O Grande Gatsby (The Great Gatsby), nova adaptação para as telas do livro homônimo de F. Scott Fitzgerald, foi anunciado como o filme de abertura da edição desse ano do Festival de Cannes.
O longa, dirigido por Baz Luhrmann e estrelado pelo ator Leonardo Di Caprio, possui uma forte conexão com a França, já que as mais belas passagens da estória ocorrem numa vila da Riviera Francesa, próxima de Cannes.
Essa será também a terceira vez de Luhrmann no festival (a primeira foi em 1992 com Vem Dançar Comigo e a segunda com Moulin Rouge em 2001), mas a primeira vez com uma exibição no formato 3D.
A 66ª edição do Festival de Cannes ocorre entre os dias 15 e 26 de Maio, e terá como presidente do júri o diretor norte-americano Steven Spielberg.
terça-feira, 12 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Recomendação de Filme #07
Frango com Ameixas (Marjane Satrapi) - 2011
Ao adaptar novamente uma HQ sua para o cinema (a primeira vez foi com o também excelente Persépolis), pode-se dizer que a diretora Marjane Satrapi acertou novamente em cheio. Contando com a colaboração de Vincent Paronnaud na direção, a história é contada de forma divertida (apesar de ser um assunto delicado) e diferente do seu primeiro filme, é filmada com atores reais e não em formato de animação.
Frango com Ameixas (Poulet Aux Prunes) conta a trágica história do violinista Nasser Ali Khan (Mathieu Amalric), que entra em desgosto depois que seu "Tar" (instrumento musical Iraniano) quebra, após uma discussão com a esposa. Nasser corre atrás de outro, mas não encontra para vender em lugar nenhum. Desesperado, resolve se suicidar.
Oito dias depois da ameaça, ele acaba enfim tirando sua própria vida. A trama narra então a última semana do violinista, e abusa dos efeitos de flashback. Só aí vamos percebendo, pouco a pouco, o verdadeiro motivo dessa sua escolha e a profundidade que o levou a cometer tal ato.
Depois de desvendar todo seu passado, percebemos que a quebra do instrumento é apenas um acontecimento que enfraquece mais ainda o já deprimido Nasser. É apenas a "gota d'agua" que o leva a tomar decisão tão radical. Seu sofrimento vai muito além disso.
É excitante o fato de que, ao mesmo tempo em que trata de um assunto triste e melacólico, o filme consiga ser puramente inocente, e ainda reunir boas cenas de humor. O enredo possui muitos momentos fantasiosos (ao mostrar os sonhos do protagonista, por exemplo), que de tão bem feitos, o faz ser literalmente uma poesia visual.
Combinando drama com comédia, e realidade com fantasia, o longa é bastante fiel ao comic original. Satrapi consegue nos transportar ao mundo dos quadrinhos de forma realista, apesar de exageradamente caricata em algumas cenas, o que não caracteriza necessariamente um defeito. Mais um belo filme advindo do cinema Francês.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Estreias da Semana (08/03 a 14/03)
Nessa próxima sexta-feira, seis filmes devem estrear nos cinemas brasileiros. Abaixo você confere a lista de todos.
Oz: Mágico e Poderoso
Oscar Diggs (James Franco), um mágico de ética duvidosa, é carregado do Kansas para a terra do Oz, e acredita ter tirado a sorte grande. Porém, ele acaba tendo que lidar com a batalha entre três bruxas locais, Evanora, Theodora e Glinda. O filme é uma espécie prelúdio do grande clássico O Mágico de Oz (1939).
Oz: Tre Great and Powerful, Estados Unidos, 2013
Direção: Sam Raimi
Duração: 127 minutos
Classificação: Livre
Aventura/Comédia/Fantasia
A Parte dos Anjos
Robbie (Paul Brannigan) escapa por pouco de uma pena de prisão, mas é sentenciado a cumprir horas de serviço comunitário. Durante o serviço, ele acaba fazendo amizade com outros jovens com dificuldades, que acabam conhecendo a prática da degustação de Whisky, o que muda para sempre suas vidas. Comédia do Reino Unido, ambientada na Escócia. A crítica do filme você confere aqui.
The Angels' Share, Reino Unido, 2012
Direção: Ken Loach
Duração: 106 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia/Drama
Killer Joe - Matador de Aluguel
Do legendário diretor William Friedkin (O Exorcista), o filme conta a história de Joe (Matthew McConaughey), um detetive que ao mesmo tempo é um assassino por encomenda. Joe é então contratado por dois irmãos que tramam o assassinato da mãe para poderem ficar com o seguro. Crítica do filme aqui.
Killer Joe, Estados Unidos, 2012
Direção: William Friedkin
Duração: 102 minutos
Classificação 18 anos
Drama/Policial/Suspense
O Quarteto
Dirigido pelo ator Dustin Hoffman, a história é baseada numa peça de mesmo nome e mostra a vida de amigos idosos que vivem num asilo. Tudo pode mudar quando o velho amor de um dos moradores retorna, tirando o equilíbrio da casa.
Quartet, Reino Unido, 2013.
Direção: Dustin Hoffman
Duração: 98 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia/Drama
Amor é Tudo o que Você Precisa
Philip (Pierce Brosnam), um inglês morando na Dinamarca, é um viúvo solitário de meia-idade, além de um pai solteiro. Ida (Thine Dyrholm) é uma cabeleireira recuperando-se de uma quimioterapia, que acaba de descobrir que o marido a deixará por uma mulher mais nova. O destino, então, acaba por uni-los no momento em que eles menos esperam.
Den Skaldede Frison, Dinamarca, 2012.
Direção: Sussane Bier
Duração: 116 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia/Romance
Amigos Inseparáveis
Estrelado por Al Pacino, Alan Arkin e Christopher Walken, o filme conta a história de dois criminosos em fim de carreira, quando um deles é contratado para dar fim a vida do outro. Eles saem juntos e enquanto a hora do "serviço" não chega, eles se divertem bebendo, indo a um bordel, roubando um carro e até fugindo da polícia.
Stand Up Guys, Estados Unidos, 2012
Direção: Fisher Stevens
Duração: 95 minutos
Classificação: 14 anos
Ação/Comédia
Assista o trailer aqui
Estrelado por Al Pacino, Alan Arkin e Christopher Walken, o filme conta a história de dois criminosos em fim de carreira, quando um deles é contratado para dar fim a vida do outro. Eles saem juntos e enquanto a hora do "serviço" não chega, eles se divertem bebendo, indo a um bordel, roubando um carro e até fugindo da polícia.
Stand Up Guys, Estados Unidos, 2012
Direção: Fisher Stevens
Duração: 95 minutos
Classificação: 14 anos
Ação/Comédia
Assista o trailer aqui
Crítica: Killer Joe - Matador de Aluguel (2012)
Em seu mais recente trabalho, o lendário diretor William Friedkin (O Exorcista) traz um enredo onde todo mundo é politicamente incorreto, em uma verdadeira aula de maus costumes no cinema atual, dominado por filmes "politicamente corretos".
A premissa é bastante simples de entender: Chris (Emile Hirsh) é um jovem traficante metido em apuros, que acaba contratando Joe (Matthew McConaughey), um assassino profissional, para matar sua mãe, Adele, a grande causadora de seus problemas. Com o consentimento do pai, da madrasta e da irmã mais nova, Dottie (Juno Temple), os três concordam com o plano para dar cabo de Adele e assim ficar com seu seguro de vida.
Friedkin cria em Killer Joe um cenário despudorado, com muita nudez e violência, mostrando uma família que vive sem um pingo de escrúpulos, em uma casa onde não há espaço para demonstrações de afeto entre seus membros. Tudo no filme é caricato e exagerado, mas por incrível que pareça, isso não fica ruim. Muito pelo contrário.
Apesar de não abrir mão de alguns clichês de thrillers, o diretor prova que ainda não perdeu sua capacidade de montar diálogos intensos e ácidos, além de juntar bons elementos de ação com comédia sem ser escatologicamente sem sentido. O enredo começa mostrando uma coisa, depois passa para outra, e depois outra, e mesmo com tantas mudanças, não perde em nenhum momento o fio da meada. Tudo isso até chegar a um final ainda mais surpreendente. Uma verdadeira colcha de retalhos, que prende o espectador até o minuto final.
Sobre as atuações, não há o que criticar, mas também não há o que elogiar. McConaughey é extremamente caricato no papel do assassino Joe, enquanto Emile Hirsh parece viver sempre o mesmo personagem em todos os filmes. O destaque, para mim, ficou por conta da Juno Temple como a excitante e "ingênua" Dottie.
terça-feira, 5 de março de 2013
Spielberg quer transformar projeto inacabado de Kubrick em série de TV.
O cineasta americano Steven Spielberg está planejando retomar um projeto inacabado do diretor falecido Stanley Kubrick. O diretor quer transformar em uma série de televisão o roteiro de "Napoleão", abandonado por Kubrick ainda na década de 70.
Em entrevista recente à emissora francesa Canal+, Spielberg disse que está desenvolvendo a minissérie seguindo fielmente o roteiro de Kubrick. Porém, não há mais detalhes sobre o projeto.
Essa não seria a primeira vez que Spielberg daria continuação a um projeto inacabado de Kubrick. Em 2001, Spielberg dirigiu "A.I. Inteligencia Artificial", a partir de uma ideia que os dois haviam desenvolvido em parceria algumas décadas antes.
O roteiro de Napoleão começou a ser desenvolvido em 1960, quando Kubrick passou dois anos estudando a vida do imperador francês para escrever a cinebiografia. Kubrick tinha planejado lançar o filme antes de "2001 - Uma Odisséia no Espaço", mas o projeto foi abandonado por falta de orçamento e dificuldade de produção.
Kubrick ficou extremamente chateado na época por não poder lança-lo. Levo muita fé no Spielberg, e acho que ele tem plena capacidade de passar aquilo que o Kubrick queria. Enfim, agora só nos resta esperar para ver o que vai sair disso.
Fonte: Folha de São Paulo
Em entrevista recente à emissora francesa Canal+, Spielberg disse que está desenvolvendo a minissérie seguindo fielmente o roteiro de Kubrick. Porém, não há mais detalhes sobre o projeto.
Essa não seria a primeira vez que Spielberg daria continuação a um projeto inacabado de Kubrick. Em 2001, Spielberg dirigiu "A.I. Inteligencia Artificial", a partir de uma ideia que os dois haviam desenvolvido em parceria algumas décadas antes.
O roteiro de Napoleão começou a ser desenvolvido em 1960, quando Kubrick passou dois anos estudando a vida do imperador francês para escrever a cinebiografia. Kubrick tinha planejado lançar o filme antes de "2001 - Uma Odisséia no Espaço", mas o projeto foi abandonado por falta de orçamento e dificuldade de produção.
Kubrick ficou extremamente chateado na época por não poder lança-lo. Levo muita fé no Spielberg, e acho que ele tem plena capacidade de passar aquilo que o Kubrick queria. Enfim, agora só nos resta esperar para ver o que vai sair disso.
Fonte: Folha de São Paulo
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