quarta-feira, 19 de março de 2014

Crítica: Flores Raras (2014)


Uma verdadeira joia rara do cinema nacional. É assim que descreveria o novo filme do diretor Bruno Barreto, que enfim, parece ter feito a grande obra da sua carreira até então. Diferente de tudo que já foi visto no cinema brasileiro, o filme toca num tema polêmico e super atual: o relacionamento amorosos entre duas mulheres.


A trama mostra a relação que existiu entre a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop e a arquiteta e urbanista carioca Lota de Macedo Soares. Em meados da década de 50, Bishop (Miranda Otto) vivia uma crise criativa, e na tentativa de se reinventar, partiu rumo ao Rio de Janeiro para ficar na casa de sua amiga Mary (Tracy Middendorf), então companheira de Lota (Glória Pires).

A princípio era para ela ficar apenas três dias no local, mas por uma série de motivos acabou ficando mais do que o esperado. Com o tempo, ela e Lota não conseguiram controlar mais o desejo que passaram a nutrir uma pela outra, e iniciaram uma tórrida relação de amor, mesmo com Mary em casa.


Arquiteta de mão cheia, Lota projetou um local no próprio terreno (uma propriedade belíssima no interior da capital carioca) para que Bishop pudesse, com tranquilidade, escrever suas poesias, usando a paisagem como inspiração. O fato é que não tardou para que a poetisa voltasse a escrever, em um ápice criativo, que resultou em diversos prêmios literários a partir de então.

Uma das partes mais interessantes do enredo é a ambientação que ele faz do Brasil nos anos 50, tanto em fatos políticos, como em construções de obras até hoje consideradas um marco no país. O Rio de Janeiro está irreconhecível, mas percebemos que já naquela época havia uma gritante desigualdade social, como mostrado na hora em que as duas compram uma criança de uma família pobre para cuidar como filha.


A cena que marcou o filme, para mim, foi o discurso de Bishop durante um jantar com políticos, incluindo o governador do estado, Carlos Lacerda, logo após o golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil. Ela se indigna ao ver que, em pleno golpe, pessoas jogam bola na praia e se divertem como se não tivessem acabado de perder sua liberdade. Usando isso como exemplo, critica a alegria exacerbada e o desejo de comemorar do povo brasileiro, como se aqui todos levassem tudo na brincadeira.

Tecnicamente o filme é muito bem construído. As tomadas são criadas com uma visão microscópica aos detalhes, e Barreto está de parabéns pelo excelente trabalho. Enquanto Lota é expansiva e emotiva ao extremo, Bishop é contida e silenciosa, e essa diferença acaba ficando evidente graças às excelentes atuações de Miranda Otto e Glória Pires. A fotografia do longa também é exuberante, assim como a trilha sonora, que mescla com maestria Bossa Nova e MPB.


Em um tempo de ouro para os filmes que abordam o homossexualismo feminino (vide o sucesso de Azul é a Cor Mais Quente), Flores Raras conquista seu espaço, mas com certeza vai muito além disso. É um filme que vale a pena ser apreciado, sem dúvida alguma.


domingo, 16 de março de 2014

Os 5 filmes mais marcantes de Bernardo Bertolucci

Nascido em 16 de março de 1940, o italiano Bernardo Bertolucci começou cedo na carreira de cineasta, ainda no final dos anos 50, quando gravou seus primeiros curta-metragens. Sua carreira como diretor, de fato, iniciou em 1962 com o longa A Morte (La Commare Secca), mas foi com Antes da Revolução (Prima Della Rivoluzione), de 1964, que ele enfim chamou a atenção do público e da crítica. Ainda nos anos 60, Bertolucci escreveria o roteiro de Era Uma Vez no Oeste (Once Upon a Time in the West), que talvez seja o melhor filme do diretor Sergio Leone.

Já nos Estados Unidos, ele dirigiu o sucesso da época O Conformista (Il Conformista), pelo qual chegou a concorrer ao Óscar de melhor roteiro. Em 1972, lançou o polêmico O Último Tango em Paris (Ultimo Tango a Parije), com Marlon Brando e Maris Schneider. O longa ficou conhecido pelas cenas de nudez explícita (uma das marcas do diretor) e, principalmente, pela cena clássica da manteiga (quem assistiu sabe de qual estou falando). Ainda nos anos 70 ele lançou o épico 1900, talvez o melhor e mais grandioso filme da sua carreira, que contava com Robert de Niro e Gerárd Depardieu, ambos em início de carreira.

Nos anos 80, Bertolucci lançou o seu filme mais premiado da carreira, O Último Imperador (The Last Emperor), que levou nove Óscar para casa, incluindo o de melhor filme e o de melhor diretor. De lá para cá, ele lançou alguns bons filmes, todos bastante intimistas, que usam e abusam do seu velho estilo de narrativa lenta. O maior sucesso dentre eles é Os Sonhadores, que conquistou o circuito alternativo em 2003 ao mostrar um grupo de jovens revolucionários, na Paris de 1968, que se encontram e se relacionam entre si.

Numa homenagem ao diretor, listei abaixo 5 filmes marcantes e imperdíveis de sua carreira. Confira abaixo e comente.


1. O Último Tango em Paris (1972)

Enquanto procura um apartamento para morar, a jovem Jeanne (Maria Schneider) conhece um americano, Paul (Marlon Brando), cuja esposa recém cometeu suicídio. Instantaneamente os dois iniciam um tórrido romance, onde combinam não conversar sobre suas vidas passadas e nem saberem seus nomes, sendo sexo o único objetivo dos encontros. Porém, as coisas não são tão fáceis quanto parecem.

2. O Último Imperador (1987)

O filme mostra a saga de Pu Yi, o último imperador da China, que foi declarado para o cargo quando tinha apenas 3 anos de idade e viveu enclausurado na Cidade Proibida até ser deposto pelo governo revolucionário, conhecendo o mundo exterior pela primeira vez depois de 24 anos.

3. 1900 (1976)

A saga épica acompanha 45 anos da vida de dois amigos inseparáveis, o filho de um camponês e o filho do dono das terras onde o pai do primeiro trabalha. Juntos, eles acompanham o crescimento do fascismo na Itália, numa jornada de separações, insegurança e descobertas. A longa duração (cerca de 5 horas e meia) afasta o grande público de início, mas com certeza vale a pena perder um dia assistindo-o.

4. O Conformista (1970)

Marcello (Jean Louis Trintgnant) acaba de aceitar um trabalho para Mussollini, enquanto flerta e inicia um romance com uma bela jovem. Casados, eles vão à Paris para uma lua de mel, onde ele deve também cumprir uma missão dada por seus chefes: eliminar um professor que fugiu da Itália após o início do regime fascista.

5. Os Sonhadores (2003)

Matthew (Michael Pitt) é um jovem que, em 1968, vai estudar em Paris. Lá ele conheceos jovens Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel), e logo os três se tornam amigos. Com o tempo, eles acabam dividindo experiências e desejos, enquanto a capital francesa vive a efervescência dos movimentos da Revolução Estudantil.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Estreias da Semana (13/03 a 19/03)

Depois da recente e inesperada mudança no dia das estreias nos cinemas, que passaram de sexta-feira para quinta-feira, essa será a primeira semana que o novo formato entrará em prática. E já começa bem, com bons filmes em cartaz.

Começo destacando, entre eles, a segunda parte de Ninfomaníaca (Nymphoniac), do dinamarquês Lars von Trier. A sequência está sendo lançada antes mesmo do previsto por conta do sucesso do primeiro nas bilheterias, lançado exatamente dois meses atrás. Na trama, Joe continua contando para Seligman as suas aventuras sexuais desde a adolescência, na tentativa de explicar o porque de ter aparecido machucada na rua.

Dos games para as telas dos cinemas, o longa Need for Speed promete agradar aos amantes da velocidade. Estrelado por Aaron Paul (o Jesse da série Breaking Bad), o filme conta a história de uma vingança, tendo como fundo as corridas ilegais pelos Estados Unidos. Dos Estados Unidos ainda tem o romance Refém da Paixão (Labor Day), estrelado por Kate Winslet, Josh Brolin e Tobey Maguire, e o drama A Música Nunca Parou (The Music Never Stopped).

O cinema nacional traz mais uma porrada crítica sobre a violência urbana, com o filme Alemão. Ambientado no complexo de mesmo nome localizado no Rio de Janeiro, um dos mais violentos da cidade, ele promete mostrar (assim como Tropa de Elite já havia feito) a parte podre dos conflitos que a televisão não mostra. É estrelado por Cauã Reymond, Antônio Fagundes e Caio Blat.

Fechando a lista ainda tem a animação Justin e a Espada da Coragem e a comédia croata Os Filhos do Padre (Svecenikova Djeca). Enfim, confira melhores informações sobre cada um abaixo.

Ninfomaníaca: Volume 2

Segunda parte do filme de Lars Von Trier. Joe (Charlotte Gainsbourg) continua contando suas aventuras sexuais a um homem mais velho (Stellan Skarsgard), que a recolheu na rua após ela aparecer machucada.

Nymphomaniac: Volume II, Dinamarca, 2013.
Direção: Lars von Trier
Duração: 124 minutos
Classificação: 18 anos
Need for Speed - O Filme

Tobey Marshall (Aaron Paul) é um piloto que foi traído por seu rico e arrogante sócio Dino (Dominic Cooper), e acabou preso. Após ganhar a liberdade, ele começa a articular uma vingança, o que o obriga a participar de um circuito de corridas ilegais por todo o país, usando carros superpotentes.

Need for Speed, Estados Unidos, 2013.
Direção: Scot Waugh
Duração: 130 minutos
Classificação: 12 anos

Refém da Paixão

Uma mãe divorciada e depressiva e seu filho de 13 anos resolvem ajudar um homem misterioso. Com o tempo, o garoto aprende valiosas lições de vida, mas após um tempo isso tudo tem um fim quando eles descobrem que ele é um fugitivo da polícia.

Labor Day, Estados Unidos, 2013.
Direção: Jason Reitman
Duração: 111 minutos
Classificação: 10 anos
Drama
Assista o trailer aqui.


A Música Nunca Parou

Henry Sawyer (J.K. Simmons) é um pai que luta para se conectar com o filho Gabriel (Lou Taylor Pucci), que descobre um tumor no cérebro que o impede de produzir novas memórias. Os dois tentam superar uma distância emocional quando encontram uma forma de se relacionarem através da música.

The Music Never Stopped, Estados Unidos, 2012.
Direção: Jim Kohlberg
Duração: 105 minutos
Classificação: 10 anos
Drama
Assista o trailer aqui.

Alemão

Cinco policiais trabalham infiltrados no Complexo do Alemão, uma área que reúne diversas favelas e é um dos locais mais perigosos do Rio de Janeiro. Desmascarados pelos traficantes, eles agora estão presos, e aguardam serem executados ou resgatados pelas forças policiais, o que pode trazer à tona a missão clandestina realizada pela Polícia Militar.

Alemão, Brasil, 2013.
Direção: José Eduardo Belmonte
Duração: 110 minutos
Classificação: 16 anos
Drama / Policial
Assista o trailer aqui.


Os Filhos do Padre

Em uma pitoresca vila na Croácia, há mais funerais do que nascimentos. Fabian (Kresimir Mikic) é um jovem padre indicado para ser o novo pároco do lugar, e ao ouvir a confissão de um dos fiéis, descobre que a baixa natalidade é culpa da alta venda de preservativos. Querendo modificar a situação, ele tem uma brilhante e drástica ideia, que acaba causando um número exorbitante de nascimentos, com consequências inesperadas.

Svecenikova Djeca, Croácia, 2013.
Direção: Vinko Bresan
Duração: 93 minutos
Classificação: N/C
Comédia
Assista o trailer aqui.

Justin e a Espada da Coragem

Justin sempre quis ser um cavaleiro, mas seu pai, um conselheiro da Rainha, quer que o filho siga seus passos e se torne um advogado. Em busca de ajuda, o garoto procura a avó e descobre que seu avô, Sir Roland, foi o mais nobre cavaleiro do reino e protetor do Rei, até que foi traído e morto pelo terrível Sir Heraclio. Mesmo contra o desejo do pai, ele resolve ir em busca de seu sonho de se tornar cavaleiro.

Justin and the Knights of Valour, Estados Unidos, 2013.
Direção: Manuel Sicilia
Duração: 90 minutos
Classificação: 10 anos

sábado, 8 de março de 2014

As Mulheres e o Cinema: Grandes Musas da Sétima Arte

Se há uma coisa certa nessa vida, é que o cinema, assim como o mundo, não seria a mesma coisa sem a presença das mulheres. Seja com personagens provocantes e de personalidade forte, ou simplesmente moças ingênuas e aparentemente indefesas, as mulheres sempre chamaram a atenção nas telas.

É interessante analisar a mudança comportamental do ser-humano através de suas presenças nos filmes, até porque a postura das mulheres na sociedade mudou muito do cinema mudo até os dias de hoje. Nesse dia 8 de março é o dia delas, e para homenageá-las nada melhor do que relembrar todos os grandes nomes que já fizeram e ainda fazem parte da história da sétima arte.

As primeiras mulheres nas telas
Theda Bara, a primeira "mulher fatal" do cinema.

Pode-se dizer que o primeiro nome a chamar a atenção é o de Theda BaraConhecida por usar figurinos exóticos em seus papéis, alguns inclusive transparentes (o que era chocante para a época), ela é considerada a primeira "mulher fatal" do cinema. Theda participou de mais de 40 filmes entre 1914 e 1926, mas apenas seis deles sobreviveram intactos até os dias de hoje. Seus maiores sucessos foram Escravo de uma Paixão, lançado em 1915, Cleópatra, de 1917 e Mulher Libertina, de 1924.

Musidora, um símbolo
sexual da época.
A francesa Musidora também fez sucesso no cinema mudo, principalmente depois de participar do clássico Os Vampiros. Assim como Theda foi a primeira mulher fatal do cinema, Musidora pode ser considerada a primeira do continente europeu. Juntas, elas foram responsáveis pela criação da alcunha "vamp", que logo passou a ser referida às mulheres provocantes. Outra atriz a ganhar a alcunha foi a polonesa Pola Negri, que foi levada aos Estados Unidos pelo diretor Ernest Lubitsch e estrelou sucessos como Carmen, Madame Duvary, e Beijos que se Vendem.

Outros nomes também fizeram sucesso na época, como Lillian Gish, Colleen Moore, Clara Bow e Gloria Swanson, mas nenhuma causou tanto alvoroço quanto Mary Pickford, que na época, só perdia para Charlie Chaplin em popularidade. A atriz canadense ficou conhecida na época como a "Queridinha da América", e se tornou uma figura importante para o crescimento dos filmes de ação. Ela participou de mais de 200 películas ao todo, e chegou a ganhar o Óscar de melhor atriz em 1930 por Coquette.
Mary Pickford, a atriz mais popular do cinema mudo americano.

Grandes atrizes da época de ouro do cinema

Após o surgimento da fala nos filmes, grandes atrizes começaram também a aparecer, num período extremamente rico para o cinema. São nomes cultuados até hoje, e que foram responsáveis por colocar as mulheres de vez na cultura popular. Algumas já haviam iniciado a carreira no cinema mudo, mas o advento do som fez com que elas pudessem ser muito mais dinâmicas em seus papéis, o que também serviu para incentivar novas atrizes.

Greta Garbo

Com uma beleza até antes nunca vista no cinema, a sueca Greta Garbo conquistou o mundo nos anos 30. Considerada uma das mulheres mais fascinantes do século passado, Garbo passou por dificuldades ao chegar nos Estados Unidos por inicialmente não falar bem o inglês, mas depois de se adaptar, sua carreira foi meteórica. Ela era conhecida por ser uma pessoa bastante reclusa, e pouco se sabia e muito se especulava a respeito de sua vida particular.

Ingrid Bergman

Dona de um dos rostos mais lindos que já apareceram nas telas, a também sueca Ingrid Bergman foi levada cedo para os Estados Unidos, onde se tornou uma estrela logo de cara, graças ao seu estilo próprio que encantou diretores, colegas, e o público em geral. Bergman foi premiada com três Óscars, sendo dois como melhor atriz e uma como melhor atriz coadjuvante. Seus maiores sucessos foram Casablanca e Por Quem os Sinos Dobram, além de ter participado de três filmes em parceria com o mestre do suspense, Alfred Hitchcock.

Vivien Leigh

Impossível falar em mulheres marcantes do cinema sem citar o nome de Vivien Leigh, a inesquecível Scarlett O'Hara de E O Vento Levou. A atriz, nascida na Índia (quando o país ainda era território britânico), fez poucos filmes para o cinema (já que sua carreira foi mais voltada ao teatro), mas isso não a impediu de levar dois Óscars para casa, um pelo próprio E O Vento Levou e outro por Uma Rua Chamada Pecado, onde contracenou com Marlon Brando.


Katherine Hepburn

A carreira de Hepburn é uma das mais famosas, rentáveis e extensas do mundo do cinema. Trabalhando em diversos gêneros, da comédia ao drama, ela é até hoje a atriz com o maior número de Óscars conquistados, quatro ao total. Sua personalidade excêntrica fez ela obter inúmeros fãs, mas também inúmeros desafetos. Seus maiores sucessos foram Manhã de Glória, Levada da Breca, A Costela de Adão, Adivinhe Quem Vem Para Jantar, O Leão no Inverno e Núpcias de um Escândalo.

Marlene Dietrich

O rosto mais marcante de toda a história do cinema alemão. Marlene Dietrich iniciou a carreira ainda na Alemanha, mas migrou para os Estados Unidos em 1935 após receber convite de Hitler para participar de filmes pró-nazismo, tornando-se americana naturalizada. Foi uma das mulheres que mais ditaram moda nos anos 20, sendo a primeira a abdicar dos vestidos e usar calças longas. Seus maiores sucessos foram Testemunha de Acusação, de Billy Wilder, Pavor nos Bastidores, do Hitchcock e o clássico O Julgamento de Nuremberg.

Olivia de Havilland

Filha de pais britânicos, Olivia de Havilland fez muito sucesso entre as décadas de 30 e 40, participando de filmes como Sonhos de uma Noite de Verão, As Aventuras de Robin Hood, e E O Vento Levou, onde teve a melhor atuação da sua carreira ao interpretar a doce e inocente Melanie. Ela venceu dois Óscars de melhor atriz, por Só Resta uma Lágrima e Tarde Demais.

Joan Fontaine

Irmã mais nova de Olivia de Havilland, Fontaine teve a carreira um pouco menos badalada do que a primogênita, mas ainda assim teve grande aclamação. Seu sucesso surgiu com Rebecca - A Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock, que lhe rendeu não só a fama, como também o único Óscar da carreira.


Grace Kelly

Uma das mais belas atrizes que Hollywood já viu, ficou conhecida como Princesa Grace de Mônaco após se casar com o príncipe-soberano Rainier III. No cinema participou de 11 filmes, sendo seus maiores sucessos Disque M Para Matar, Janela Indiscreta e Ladrão de Casaca, ambos de Alfred Hitchcock, e Amar é Sofrer, pelo qual ganhou Óscar em 1955.

Rita Hayworth

De dançarina de cabaré a atriz mundialmente conhecida e respeitada. Essa foi a história de ascensão de Rita Hayworth, que ganhou fama após protagonizar o sucesso Gilda, de 1946. No filme, ela aparece fazendo uma cena de strip-tease (não como vemos agora, mas de forma sugestiva, com ela tirando vagarosamente a luva das mãos), o que serviu para encher as salas de cinemas na época e causar polêmica.

Jean Harlow

Harlow foi a primeira atriz loira a explorar seu sex-appeal, anos antes do furacão Marilyn Monroe. Nas telas, seus maiores sucesso foram A Guarda Secreta, Anjos do Inferno, O Inimigo Público Número Um e o clássico de Charlie Chaplin, Luzes da Cidade. Sua vida fora das telas, porém, foi o que chamou mais atenção, graças a seu temperamento difícil e seus casos amorosos desastrosos.


Lauren Bacall

Conhecida por sua voz rouca e sua aparência sensual, ela se tornou um ícone entre os anos 50 e 60, ditando inclusive a moda na época. Seus principais sucessos foram nos filmes À Beira do Abismo, Prisioneiro do Passado e Como Agarrar um Milionário, esse último ao lado de Marilyn Monroe.

Donna Reed

O maiores sucessos de Donna Reed foram A Felicidade Não se Compra, do diretor Frank Capra e A Um Passo da Eternidade, de Fred Zinnemann. Apesar de ser menos conhecida do que as outras da lista, sua presença nas telas é impressionante.


A beleza das mulheres finalmente vista em cores

Se as mulheres já eram idolatradas e cobiçadas em preto e branco, imagine a cores. No final dos anos 30, e na década de 40, já haviam alguns filmes coloridos circulando pelos cinemas, mas ainda eram grande minoria. Foi apenas nos anos 50 que as cores viraram uma realidade irreversível, e consequentemente, a beleza das atrizes pode ser vista com ainda mais detalhes.

Elizabeth Taylor

Apesar de ter nascido na Inglaterra, foi nos Estados Unidos que Liz Taylor (como era conhecida) se tornou uma lenda. Considerada uma das mulheres mais bonitas da história do cinema, Taylor surgiu para o mundo com seus papéis em Assim Caminha a Humanidade, Um Lugar ao Sol e Gata em Teto de Zinco, ambos na década de 50. No entanto, seu maior sucesso foi o épico Cleópatra, de 1963, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Ela ficou conhecida também por seu enorme número de casamentos: oito ao total.

Audrey Hepburn

Não, ela não é irmã de Kaherine Hepburn, apesar sobrenome dar a entender. Com o passar do tempo, Audrey se tornou outra lenda do cinema, e é até hoje considerada por muitos como a mulher mais bonita da história. Não é para menos, ela era realmente linda, quase uma boneca, e suas personagens cativavam pelo charme e pela simpatia. Seus principais filmes foram Bonequinha de Luxo, A Princesa e o Plebeu, Cinderela em Paris e Minha Bela Dama

Sophia Loren

Sophia Loren despensa comentários. A atriz italiana virou um símbolo sexual nos anos 60 ao trabalhar com grandes diretores como Vittorio de Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Robert Altman e até mesmo Charlie Chaplin, em seu último filme da carreira. Loren ganhou um Óscar de melhor atriz, em 1962, pelo filme Duas Mulheres.

Ava Gardner

Com seu olhar sedutor, Ava Gardner também chamou a atenção pela exuberante beleza nos anos 60. A atriz foi indicada ao Óscar pelo filme Mogambo, e também fez sucesso com A Hora Final, de Stanley Kramer e A Noite do Iguana, de John Huston. A atriz foi ainda casada com o cantor Frank Sinatra, e era conhecida por abusar do álcool e dos cigarros.


Faye Dunaway

Dunaway ficou conhecida no final da década de 60 após participar dos filmes Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas e Chinatown, o último ao lado de Jack Nicholson. Ficou famosa por seu charme, elegância e beleza, sendo o principal nome da chamada Nova Hollywood.

Claudia Cardinale

A italiana Claudia Cardinale entrou para o mundo do cinema após ganhar um concurso de beleza. Iniciou a carreira aparecendo em filmes de Fellini e Luchino Visconti, e conquistou o mundo com sua participação em Era Uma Vez no Oeste, de Sergio Leone. Nos Estados Unidos, seu maior sucesso foi A Pantera Cor-de-Rosa, de 1963.


O fenômeno Marilyn Monroe

Ela podia até não ser uma excelente atriz, mas a voz suave, a beleza incomparável e principalmente a sensualidade fizeram com que Marilyn Monroe se tornasse a sex symbol mais lembrada, admirada e idolatrada do cinema. Mais do que uma atriz, ela virou com o tempo um ícone da cultura popular.

Monroe começou a carreira cedo, mas com aparições esporádicas em papéis pequeno. Foi com Almas Desesperadas, em 1952, que ela enfim ganhou um papel de protagonista. Ainda que o filme não tenha feito tanto sucesso, serviu para que seu nome começasse a aparecer na mídia, o que a levou a fazer dois filmes clássicos, cultuados até hoje: Os Homens Preferem as Loiras e O Pecado Mora ao Lado. Ela ainda faria sucesso em 1959 com a comédia Quanto Mais Quente Melhor.

Fora das telas, ela teve uma vida agitada e polêmica. Casou-se três vezes, com todos terminando em divórcio, foi acusada de ter tido um caso com o presidente John Kennedy e seu irmão, Robert Kennedy, e foi a primeira mulher da história a posar para a revista playboy.

A beleza das mulheres francesas

A beleza das atrizes francesas é tanta, que tive que criar uma sessão apenas delas. Impossível assistir um filme de Godard e não se apaixonar pelo olhar de Anna Karina. Assistir A Bela da Tarde, de Luis Buñuel, e não ficar perdido nas curvas da estonteante Catherine Deneuve. Ou ainda, assistir E Deus Criou a Mulher, de Roger Vladim, e não ficar de boca aberta com a aparição de Brigitte Bardot.

Anna Karina

Grande nome da chamada Nouvelle Vogue, Anna Karina conquistou o mundo com seu olhar penetrante e misterioso. Seus maiores sucessos foram sob a direção de Jean-Luc Godard, como Bande à Parte, Viver a Vida, Uma Mulher é Uma Mulher e O Demônio das Onze Horas.

Catherine Deneuve


Um dos maiores símbolos sexuais da história do cinema, Catherine Deneuve é um dos rostos mais impactantes do cinema francês. Ela fez sucesso primeiramente em 1964 com Os Guarda-Chuvas do Amor, antes de estrelar os clássicos A Bela da Tarde, de Luis Buñuel e Repulsa ao Sexo, de Roman Polanski.

Brigitte Bardot


Se Deneuve foi um símbolo sexual, o que dizer de Brigitte Bardot? Ela não só foi um também, como é até hoje considerada a mulher mais sexy do mundo. Sua beleza é única e incomparável, e ela arrecadou tantos fãs que a imprensa americana criou a alcunha de "Bardot Mania" para a legião de seguidores.

Musas dos anos 80 e 90

Nos anos 80, qualquer pudor que existia em relação a cenas de nudez envolvendo o corpo feminino foi erradicado, e por esse motivo, foi uma época marcada pelas sex symbols mais famosas e provocantes da história do cinema.

Sharon Stone


Seu primeiro papel no cinema foi em 1980 no filme Memórias, de Woody Allen, mas ela ficou mesmo famosa na década de 90 ao participar do clássico Instinto Selvagem. Após o sucesso, ela ficou marcada como a típica mulher fatal dos anos 90, e sempre quando se fala no temo, seu nome é um dos primeiros que surge na cabeça.

Demi Moore


O grande sucesso de Demi Moore nas telas foi Ghost -Do Outro Lado da Vida, mas foram dois filmes com temas sexuais que a fizeram alcançar a fama de símbolo sexual: Proposta Indecente, de 1993, e Assédio Sexual, de 1994. Moore, já com 51 anos de idade, ainda é uma mulher exuberante, e consta nas principais listas de mulheres mais sexys da história.

Jane Fonda


Jane Fonda já foi tudo que se possa imaginar. Além de atriz, ela foi modelo, ativista política, escritora e até guru de exercícios físicos. Filha do famoso ator Henry Fonda, conquistou a alcunha de sex symbol com os filmes Dívida de Sangue e Barbarella. Conhecida por escolher bem suas participações nas telas, ela rejeitou papéis importantes de protagonista em filmes como Bonnie & Clyde e O Bebê de Rosemary.

Meryl Streep


Mery Streep é uma rainha. Sem exageros, ela é a melhor atriz das últimas 4 décadas, e a prova disso são suas 18 indicações ao Óscar. Nos anos 70 e 80, ela conquistou o mundo atuando em filmes como Manhattan, A Escolha de Sofia, Kramer vs. Kramer e As Pontes de Madison. Já com 64 anos de idade, ela ainda mostra vitalidade, sendo uma das mulheres mais bonitas do mundo.

Julia Roberts


Quando Julia Roberts protagonizou Uma Linda Mulher, ao lado de Richard Gere, o mundo se rendeu aos seus pés. Considerada uma das mulheres mais bonitas dos anos 90, Roberts ganhou o Óscar de melhor atriz em 2001 pelo filme Erin Brockovich.

Nicole Kidman


Nos anos 90, Nicole Kidman contracenou uma série de filmes ao lado de Tom Cruise, que viria a se tornar seu marido por mais de uma década. O principal deles foi De Olhos Bem Fechados, de Stanley Kubrick, onde ela aparece nua, deixando todos embasbacados com sua beleza quase angelical.

Michele Pfeiffer


A consagração de Michelle Pfeffeir veio com Scarface, em 1983, onde ela contracenou com Al Pacino. Ela ficou conhecida também por interpretar a mulher gato no filme do Batman lançado em 1992, com Jack Nicholson como Curinga.

Sandra Bullock


Sandra Bullock é sem dúvida uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos, e continua belíssima mesmo com quase 50 anos. Suas primeiras aparições no cinema foram em O Demolidor e Velocidade Máxima, e a partir de então ela fez praticamente um filme por ano, oscilando entre boas e péssimas histórias.

Charlize Theron


Para que Charlize Theron pudesse interpretar a serial killer Aileen Wuornos no filme Monster - Desejo Assassino, os maquiadores tinham a difícil missão de deixá-la feia. Missão quase impossível, diga-se de passagem, mas o resultado foi bem feito. A atriz, nascida na Áfica do Sul, é sem dúvida uma das mais belas de todos os tempos. Além de atuar, ela também é conhecida por ser uma ativista dos direitos das minorias, assim como dos direitos dos animais.

Cate Blanchett


Blanchett chamou a atenção em 1998 no filme Elizabeth, e ganhou o Óscar de atriz coadjuvante ao interpretar Katherine Hepburn no filme O Aviador, de Scorsese. Considerada uma das mulheres mais bonitas da atualidade, ela acabou de ganhar o prêmio de melhor atriz por Blue Jasmine, de Woody Allen.

Catherine Zeta-Jones


Catherine Zeta-Jones surgiu para o cinema ainda na metade dos anos 90, quando atuou em O Fantasma e A Máscara do Zorro. Seu maior sucesso porém foi em 2002 com o filme Chicago. É casada com o ator Michael Douglas desde 1998.


As mulheres mais bonitas da atualidade

Angelina Jolie


Angelina Jolie dispensa comentários. Para mim, a mulher mais linda que esse mundo ja viu, Jolie já virou uma lenda, mesmo tendo apenas 38 anos. Conhecida por sua filantropia, a atriz é uma das mais respeitadas no cinema atual. Casada com o astro Brad Pitt, juntos formam o casal mais bonito da geração.

Scarlett Johansson


Dez entre dez homens vão responder que Scarlett Johnasson é a mulher mais sexy da atualidade. A loira, nascida em Nova York, já foi indicada há diversos prêmios, ganhando o BAFTA em 2003 pelo filme Encontros e Desencontros. Queridinha de Woody Allen, ela já participou de três filmes do diretor, e além de atriz, também ganha a vida como cantora.

Penélope Cruz


Descoberta por Pedro Almodóvar, a espanhola Penélope Cruz é uma das mulheres mais lindas do cinema atual. Outra "queridinha" de Woody Allen, ela conquistou a fama em Hollywood após participar de Vicky Cristina Barcelona, em 2008, e receber o Óscar de melhor atriz coadjuvante.

Eva Green


A atriz francesa ficou conhecida mundialmente após interpretar a "bond girl" Vesper Lynd, em 007 - Cassino Royale. Porém, antes mesmo disso, ela já vinha arrancando suspiros por sua participação em Os Sonhadores, de Bernardo Bertollucci.

Monica Bellucci


Monica Bellucci ficou conhecida nos anos 90, ainda na Itália, mas foi com Malèna, de Giuseppe Tornatore, que ela ganhou fama mundial. O sucesso a levou a fazer filmes como Matrix e A Paixão de Cristo. Em 2004, já com 40 anos, foi eleita a mulher mais sexy do mundo, e chocou o mundo ao protagonizar uma das cenas mais brutais de estupro no cinema, em Irreversível, de Gaspar Noé. A atriz ainda causou polêmica com o Vaticano ao posar nua para a Vanity Far, grávida.

Natalie Portman


Natalie Portman iniciou cedo a carreira, com 12 anos de idade, no filme O Profissional ao lado de Lub Besson. Considerada uma das mais belas atrizes da atualidade, ela levou o Óscar de melhor atriz em 2011 por Cisne Negro.

Anne Hathaway


Com apenas 31 anos, Hathaway já consta em algumas listas como uma das 100 melhores atrizes de todos os tempos. Durante anos de carreira, ela participou de filmes de pequeno porte, sempre se destacando, mas sem chamar muita atenção. Porém, em 2013, ela estrelou Os Miseráveis, no papel de Fantine, e a atuação foi tão impressionante que ela levou seu primeiro Óscar de atriz coadjuvante para casa.

Megan Fox


Megan Fox é sexy por natureza. Como atriz ela deixa a desejar, e faz filmes meia-bocas, mas como colírio para os olhos masculinos, sempre foi um sucesso. Ela ficou famosa ao participar da trilogia Transformers, a partir de 2007, e várias revistas a consideram a atriz mais sexy do século XXI.