sábado, 8 de março de 2014

As Mulheres e o Cinema: Grandes Musas da Sétima Arte

Se há uma coisa certa nessa vida, é que o cinema, assim como o mundo, não seria a mesma coisa sem a presença das mulheres. Seja com personagens provocantes e de personalidade forte, ou simplesmente moças ingênuas e aparentemente indefesas, as mulheres sempre chamaram a atenção nas telas.

É interessante analisar a mudança comportamental do ser-humano através de suas presenças nos filmes, até porque a postura das mulheres na sociedade mudou muito do cinema mudo até os dias de hoje. Nesse dia 8 de março é o dia delas, e para homenageá-las nada melhor do que relembrar todos os grandes nomes que já fizeram e ainda fazem parte da história da sétima arte.

As primeiras mulheres nas telas
Theda Bara, a primeira "mulher fatal" do cinema.

Pode-se dizer que o primeiro nome a chamar a atenção é o de Theda BaraConhecida por usar figurinos exóticos em seus papéis, alguns inclusive transparentes (o que era chocante para a época), ela é considerada a primeira "mulher fatal" do cinema. Theda participou de mais de 40 filmes entre 1914 e 1926, mas apenas seis deles sobreviveram intactos até os dias de hoje. Seus maiores sucessos foram Escravo de uma Paixão, lançado em 1915, Cleópatra, de 1917 e Mulher Libertina, de 1924.

Musidora, um símbolo
sexual da época.
A francesa Musidora também fez sucesso no cinema mudo, principalmente depois de participar do clássico Os Vampiros. Assim como Theda foi a primeira mulher fatal do cinema, Musidora pode ser considerada a primeira do continente europeu. Juntas, elas foram responsáveis pela criação da alcunha "vamp", que logo passou a ser referida às mulheres provocantes. Outra atriz a ganhar a alcunha foi a polonesa Pola Negri, que foi levada aos Estados Unidos pelo diretor Ernest Lubitsch e estrelou sucessos como Carmen, Madame Duvary, e Beijos que se Vendem.

Outros nomes também fizeram sucesso na época, como Lillian Gish, Colleen Moore, Clara Bow e Gloria Swanson, mas nenhuma causou tanto alvoroço quanto Mary Pickford, que na época, só perdia para Charlie Chaplin em popularidade. A atriz canadense ficou conhecida na época como a "Queridinha da América", e se tornou uma figura importante para o crescimento dos filmes de ação. Ela participou de mais de 200 películas ao todo, e chegou a ganhar o Óscar de melhor atriz em 1930 por Coquette.
Mary Pickford, a atriz mais popular do cinema mudo americano.

Grandes atrizes da época de ouro do cinema

Após o surgimento da fala nos filmes, grandes atrizes começaram também a aparecer, num período extremamente rico para o cinema. São nomes cultuados até hoje, e que foram responsáveis por colocar as mulheres de vez na cultura popular. Algumas já haviam iniciado a carreira no cinema mudo, mas o advento do som fez com que elas pudessem ser muito mais dinâmicas em seus papéis, o que também serviu para incentivar novas atrizes.

Greta Garbo

Com uma beleza até antes nunca vista no cinema, a sueca Greta Garbo conquistou o mundo nos anos 30. Considerada uma das mulheres mais fascinantes do século passado, Garbo passou por dificuldades ao chegar nos Estados Unidos por inicialmente não falar bem o inglês, mas depois de se adaptar, sua carreira foi meteórica. Ela era conhecida por ser uma pessoa bastante reclusa, e pouco se sabia e muito se especulava a respeito de sua vida particular.

Ingrid Bergman

Dona de um dos rostos mais lindos que já apareceram nas telas, a também sueca Ingrid Bergman foi levada cedo para os Estados Unidos, onde se tornou uma estrela logo de cara, graças ao seu estilo próprio que encantou diretores, colegas, e o público em geral. Bergman foi premiada com três Óscars, sendo dois como melhor atriz e uma como melhor atriz coadjuvante. Seus maiores sucessos foram Casablanca e Por Quem os Sinos Dobram, além de ter participado de três filmes em parceria com o mestre do suspense, Alfred Hitchcock.

Vivien Leigh

Impossível falar em mulheres marcantes do cinema sem citar o nome de Vivien Leigh, a inesquecível Scarlett O'Hara de E O Vento Levou. A atriz, nascida na Índia (quando o país ainda era território britânico), fez poucos filmes para o cinema (já que sua carreira foi mais voltada ao teatro), mas isso não a impediu de levar dois Óscars para casa, um pelo próprio E O Vento Levou e outro por Uma Rua Chamada Pecado, onde contracenou com Marlon Brando.


Katherine Hepburn

A carreira de Hepburn é uma das mais famosas, rentáveis e extensas do mundo do cinema. Trabalhando em diversos gêneros, da comédia ao drama, ela é até hoje a atriz com o maior número de Óscars conquistados, quatro ao total. Sua personalidade excêntrica fez ela obter inúmeros fãs, mas também inúmeros desafetos. Seus maiores sucessos foram Manhã de Glória, Levada da Breca, A Costela de Adão, Adivinhe Quem Vem Para Jantar, O Leão no Inverno e Núpcias de um Escândalo.

Marlene Dietrich

O rosto mais marcante de toda a história do cinema alemão. Marlene Dietrich iniciou a carreira ainda na Alemanha, mas migrou para os Estados Unidos em 1935 após receber convite de Hitler para participar de filmes pró-nazismo, tornando-se americana naturalizada. Foi uma das mulheres que mais ditaram moda nos anos 20, sendo a primeira a abdicar dos vestidos e usar calças longas. Seus maiores sucessos foram Testemunha de Acusação, de Billy Wilder, Pavor nos Bastidores, do Hitchcock e o clássico O Julgamento de Nuremberg.

Olivia de Havilland

Filha de pais britânicos, Olivia de Havilland fez muito sucesso entre as décadas de 30 e 40, participando de filmes como Sonhos de uma Noite de Verão, As Aventuras de Robin Hood, e E O Vento Levou, onde teve a melhor atuação da sua carreira ao interpretar a doce e inocente Melanie. Ela venceu dois Óscars de melhor atriz, por Só Resta uma Lágrima e Tarde Demais.

Joan Fontaine

Irmã mais nova de Olivia de Havilland, Fontaine teve a carreira um pouco menos badalada do que a primogênita, mas ainda assim teve grande aclamação. Seu sucesso surgiu com Rebecca - A Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock, que lhe rendeu não só a fama, como também o único Óscar da carreira.


Grace Kelly

Uma das mais belas atrizes que Hollywood já viu, ficou conhecida como Princesa Grace de Mônaco após se casar com o príncipe-soberano Rainier III. No cinema participou de 11 filmes, sendo seus maiores sucessos Disque M Para Matar, Janela Indiscreta e Ladrão de Casaca, ambos de Alfred Hitchcock, e Amar é Sofrer, pelo qual ganhou Óscar em 1955.

Rita Hayworth

De dançarina de cabaré a atriz mundialmente conhecida e respeitada. Essa foi a história de ascensão de Rita Hayworth, que ganhou fama após protagonizar o sucesso Gilda, de 1946. No filme, ela aparece fazendo uma cena de strip-tease (não como vemos agora, mas de forma sugestiva, com ela tirando vagarosamente a luva das mãos), o que serviu para encher as salas de cinemas na época e causar polêmica.

Jean Harlow

Harlow foi a primeira atriz loira a explorar seu sex-appeal, anos antes do furacão Marilyn Monroe. Nas telas, seus maiores sucesso foram A Guarda Secreta, Anjos do Inferno, O Inimigo Público Número Um e o clássico de Charlie Chaplin, Luzes da Cidade. Sua vida fora das telas, porém, foi o que chamou mais atenção, graças a seu temperamento difícil e seus casos amorosos desastrosos.


Lauren Bacall

Conhecida por sua voz rouca e sua aparência sensual, ela se tornou um ícone entre os anos 50 e 60, ditando inclusive a moda na época. Seus principais sucessos foram nos filmes À Beira do Abismo, Prisioneiro do Passado e Como Agarrar um Milionário, esse último ao lado de Marilyn Monroe.

Donna Reed

O maiores sucessos de Donna Reed foram A Felicidade Não se Compra, do diretor Frank Capra e A Um Passo da Eternidade, de Fred Zinnemann. Apesar de ser menos conhecida do que as outras da lista, sua presença nas telas é impressionante.


A beleza das mulheres finalmente vista em cores

Se as mulheres já eram idolatradas e cobiçadas em preto e branco, imagine a cores. No final dos anos 30, e na década de 40, já haviam alguns filmes coloridos circulando pelos cinemas, mas ainda eram grande minoria. Foi apenas nos anos 50 que as cores viraram uma realidade irreversível, e consequentemente, a beleza das atrizes pode ser vista com ainda mais detalhes.

Elizabeth Taylor

Apesar de ter nascido na Inglaterra, foi nos Estados Unidos que Liz Taylor (como era conhecida) se tornou uma lenda. Considerada uma das mulheres mais bonitas da história do cinema, Taylor surgiu para o mundo com seus papéis em Assim Caminha a Humanidade, Um Lugar ao Sol e Gata em Teto de Zinco, ambos na década de 50. No entanto, seu maior sucesso foi o épico Cleópatra, de 1963, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Ela ficou conhecida também por seu enorme número de casamentos: oito ao total.

Audrey Hepburn

Não, ela não é irmã de Kaherine Hepburn, apesar sobrenome dar a entender. Com o passar do tempo, Audrey se tornou outra lenda do cinema, e é até hoje considerada por muitos como a mulher mais bonita da história. Não é para menos, ela era realmente linda, quase uma boneca, e suas personagens cativavam pelo charme e pela simpatia. Seus principais filmes foram Bonequinha de Luxo, A Princesa e o Plebeu, Cinderela em Paris e Minha Bela Dama

Sophia Loren

Sophia Loren despensa comentários. A atriz italiana virou um símbolo sexual nos anos 60 ao trabalhar com grandes diretores como Vittorio de Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Robert Altman e até mesmo Charlie Chaplin, em seu último filme da carreira. Loren ganhou um Óscar de melhor atriz, em 1962, pelo filme Duas Mulheres.

Ava Gardner

Com seu olhar sedutor, Ava Gardner também chamou a atenção pela exuberante beleza nos anos 60. A atriz foi indicada ao Óscar pelo filme Mogambo, e também fez sucesso com A Hora Final, de Stanley Kramer e A Noite do Iguana, de John Huston. A atriz foi ainda casada com o cantor Frank Sinatra, e era conhecida por abusar do álcool e dos cigarros.


Faye Dunaway

Dunaway ficou conhecida no final da década de 60 após participar dos filmes Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas e Chinatown, o último ao lado de Jack Nicholson. Ficou famosa por seu charme, elegância e beleza, sendo o principal nome da chamada Nova Hollywood.

Claudia Cardinale

A italiana Claudia Cardinale entrou para o mundo do cinema após ganhar um concurso de beleza. Iniciou a carreira aparecendo em filmes de Fellini e Luchino Visconti, e conquistou o mundo com sua participação em Era Uma Vez no Oeste, de Sergio Leone. Nos Estados Unidos, seu maior sucesso foi A Pantera Cor-de-Rosa, de 1963.


O fenômeno Marilyn Monroe

Ela podia até não ser uma excelente atriz, mas a voz suave, a beleza incomparável e principalmente a sensualidade fizeram com que Marilyn Monroe se tornasse a sex symbol mais lembrada, admirada e idolatrada do cinema. Mais do que uma atriz, ela virou com o tempo um ícone da cultura popular.

Monroe começou a carreira cedo, mas com aparições esporádicas em papéis pequeno. Foi com Almas Desesperadas, em 1952, que ela enfim ganhou um papel de protagonista. Ainda que o filme não tenha feito tanto sucesso, serviu para que seu nome começasse a aparecer na mídia, o que a levou a fazer dois filmes clássicos, cultuados até hoje: Os Homens Preferem as Loiras e O Pecado Mora ao Lado. Ela ainda faria sucesso em 1959 com a comédia Quanto Mais Quente Melhor.

Fora das telas, ela teve uma vida agitada e polêmica. Casou-se três vezes, com todos terminando em divórcio, foi acusada de ter tido um caso com o presidente John Kennedy e seu irmão, Robert Kennedy, e foi a primeira mulher da história a posar para a revista playboy.

A beleza das mulheres francesas

A beleza das atrizes francesas é tanta, que tive que criar uma sessão apenas delas. Impossível assistir um filme de Godard e não se apaixonar pelo olhar de Anna Karina. Assistir A Bela da Tarde, de Luis Buñuel, e não ficar perdido nas curvas da estonteante Catherine Deneuve. Ou ainda, assistir E Deus Criou a Mulher, de Roger Vladim, e não ficar de boca aberta com a aparição de Brigitte Bardot.

Anna Karina

Grande nome da chamada Nouvelle Vogue, Anna Karina conquistou o mundo com seu olhar penetrante e misterioso. Seus maiores sucessos foram sob a direção de Jean-Luc Godard, como Bande à Parte, Viver a Vida, Uma Mulher é Uma Mulher e O Demônio das Onze Horas.

Catherine Deneuve


Um dos maiores símbolos sexuais da história do cinema, Catherine Deneuve é um dos rostos mais impactantes do cinema francês. Ela fez sucesso primeiramente em 1964 com Os Guarda-Chuvas do Amor, antes de estrelar os clássicos A Bela da Tarde, de Luis Buñuel e Repulsa ao Sexo, de Roman Polanski.

Brigitte Bardot


Se Deneuve foi um símbolo sexual, o que dizer de Brigitte Bardot? Ela não só foi um também, como é até hoje considerada a mulher mais sexy do mundo. Sua beleza é única e incomparável, e ela arrecadou tantos fãs que a imprensa americana criou a alcunha de "Bardot Mania" para a legião de seguidores.

Musas dos anos 80 e 90

Nos anos 80, qualquer pudor que existia em relação a cenas de nudez envolvendo o corpo feminino foi erradicado, e por esse motivo, foi uma época marcada pelas sex symbols mais famosas e provocantes da história do cinema.

Sharon Stone


Seu primeiro papel no cinema foi em 1980 no filme Memórias, de Woody Allen, mas ela ficou mesmo famosa na década de 90 ao participar do clássico Instinto Selvagem. Após o sucesso, ela ficou marcada como a típica mulher fatal dos anos 90, e sempre quando se fala no temo, seu nome é um dos primeiros que surge na cabeça.

Demi Moore


O grande sucesso de Demi Moore nas telas foi Ghost -Do Outro Lado da Vida, mas foram dois filmes com temas sexuais que a fizeram alcançar a fama de símbolo sexual: Proposta Indecente, de 1993, e Assédio Sexual, de 1994. Moore, já com 51 anos de idade, ainda é uma mulher exuberante, e consta nas principais listas de mulheres mais sexys da história.

Jane Fonda


Jane Fonda já foi tudo que se possa imaginar. Além de atriz, ela foi modelo, ativista política, escritora e até guru de exercícios físicos. Filha do famoso ator Henry Fonda, conquistou a alcunha de sex symbol com os filmes Dívida de Sangue e Barbarella. Conhecida por escolher bem suas participações nas telas, ela rejeitou papéis importantes de protagonista em filmes como Bonnie & Clyde e O Bebê de Rosemary.

Meryl Streep


Mery Streep é uma rainha. Sem exageros, ela é a melhor atriz das últimas 4 décadas, e a prova disso são suas 18 indicações ao Óscar. Nos anos 70 e 80, ela conquistou o mundo atuando em filmes como Manhattan, A Escolha de Sofia, Kramer vs. Kramer e As Pontes de Madison. Já com 64 anos de idade, ela ainda mostra vitalidade, sendo uma das mulheres mais bonitas do mundo.

Julia Roberts


Quando Julia Roberts protagonizou Uma Linda Mulher, ao lado de Richard Gere, o mundo se rendeu aos seus pés. Considerada uma das mulheres mais bonitas dos anos 90, Roberts ganhou o Óscar de melhor atriz em 2001 pelo filme Erin Brockovich.

Nicole Kidman


Nos anos 90, Nicole Kidman contracenou uma série de filmes ao lado de Tom Cruise, que viria a se tornar seu marido por mais de uma década. O principal deles foi De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick, onde ela aparece nua, deixando todos embasbacados com sua beleza quase angelical.

Michele Pfeiffer


A consagração de Michelle Pfeffeir veio com Scarface, em 1983, onde ela contracenou com Al Pacino. Ela ficou conhecida também por interpretar a mulher gato no filme do Batman lançado em 1992, com Jack Nicholson como Curinga.

Sandra Bullock


Sandra Bullock é sem dúvida uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos, e continua belíssima mesmo com quase 50 anos. Suas primeiras aparições no cinema foram em O Demolidor e Velocidade Máxima, e a partir de então ela fez praticamente um filme por ano, oscilando entre boas e péssimas histórias.

Charlize Theron


Para que Charlize Theron pudesse interpretar a serial killer Aileen Wuornos no filme Monster - Desejo Assassino, os maquiadores tinham a difícil missão de deixá-la feia. Missão quase impossível, diga-se de passagem, mas o resultado foi bem feito. A atriz, nascida na Áfica do Sul, é sem dúvida uma das mais belas de todos os tempos. Além de atuar, ela também é conhecida por ser uma ativista dos direitos das minorias, assim como dos direitos dos animais.

Cate Blanchett


Blanchett chamou a atenção em 1998 no filme Elizabeth, e ganhou o Óscar de atriz coadjuvante ao interpretar Katherine Hepburn no filme O Aviador, de Scorsese. Considerada uma das mulheres mais bonitas da atualidade, ela acabou de ganhar o prêmio de melhor atriz por Blue Jasmine, de Woody Allen.

Catherine Zeta-Jones


Catherine Zeta-Jones surgiu para o cinema ainda na metade dos anos 90, quando atuou em O Fantasma e A Máscara do Zorro. Seu maior sucesso porém foi em 2002 com o filme Chicago. É casada com o ator Michael Douglas desde 1998.


As mulheres mais bonitas da atualidade

Angelina Jolie


Angelina Jolie dispensa comentários. Para mim, a mulher mais linda que esse mundo ja viu, Jolie já virou uma lenda, mesmo tendo apenas 38 anos. Conhecida por sua filantropia, a atriz é uma das mais respeitadas no cinema atual. Casada com o astro Brad Pitt, juntos formam o casal mais bonito da geração.

Scarlett Johansson


Dez entre dez homens vão responder que Scarlett Johnasson é a mulher mais sexy da atualidade. A loira, nascida em Nova York, já foi indicada há diversos prêmios, ganhando o BAFTA em 2003 pelo filme Encontros e Desencontros. Queridinha de Woody Allen, ela já participou de três filmes do diretor, e além de atriz, também ganha a vida como cantora.

Penélope Cruz


Descoberta por Pedro Almodóvar, a espanhola Penélope Cruz é uma das mulheres mais lindas do cinema atual. Outra "queridinha" de Woody Allen, ela conquistou a fama em Hollywood após participar de Vicky Cristina Barcelona, em 2008, e receber o Óscar de melhor atriz coadjuvante.

Eva Green


A atriz francesa ficou conhecida mundialmente após interpretar a "bond girl" Vesper Lynd, em 007 - Cassino Royale. Porém, antes mesmo disso, ela já vinha arrancando suspiros por sua participação em Os Sonhadores, de Bernardo Bertollucci.

Monica Bellucci


Monica Bellucci ficou conhecida nos anos 90, ainda na Itália, mas foi com Malèna, de Giuseppe Tornatore, que ela ganhou fama mundial. O sucesso a levou a fazer filmes como Matrix e A Paixão de Cristo. Em 2004, já com 40 anos, foi eleita a mulher mais sexy do mundo, e chocou o mundo ao protagonizar uma das cenas mais brutais de estupro no cinema, em Irreversível, de Gaspar Noé. A atriz ainda causou polêmica com o Vaticano ao posar nua para a Vanity Far, grávida.

Natalie Portman


Natalie Portman iniciou cedo a carreira, com 12 anos de idade, no filme O Profissional ao lado de Lub Besson. Considerada uma das mais belas atrizes da atualidade, ela levou o Óscar de melhor atriz em 2011 por Cisne Negro.

Anne Hathaway


Com apenas 31 anos, Hathaway já consta em algumas listas como uma das 100 melhores atrizes de todos os tempos. Durante anos de carreira, ela participou de filmes de pequeno porte, sempre se destacando, mas sem chamar muita atenção. Porém, em 2013, ela estrelou Os Miseráveis, no papel de Fantine, e a atuação foi tão impressionante que ela levou seu primeiro Óscar de atriz coadjuvante para casa.

Megan Fox


Megan Fox é sexy por natureza. Como atriz ela deixa a desejar, e faz filmes meia-bocas, mas como colírio para os olhos masculinos, sempre foi um sucesso. Ela ficou famosa ao participar da trilogia Transformers, a partir de 2007, e várias revistas a consideram a atriz mais sexy do século XXI.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Estreias da Semana (07/03 a 13/03)

Sete filmes entram em cartaz nessa primeira semana de março em todo Brasil, e o grande destaque da vez é a sequência 300 - A Ascensão do Império (300: Rise of a Empire), que promete lotar as salas dos cinemas. 

Quem também merece destaque é Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks), que foi completamente ignorado pelo Óscar, mesmo sendo um dos nomes mais cotados nas categorias de melhor filme, melhor ator (Tom Hanks) e melhor atriz (Emma Thompson). Dos Estados Unidos ainda tem a aventura Até o Fim (All is Lost), do veterano Robert Redford, outro ignorado pelo Óscar (mas esse com razão).

Por fim, destaco ainda a estreia de Instinto Materno (Pozitia Copulului), excelente drama romeno que foi indicado pelo país para concorrer ao Óscar de melhor filme estrangeiro esse ano, e o suspense francês Prenda-Me (Arrêtez Moi). A lista completa vocês conferem abaixo.

300 - A Ascensão do Império

Após a morte do pai, Xerxes (Rodrigo Santoro) dá início a uma jornada de vingança e parte em direção à Grécia, com seu exército liderado por Artemisia (Eva Green). Enquanto os 300 espartanos libertados por Leônidas tentam combater o Deus-Rei, os demais exércitos da Grécia se unem para a batalha contra as tropas de Artemisia no mar.

300: Rise of a Empire, Estados Unidos, 2013.
Direção: Noam Murro
Duração: 102 minutos
Classificação: 18 anos
Ação / Épico
Assista o trailer aqui.

Walt nos Bastidores de Mary Poppins

Durante 14 anos, Walt Disney (Tom Hanks) tentou adquirir os direitos de Mary Poppins da escritora australiana P.L. Travers (Emma Thompson) sem sucesso. Quando o acordo finalmente foi fechado, e o roteiro escrito, a autora se mostrou muito descontente com o rumo que a história estava tomando, e passou a participar das gravações querendo alterar praticamente tudo.

Saving Mr. Banks, Estados Unidos, 2013.
Direção: John Lee Hancock
Duração: 131 minutos
Classificação: livre
Biografia / Comédia / Drama
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Até o Fim

Um navegador experiente (Robert Redford) está viajando pelo Oceano Pacífico quando uma colisão com um contâiner leva à destruição parcial de seu veleiro. Após o acidente, ele inicia uma luta pela sobrevivência, enfrentando tormentas e animais marinhos enquanto tenta chegar novamente à terra firme.

All is Lost, Estados Unidos, 2013.
Direção: Robert Redford
Duração: 106 minutos
Classificação: 14 anos
Aventura
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Instinto Materno


Após o falecimento de um rapaz num acidente de carro, a mãe do culpado (Luminita Gheorghiu) se recusa a aceitar que seu filho foi o causador, e faz de tudo para evitar que ele seja indiciado pelo acidente. Filme escolhido pela Romênia para concorrer ao Óscar de melhor filme estrangeiro esse ano.


Pozitia Copilului, Romênia, 2013.
Direção: Calin Peter Netzer
Duração: 112 minutos
Classificação:
Drama
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Prenda-me


Vários anos após a morte do marido, uma mulher (Sophie Marceau) decide ir à polícia e dizer que, contrariamente ao laudo policial, o homem não cometeu suicídio, mas foi empurrado da janela do oitavo andar por ela mesma. Diante da confissão inesperada, a delegada (Miou-Miou) começa a ter dúvidas, e passa a investigar melhor o caso.


Arrêtez-Moi, França / Luxemburgo, 2013.
Direção: Jean-Paul Lilienfeld
Duração: 100 minutos
Classificação:
Suspense
Assista o trailer aqui.


Tinker Bell - Fadas e Piratas


Tinker Bell e suas amigas embarcam em uma aventura épica para deter Zarina, uma fada guardiã inteligente e ambiciosa, que fica encantada pelo pozinho mágico das fadas. O grupo vai lutar ainda contra um bando de piratas, liderados pelo capitão gancho.

The Pirate Fairy, Estados Unidos, 2013.
Direção: Peggy Holmes
Duração: 76 minutos
Classificação: livre
Animação
Assista o trailer aqui.


Eles Voltam


Cris (Maria Luíza Tavares) e seu irmão mais velho Peu (Georgio Kokkosi) são deixados na beira de uma estrada pelos próprios pais, como castigo por terem brigado constantemente durante a viagem até a praia. Após algumas horas, percebendo que os pais não retornavam, Peu partiu à procura de um posto de gasolina, deixando a irmã sozinha em busca do caminho de volta para casa.


Eles Voltam, Brasil, 2014.
Direção: Marcelo Lordello
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 anos
Drama
Assista o trailer aqui.

domingo, 2 de março de 2014

Confira os vencedores do Óscar 2014.

A 86ª edição da principal premiação do cinema aconteceu na noite desse domingo (02), no Teatro Dolby, em Los Angeles. Sem grandes surpresas e com uma excelente qualidade nas escolhas, foi uma das edições mais agradáveis e animadas dos últimos anos.

O grande vencedor da noite, em número de prêmios, foi o filme Gravidade, que conquistou 7 estatuetas no total, grande parte nas categorias técnicas, deixando para trás 12 Anos de Escravidão e Clube de Compras Dallas, cada um com 3. Porém, quem ficou com o prêmio principal foi mesmo 12 Anos de Escravidão, que se consagrou de vez como o melhor filme do ano passado. 

Nas atuações, Cate Blanchett confirmou o favoritismo e venceu como melhor atriz por seu papel brilhante em Blue Jasmine. Quem também atuou de forma impecável e mereceu o prêmio de melhor ator foi Matthew McConaughey, que foi para casa com o prêmio logo em sua primeira indicação, deixando Leonardo DiCaprio de mãos vazias mais uma vez. 

Jared Leto e Lupita Nyong'o venceram os prêmios coadjuvantes, e também de forma merecida. Leto fez um dos papéis mais difíceis e intensos da sua carreira em Compra de Compras Dallas, e Nyong'o emocionou a todos no drama 12 Anos de Escravidão. Na parte dos roteiros, Ela de Spike Jonze confirmou o que todos esperavam, e venceu como melhor roteiro original. Já na categoria de roteiro adaptado, quem venceu foi 12 Anos de Escravidão.

A grande "decepção" da vez foi sem dúvida a comédia Trapaça, que saiu de mãos abanando mesmo tendo sido indicada em 10 categorias. Quem também foi ignorado foi O Lobo de Wall Street, do diretor Martin Scorsese, que concorria em 5 categorias. O Óscar ainda deu o prêmio de melhor filme estrangeiro para A Grande Beleza, do italiano Paolo Sorrentino, e de melhor filme de animação para Frozen: Uma Aventura Congelante. Os demais vencedores vocês conferem abaixo.


MELHOR FILME
Confirmando o favoritismo, 12 Anos de Escravidão foi eleito o melhor filme do ano passado.
12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen
Capitão Phillips, de Paul Greengrass
Clube de Compras Dallas, de Jean Marc-Valée
Ela, de Spike Jonze
Gravidade, de Alfonso Cuarón
Nebraska, de Alexander Payne
O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese
Philomena, de Stephen Frears
Trapaça, de David O. Russell


MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón se tornou o primeiro latino-americano a ganhar o Óscar de melhor diretor.
Alexander Payne, por Nebraska
Alfonso Cuarón, por Gravidade
David O. Russell, por Trapaça
Martin Scorsese, por O Lobo de Wall Street
Steve McQueen, por 12 Anos de Escravidão


MELHOR ATOR
Em sua primeira indicação, Matthew McConaughey já se consagrou com o prêmio de melhor ator.
Bruce Dern, por Nebraska
Chiwetel Ejiofor, por 12 Anos de Escravidão
Christian Bale, por Trapaça
Leonardo DiCaprio, por O Lobo de Wall Street
Matthew McConaughey, por Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ
O ano é mesmo de Cate Blanchett, e sua vitória era mais do que esperada.
Amy Adams, por Trapaça
Cate Blanchett, por Blue Jasmine
July Dench, por Philomena
Meryl Streep, por Álbum de Família
Sandra Bullock, por Gravidade

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Jared Leto confirmou o favoritismo e levou seu primeiro Óscar para casa.
Barkhad Abdi, por Capitão Phillips
Bradley Cooper, por Trapaça
Jared Leto, por Clube de Compras Dallas
Jonah Hill, por O Lobo de Wall Street
Michael Fassbender, por 12 Anos de Escravidão

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Lupita Nyong'o emocionou a todos ao levar o troféu de atriz coadjuvante.
Lupita Nyong'o, por 12 Anos de Escravidão
Jennifer Lawrence, por Trapaça
Julia Roberts, por Álbum de Família
June Squibb, por Nebraska
Sally Hawkins, por Blue Jasmine

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Blue Jasmine, de Woody Allen
Clube de Compras Dallas, de Craig Borten e Melisa Wallack
Ela, de Spike Jonze
Nebraska, de Bob Nelson
Trapaça, de Eric Singer

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
12 Anos de Escravidão, de John Ridley
Antes da Meia-Noite, de Julie Delpy, Ethan Hawke e Richard Liklater
Capitão Phillips, de Billy Ray
O Lobo de Wall Street, de Terence Winter
Philomena, de Steve Coogan e Jeff Pope

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Frozen, da Disney, foi eleito o melhor filme animado de 2013.
Ernest e Celestine, de Stéphane Aubier
Frozen: Uma Aventura Congelante, de Chris Buck
Meu Malvado Favorito 2, de Chris Renaud
Os Croods, Chris Sanders
Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Grande Beleza foi o grande vencedor na categoria de melhor filme estrangeiro.
A Caça, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
A Grande Beleza, de Paolo Sorrentino (Itália)
A Imagem que Falta, de Rithy Pahn (Camboja)
Alabama Monroe, de Felix Van Groeningen (Bélgica)
Omar, de Hany Abu-Assad (Paquistão)

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE LONGA METRAGEM
A Praça Tahrir, de Jehane Noujaim
A Um Passo do Estrelato, de Morgan Neville
Cutie and the Boxer, de Zachary Heinzerling
Guerras Sujas, de Rick Rowley
O Ato de Matar, de Joshua Oppenheimer

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA METRAGEM
Cave Digger
Facing Fear
Karama Has No Walls
Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall
The Lady in Numer 6: Music Saved My Life

MELHOR CURTA METRAGEM
Aquel No Era Yo
Avant Que De Tout Perdre
Helium
Pitaako Mun Kaitti Hoitaa?
The Voorman Problem

MELHOR CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Feral
Get a Horse!
Mr. Hublot
Possessions
Room on the Broom

MELHOR TRILHA SONORA
A Menina que Roubava Livros
Ela
Gravidade
Philomena
Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Alone Yet Not Alone, de Alone Yet Not Alone
Let It Go, de Frozen: Uma Aventura Congelante
Happy, de Meu Malvado Favorito 2
Ordinary Love, de Mandela: Um Longo Caminho para a Liberdade
The Moon Song, de Ela

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Até o Fim
Capitão Phillips
Gravidade
O Grande Herói
O Hobbit: A Desolação de Smaug

MELHOR MIXAGEM DE SOM
Capitão Phillips
Gravidade
Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum
O Grande Herói
O Hobbit: A Desolação de Smaug

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
12 Anos de Escravidão
Ela
Gravidade
O Grande Gatsby
Trapaça

MELHOR FOTOGRAFIA
Gravidade
Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum
Nebraska
O Grande Mestre
Os Suspeitos

MELHOR MAQUIAGEM
Clube de Compras Dallas
O Cavaleiro Solitário
Vovô sem Vergonha


MELHOR FIGURINO
12 Anos de Escravidão
O Grande Gatsby
O Grande Mestre
The Invisible Woman
Trapaça


MELHOR MONTAGEM
12 Anos de Escravidão
Capitão Phillips
Clube de Compras Dallas
Gravidade
Trapaça

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Além da Escuridão - Star Trek
Gravidade
Homem de Ferro 3
O Cavaleiro Solitário
O Hobbit: A Desolação de Smaug

Recomendação de Filme #51

Meu Nome é Khan (Karan Johar) - 2010

Não é de hoje que sou fã do cinema indiano, e é um fato que os filmes feitos por lá dificilmente me decepcionam. Com Meu Nome é Khan (My Name is Khan) não poderia ser diferente. O longa, mesmo com seus abusos típicos, é uma obra-prima, e uma verdadeira lição de vida.



O personagem que dá nome ao filme é Rizwan Khan (Shahruck Khan) , um muçulmano da região de Mumbai, na Índia, que desde pequeno sofre com a síndrome de Aspenger, o que causa dificuldades de socialização. Na cena inicial do filme, Khan está peregrinando pelos Estados Unidos em busca de um encontro com o presidente na época, George W. Bush. Não conhecemos sua motivação, nem sua história de vida, enquanto ele profere uma única frase insistentemente: "Meu nome é Khan, e eu não sou um terrorista". Através de flashbacks, começam a vir as respostas.

Filho de um mecânico, desde pequeno Khan era um garoto incomum, de bom coração. Ensinado desde criança pelo pai a consertar as coisas, o ensinamento mais importante da sua vida foi, no entanto, o de sua mãe, que lhe disse que o mundo é dividido entre dois tipos de pessoas, as boas e as más, e que fora isso não existe diferenças.



Já adulto, ele vai viver junto com o irmão nos Estados Unidos após a morte da mãe. Lá, passa a trabalhar vendendo cosméticos de porta a porta. Numa dessas, ele conhece a cabeleireira Mandira (Kajol), uma indiana por quem se apaixona perdidamente. Seu coração é fantástico, e é incrível a forma sensível que o diretor utilizou para passar toda a história sob sua visão. A doçura da vida, e a percepção de que tudo tem um lado bom são motivadores.

Após muita insistência por parte de Khan, Mandira aceita se casar com ele, pegando assim seu nome. Há uma série de protestos entre os familiares, por conta dele ser muçulmano e ela hindu, e os dois tem que se esforçar para passar por cima disso. No entanto, após os atentados de 11 de setembro, a vida dos muçulmanos fica bastante perigosa no país. Indignados com a raça, numa generalização imbecil, todos começam a maltratar e julgar quem vem de fora. Para piorar, um forte acontecimento faz com que Andira e Khan se separem, e é também onde se explica o porque de sua busca incessante pelo presidente.


Inteiramente poético, é o tipo de filme que te restaura a fé na humanidade. Para quem conhece o cinema indiano, ele não foge muito daquele estilo "pra cima", cheio de músicas animadas e de letras revigorantes. Já as cenas dramáticas são bastante trabalhadas, e até mesmo exageradas em alguns momentos, o que pode incomodar quem não está acostumado.

As atuações são exemplares. O roteiro é tão triste quando belo, mas ainda tem espaço para o otimismo na hora de lidar com os problemas da vida. Com cenas inesquecíveis, e uma lição de humanidade poucas vezes vista, Meu Nome é Khan é um dos filmes mais belos que já tive a oportunidade de assistir.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

As apostas para o Óscar 2014.


Ocorre nesse domingo, no Teatro Dolby em Los Angeles, a tão aguardada 86ª cerimônia do Óscar de 2014. Como todo ano, é comum fazermos nossas apostas, e eu não poderia ficar de fora. Confira abaixo a minha lista para as principais categorias da premiação.


Melhor Filme
Na categoria principal do Óscar, dois filmes são favoritos absolutos: 12 Anos de Escravidão e Gravidade. O primeiro, do diretor Steve McQueen, vem arrecadando prêmios desde o ano passado, e é quase certo que deve levar para casa mais essa estatueta. Já o filme de Cuarón corre por fora, mas ainda sonha abocanhar o prêmio, o que seria uma boa surpresa. Além dos dois, podem surpreender os dramas Ela, de Spike Jonze, e a comédia Trapaça, de David O. Russell, mas é difícil. Meu preferido, no entanto, é Clube de Compras Dallas, que deve ganhar em outras categorias mas não nessa.

Quem ganha: 12 Anos de Escravidão
Quem pode surpreender: Gravidade
Quem corre por fora: Ela e Trapaça
Meu favorito: Clube de Compras Dallas

Melhor Diretor
O grande favorito nessa categoria é Alfonso Cuarón por seu trabalho em Gravidade. Vencedor das principais prévias do Óscar, ele tem tudo para levar para casa seu primeiro Óscar da carreira. Quem também tem boas chances é Steve McQueen por 12 Anos de Escravidão e Martin Scorsese por O Lobo de Wall Street, mas ambos dificilmente tiram o troféu do mexicano.

Quem ganha: Alfonso Cuarón
Quem pode surpreender: Steve McQueen
Quem corre por fora: Martin Scorsese
Meu favorito: Martin Scorsese

Melhor Ator
A categoria de melhor ator está bem disputada e imprecisa nesse ano. Tanto Matthew McConaughey como Leonardo DiCaprio são dois fortes candidatos, e suas atuações são realmente impressionantes. Porém, é quase uma comoção mundial o fato de DiCaprio não ter ganho nenhum Óscar em tantos anos de uma brilhante carreira, e a participação dele em O Lobo de Wall Street não deve ser ignorada (assim torcemos).

Quem ganha: Leonardo DiCaprio
Quem pode surpreender: Matthew McConaughey
Quem corre por fora: Chiwetel Ejiofor
Meu Favorito: Leonardo DiCaprio

Melhor Atriz
Esse ano é de Cate Blanchett, e isso ninguém pode negar. Vencedora de todos os principais prêmios desde o ano passado, ela deve levar mais um para casa, por conta de sua atuação impressionante em Blue Jasmine, do diretor Woody Allen. Amy Adams e Mery Streep também são fortes candidatas, mas dessa vez ninguém tira o troféu das mãos de Blanchett.

Quem ganha: Cate Blanchett
Quem pode surpreender: Amy Adams
Quem corre por fora: Meryl Streep
Meu Favorito: Cate Blanchett


Melhor Ator Coadjuvante
Assim como na categoria de melhor ator, a de coadjuvante também está bem disputada. Mas o fato é que diferente da outra, aqui temos sim um favorito: Jared Leto. Na pele de um travesti infectado com o vírus HIV, ele rouba a cena nos poucos minutos em que aparece no excelente drama Clube de Compras Dallas, em sua melhor atuação da carreira. Outros fortes candidatos são Barkhad Abdi, por Capitão Phillips (que ganhou o BAFTA há duas semanas atrás), e Michael Fassbender, por 12 Anos de Escravidão.

Quem ganha: Jared Leto
Quem pode surpreender: Barkhad Abdi
Quem corre por fora: Michael Fassbender
Meu Favorito: Jared Leto

Melhor Atriz Coadjuvante
A nova queridinha de Hollywood, Jennifer Lawrence, é a grande favorita para levar mais um Óscar para casa por sua atuação em Trapaça. Porém, quem pode surpreender é Lupita Nyong'o, que fez um papel impressionante no drama 12 Anos de Escravidão, e é sem sombra de dúvidas a minha favorita.

Quem ganha: Jennifer Lawrence
Quem pode surpreender: Lupita Nyong'o
Quem corre por fora: Julia Roberts
Meu Favorito: Lupita Nyong'o

Melhor Roteiro Original
Woody Allen coleciona prêmios de melhor roteiro em sua prateleira, mas dessa vez ele deve dar lugar a outro. O roteiro de Blue Jasmine é, como de se esperar, muito bem construído, mas o grande favorito esse ano é o drama Ela, de Spike Jonze. Quem pode surpreender também é o roteiro de Trapaça, eleito por alguns críticos americanos como o melhor do ano passado.

Quem ganha: Ela
Quem pode surpreender: Trapaça
Quem corre por fora: Blue Jasmine
Meu Favorito: Clube de Compras Dallas

Melhor Roteiro Adaptado
Nessa categoria há dois favoritos: 12 Anos de Escravidão e O Lobo de Wall Street. Eu, particularmente, acredito que o vencedor deverá ser o primeiro, juntando os prêmios de melhor filme e melhor roteiro. Porém, o segundo  também tem um roteiro elogiável, e pode surpreender.

Quem ganha: 12 Anos de Escravidão
Quem pode surpreender: O Lobo de Wall Street
Quem corre por fora: Philomena
Meu Favorito: O Lobo de Wall Street

Melhor Filme de Animação
Essa é uma das categorias mais fáceis de se apostar nesse ano. O franco favorito ao prêmio é Frozen - Uma Aventura Congelante, que deixa para trás (e há quilômetros de distância) qualquer um dos outros candidatos. Ainda assim, meu favorito é o francês Ernest & Celestine, que é pouco conhecido e infelizmente parece não ter nenhuma chance.

Quem ganha: Frozen - Uma Aventura Congelante
Quem pode surpreender: Vidas ao Vento
Quem corre por fora: Ernest & Celestine
Meu Favorito: Ernest & Celestine

Melhor Filme Estrangeiro
O dinamarquês A Caça me surpreendeu muito ano passado, e mesmo assistindo todos os outros, segue sendo meu favorito ao prêmio. No entanto, é notório que o grande favorito é o italiano A Grande Beleza, do Paolo Sorrentino, que levou todos os outros prêmios do ano na categoria.

Quem ganha: A Grande Beleza
Quem pode surpreender: A Caça
Quem corre por fora: Omar
Meu favorito: A Caça

Melhor Documentário de Longa Metragem
O grande favorito ao prêmio é O Ato de Matar, do diretor Joshua Oppenheimer. O documentário apresenta o dia-dia do grupo criminoso que comanda a Indonésia, que é chamado para reconstituir em frente às câmeras todas as atrocidades cometidas em três décadas do regime.

Quem ganha: O Ato de Matar
Quem pode surpreender: Guerras Sujas
Quem corre por fora: The Square
Meu Favorito: O Ato de Matar

Melhor Trilha Sonora
Todos os filmes concorrentes ao Óscar costumam ter trilhas bem trabalhadas, o que dificulta a escolha do melhor. Porém, a que mais me chamou a atenção foi a do longa Ela. Sua música tranquila, no estilo Indie, foi um dos pontos que mais gostei no filme. Porém, o grande favorito é Gravidade.

Quem ganha: Gravidade
Quem pode surpreender: Ela
Quem corre por fora: A Menina que Roubava Livros
Meu Favorito: Ela

Melhor Direção de Arte
Por conta das imagens recriadas do imenso espaço, que nos possibilita ter uma visão realista da terra fora de órbita, Gravidade é o grande favorito nas categorias técnicas, e nessa não é diferente. No entanto, essa é uma categoria muito subjetiva, e Ela e Trapaça podem surpreender.

Quem ganha: Gravidade
Quem pode surpreender: Ela e Trapaça
Quem corre por fora: O Grande Gatsby
Meu Favorito: Gravidade

Melhor Fotografia
Esse é mais um prêmio subjetivo, mas a estatueta provavelmente irá para as mãos de Gravidade. Quem também tem boas chances é Nebraska, filmado em preto e branco, e O Grande Mestre, de Hong Kong.

Quem ganha: Gravidade
Quem pode surpreender: Nebraska
Quem corre por fora: O Grande Mestre
Meu Favorito: Gravidade

Melhor Maquiagem
Confesso que seria muito engraçado ouvir o apresentador anunciar Vovô sem Vergonha como vencedor do Óscar de melhor maquiagem. Pois sim, o novo filme dos pirados do Jackass está concorrendo, junto com outra surpresa: O Cavaleiro Solitário (o filme com mais indicações no Framboesa de Ouro). Por conta disso, fica fácil dizer que quem ganha é Clube de Compras Dallas.

Quem ganha: Clube de Compras Dallas
Quem pode surpreender: ninguém
Quem corre por fora: ninguém
Meu Favorito: Clube de Compras Dallas

Melhor Figurino
Esse prêmio técnico deve ir parar nas mãos de Trapaça, por sua ambientação dos anos 70, apesar de O Grande Gatsby também ser um forte candidato. Quem também pode surpreender é 12 Anos de Escravidão, mas é pouco provável.

Quem ganha: Trapaça
Quem pode surpreender: O Grande Gatsby
Quem corre por fora: 12 Anos de Escravidão
Meu Favorito: Trapaça

Melhores Efeitos Especiais
Está aí a categoria mais democrática do Óscar, a de efeitos especiais. Ela reuni filmes que possuem várias indicações com filmes que ninguém pensaria ver no Óscar. No entanto, quem deve ganhar o prêmio? Sim, ele mesmo, Gravidade.

Quem ganha: Gravidade
Quem pode surpreender: O Hobbit: A Desolação de Smaug
Quem corre por fora: Homem de Ferro 3
Meu Favorito: Gravidade

Outras categorias: Melhor Edição (Gravidade), Melhor Canção Original (Ordinary People, de Mandela), Melhor Edição de Som (Gravidade), Melhor Mixagem de Som (Capitão Phillips), Melhor Documentário de Curta-Metragem (The Lady in Number 6: Musci Saved My Life), Curta-Metragem (Aquel No Era Yo), Curta-Metragem de Animação (Mr. Hublot).