quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Os 10 Melhores Filmes com Brad Pitt

O ator norte-americano William Bradley Pitt, mais conhecido como Brad Pitt, completa meio século de vida nessa quarta-feira. Apesar de muitos o acharem canastrão, Pitt é sem dúvida alguma um dos melhores atores dessa geração surgida entre os anos 80 e 90.

Conhecido por escolher bem os papéis que vai viver no cinema, de uns anos para cá ele fez parte de uma lista elogiável de filmes, trabalhando com boa parte dos melhores diretores americanos da atualidade. Confira abaixo uma lista com os 10 melhores filmes dos quais o ator participou.


1. O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)

Na adaptação do conto homônimo de F. Scott Fritzgerald, Brad Pitt dá vida a Benjamin Button, um homem que misteriosamente tem de viver sua vida de trás para a frente, nascendo idoso e morrendo como um bebê de colo. O filme é belíssimo, poético, cheio de mensagens nas entrelinhas, e um dos mais incríveis já feitos para o cinema.


2. Bastardos Inglórios (2009)

Na sua primeira e única parceria com Tarantino, Pitt vive o engraçado tenente Aldo Raine, que lidera um grupo de soldados judeus, caçadores de nazistas. Junto com a judia Shosanna (Mélanie Laurent), ele arma um plano para botar fogo num cinema cheio de nazistas, onde estaria também seu líder, Adolf Hitler. A cena de Pitt tentando falar italiano no hall do cinema já vale o filme.

3. Clube da Luta (1999)

Em Clube da Luta, Pitt tem uma atuação visceral na pele de Tyler Durden, um misterioso homem cheio de ideias, que apresenta a Jack (Edward Norton) um clube secreto de luta corporal, onde podem extravasar as tensões do dia-dia.

4. Sete Anos no Tibet (1997)

Pitt é Heinrich Harrer, um famoso e ambicioso alpinista austríaco que deixa a família e parte em uma aventura arriscada: escalar o monte Nanga Parbat, o 9° maior pico do mundo. Após a Inglaterra declarar guerra à Alemanha, ele passou a ser considerado inimigo por estar em domínio inglês. Ao fugir, ele acaba se escondendo na sagrada cidade de Lhasa, no Tibet, onde passa por uma transformação de ideais e de comportamento, se tornando inclusive confidente de Dalai Lama.

5. Entrevista com o Vampiro (1994)

O filme conta a história do vampiro Louis (Pitt), que foi transformado no século 18 por Lestat (Tom Cruise). Enquanto Lestat acredita ter feito o bem para Louis, o jovem passa toda sua vida buscando um significado para sua condição, buscando um jeito de conseguir a morte e assim, segundo ele, a liberdade. A obra é narrada por Louis através de uma entrevista com um repórter americano, já no século atual, onde ele conta como conseguiu lidar com a indesejada imortalidade.

6. Babel (2006)

Dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñarritú, o filme monta um mosaico mostrando o quanto uma ação simples pode desencadear outras tantas, entre quatro histórias diferentes. No longa, Pitt é Richard Jones, um homem que está viajando pelo Marrocos com sua esposa quando o ônibus em que estão é atingido por uma bala de rifle. Ela acaba ficando ferida, e a relação do casal que estava em crise, acaba ficando mais forte quando eles passam a lutar pela sobrevivência em meio ao deserto.

7. Onze Homens e um Segredo (2001)

Brad Pitt é Rusty Ryan, um vigarista que é chamado por Danny Ocean (George Clooney) para se juntar ao grupo que planeja roubar um gigantesco cassino de Las Vegas. A ação, que aos olhos de qualquer um é impossível por conta do forte sistema de segurança, acaba sendo posta em prática, levando a um final bastante imprevisível.

8. Seven: Os Sete Crimes Capitais (1995)

Nesse filme, Pitt dá vida ao jovem detetive David Mills, que junto com William "Smiley" Somerset (Morgan Freeman), é encarregado de uma perigosa investigação a respeito de um serial killer que mata suas vítimas baseado nos sete pecados capitais. Um dos principais filmes do diretor David Fincher, e uma das atuações mais marcantes de Pitt.


9. Sr. e Sra. Smith (2005)

John Smith (Pitt) e Jane Smith (Angelina Jolie) formam um casal suburbano, aparentemente normal. Ele é um engenheiro de sucesso, e ela uma empresária no ramo de sistemas de informática. Porém, cada um possui um segredo que o outro desconhece: são assassinos profissionais. Tudo complica quando ambos recebem uma missão de matar um ao outro, sem saber.


10. O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (2007)

Na trama, Pitt dá vida ao lendário criminoso do velho oeste americano, Jesse James. Quando ele planejava mais um grandioso assalto, descobriu que os outros bandidos da localidade estavam à sua caça, e declarou guerra a todos. No entanto, o que ele não esperava era que a maior ameaça à sua vida viesse de um dos homens em que ele mais confiava.

Os 10 Melhores Filmes de Steven Spielberg

O diretor, roteirista e produtor Steven Allan Spielberg completa 67 anos nessa quarta-feira. Dono de uma das carreiras mais brilhantes da história do cinema, que já lhe rendeu três Óscars (dois de melhor filme e um de melhor diretor), Spielberg surgiu junto com a Nova Hollywood, movimento do final dos anos 60 que mostrou para o mundo nomes como Francis Ford Coppola, Brian de Palma, Martin Scorsese, entre outros.

Conhecido pela versatilidade, Spielberg já filmou em quase todos os gêneros existentes no mundo cinematográfico. Isso explica o fato do diretor ter o maior número de filmes na lista dos 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos, feita pela American Film Institute.

Confira abaixo uma lista com aqueles que, para mim, são os 10 melhores trabalhos do diretor.

1. Amistad (1997)

Amistad conta a história real de um grupo de escravos negros que conseguiu se soltar das amarras e tomar conta do navio que os levava para os Estados Unidos. Após serem capturados pela polícia americana, eles passam a ter de lutar na justiça pelo direito de liberdade, contando com a ajuda de um competente advogado (Matthew McConaughey) e do ex-presidente dos Estados Unidos, John Quincy Adams (Anthony Hopkins). O longa choca pela veracidade das cenas de tortura, ao mostrar toda maldade que ocorria nesse período escravocrata.

2. A Lista de Schindler (1993)

A Lista de Schindler conta a história do empresário alemão Oskar Schindler, e de como ele conseguiu salvar a vida de mais de mil judeus durante o holocausto, empregando-os na sua fábrica de panelas. Baseado no livro de Thomas Keneally, o longa é considerado por muitos como o melhor trabalho já feito nos Estados Unidos. Arrebatador, é um filme triste mas que ainda assim carrega uma esperança no ser-humano. Foi responsável pelo primeiro Óscar de Spielberg como diretor, além de levar o prêmio de Melhor Filme.

3. A Cor Púrpura (1985)

Outro filme de Spielberg que aborda o período da escravidão, A Cor Púrpura talvez seja o mais triste retrato dessa época. Ele conta a história de Cellie, uma jovem de 14 anos que tem dois filhos após ser violentada pelo próprio pai. Tudo piora quando ela é separada dos filhos para viver como escrava, e sua única comunicação com o mundo exterior passa a seras cartas que ela escreve para sua irmã Nettie, uma missionária na África.

4. O Resgate do Soldado Ryan (1998)

Tido como um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos, ele é ambientado durante a batalha da Normandia, ocorrida na Segunda Guerra Mundial. O capitão John H. Miller (Tom Hanks) e mais sete homens são designados para salvar o único sobrevivente dos quatro irmão Ryan, após um ataque na Praia de Omaha. O filme rendeu o segundo Óscar de Melhor Diretor para Spielberg.

5. E.T - O Extraterrestre (1982)

Um dos filmes mais emblemáticos e agradáveis do cinema, E.T -O Extraterrestre lotou as salas dos cinemas no começo dos anos 80, sendo até hoje uma das maiores bilheterias da história. Primeira aventura de Spielberg no mundo da ficção científica, nele acompanhamos um garoto que faz de tudo para salvar um extraterrestre que caiu na terra das mãos do serviço secreto americano.

6. Tubarão (1975)

Quando um tubarão aparece numa praia aterrorizando os banhistas, a equipe de policiais da região começa uma busca para matar o perigoso animal. Apesar do tubarão assassino só aparecer inteiro no final do filme, o clima de tensão é presente durante todo o filme, que é considerado o primeiro grande sucesso de Spielberg, e um dos mais marcantes da história do cinema.


7. A.I - Inteligência Artificial (2001)

Herança de Stanley Kubrick, Spielberg já pegou o projeto quase pronto, só faltava filmar. Baseado em um conto de Brian Aldiss, o filme aborda a possibilidade de criação de máquinas com sentimentos, robôs quase humanos, e trata-se de um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos. 

8. Prenda-me Se For Capaz (2002)

O filme conta a história do famoso falsário Frank Abagnale Jr., que nos anos 60 conseguiu ganhar milhões de dólares se passando por médico, advogado e até mesmo piloto de aeronaves. Seu principal crime era a falsificação de cheques, e ele era tão bom nisso, que o FBI passou a procurar sua ajuda para prender outros falsificadores.

9. Cavalo de Guerra (2012)

Ted Narracot é um ex-herói de guerra, que junto da esposa e do filho, batalha para sobreviver numa fazenda alugada, propriedade de um milionário sem escrúpulos. Cansado da arrogância do senhorio, decide enfrentá-lo em um leilão e compra um cavalo, que se mostra sem aptidão nenhuma para os serviços de aragem da terra. Seu filho, porém, estabelece uma conexão com o cavalo, e consegue com muito treino, que ele se torne um cavalo útil para o trabalho. No entanto, com o advento da guerra, ele é obrigado a se alistar, e acaba reencontrando o cavalo muito tempo depois, numa situação inesperada.

10. Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (1993)

Com uma das ideias mais originais já vistas no cinema, Jurassic Park foi um dos primeiros filmes americanos a dispor de grandiosos efeitos, que foram responsáveis pela recriação perfeita dos dinossauros. O longa, que mostra a criação de um parque onde humanos podem conviver com dinossauros criados em laboratório, foi vencedor de 3 óscares, todos em categorias técnicas, e é um marco do cinema moderno americano.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Crítica: Invocação do Mal (2013)


De todos os gêneros cinematográficos, o terror é certamente o menos respeitável como forma de arte. E não se pode julgar quem pensa dessa maneira. Eu mesmo, há tempos, desisti de ver filmes do gênero por não trazerem absolutamente nada de novo. É tanta repetição das estórias, com as mesmas cenas de sustos e os mesmos finais, que passou a ser desgastante a sensação de assistir o mesmo filme 50 vezes. 


No entanto, depois de ver muita gente de respeito falar bem de Invocação do Mal (The Conjuring), resolvi deixar de lado a desconfiança e apertei o play. E não é que fiquei impressionado? Desde a primeira cena, já percebi que não se trata de um filme de terror qualquer, e isso já foi motivo suficiente para ir até o final.

O enredo é bastante banal e simplório. Uma família se muda para uma nova casa no interior, com suas cinco filhas pequenas. Ao longo do tempo, coisas estranhas começam a acontecer no local, e após o desespero tomar conta da família, eles resolvem chamar uma dupla de "caça-fantasmas-exorcistas".


O que faz Invocação do Mal ser um bom filme e diferente dos outros, é a maneira com que o diretor James Wan (Jogos Mortais e Sobrenatural) nos conta a história. Tudo começa sob a visão do famoso casal de investigadores de eventos paranormais, Ed Warren (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga), num tom "documental". Eles estão em um auditório, palestrando para um grupo de jovens atentos sobre suas histórias mais marcantes e o desafio que enfrentam a cada dia.

Nesse ínterim, passa a ser contada a história de Andrea (Ron Livingston) e Cynthia Perron (Lili Taylor), o casal que se mudou para a casa do interior. O que choca ainda mais, é que tudo é baseado em uma história real. E não é apenas jogo de marketing, basta pesquisar na internet que você encontra notícias verdadeiras sobre o caso.



Um verdadeiro filme de terror deve colocar medo no espectador, e isso é o que não falta no longa. Porém, não é um medo extravagante e apelativo. O diretor utiliza elementos bastante improváveis e simples para "amedrontar" o espectador, como o ranger de uma porta, o barulho do assoalho velho, a visão de um porão abandonado ou o simples sopro do vento. 

Outro ponto interessante é que o filme foca principalmente na reação dos personagens ao se depararem com o desconhecido, e muito pouco na visão daquilo que os assusta. Os rostos apavorados dos personagem e o suspense do que vai acontecer na próxima cena, é o que ajuda a criar uma atmosfera angustiante e um alto grau de desconforto psicológico em quem assiste. Os sustos, apesar de coadjuvantes no enredo, aparecem algumas vezes e não são nem um pouco previsíveis.


A fotografia e a trilha sonora combinam certo com cada momento do filme, e a recriação da época em que se passa (anos 70) é também impecável. O filme possui até mesmo uma referência bastante explícita a respeito do clássico Os Pássaros, do Hitchcock, numa espécie de homenagem do diretor ao gênero, já que ele anunciou recentemente que está o deixando.

As atuações são impecáveis, principalmente por conta do elenco maduro e respeitável. Apesar de trazer nomes como Vera Farmiga e Patrick Wilson, já conhecidos da televisão e do cinema, quem rouba mesmo a cena é Lili Taylor. No papel da mãe doce e frágil, que acaba sendo possuída por um ser demoníaco e precisa lutar interiormente contra isso, ela consegue até mesmo emocionar. Com uma atuação poucas vezes vista, ela transforma Cynthia Perron em uma das mães mais marcantes do gênero.


Assustador, angustiante e inovador, Invocação do Mal é um respiro de alívio na tão defasada indústria dos filmes de terror. Um verdadeiro resgate à velha fórmula, que transformou alguns filmes do gênero em clássicos cultuados até hoje. Um filme que tem tudo para se tornar um clássico daqui um tempo.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Recomendação de Filme #47

Nascidos Para Matar (Stanley Kubrick) - 1987

Quando Stanley Kubrick teve a ideia de fazer um filme sobre a Guerra do Vietnã, quase ninguém tinha abordado o assunto nos cinemas, com exceção de Coppola no clássico Apocalypse Now. No entanto, por conta de seu perfeccionismo, a produção demorou tanto para ficar pronta que, quando pronta, já havia sido lançada outra verdadeira obra-prima sobre o confronto: Platoon, do diretor Oliver Stone. Isso, porém, não impediu que o filme se tornasse um clássico, respeitável até os dias de hoje.


Nascido Para Matar (Full Metal Jacket), baseado no livro de Gustav Hasford, ganhou seu espaço e chamou a atenção por ser diferente dos demais. Enquanto Apocalypse Now e Platoon se concentravam no drama vivido nos campos de batalha e na ação, esse mostrava tudo com bom humor e uma crítica ácida, não só sobre o conflito em específico, mas sobre toda e qualquer guerra.

Kubrick já havia filmado sobre a Primeira Guerra (Glória Feita de Sangue, 1957) e a Segunda Guerra (Dr. Fantástico, 1964), e com base nesse histórico, viu no conflito do Vietnã a oportunidade de, novamente, fazer um tratado anti-guerra. O filme se divide em duas partes, que apesar de distintas, não seriam a mesma coisa uma sem a outra.


Na primeira parte (a melhor do filme), que dura cerca de 45 minutos, acompanhamos um grupo de jovens que, após se alistarem no exército, passam por um duro treinamento antes de serem enviados ao Vietnã. Sem créditos iniciais, logo na primeira cena nos deparamos com a raspagem dos cabelos dos personagens que acompanharemos no restante do filme.

A seguir, conhecemos o sargento de artilharia Hartman (R. Lee Remey), que fica responsável pelo treinamento dos recrutas. Ameaçador e desprezível, o sargento literalmente tortura os jovens, tanto física como psicologicamente, gritando impropérios nos seus ouvidos e humilhando-os. O principal alvo dessas humilhações acaba sendo o jovem Pyle (Vincent D'Onofrio), que não consegue se adaptar às rotinas diárias de esforço exigidas pelo comandante.

 
Pyle acaba se tornando o carro chefe dessa primeira parte. Seu olhar, aparentemente inofensivo no início e até mesmo dando indícios de um distúrbio mental, acaba se tornando um olhar quase psicopata, numa desumanização do personagem após sofrer tantos abusos. Fechando a primeira parte, Kubrick nos traz uma cena trágica, de deixar qualquer um sem fôlego, onde nos deparamos com os limites que o ser-humano pode chegar ao viver sob pressão.

A segunda parte é mais visceral, e foca no cotidiano dos mesmos soldados, já formados, após serem enviados enfim ao Vietnã. Kubrick não nos priva de acompanhar de perto, com muita veracidade, todos os absurdos que acontecem numa guerra. Soldados que não tem a mínima vontade de estarem ali, e que matam inimigos simplesmente por obrigação. É a burrice da guerra que nos é jogada na cara, ficando claro o argumento anti-guerra que o diretor quis trazer.


As atuações são impressionantes, sobretudo a de R. Lee Remey. O ator, que interpretou o sargento Hartman, não constava nem no elenco de figurantes, tendo sido contratado apenas para ser conselheiro da produção. No entanto, após uma brincadeira do ator nos bastidores, Kubrick viu nele a verdadeira personificação do personagem, e logo o chamou para compor o elenco. Hoje, olhando o filme, fica impossível imaginar outro no seu lugar.

Em Nascidos Para Matar, o trágico e o cômico andam lado a lado. Um dos filmes de guerra mais inteligentes de todos os tempos, e uma crítica ácida às batalhas bélicas. O tipo de filme que fica marcado para sempre na cabeça de quem assiste.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Crítica: Além da Fronteira (2013)


A fronteira entre Israel e a Palestina já foi mostrada inúmeras vezes no cinema, principalmente nos últimos anos. O Filho do Outro, Uma Garrafa no Mar de Gaza e O Atentado são ótimos exemplos disso. Porém, desde a primeira cena, já percebemos que Além da Fronteira (Out in the Dark), do diretor estreante Michael Mayer, já demonstra ser um filme autêntico e diferente de tudo que já foi visto sobre o tema.


Nimr Mashrawi (Nicholas Jacob) é um estudante palestino, que se arrisca a atravessar a fronteira nos finais de semana para curtir as festas do lado Israelense, principalmente na boate gay comandada pelo amigo Mustafa (Loai Nofi). Numa dessas aventuras ele acaba conhecendo o advogado israelense Roy (Michael Aloni), e entre eles nasce uma relação de amor mútua e verdadeira.

Depois de muito batalhar, Nimer finalmente consegue um visto para estudar dois dias da semana numa universidade de Tel-Aviv, tendo com isso a oportunidade de ver Roy mais vezes. Porém, quando tudo parece se encaminhar, uma gama de situações transforma a vida de Nimer numa verdadeira tragédia grega.



A partir de então nada mais dá certo em sua vida, e a cada cena parece cair sobre ele todas as chagas do mundo. Quando descobrem a opção sexual de Nimer, sua família o renega, expulsando-o de casa. Já morando em Israel com Roy, ele descobre que seu irmão foi preso por guardar armas no porão de casa, e como se não bastasse, a polícia Israelense passa a persegui-lo, e a única alternativa passa a ser sumir do mapa, nem que para isso tenha que abrir mãos de coisas importantes.

A temática gay, apesar de ser o que chama a atenção, e principalmente o público para o filme, acaba ficando escondida atrás da abordagem socio-política que o diretor nos traz. O clima do filme mostra bem o que é viver nessa zona delicada, onde o medo é constante. Diferente de outros filmes que abordam o homossexualismo, esse não apela para o dramalhão ou para a luta dos direitos das minorias, e essa abordagem mais realista acaba sendo elogiável.



O que não é muito elogiável são as atuações, que diga-se de passagem, deixaram um pouco a desejar. No entanto, não há como negar que Além da Fronteira cumpre com o que promete, e sem dúvida entra para o hall dos filmes mais interessantes já filmados na região.