portman, por sua atuação em Cisne Negro.

2012:
Sem grandes surpresas, o longa francês O Artista foi o grande vencedor da última edição do Oscar, inlcuindo melhor filme, direção (Michel Hazanavicius) e melhor ator (Jean Dujardin). Meryl Streep ganhou a estatueta de melhor atriz pela terceira vez, por A Dama de Ferro.

Jean Dujardin e Bérénice Bejo em O Artista, filme vencedor de 2012.

Enfim, depois de ler sobre toda a história do Oscar, você já pode se preparar e esperar pelo próximo domingo, dia 24, para saber quais serão os próximos nomes que irão entrar para a galeria dos vencedores.

A História do Oscar - Parte 1

Lá se vão 85 anos desde a primeira cerimônia do Oscar, ocorrida em 1929. De lá para cá a premiação, que no início era pouco divulgada, foi crescendo cada vez mais, até virar na maior festa da categoria no mundo todo. 

Diversos nomes, entre os principais do cinema, já levaram uma estatueta dourada para casa, enquanto tantos outros também foram "injustiçados". Mas a bem da verdade, mesmo com alguns erros, o Oscar nunca deixou de perder sua graça ao longo dos anos, e sempre trouxe expectativas aos amantes da sétima arte.

Depois de uma vasta pesquisa, que preencheu alguns dias do meu ócio, decidi contar nesse post, dividido em duas partes, um pouco da história da premiação, ano a ano, para que todos vejam o quão importante o Oscar acabou sendo, e ainda é, para a história das artes.



1929:
O primeiro Oscar da história foi realizado no dia 16 de maio de 1929, em Los Angeles, contando com um público estimado de 270 pessoas. O filme vencedor daquele ano foi Asas (Wings) do diretor William A. Wellmann. O prêmio de melhor ator foi para Emil Jannings e de melhor atriz para Janet Gaynor. Essa foi a única edição que teve seus premiados anunciados três meses antes da cerimônia.

1930:
Esse foi o único ano em que a premiação ocorreu duas vezes, um em abril e outra em novembro. O grande vencedor da edição foi Melodia da Broadway (Broadway Melody), com o prêmio de melhor ator para Warner Baxter e de melhor atriz para Mary Pickford. A edição de 1930 ficou marcada também por ser a primeira transmitida ao vivo, pela rádio local de Los Angeles. A edição de Novembro é considerada pela academia como o Oscar de 1931.

1931:
A edição de 1931, como disse acima, é a edição de novembro de 1930. O vencedor foi Sem Novidades no Front (All Quiet on the Western Front) do diretor Lewis Millestone, que também ganhou o prêmio pela sua direção. George Arliss ganhou como melhor ator e Norma Shearer como melhor atriz.

Cena de Sem Novidades no Front, de 1930.

1932:
Na edição de 1932, o Oscar ganhou 3 novas categorias: Animação, Comédia e Revelação. O prêmio de melhor filme foi para Cimarron, do diretor Wesley Ruggles, que passou a ser o primeiro filme da história a ganhar três prêmios (melhor filme, direção de arte e roteiro adaptado). Lionel Barrymore levou para casa o prêmio de melhor ator e Marie Dressler o de melhor atriz. Essa também foi a primeira vez que a academia aceitou filmes de línguas estrangeiras, o que gerou polêmica e muitas críticas na época.

1933:
A cerimônia de 1933 ocorreu sem muita repercussão, e o grande vencedor daquele ano foi o filme Grande Hotel (Grand Hotel), do diretor Edmund Golding. O prêmio de melhor ator foi dividido pela primeira vez, entre Wallace Berry e Fredric March, e o de melhor atriz foi parar nas mãos de Helen Hayes.

1934:
A edição de 1934 marcou o primeiro Oscar da carreira da atriz Katherine Hepburn, por sua atuação em Manhã de Glória (Morning Glory). Hepburn ainda ganharia mais três ao longo da carreira, se tornando a atriz mais premiada da história. Nesse ano, Charles Laughton ganhou o prêmio de melhor ator e o filme Cavalgada (Cavalcade), de Frank Lloyd (que com ele ganhou seu segundo Oscar de direção) foi o grande vencedor do júri.

1935:
Em 1935 a premiação já começou a crescer entre o público e a ganhar admiradores. O grande vencedor da edição foi Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night) com os prêmios de melhor filme, melhor ator (Clark Gable), melhor atriz (Claudette Colbert) e melhor diretor (Frank Capra). Foi o primeiro filme a ganhar os quatro prêmios máximos da academia em uma mesma edição. 

Nesse ano foram inclusas duas novas categorias: melhor trilha sonora e edição.

Clark Gable e Claudette Colbert em cena, no filme Aconteceu Naquela Noite.

1936:
É a partir da edição de 1936 que o prêmio passa a ser chamado de Oscar. O Grande Motim (Munity on the Bounty) foi escolhido o melhor filme, com Victor McLagen levando o prêmio de melhor ator e Bette David o de melhor atriz. Foi também nesse ano que John Ford ganhou seu primeiro Oscar (por O Delator) dos quatro que o fariam ser o diretor mais premiado da história.

1937:
Na edição de 1937, nascem os prêmios de ator e atriz coadjuvante. Até então, as indicações eram feitas juntas. O prêmio de melhor filme do ano ficou com Ziegfeld - O Criador de Estrelas (The Great Ziegfeld). O ator premiado foi Paul Muni e a atriz Luise Rainer. Frank Capra também levou sua segunda estatueta do Oscar de melhor diretor para casa por O Galante Mrs. Deeds.

1938:
A partir de 1938, a academia passou a mudar as regras da votação, incluindo como votantes os membros de estúdios e sindicatos. Émile Zola (The Life of Emile Zola) ganhou o prêmio de melhor filme, Spencer Tracy o de melhor ator e Luise Rainer, pelo segundo ano consecutivo, o de melhor atriz.

1939:
Os conflitos que se iniciavam na Europa, fizeram com que a edição de 1939 fosse uma das mais apagadas da história. Os destaques ficaram por conta do diretor Frank Capra, que levou seu terceiro Oscar de melhor diretor da carreira (o primeiro a conseguir tal façanha), do ator Spencer Tracy, que levou o prêmio de atuação pelo segundo ano consecutivo e da atriz Bette Davis, que levou sua segunda estatueta de melhor atriz para casa. O grande premiado do ano foi o filme Do Mundo Nada se Leva (You Can't Take It With You), do Capra.

1940:
O clássico E o Vento Levou.. (Gone With the Wind) foi o primeiro grande recordista de troféus, levando para casa 8 prêmios: melhor filme, melhor diretor (Victor Fleming), melhor atriz (Vivien Leigh), melhor roteiro, direção de arte, fotografia colorida, edição e atriz coadjuvante (Hattie McDaniel). Correndo por fora, o prêmio de melhor ator ficou com Robert Donat, por Adeus Mrs. Chips.

Clark Gable e Vivien Leigh em cena, no filme E o Vento Levou..

1941:
A edição de 1941 deu o primeiro e único Oscar da carreira do cineasta Alfred Hitchcock. Ele não ganhou como melhor diretor, mas como melhor filme por Rebecca - A Mulher Inesquecível (Rebecca). O prêmio da direção foi para John Ford, que ganhou pela segunda vez por As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath). James Stewart ganhou como melhor ator e Ginger Rogers como melhor atriz. 

Nessa edição passou também a ser premiado o melhor documentário do ano.

1942:
Como havia um medo eminente de ataques por conta da guerra, a edição de 1942 foi bastante reservada, sem contar com os grandes holofotes da mídia. Como Era Verde Meu Vale (How Green Was My Valley) foi o grande vencedor da noite, desbancando o grande favorito Cidadão Kane (Citizen Kane) de Orson Welles, no que é considerada uma das maiores "zebras" da premiação. John Ford levou para casa seu terceiro troféu da carreira como o diretor do filme premiado. Gary Cooper ganhou como melhor ator e Joan Fontaine como melhor atriz.

1943:
Depois de problemas de divulgação antes da hora, a partir dessa edição os votos passaram a ser segredo até a hora da premiação, como é até hoje. O premiado do ano foi o filme Rosa de Esperança (Mrs. Miniver) do diretor William Wyler, que também levou o prêmio pela direção. James Cagney levou o troféu de ator e Greer Garson o de atriz. Quando foi receber seu prêmio, Garson fez um discurso de nada mais que 40 minutos, o maior da história da academia, que fez com que as regras do tempo mudassem.

1944:
O grande premiado da edição de 1944 é o clássico Casablanca, do diretor Michael Curtiz. Além de melhor filme, ele também levou o prêmio de melhor diretor. Na categoria de melhor ator, Paul Lukas desbancou o favoritíssimo Humphrey Bogart, que resultou em mais uma das grandes surpresas da academia até então. O troféu de melhor atriz ficou com Jeniffer Jones, por A Canção de Bernadette.

Humphrey Bogart em cena no filme Casablanca. Até hoje, sua derrota para
Paul Lukas é considerada uma das maiores injustiças da academia.

1945:
Enquanto o mundo estava às voltas do fim da guerra, o Oscar era realizado numa cerimônia ainda mais reservada que a dos anos anteriores. O Bom Pastor (Going My Way) levou o prêmio de melhor filme, enquanto Bing Crosby era premiado melhor ator e Ingrid Bergman levava seu primeiro troféu de melhor atriz. 

1946:
Esse ano marca o primeiro Oscar da carreira do grande diretor Billy Wilder. Além do troféu particular, Wilder ainda levou para casa o prêmio máximo de melhor filme por Farrapo Humano (The Lost Weekend). Ray Milland venceu como melhor ator e Joan Crawford como melhor atriz.

1947:
O ano de 1947 consagrou o diretor William Wyder, que levou sua segunda estatueta de melhor diretor além de melhor filme, por Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives). Fredric March ganhou o troféu de melhor ator e Olivia de Havilland o de melhor atriz.

1948:
O vencedor de melhor filme em 1948 foi A Luz Para Todos (Gentleman's Agreement), de Elia Kazan (que também ganhou como diretor). Ronald Colman levaria o Oscar de ator e Loretta Young o de melhor atriz.

1949:
A adaptação da peça de Shakespeare Hamlet, do diretor Laurence Olivier, foi o grande vencedor da edição do Oscar de 1949. Apesar de dirigir e atuar no filme, Olivier ganhou apenas o prêmio de melhor ator. John Huston foi quem ficou com o troféu de diretor por O Tesouro de Sierra Madre. Jane Wyman ganhou o prêmio de melhor atriz. 

A edição ficou marcada por ser a primeira a ter a premiação de melhor filme estrangeiro, e o vencedor foi o francês Mounsier Vincent.

Laurence Olivier, em Hamlet (1948).

1950:
A Grande Ilusão (All The King's Men), do diretor Robert Rossen foi o grande premiado da edição de 1950. Broderick Crawford e Olivia de Havilland (essa pela segunda vez) levaram os prêmios por suas atuações, além de Joseph L. Mankievicz levar o de melhor diretor por Quem é o Infiel?.

1951:
Em 1951 o grande vencedor foi o filme A Malvada (All About Eve), que além de ganhar como melhor filme deu o segundo Oscar seguido de melhor diretor para Joseph L. Mankievicz. José Ferrer ganhou o troféu de melhor ator e Judy Holiday de melhor atriz.

1952:
Sinfonia de Paris (An American in Paris) do diretor Vincente Minnelli foi quem ganhou o prêmio de melhor filme na edição de 1952. Humphrey Bogart, que já havia batido na trave duas vezes, dessa vez levou para casa o Oscar de melhor ator, e Vivien Leigh o de melhor atriz.

1953:
Marcado por ser a primeira edição transmitida ao vivo pela televisão americana, o Oscar de 1953 consagrou O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth) como grande vencedor da noite. Gary Cooper levou o Oscar de melhor ator e Shirley Booth o de melhor atriz. A cerimônia marcou também o último Oscar ganho pelo diretor John Ford, que depois disso nunca mais foi indicado.

1954:
Indicado em 13 categorias e vencedor em oito, o grande premiado do ano foi A Um Passo da Eternidade (From Here to Eternity) do diretor Fred Zinnemann. Além dos prêmios de melhor filme e diretor, o longa ainda levou os prêmios de ator coadjuvante (Frank Sinatra), atriz coadjuvante (Donna Reed), roteiro, fotografia, som e edição. William Holden levou o prêmio de melhor ator e Audrey Hepburn o de melhor atriz.

1955:
O grande vencedor de 1955 foi o filme Sindicato dos Ladrões, do Elia Kazan, que levou pra casa 8 estatuetas: melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Marlon Brando, que finalmente levou seu primeiro Oscar depois de 3 tentativas), melhor atriz coadjuvante (Eva Marie Saint), melhor roteiro, direção de arte e edição. O prêmio de melhor atriz ficou com Grace Kelly por The Country Girl.

Marlon Brando em Sindicato de Ladrões. Atuação que lhe rendeu o
primeiro Oscar da carreira.

1956:
Marty, do diretor Delbert Mann ganhou em 1956 os prêmios de melhor direção e filme, além de melhor ator com Ernest Borgnine. A atriz vencedora foi Anna Magnani, por A Rosa Tatuada

Um fato curioso da edição foi o Japão ter conquistado pelo segundo ano consecutivo o prêmio de melhor filme estrangeiro, com Miyamoto Musachi.

1957:
O ano de 1957 marca, talvez, uma das maiores injustiças da academia, que premiou A Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in 80 Days) como melhor filme, deixando de lado super produção Assim Caminha a Humanidade (Giant), do diretor vencedor do ano George Stevens. A edição ainda teve Yul Brynner levando o prêmio de melhor ator e Ingrid Bergman levando seu segundo troféu de melhor atriz, por Anastasia.

1958:
No ano de 1958, o grande premiado foi o longa A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai) do diretor David Lean, com sete premiações (incluindo melhor filme, diretor e ator para Alec Guiness). O troféu de melhor atriz ficou com Joanne Woodward. O Italiano Federico Fellini ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro por As Noites de Cabíria.

1959:
Gigi, do diretor Vincente Minelli foi o grande vencedor dessa edição, levando para casa 8 troféus: melhor filme, direção, roteiro adaptado, fotografia colorida, edição, figurino, canção e trilha sonora. David Niven ganhou como melhor ator e Susan Hayward, após quatro tentativas frustradas, levou o de melhor atriz.

1960:
Indicado em 12 categorias, o épico Ben-Hur, do diretor William Wyler, conquistou 11 troféus, e se tornou o recordista de prêmios (recorde que duraria até 1997, com os prêmios de Titanic). Charlton Heaston levou o prêmio de melhor ator por esse filme e Simone Signoret se tornou a primeira mulher estrangeira a levar o Oscar de melhor atriz por Almas em Leilão.

A clássica cena da corrida de Bigas em Ben-Hur, que exigiu mais de 15 mil
figurantes e 5 semanas para ser concluída.

1961:
Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment) de Billy Wilder ganhou o Oscar de melhor filme em 1961, e o diretor levou para casa seu segundo Oscar da carreira. Burt Lancaster foi escolhido o melhor ator e Elizabeth Taylor a melhor atriz.

1962:
Amor Sublime Amor (West Side Story) foi o grande vencedor do Oscar de melhor filme em 1962. Sophia Loren ganhou seu primeiro prêmio como melhor atriz, e Maximilian Schell como melhor ator.

1963:
O ano de 1963 premiou Lawrence da Arabia (Lawrence of Arabia) como o melhor filme do ano. Gregory Peck levou o prêmio de melhor ator e Anne Bancroft de melhor atriz.

1964:
Desbancando o favorito (apesar de criticado) Cleópatra, o filme As Aventuras de Tom Jones (Tom Jones), de Tony Richardson, foi o grande vencedor do ano de 1964. A edição ainda marcou por Sidney Poitier ter sido o primeiro negro a a ganhar o troféu de melhor ator, por Uma Voz nas Sombras. Patricia Neal foi a vencedora na categoria melhor atriz. Além disso, o Italiano Federico Fellini levou para casa seu segundo Oscar de filme estrangeiro, por 8 e Meio.

1965:
O grande sucesso da edição de 1965 ficou por conta de Minha Bela Dama (My Fair Lady), que levou pra casa oito estatuetas, incluindo melhor filme, melhor diretor (George Cukor) e melhor ator (Rex Harrison). Julie Andrews levou o Oscar de melhor atriz por sua inesquecível atuação em Mary Poppins. O Italiano Vittorio de Sica levou o prêmio de filme estrangeiro por Ontem, Hoje e Amanhã.

1966:
Edição marcada por ser a primeira transmitida em cores para a televisão, e a primeira a anunciar os indicados através de videoclipes (recurso usado até hoje), teve como vencedor de melhor filme o clássico A Noviça Rebelde (The Sound of Music). Robert Wise ganhou como melhor diretor, Lee Marvin como melhor ator e Julie Christie como melhor atriz.

Cena clássica de A Noviça Rebelde.

1967:
O Homem que não Vendeu Sua Alma (A Man for all Seasons) foi o grande vencedor da edição, com os prêmios de melhor filme, diretor (Fred Zinnemann), ator (Paul Scofield), roteiro, fotografia e figurino. Elizabeth Taylor ganhou seu segundo Oscar da carreira por Quem Tem Medo de Virginia Woolf?.

1968:
O vencedor dessa edição foi No Calor da Noite (In the Heat of the Night). Rod Steiger levou o prêmio de melhor ator e Katherine Hepburn o de melhor atriz (o segundo da sua carreira).

1969:
Oliver! do diretor Carol Reed ganhou o prêmio de melhor filme em 1968, na edição que ficou marcada por ter sido transmitida para 37 países e se tornar o evento com maior audiência do mundo na época. O próprio Reed levou o prêmio de diretor, e Cliff Robertson o de melhor ator. Na categoria de melhor atriz, Katherine Hepburn e Barbra Streisand ficaram empatadas e cada uma levou um troféu para casa.

1970:
Na edição de 1970, Perdidos na Noite (Midnight Cowboy) levou o prêmio de melhor filme, mas seu grande protagonista (Dustin Hoffman) acabou ficando de mãos vazias, em mais uma das grandes injustiças da academia. O prêmio de melhor ator foi para John Wayne, mais como forma de consolo por ele ter uma vasta carreira de bons filmes e nunca ter ganho um prêmio, do que por méritos. Já Maggie Smith foi quem levou o prêmio de melhor atriz para casa.

Jon Voight e Dustin Hoffman em Perdidos na Noite.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Crítica: A Feiticeira da Guerra (2012)


Dentre os candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano, A Feiticeira da Guerra (Rebelle) é o único que não conseguiu me cativar. O longa canadense que ganhou fama após ter, teoricamente, tirado a indicação do francês Os Intocáveis, mostra um tema delicado mas peca no ritmo e no misticismo que o envolve.



Em algum lugar da África Central, não especificado pelo diretor, nos deparamos com uma aldeia pobre e ilhada. Logo na primeira cena aparece Komona (Raquel Mwanza), a personagem principal, que avista ao longe duas embarcações se aproximando. Nas embarcações estão rebeldes, conhecidos como os "Rebeldes do Grande Tigre", que estão em busca de recrutas para a guerra contra o governo.

É nesse ínterim que Komona e mais alguns jovens da aldeia são capturados, e todo o resto da aldeia, incluindo seus pais, mortos. Aliás, os próprios jovens são obrigados a matar-nos, em troca da própria vida. E é assim mesmo, com uma realidade brutal, que o filme nos é mostrado no seu começo. 



Logo após o recrutamento, os jovens passam por um treinamento de guerra. Na verdade, pouco se fala da guerrilha em si, pois o que o diretor prioriza é a violência que existe contra os próprios membros do grupo. Crianças que até então eram inocentes, e viviam com seus pais e irmão, agora obrigados a fazerem trabalhos forçados e a matarem, sem perspectiva de futuro. É triste, mas fica ainda mais triste quando paramos para pensar que isso existe de fato em muitos lugares, não somente no continente Africano. 

Porém é a partir daí que o título do filme começa a ganhar sentido, e ao meu ver, é justamente onde o filme se perde um pouco. Ao beber de um líquido misterioso, depois de um ritual espiritual, Komona passa a ter visões de espíritos que lhe alertam sobre ataques do exército rival. Com isso, ela passa a se tornar mais importante no grupo e passa a ser reconhecida como a Bruxa do Grande Tigre. 



Durante sua permanência no grupo, ela mantém contato com um jovem chamado de Mago, que se apaixona por ela. Os dois acabam desertando do grupo e indo viver juntos longe dos massacres. Mas a história ainda não tem fim, e os dois mal imaginam pelo que ainda terão de passar.

Na questão técnica, o filme conta com uma belíssima fotografia, além de uma atuação firme e verdadeira de Raquel Mwanza, o que lhe rendeu o Urso de Prata de Berlim desse ano. A direção, apesar de ter seus desméritos, merece o elogio de ter mostrado a estória sem apelar para dramatização, até porque a estória em sim já é triste suficiente.



Por fim, A Feiticeira da Guerra é um filme duro, que nos faz refletir sobre a dura vida que levam os habitantes pobres de países que talvez nem saibamos que existam, mas que peca, como antes disse, no seu ritmo e na sua falta de estrutura. Não é um filme ruim, diria até que está longe disso, mas é do tipo esquecível.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crítica: As Sessões (2012)


As Sessões (The Sessions) é baseado na história real do poeta e jornalista Mark O'Brien, que dedicou toda sua vida para defender os direitos dos deficientes físicos. Mark contraiu poliomelite aos 6 anos de idade e ficou paralisado do pescoço para baixo. Apesar de todas as dificuldades impostas por seu problema de saúde, isso não o impediu de querer "viver a vida" de forma plena.

Naturalmente, Mark tinha muita curiosidade sobre sexo, já que aos 38 anos ele nunca havia feito nada que se assemelhasse ao ato (apesar de já ter desejado muitas mulheres na cabeça). Partindo desse princípio, o filme narra então o período em que Mark, após indicação de sua terapeuta, decidiu contratar uma Sex Surrogate (pessoa especializada em fazer sexo com pacientes deficientes) para que ela o iniciasse nas atividades sexuais e sanasse essa curiosidade natural que ele tinha.




Talvez o ponto alto do filme seja essa relação que se cria entre o personagem de Mark, muito bem interpretado pelo ator John Hawkes, e a especialista contratada, vivida pela excelente Helen Hunt, que inclusive está concorrendo ao Oscar de melhor atriz por essa atuação. Não somente a questão do sexo, mas a forma como eles tratam psicologicamente as sessões, é o que de fato faz a trama ser interessante.

O filme acaba sendo, sim, uma lição de vida, mas não possui toda aquela baboseira emocionalmente excessiva que grande parte dos filmes sobre deficientes físicos tem. Aliás, o filme é levado mais com bom humor do que com drama, e não deixa espaço para chororôs e lamentações. Há sim algumas partes desnecessárias, como as cenas em que o padre (William H. Macy) tenta ser engraçado sem conseguir. Mas em um todo, o filme é muito bem construído.



Dirigido com competência, sensibilidade e bom humor, As Sessões é uma grata surpresa do cinema atual, em um cenário em que filmes sobre sexo procuram mostrar o ato da forma mais ridícula e apelativa possível. Um tema adulto, mas narrado da perspectiva quase infantil de seu protagonista. Vale a pena ser visto.