quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Estreias da Semana (23/08 a 29/08)

Nessa sexta-feira, estreiam sete novos filmes nos cinemas brasileiros. Os destaques da vez ficam por conta de Sem Dor, Sem Ganho (Pain & Gain), e Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos (The Mortal Instruments: City of Bones), dois filmes que prometem trazer muita ação às telonas.

Para fechar a lista dos filmes americanos, tem o esperado Muito Barulho Por Nada (Much Ado About Noting), novo trabalho do diretor Joss Whedon de Os Vingadores, que promete fazer uma releitura contemporânea do clássico de Shakespeare, além do drama Frances Ha, que vem chamando atenção nos principais festivais de cinema nos últimos meses.

Do cinema latino, tem A Sorte em Suas Mãos (La Suerte En Tus Manos), uma comédia romântica do argentino Daniel Burman. Ainda para finalizar, do Brasil estreiam dois documentários, um sobre a ditadura militar e o outro sobre um grupo de dança que reuni crianças de uma favela.

Abaixo, vocês conferem a lista completa.



Sem Dor, Sem Ganho

Daniel Lugo (Mark Wahlberg) é um fisiculturista que sonha em ter dinheiro à vontade para levar a vida como quiser. Para alcançar esse objetivo, ele conta com a ajuda de um colega, Adrian Doorbal (Anthony Mackie), e do ex-presidiário Paul Doyle (Dwayne Johnson), que juntos, planejam um sequestro e a extorsão de um conhecido criminoso da cidade.

Pain & Gain, Estados Unidos, 2013.
Direção: Michael Bay
Duração: 130 minutos
Classificação: 18 anos
Ação/Drama
Assista o trailer aqui.

Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

Clary Fray (Lilly Collins) presenciou um misterioso assassinato, mas não sabe o que fazer, já que o corpo da vítima sumiu e parece que ninguém viu os envolvidos no crime. Para piorar a situação, sua mãe desaparece sem deixar vestígios e agora ele precisa sair em busca dela em uma Nova Iorque diferente, repleta de demônios, magos, fadas, lobisomens, entre outros seres fantásticos.

The Mortal Instruments: City of Bones, Estados Unidos, 2013.
Direção: Harald Zwart
Duração: 130 minutos
Classificação: 12 anos
Aventura/Fantasia
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Muito Barulho por Nada

Adaptação contemporânea do texto clássico de William Shakespeare, Beatrice (Amy Aacker) e Benedick (Alexis Denisof) envolvem-se em um complicado e sombrio jogo amoroso.

Much Ado About Nothing, Estados Unidos, 2013.
Direção: Joss Whedon
Duração: 108 minutos
Classificação: 12 anos
Drama/Romance
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Frances Ha

Frances (Greta Gerwig) é a ambiciosa aprendiz de uma compania de dança, que tem de se contentar com muito menos sucesso e reconhecimento do que ela gostaria. Mesmo assim, ela encara a vida de maneira leve e otimista. Esta fábula moderna explora temas como a juventude, a amizade, a luta de classes e o fracasso.

Frances Ha, Estados Unidos, 2013.
Direção: Noah Baumbach
Duração: 86 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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A Sorte em Suas Mãos

Uriel (Jorge Drexler), pai de dois filhos, acaba de se divorciar. Deprimido, e perdido pelas ruas de Buenos Aires, um dos seus principais passatempos é jogar pôquer. É justamente devido ao acaso do jogo que ele encontra Gloria (Valeria Bertuccelli), que também está deprimida após o término de uma relação.

La Suerte En Tus Manos, Argentina/Espanha, 2013.
Direção: Daniel Burman
Duração: 110 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia/Romance
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Repare Bem

Durante a ditadura militar no Brasil, Denise Crispim, filha de pais militantes, envolveu-se com o guerrilheiro Eduardo Leite, conhecido como Bacuri. Da relação nasceu uma criança, ao mesmo tempo em que a família de Denise passa a ser perseguida. Ela consegue asilo político no Chile, embora o golpe de Pinochet obrigue mãe e filha a se mudarem para a Itália. Mais de 40 anos depois, elas recebem anistia do governo brasileiro, e decidem contar sua história.

Repare Bem, Brasil/França/Itália, 2013.
Direção: Maria de Medeiros
Duração: 95 minutos
Classificação: 10 anos
Documentário
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A Alma da Gente

Em 2002, o coreógrafo Ivaldo Bertazzo coordenou um projeto de dança com adolescentes da favela da Maré, à apresentação do espetáculo "Dança das Marés". O documentário mostra a rotina de treinos e a interação entre os participantes, revelando os sonhos desses jovens. Dez anos depois, os diretores procuraram os dançarinos para compreender o impacto desse evento nas suas vidas.

A Alma da Gente, Brasil, 2013.
Direção: Helena Solberg e David Meyer
Duração: 73 minutos
Classificação: 10 anos
Documentário
Assista o trailer aqui.

Crítica: Elena (2013)



Normalmente, quando um diretor se propõe a fazer um documentário auto-descritivo da sua própria vida nas telas do cinema, isso acaba se tornando mais um meio de realização pessoal do que um eventual produto cinematográfico. Em Elena, porém, temos uma gratificante quebra desse paradigma.



O documentário trata do grande peso que a vida adquire quando nada parece estar tomando o rumo certo, e reflete sobre um momento muito triste da vida da diretora Petra Costa. Porém, apesar de ser algo bastante pessoal, ela se preocupou em não fazer um filme apenas para si mesma e seus familiares, mas para um público em geral que, assim como eu, nunca havia ouvido falar do seu nome.

Começamos acompanhando Petra em Nova Iorque, enquanto ela refaz os passos que sua irmã Elena fez nos anos 90, quando deixou o Brasil para viver o sonho de ser atriz de cinema nos Estados Unidos. Mesclando imagens do arquivo da família, quando Petra era ainda um bebê, com imagens dela já adulta reconstruindo os passos da irmã, o filme faz uma forte reflexão sobre a busca dos sonhos e o processo de perda dos mesmos.



O que o transforma em um bom filme não é apenas o drama pessoal de Petra, mas a forma lírica e poética com que ela reconta toda sua história de vida e principalmente sua relação com a irmã. Tudo isso acaba culminando na revelação de que a verdadeira Elena, descontente com o insucesso na carreira e carregando um forte peso de culpa nas costas, decide se suicidar ainda jovem. A narrativa nos faz pensar em todos os fatos que a levaram a cometer tal ato, e a mergulhar fundo na sua melancolia e na sua dor.

Apesar de ser um documentário, o longa é bastante diferente dos filmes do gênero que comumente são lançados, primeiramente pela forma como é transcrito. Quase não há entrevistas, e a narradora (a própria Petra Costa) conta toda a história como se estivesse escrevendo uma carta a sua irmã.




Por fim, fui assistir sem pretensão nenhuma e saí dilacerado, pensando na solidão que todos carregamos sem sequer percebermos. No final, Elena transborda o limite do pessoal e acaba se transformando em um filme universal, onde todos se identificam e mergulham fundo no vazio que é a vida, já que tudo que acontece é suscetível a qualquer um de nós.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Prefeito do RJ promete pagar o que for preciso para ter Woody Allen filmando na cidade.


A possibilidade do diretor Woody Allen rodar um filme no Rio de Janeiro já vem sendo cogitada há anos. Seus produtores já estiveram algumas vezes na cidade, e ele mesmo já admitiu a hipótese. Agora, se depender da vontade do prefeito atual da cidade, Eduardo Paes, não será por falta de dinheiro que o projeto deixará de acontecer. "Pago o que for preciso para que ele venha filmar aqui. O Reage Artista vai me matar quando eu der os milhões que o Woody pedir. Mas eu pago 100% da produção", afirmou em entrevista ao jornal O Globo.

Paes disse que está fazendo de tudo para que o projeto aconteça e que já até mandou mensagens para Woody através de sua irmã e produtora Letty Aronson. Não há qualquer certeza sobre a realização do trabalho, mas a declaração do prefeito já foi o suficiente para levantar uma série de críticas por parte dos profissionais da área de cultura, que acham desperdício de dinheiro tendo inúmeros cineastas precisando de apoio no país.


Nos últimos anos, Woody Allen fez uma série de filmes em diversas cidades ao redor do mundo, incluindo Barcelona (em Vicky, Cristina e Barcelona), Para Roma com Amor (em Roma) e Meia-Noite em Paris (na capital francesa). O novo filme do cineasta, Blue Jasmine, que tem estreia marcada para 11 de outubro no Brasil, foi gravada em São Francisco.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Crítica: Os Amantes Passageiros (2013)



No começo desse ano, o diretor espanhol Pedro Almodóvar anunciou, para alegria dos fãs, o início das filmagens de seu novo filme, Os Amantes Passageiros (Los Amantes Pasajeros), uma comédia escrachada que prometia voltar às origens da sua carreira.  Muito se falou e se especulou sobre a volta do diretor aos cinemas, principalmente depois da aclamação de A Pele Que Habito, lançado em 2011. Porém, toda a expectativa criada sobre seu novo trabalho foi por água a baixo depois da estreia mundial, já que de longe é o pior trabalho da sua extensa carreira. 


Na primeira cena do longa, nos deparamos com Penélope Cruz e Antônio Banderas, trabalhando na pista de pouso de um aeroporto, minutos antes de um avião da companhia Península iniciar os trabalhos de decolagem. Infelizmente, os dois aparecem apenas nesses 3 primeiros minutos do filme, numa aparição relâmpago, como uma espécie de homenagem do diretor aos dois atores que já trabalharam inúmeras vezes com ele.

Logo após, o avião parte em direção a Cidade do México. Sua tripulação é um caso a parte, composta quase que inteiramente por gays espalhafatosos, e pelo co-piloto que jura ser hétero, mas que no fim deixa escapar sua inclinação contrária. Após alguns minutos no ar, os tripulantes descobrem que há um problema técnico na aeronave: o trem de pouso está trancado, e isso impossibilita uma aterrissagem normal. Temeroso com o problema, o piloto passa a sobrevoar em círculos enquanto espera a resposta dos aeroportos para que se possa fazer um pouso de emergência.


Aos poucos, numa crise de pânico, os passageiros e os tripulantes passam a conversar entre si, contando sobre suas vidas e revelando fantasias e segredos até então secretos. A excelente oportunidade de criar algo realmente bom em cima disso acaba sendo desperdiçada com histórias fúteis e totalmente superficiais, que em nada acrescentam a quem as assiste. Tudo isso com direito a uma "orgia" na segunda parte do filme, numa das sequências mais eróticas já filmadas por Almodóvar, que acabou ficando tão deslocada quanto todo o restante do enredo.

Os personagens são extremamente caricatos, e assim como o enredo, passam a trama inteira sem rumo. Nem mesmo no início da carreira, lá no longíguo início dos anos 80, Almodóvar fez algo tão sem propósito e despretensioso. O fato é queo diretor errou feio, e chega a ser desconcertante o que ele provoca nos fãs que esperaram seu novo trabalho com ansiosidade, deixando caminho aberto aos críticos, que há tempos vêm dizendo que ele perdeu a mão na hora de criar coisas novas. Seu próximo trabalho terá de ser incrivelmente superior para preencher o enorme vazio criativo que esse filme deixou na sua carreira.


15 atores incrivelmente parecidos com os personagens da vida real.

Eles emprestaram seu talento para dar vida a personagens da vida real, e com a ajuda de alguns traços familiares, fizeram de seus papéis verdadeiras transformações (alguns sem nem precisar de muita maquiagem). Certos atores ficaram tão parecidos, que deixam na dúvida quem é o verdadeiro e quem é do filme se analisados de longe.

Selecionei então 15 exemplos de personificações impecáveis no cinema, de atores que estudaram a fundo a vida de artistas e políticos, fazendo uma verdadeira transposição do mesmo para as telas.


1. Daniel Day-Lewis com Abraham Lincoln, em Lincoln (2012)

2. Philip Seymour Hoffman como Truman Capote, em Capote (2005)

3. Robert Downey Jr. como Charlie Chaplin, em Chaplin (1992)

4. Meryl Streep como Margaret Thatcher, em A Dama de Ferro (2011)

5. James Franco como James Jean, em James Jean (2001)

6. Benício Del Toro como Ernesto Guevara, em Che (2008)

7. Bruno Ganz como Adolf Hitler, em A Queda - As Últimas Horas de Hitler (2004)

8. Michelle Williams como Marilyn Monroe, em Sete Dias com Marilyn (2011)

9. Gary Oldman como Sid Vicious, em Sid & Nancy (1986)

10. Ben Kingsley como Mahatma Gandhi, em Gandhi (1982)

11. Val Kilmer como Jim Morrison, em The Doors (1992)

12. Jamie Foxx como Ray Charles, em Ray.

13. Cate Blanchett como Bod Dylan, em Não Estou Lá.

14. Daniel de Oliveira como Cazuza, em Cazuza - O Tempo Não Pára (2004)

15. Marion Cotillard como Edith Piaf, em Piaf - Um Hino ao Amor (2007)