sexta-feira, 10 de maio de 2013

Estreias da Semana (10/05 a 16/05)

Nada menos do que nove filmes entram em cartaz essa semana em todo o Brasil, e os grandes destaques dessa vez ficam por conta de Amor Profundo, do diretor Terence Davies, que conta com Rachel Welsz e Tom Hiddleston no elenco, e O Último Exorcismo: Parte II, boa pedida para os fãs do gênero de terror.

Além de alguns filmes europeus nessa lista, essa nova leva criativa do cinema nacional nos proporciona 4 estreias vindas do país nessa semana: Elena, Cru, O Que Se Move e Cores.

Abaixo vocês conferem a lista completa das estreias.


Amor Profundo

Na década de 1950, Hester Collyer (Rachel Weisz) é a jovem esposa de um importante juiz do Estado, Sir William Collyer (Simon Russell Beale). Envolvida em um casamento afetuoso, mas sem contato sexual, Hester inicia uma relação com um piloto aéreo (Tom Hiddleston) perturbado por suas experiências durante a guerra. Quando essa relação é descberta, Hester começa a questionar as escolhas que fez em sua vida.

The Deep Blue Sea, Estados Unidos/Reino Unido, 2013.
Direção: Terence Davies
Duração: 95 minutos
Classificação: 14 anos
Drama/Romance
Assista o trailer aqui.


                                                           O Último Exorcismo: Parte II

Após escapar do ritual realizado por um culto, que desejava que ela desse a luz a um filho demoníaco, a jovem Nell Sweetzer (Ashley Bell) é encontrada suja e completamente aterrorizada na floresta. Apesar de ser examinada por uma equipe médica, Nell não se lembra bem do que lhe aconteceu. Ela decide se mudar para a pequena cidade de Davreaux, onde tenta recomeçar a vida. Entretanto, não demora muito para que o demônio volte a atormentá-la, desta vez com novos planos.

The Last Exorcism: Parte II, Estados Unidos, 2013.
Direção: Ed Gass-Donnelly
Duração: 87 minutos
Classificação: 16 anos
Terror
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                                                              Uma Ladra Sem Limites

Sandy Patterson (Jason Bateman) levava uma vida tranquila até receber a ligação de um spa na Flórida, pedindo para que confirme seu nome e endereço. Logo ele descobre que seu cartão de crédito foi parar nas mãos de uma picareta profissional, Diana (Melissa McCarthy), que tem gasto tudo o que pode na conta dele. Desesperado, Sandy deixa a esposa e os filhos e parte atrás de Diana, disposto a levá-la até a justiça do Colorado. O problema é que ele não é o único que está atrás dela.

Identify Thief, Estados Unidos, 2013.
Direção: Seth Gordon
Duração: 112 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia
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Beije-me Outra Vez

Após dez anos, Carlo (Stefano Accorsi) reencontra alguns de seus grandes amigos, e entre eles está Giulia (Vittoria Puccini), que assim como ele está passando por um processo de fim de relacionamento. Enquanto isso, Paolo (Claudio Santamaria), deprimido e viciado em tranquilizantes, começou a se envolver com Lívia (Sabrina Impacciatore), a esposa de Adriano (Giorgio Pasotti), após cumprir uma longa pena por tráfico de drogas. Marco (Pierfrancesco Favino), aparentemente feliz e casado com Veronica (Daniela Piazza), esconde uma profunda crise agravada pela espera em vão por um filho.

Baciami Ancora, França/Itália, 2012
Direção: Gabriele Muccino
Duração: 140 minutos
Classificação: N/C
Drama/Romance
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                                                                O Que Traz Boas Novas

Quando a professora de uma escola primária sofre uma morte trágica, o substituto escolhido é Bachir Lazhar, um imigrante argelino. Enquanto as crianças passam por um longo processo de luto, ninguém suspeita do passado doloroso do professor, ou do grande risco de que Lazhar seja deportado a qualquer momento.

Mounsier Lazhar, Canadá, 2012.
Direção: Philippe Falardeau
Duração: 94 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia/Drama
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                                                                             Cores

Três jovens vivem histórias de amor e tristeza na cidade de São Paulo. Luiz passa o dia entre pequenos empregos que ele consegue com sua moto e o trabalho em uma drogaria; sua namorada, Luara, mora em frente ao aeroporto e ganha a vida em uma loja de peixes ornamentais, enquanto sonha em viajar ao exterior, e Luca é um tatuador que mora com sua avó.

Cores, Brasil, 2013.
Direção: Francisco Garcia
Duração: 95 minutos
Classificação: 14 anos
Drama
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O Que se Move


Três famílias distintas estão tendo que lidar com a chegada - ou perda - de um filho, fato que causa uma mudança muito significante em suas rotinas. Cada núcleo irá lidar com as dores e alegrias à sua própria maneira, mas o amor sempre irá falar mais alto através da figura da mãe, mesmo que isso se expresse nas pequenas coisas do dia-a-dia.

O Que Se Move, Brasil, 2013.
Direção: Caetano Gotardo
Duração: 111 minutos
Classificação: 12 anos
Drama/Musical
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Cru


Inspirado na peça teatral de Alexadre Ribondi, esse filme mostra o acerto de contas entre um forasteiro e um matador de aluguel, contratado por ele em um pequeno açougue do interior do país.

Cru, Brasil, 2012.
Direção: Jimi Figueiredo
Duração: 73 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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                                                                            Elena

Ao viajar para Nova York, Elena segue o sonho de se tornar atriz de cinema e deixa no Brasil uma infância vivida na clandestinidade, devido à ditadura militar implantada no país, e também a irmã mais nova, Petra, de apenas sete anos. Duas décadas depois, Petra, já atriz, embarca para Nova York atrás da irmã. Em sua busca Petra apenas tem algumas pistas, como cartas, diários e filmes caseiros. Ela acaba percorrendo os passos da irmã até encontrá-la em um lugar inesperado.

Elena, Brasil, 2013.
Direção: Petra Costa
Duração: 82 minutos
Classificação: 12 anos
Documentário
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Crítica: Fim de Semana em Casa (2012)


Frio, monótono, entediante, e sobre um tema já abordado infinitamente melhor em outras ocasiões. É mais ou menos isso que tenho de início para dizer sobre Fim de Semana em Casa (Was Bleibt), drama alemão do diretor Hans-Christian Schimid.




Tudo começa quando Gitte (Corinna Harfouch), casada há 30 anos com Günter (Ernst Stötzner), convida os filhos para passarem um final de semana em sua casa. Tida como mentalmente instável pela família, Gitte aproveita a ocasião para lhes dizer que parou de tomar o medicamento que a ajudava em suas crises. Essa revelação desencadeia uma série de acontecimentos que faz desabar todo equilíbrio que a princípio a família parecia ter.


Gitte resolve então desaparecer subitamente, e inicia-se uma caçada para encontrar seu paradeiro. O filme torna-se tão entediante nessa parte quanto em todo o resto, e o pior, vai com essa busca até o seu final.  A velha história de uma revelação "bombástica" que é feita durante uma reunião em família e que acaba trazendo inesperadas reações, já nos foi contada de forma exemplar, como no caso de Festa de Família, do Thomas Vinterberg. Mas nesse filme, absolutamente nada conseguiu ser convincente.




O enredo é extremamente vazio, parecendo ir do nada para lugar nenhum. Nem sequer as atuações salvaram, sendo bastante fracas. Além do mais, a falta quase total de trilha sonora e as imagens pouco atrativas fazem o filme ser ainda mais sonolento. É um filme que tenta ser um exame sobre ressentimentos e segredos entre familiares, mas não convence. Daqueles que você conta os minutos para acabar. Uma pena, sinceramente.



domingo, 5 de maio de 2013

Recomendação de Filme #15

                                 Cães de Aluguel (Quentin Tarantino) - 1992


No começo de 1992, ninguém nunca tinha ouvido falar no nome de Quentin Tarantino, mas no final daquele mesmo ano seu nome era citado como a salvação do cinema americano, que vivia uma das suas piores carências criativas da história. O motivo dessa ascensão repentina? Cães de Aluguel (Reservoir Dogs), o primeiro longa metragem da sua carreira. 




A trama inicia no melhor estilo do diretor, com uma discussão vulgar e indecente de oito sujeitos em uma mesa de bar sobre a música "Like a Virgin" da Madonna. Aparentemente parece não estar acontecendo nada de anormal entre eles, mas a cena nos revela uma série de informações vitais para o desenvolvimento dos personagens em questão.

Abruptamente a cena é cortada para dois deles em um carro, um deles com ferimentos de arma de fogo. É assim mesmo, de forma não-linear, que começamos a conhecer o grupo de gângsters liderado pelo chefão do crime, Joe Cabot, e seu filho. O bando é formado pelos oito homens da cena inicial, que foram recrutados para um serviço especial e receberam codinomes de cores (Mr. White, Mr. Brown, Mr. Pink...) para evitar que viessem a se conhecer fora do "trabalho".




A ação pela qual eles foram contratados (o roubo de um diamante em uma loja de Los Angeles) dá errado, e apenas quatro deles sobrevivem. Esses quatro se reúnem em um galpão, após o fracasso, e começam a matutar sobre uma possível armação de um dos membros do grupo, que teria avisado a polícia antes de tudo começar.

Tarantino sempre deixou explícito que adora usar violência nos seus filmes, e é nesse ínterim que tem início um banho de sangue poucas vezes visto no cinema americano, com direito a uma cena de tortura física de 10 minutos, filmada em tempo real, que choca quem assiste o filme pela primeira vez. 




Muitos criticam o diretor por acharem a violência de seus filmes gratuita, o que eu discordo veemente. Nada é gratuito nos filmes de Tarantino. Nenhum tiro é dado sem um propósito, nenhuma morte é em vão. O diretor faz uso constante de flash-backs no roteiro, misturando cenas da reunião do grupo após o fracasso, em um plano do presente, com a preparação e o recrutamento de todos antes da ação acontecer.


A textura visual de Cães de Aluguel é algo que se deve chamar atenção. Cada ângulo e cada quadro é concebido pelo diretor de forma impecável, em um filme que beira a perfeição nesse quesito. Mas não é só isso que é digno de elogios na obra. Os diálogos, ponto forte em todos os filmes do diretor, aparecem mais uma vez afiados, repletos de gírias urbanas e elementos da cultura pop. Além do mais, um grande destaque vale também para as atuações, onde os atores parecem (e provavelmente foram) escolhidos a dedo.


Em um mundo onde você assiste filmes de ação já sabendo exatamente o que vai acontecer nos próximos 10 segundos, Tarantino rompeu com isso e fez um filme absurdamente improvável. E é por isso que ele hoje já é considerado um clássico, mesmo sendo relativamente recente.

Não considero a melhor obra do diretor, já que ele ainda estava engatinhando na carreira, mas é impossível olhar o filme sem perceber todos os elementos que vieram a consagrar seu nome no cinema mundial.  Um filme que te faz dar boas risadas, enquanto o sangue escorre pela tela. Um filme que só poderia ter sido feito pelo sacana do Tarantino.


Crítica: Frank e o Robô (2012)



Um filme futurista, que combina comédia, drama, ficção científica e até mesmo suspense policial. Frank e o Robô (Frank and Robot) utiliza elementos de todos esses gêneros para aparentemente mostrar a amizade entre um senhor de idade e um robô. Porém, vai muito além disso.



A trama gira em torno de Frank (Frank Langella), um velho senhor que vive isolado da família, apesar de manter contato com os filhos por telefone, e que tem como hábito frequentar diariamente a biblioteca da cidade, onde possui uma forte relação com a bibliotecária Jennifer (Susan Sarandon).


Devido a problemas de memória, seus filhos resolvem comprar um "robô-mordomo" para ajudá-lo nas tarefas diárias, além de estimulá-lo mental e fisicamente. No começo, Frank rejeita qualquer tipo de ajuda, e a relação com o robozinho é conturbada. Ao poucos, porém, o robô recupera em Frank muito mais do que qualquer um poderia imaginar.




O passado de Frank logo nos vem a tona: quando mais novo, ele era um assaltante, e foi preso duas vezes por seus crimes. E com ajuda do robô, que apenas ouve e obedece comandos, ele planeja um grandioso roubo na propriedade vizinha.


Diferente do que se pensa inicialmente, não é um filme que fala apenas da amizade de um senhor e um robô. O enredo fala da velhice e sua diminuição das capacidades metais e motoras, da relação familiar, e principalmente da força do hábito, quando deixa de ser um hábito para passar a ser um vício, uma doença.




É uma estória particularmente incomum, e em grande parte tediosa, eu diria. Porém, há sim alguns momentos divertidos, principalmente nas participações do robô, que ultrapassa a barreira tecnológica e passa a ser um voz da consciência de Frank. Um filme simples e leve, para se assistir sem grandes expectativas.



sábado, 4 de maio de 2013

Crítica: Ginger & Rosa (2012)


Retrato de uma geração marcada pelas descobertas, pelos conflitos familiares, pela liberdade sexual e principalmente por uma juventude politizada e preocupada com o futuro do mundo. Ginger & Rosa traça um paralelo entre todos esses dilemas que acompanharam a vida dos jovens nascidos entre as décadas de 40 e 50.




A beleza inocente de Ginger (Elle Fanning) em contraste com a sensualidade pungente de Rosa (Alice Englert) não impede que as duas sejam amigas inseparáveis desde a infância, e cresçam juntas em uma Londres dos anos 60 que ainda possui sequelas da Segunda Guerra Mundial.


Preocupadas com a crise dos mísseis entre Estados Unidos e Cuba, e principalmente com a iminente ameaça de uma Guerra Nuclear que afetaria o mundo inteiro, as duas se filiam em uma organização que visa protestar nas ruas para evitar esse tipo de conflito.




O problema entre as duas começa quando Rosa começa a ter um caso com o pai de Ginger, um ateu militante e apaixonado por música. É nesse momento que o filme passa a perder um pouco o rumo, focando-se em um drama familiar desnecessário, e não mais na história central.

Apesar de ser notório que a diretora Sally Potter quis fazer um drama biográfico, o filme acaba sendo, em partes, bastante superficial. Principalmente nas atuações, que deixam a desejar e são extremamente exageradas. Nas cenas mais dramáticas do enredo, Elle Fanning parece mais estar sendo perseguida por alguém armado de uma serra elétrica do que sofrendo pela traição de uma amiga, tamanho exagero na atuação.




Porém, nem tudo deve ser criticado no filme. Sua fotografia recheada de belas imagens e paisagens, sua trilha sonora baseada em clássicos da contracultura da época e principalmente seus diálogos, são o que fazem o filme valer a pena. Além, é claro, da beleza das atrizes, que é um colírio para os olhos.