quinta-feira, 6 de junho de 2013

Estreias da Semana (07/06 a 13/06)

Junho promete ser um mês e tanto para quem gosta de super produções, e nessa primeira semana já dá para se ter uma ideia do quem vem por aí.

A grande estreia dessa sexta-feira é o aclamado O Grande Gatsby, do diretor Baz Luhrmann, que abriu o festival de Cannes realizado no final de maio. Quinta adaptação do livro homônimo de F. Scott Fitzgerald para o cinema, o filme promete uma bela fotografia, além de contar com um elenco de peso, com Leonardo Di Caprio e Tobey Maguire, entre outros.

Outra grande produção da vez é Depois da Terra, do diretor M. Night Shyamalan (de Sinais e O Sexto Sentido). O filme se passa em uma atmosfera pós-apocalíptica, e é estrelado pelo ator Will Smith (parece que eu já vi isso antes).

No âmbito nacional temos a comédia Odeio o Dia Dos Namorados, estrelada pela atriz Heloísa Perissé, que parece não fugir muito do clichê embutido nas comédias nacionais atuais. Daqui, ainda tem Mundo Invisível, documentário reflexivo que reúne 12 renomados diretores de cinema do mundo todo para falar sobre a "invisibilidade" no mundo atual, entre eles o grego Theo Angelopoulos e o alemão Win Wenders.

Confira abaixo a lista dos filmes e assista aos trailers.


O Grande Gatsby

Nick Carraway (Tobey Maguire) tinha um grande fascínio por seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio). Após ser convidado pelo milionário para uma festa incrível, o relacionamento de ambos torna-se uma forte amizade. Quando Nick descobre que seu amigo tem uma antiga paixão por sua prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan), ele resolve reaproximar os dois, esquecendo o fato dela ser casada com seu velho amigo dos tempos de faculdade, o também endinheirado Tom Buchanan (Joel Edgerton). Agora, o conflito está armado e as consequências serão trágicas.

The Great Gatsby, Estados Unidos, 2013.
Direção: Baz Luhrmann
Duração: 142 minutos
Classificação: 14 anos
Drama/Romance
Assista o trailer aqui.

                                                     Depois da Terra

Há 1000 anos, um cataclismo tornou a Terra um lugar hostil e forçou os humanos a se abrigarem no planeta Nova Prime, morando em naves espaciais. Depois de uma missão, o general Cypher Raige (Will Smith) retorna à sua família e ao filho de treze anos de idade (Jaden Smith). Mas pouco tempo após seu retorno, uma chuva de asteroides faz com que a nave onde moram caia na Terra. Com o pai correndo risco de morte, o jovem adolescente deverá aprender sozinho a domar este planeta, encontrando água, comida e cuidando de seu pai.

After Earth, Estados Unidos, 2013.
Direção: M. Night Shyamalan
Duração: 100 minutos
Classificação: 12 anos
Aventura/Ficção Científica
Assista o trailer aqui.

                                             Odeio o Dia dos Namorados

Débora (Heloísa Périssé) é uma publicitária que sempre privilegiou a carreira em detrimento de sua vida amorosa. Entretanto, ambas se misturam quando ela precisa trabalhar em uma importante campanha para o Dia dos Namorados cujo cliente é Heitor (Daniel Boaventura), seu ex-namorado, que foi dispensado por ela de forma humilhante. Diante desta situação, ela ainda precisa lidar com a inesperada visita do fantasma de seu amigo Gilberto (Marcelo Saback), que tenta fazer com que ela repense a vida e descubra o que as pessoas realmente pensam dela.

Odeio o Dia dos Namorados, Brasil, 2013.
Direção: Roberto Santucci
Duração: 101 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia
Assista o trailer aqui.

                                                         Augustine

Inverno de 1885, Paris. O professor Charcot (Vincent Lindon), do Hospital Pitié-Salpêtriere, está estudando uma doença misteriosa: a histeria. A jovem Augustine (Soko), de 19 anos, torna-se sua cobaia favorita e o professor usa a mulher em suas demonstrações de hipnose. Aos poucos, ela vai passar de objeto de estudo para objeto do seu desejo.

Augustine, França, 2013.
Direção: Alice Winocour
Duração: 104 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
Assista o trailer aqui.

                                                 Os Sabores do Palácio

Hortense Laborie (Catherine Frot) é uma respeitada chef que é pega de surpresa ao ser escolhida pelo presidente da França para trabalhar no Palácio de Eliseu. Inicialmente, ela se torna objeto de inveja, sendo mal-vista pelos outros cozinheiros do local. Com o tempo, no entanto, Hortense consegue mudar a situação. Seus pratos conquistam o presidente, mas terá sempre que se manter atenta, afinal os bastidores do poder estarão cheios de armadilhas.

Les Saveurs du Palais, França, 2013.
Direção: Christian Vincent
Duração: 95 minutos
Classificação: 12 anos
Biografia
Assista o trailer aqui.

                                                    Além do Arco-Íris

Era uma vez uma garotinha que acreditava no grande amor, nos sinais e no destino; uma mulher que sonhava em ser atriz e faria de tudo para conquistar seu sonho; um rapaz que acreditava em seu talento de compositor, mas não confiava muito nele mesmo. Era uma vez uma garotinha que acreditava em Deus. Era uma vez um homem que não acreditava em nada, até o dia em que uma vidente previu a data de sua morte, e finalmente, ele teve que acreditar.

Au Bonte Du Conte, França, 2013.
Direção: Agnés Jaoui
Duração: 90 minutos
Classificação:
Comédia
Assista o trailer aqui.

                                                      Hannah Arendt

Hannah Arendt (Barbara Sukowa) e seu marido Heinrich (Axel Milberg) são judeus alemãos que chegaram aos Estados Unidos como refugiados de um campo de concentração nazista na França. Para ela a América dos anos 50 é um sonho, e se torna ainda mais interessante quando surge a oportunidade dela cobrir o julgamento do nazista Adolf Eichmann para a The New Yorker. Ela viaja até Israel, e na volta escreve todas as suas impressões e o que aconteceu, e a revista separa tudo em 5 artigos. Só que aí começa o verdadeiro drama de Hannah, já que seus artigos causam polêmicas que ela não esperava.

Hannah Arendt, Alemanha, 2013.
Direção: Margarethe Von Trotta
Duração: 113 minutos
Classificação: 14 anos
Drama
Assista o trailer aqui.

                                                      Mundo Invisível

A convite da mostra internacional de cinema, doze dos mais renomados diretores do mundo apresentam, na forma de curtas filmados na cidade de São Paulo, sua visão sobre a "invisibilidade" no mundo de hoje.

Mundo Invisível, Brasil, 2013.
Direção: vários
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Documentário
Assista o trailer aqui.

domingo, 2 de junho de 2013

Recomendação de Filme #19

Valentín (Alejandro Agresti) - 2003

Não é de hoje que o cinema argentino vem crescendo e surpreendendo com uma vasta lista de grandes obras. Seu jeito simples, divertido e verdadeiro de fazer cinema vem cada vez mais encantando e ganhando espaço no circuito mundial, prova disso é o Oscar de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2010 para O Segredo de Seus Olhos.


Escolhido para representar a Argentina no Oscar de 2003, Valentín conta a história de um garoto de 8 anos que é criado pela avó, já que seu pai o visita pouco por estar sempre ocupado trabalhando e sua mãe não faz ideia de onde ele vive desde a separação do casal. Valentín é um garoto atípico. Estrábico e tímido, ele faz aulas de piano e sonha em ser astronauta, enquanto passa os dias ouvindo as histórias que sua avó tem para lhe contar.

É ele quem narra a história para o espectador, imprimindo a visão de mundo sob seu ponto de vista, o que deixa o filme mais leve e sensível. Seria difícil, fora da ficção, encontrar um menino com tamanha capacidade de observação e reflexão, além de interesse tão amplo por tantas coisas como Valentín. Ele se expressa mais pelo olhar do que pelas palavras.


Valentín dedica-se com fervor a '"paquerar" uma mãe (de preferência uma loura) para ocupar o lugar da sua, ausente e por quem se sente rejeitado. Seu grande sonho é que seu pai o leve para conhecer sua verdadeira mãe, mas o pai fica irritado só de ouvir menção a isso.

Quando seu pai começa a namorar uma jovem, ele se apega a ela e começa a trata-la como uma mãe. Mas a confusão na cabeça do menino surge quando os dois se separam e ele volta a se sentir solitário. O texto passeia entre drama e comédia, e é doce de acompanhar. O elenco é sensacional, incluindo o próprio valentín, personificado de forma impecável pelo ator Rodrigo Noya. Um filme para ver, rever, e mostrar para todo mundo.

sábado, 1 de junho de 2013

Crítica: A Bela que Dorme (2012)


A decisão de escolher, em casos extremos, se a pessoa deve ou não continuar vivendo, é um tema que já foi abordado muitas vezes no cinema. Poucas vezes, porém, de forma tão crua e real como em A Bela que Dorme (Bella Addormentata), do italiano Marco Bellocchio.



Em 2009, depois da jovem Eluana Englaro ficar 17 anos desacordada em um coma profundo, seu pai Beppino Englaro conseguiu, após dura batalha judicial, dar fim ao seu sofrimento aplicando o tão polêmico desligamento dos aparelhos. A decisão não foi fácil, e gerou uma série de protestos por toda Itália na época, principalmente por parte da igreja católica.


Bellocchio acompanhou de perto o desenrolar dessa história e resolveu transformá-la em filme. O enredo central mostra o embate judicial que houve sobre esse caso, mas o diretor preferiu não focar apenas nessa história individual, mas sim, mostrar outras histórias paralelas sobre o mesmo tema. E foi aí que ele acertou em cheio.




O longa discute o prolongamento artificial da vida de quem tem poucas probabilidades de voltar a acordar algum dia. Olhando de fora, a decisão parece fácil de ser tomada, mas e se fosse com você? É mais ou menos essa ideia que Bellocchio nos tenta passar, fazendo com que possamos sentir na pele toda dor de quem está do lado de lá.


É fácil identificar a posição do cineasta quanto ao assunto, mas em nenhum momento ele tenta convencer o espectador sobre o que é certo ou errado. O que ele faz é provocar questionamentos sobre o tema, o que é de fato sempre bem vindo.




Com atuações e direção firmes, A Bela que Dorme é muito mais que um filme sobre eutanásia. É um filme sobre relações e sentimentos humanos e o quanto sabemos lidar com cada um. O longa ainda não teve sua estreia no Brasil, programada para junho. Quem tiver interesse no assunto e oportunidade de assistir, vale a pena.



Crítica: Faroeste Caboclo (2013)


Depois de Somos Tão Jovens, é a vez de Faroeste Caboclo levar aos cinemas os fãs da banda Legião Urbana, isso tudo em menos de um mês. Mas diferentemente do primeiro, que surpreendeu ao mostrar com qualidade a adolescência do líder Renato Russo, Faroeste Caboclo decepcionou grande parte do público (e eu me incluo dentro), ao desconstruir de forma sem vergonha a história de uma das músicas mais icônicas do grupo brasiliense.



Quem nunca ouviu Faroeste Caboclo pensando que a história contida nela poderia dar um belo filme? Talvez a grande maioria que esteja lendo isso, assim como eu, tenha tido esse pensamento pelo menos uma vez. E é daí que vem a principal decepção: o fato da história contada no filme fugir bastante da contada na música.

Até hoje, há quem ainda não tenha conseguido decorar a letra da música de nove minutos. Mas a ideia central é simples de identificar. João, um menino que cresce no meio da pobreza semi-árida, resolve ir para Brasília tentar a vida ao lado de Pablo, um primo distante. Ao chegar na capital federal, Santo Cristo se mete com o tráfico de drogas e chega ao extremo de ser preso. Nesse ínterim, acaba conhecendo Maria Lúcia, com quem vive um romance, até tudo terminar em tragédia numa "guerra" contra o traficante Jeremias.




Tudo bem que não era para ser uma adaptação fiel da música, mas a lista de trechos imprescindíveis que foram deixadas de lado é vasta. Era de se esperar que o roteiro incluísse coisas novas para preencher a estória, mas não que fugisse totalmente da ideia principal. Em grande parte as cenas são exageradas, principalmente as cenas de amor entre João e Maria Lúcia, ou as que mostram o descabido uso de drogas.


Além de tudo isso, duas perguntas ficaram no ar: onde está a parte social e política da música? E onde está o menino que queria ir "falar com o presidente pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer"? Vemos um João descaracterizado, em uma atuação firme mas ineficaz de Fabrício Boliveira.



Antes que digam que só há críticas ruins, vou logo dizendo que uma das coisas mais bacanas durante a exibição é que a cada cena em que aparece um trecho conhecido da música, ela automaticamente começa a tocar na cabeça. Outro ponto positivo é a fotografia, que é uma das mais belas que já vi no cinema nacional. São coisas que não ajudam no resultado final, mas que merecem ser mencionadas.


Chegando então ao final, onde estavam as "câmeras da tv que filmavam tudo ali" ou "e se lembrou de quando era uma criança, e de tudo que vivera até ali"? O final, que de repente poderia salvar todos os erros anteriores, é sem emoção, e faz com que o filme termine de forma extremamente fria e seca.




O diretor até consegue, através das imagens, nos remeter um pouco aos faroestes clássicos, ou mesmo ao recente Django Livre de Quentin Tarantino, escancarada influência na obra. Mas o filme, de fato, não colou. Como um fã da banda, e da música em particular, não há como não sair decepcionado da sala de cinema. A música merecia mais. Muito mais.



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Crítica: Barbaba (2012)


Escolhido para representar a Alemanha no prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2013 (não chegou entre os 5 finalistas), Barbara (Barbara) peca no ritmo, nas atuações, no roteiro e na trilha sonora (não existente).




Estamos na Alemanha Oriental, em pleno período do regime comunista. Bárbara é uma médica que é enviada de Berlim para um hospital do interior sem motivo aparente, após ter o visto para sair do país negado. Enquanto espera a chance de fugir com o namorado, que mora no lado ocidental, ela passa os dias cuidando dos jovens internados no hospital, criando um vínculo com cada um deles, principalmente com a jovem Stella.

A personagem é extremamente fechada e fria com todos os adultos do local, menos com André, um jovem médico com quem ela acaba adquirindo confiança. Porém, mesmo confiando em André, ela vive com medo de que ele possa ser alguém disfarçado que está cuidando seus passos.




A questão é a seguinte: Barbara está fugindo de quem? E porque? Se alguém conseguiu entender a resposta dessas duas perguntas assistindo o filme, por favor comente abaixo, porque eu não consegui. Além do filme ser monótono, com diálogos pouco explicativos e sem nenhuma espécie de trilha sonora, o diretor se mostra um péssimo "contador de histórias".

Por fim, Barbaba é o tipo de filme que você obrigatoriamente precisa ler a sinopse antes de assistir, já que o diretor não faz questão nenhuma de explicar absolutamente nada. O filme é extremamente plano, sem nenhuma espécie de clímax, começando e terminando do mesmo jeito, o que faz com que seja um filme fácil de ser esquecido após o final (se você tiver paciência de chegar até lá).