quinta-feira, 29 de maio de 2014

Estreias da Semana (29/05 a 04/05)

Angelina Jolie está de volta às telas, dessa vez na pele de uma bruxa má. Malévola, do diretor Robert Stromberg, é o grande destaque dessa semana nos cinemas brasileiros, e deve lotar as salas ao redor do país. Outro destaque é No Limite do Amanhã, estrelado por Tom Cruise, que também deve levar o público ao cinema.

Do continente europeu, o destaque fica com o norueguês Oslo, 31 de agosto. Já do cinema nacional, estreia a comédia Os Homens São de Marte... E é Pra Lá que eu vou, baseada numa peça de mesmo nome. Enfim, confira a lista completa abaixo.


Malévola


Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme conta a história de Malévola (Angelina Jolie), uma mulher movida pelo sentimento de vingança e pelo desejo de se manter no poder. Para enfrentar o rei, ela coloca um feitiço na filha dele fazendo com que a garota fique indecisa entre defender o reino dos humanos ou o reino da floresta. O que ela não esperava é que Aurora (Elle Fanning) estivesse planejando defender a paz entre os dois mundos.

Maleficent, Estados Unidos, 2013.
Direção: Robert Stromberg
Duração: 97 minutos
Classificação: 10 anos
Fantasia

No Limite do Amanhã

Quando a Terra é tomada por alienígenas, Bill Cage (Tom Cruise) é obrigado a se juntar às Forças Armadas, e ir na linha de frente no dia do confronto final. Inexplicavelmente, ele acaba preso no tempo, e condenado a reviver essa data repetidamente. A cada morte e renascimento, Cage adquiri mais conhecimento, e antecipando os acontecimentos, tem a chance de mudar o curso da batalha.

Edge of Tomorrow, Estados Unidos, 2013.
Direção: Doug Liman
Duração: 113 minutos
Classificação: 14 anos
Ação / Ficção Científica


Oslo, 31 de Agosto

Anders (Anders Danielsen Lie) está se recuperando do vício em drogas numa clínica de reabilitação em Oslo. No dia 30 de agosto ele ganha a permissão de sair da casa de tratamento para visitar um amigo e ir numa entrevista de emprego. Durante o dia e a noite na cidade, Anders será confrontado com os erros do passado, passando a refletir sobre sua própria existência.

Oslo, 31. August, Noruega, 2013.
Direção: Joachim Trier
Duração: 96 minutos
Classificação: 16 anos
Drama


Anos Felizes

Em Roma, nos anos 70, o relacionamento entre o artista Guido e sua esposa Serena passa por dificuldades. Enquanto ele não esconde a atração cada vez maior por suas modelos, ela começa a pensar se não deveria também experimentar novas paixões. Nesse ínterim, os dois filhos do casal se vem obrigados a observar as brigas, os amores e as manipulações em família.

Anni Felici, Itália, 2013.
Direção: Daniele Luchetti
Duração: 106 minutos
Classificação: 16 anos
Drama


Walesa

O filme aborda a vida de Lech Walesa, vencedor do prêmio nobel da paz que lutou nos anos 70 pela revolução do povo polonês frente à invasão comunista no país.

Walesa: Czlowiek Z Nadziei, Polônia, 2013.
Direção: Andrzej Wajda
Duração: 127 minutos
Classificação: 12 anos
Biografia / Drama

Os homens são de Marte... e é pra lá que eu vou

Fernanda (Mônica Maretlli), de 39 anos, trabalha organizando a cerimônia mais importante do imaginário feminino, o casamento. No entanto ela mesmo é solteira, e lida com os mais diversos tipos de homens, reservando grande parte do seu tempo à procura do par perfeito.

Os Homens são de Marte... e é pra lá que eu vou, Brasil, 2014.
Direção: Marcus Baldini
Duração: 106 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia

terça-feira, 27 de maio de 2014

Confira os vencedores do Festival de Cannes 2014.


Ocorreu nesse último domingo (25) a premiação do 67º Festival de Cannes, na França. A Palma de Ouro, prêmio principal, foi entregue pelas mãos de Quentin Tarantino e Uma Thurman ao turco Nuri Bilge Ceylan, pelo filme Winter Sleep. Consagrado em 2011 por Era Uma Vez na Anatólia, Nuri era um dos mais cotados ao prêmio e confirmou o favoritismo, colocando de vez seu nome entre os principais diretores da atualidade.

O segundo prêmio mais importante da noite, o Grande Prêmio do Júri, foi entregue ao italiano Le Meraviglie, de Alice Rohrwacher, enquanto o Prêmio Especial do Júri foi dividido entre o veterano Jean-Luc Godard, por Adieu au Language, e o jovem Xavier Dolan, por Mommy.


O troféu de melhor direção foi para Bennett Miller pelo drama Foxcatcher, e o prêmio de melhor roteiro ficou com o russo Andrey Zvyagintsev, por LeviathanNa categoria de melhor ator, quem ficou com o prêmio foi Timothy Spall por seu papel em Mr. Turner, e na de melhor atriz, Julianne Moore se consagrou por sua participação em Maps to the Stars, novo filme de David Cronenberg.

As impressões que o festival deixou no final foram muito boas. Além dos filmes que levaram prêmios para casa, outros também chamaram bastante a atenção, como o western The Homesman, dirigido por Tommy Lee Jones, e o drama Deux Jours, Une Nuit, dos irmãos Dardenne.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

As 5 personagens mais excêntricas de Helena Bonham Carter

Nascida em Londres no dia 26 de maio de 1966, Helena Bonham Carter é conhecida mundialmente por ser uma atriz extremamente versátil, especialista em personagens exóticos e fora do normal. Carter estreou no cinema em 1984, quando protagonizou o filme Lady Jane, mas só veio chamar a atenção da crítica com seu trabalho posterior, Uma Janela para o Amor. Após uma sequência de filmes inexpressivos, ela teve um papel importante em Clube da Luta, que serviu para alavancar de vez sua carreira.

Em 2006 ela entrou para o elenco de Harry Potter dando vida à vilã sádica Belatrix Lestrange, tornando-se um ícone entre os fãs da saga. Ela ainda participaria de mais 3 filmes do menino bruxo ao longo dos anos. Carter ficou conhecida principalmente por sua parceria com Tim Burton, uma das mais rentáveis do cinema atual. Juntos eles fizeram até agora sete filmes: Planeta dos Macacos, A Fantástica Fábrica de Chocolates, Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, A Noiva Cadáver, Alice no País das Maravilhas e Sombras da Noite. Nos últimos anos ela ainda fez duas parcerias de sucesso com o britânico Tom Hooper, em O Discurso do Rei e Os Miseráveis, onde recebeu o BAFTA de melhor atriz coadjuvante. 

Em homenagem à data do aniversário da atriz, o Cinema Arte traz uma lista com as 5 personagens mais excêntricas da sua carreira. Incluiria mais algum? Comente.


Bellatrix Lestrange, de Harry Potter

Muitos conheceram a atriz primeiramente na saga Harry Potter, por sua participação como a vilã Belatrix Lestrange. Temente ao lorde das trevas, Voldemort (Ralph Fiennes), Lestrange tem as principais características de um bom vilão: é cruel, sádica, maluca, e não pensa duas vezes na hora de matar.

Rainha Vermelha, de Alice no País das Maravilhas

De todas as suas parcerias com Tim Burton, essa talvez tenha sido a mais marcante. Na pele da Rainha Vermelha, a frase "cortem-lhe a cabeça" virou ícone na releitura do clássico Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Irreconhecível por conta dos efeitos, a atriz tem um dos seus papéis mais interessantes, e faz muito bem feito.

Sra. Lovett, de Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Ao lado de Johnny Depp, Carter dá vida a Sra. Lovett, esposa do barbeiro assassino Sweeney Todd que assombrou a Inglaterra na segunda metade do século 19. O musical de Tim Burton é primoroso, tanto na fotografia como na trilha sonora, e a personagem da atriz é morbidamente adorável.

Madame Thenárdie, de Os Miseráveis

No grande clássico da literatura, Madame Thenárdier é a esposa do inescrupuloso Thenardiér, e juntos eles formam um casal ganancioso que passa por cima de tudo e de todos para atingir os seus desejos. No filme dirigido por Tom Hooper, Carter personifica a personagem com vigor, em uma de suas participações mais engraçadas no cinema.

Jennifer Hill/Bruxa, de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas


A personagem de Carter em Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas no início aparenta ser uma pessoa comum, que vive em uma casa velha abandonada. Mas como seus personagens nunca são normais, ela se mostra com o tempo ser uma bruxa, e tem uma importante participação na história, ainda que por pouco tempo.

domingo, 25 de maio de 2014

Crítica: Séptimo (2014)


Quem não gosta do cinema argentino, bom sujeito não é. Sempre inovador, o cinema dos nossos vizinhos parece amadurecer a cada ano que passa, e só nessa última década faltaram dedos para contar o número de obras-primas. Sétimo Andar (Septimo) pode não ser um dos melhores filmes do ano, mas é mais um para a lista de bons filme vindos de lá.



Sebastián (Darín) é um advogado recém separado, que continua indo ao apartamento da ex-mulher especialmente para pegar os filhos e levá-los na escola. Ele e Delia (Belén Rueda) sempre brigam quando se vêem, sobretudo porque ela está planejando voltar a morar na Espanha e levar junto os pequenos.

Mesmo estando sempre com pressa para chegar logo ao tribunal, ele costuma brincar com as crianças de um jogo que eles denominam "jogo das escadas", onde ele desce os sete andares pelo elevador e elas descem pela escada, e quem chegar primeiro no térreo é o vencedor. Porém, dessa vez a brincadeira não termina nada bem, pois as crianças simplesmente desaparecem pelo caminho sem deixar nenhum vestígio.



Contando com a ajuda do porteiro e de um vizinho delegado, Sebastián procura desesperado pelos filhos e pouco a pouco passa a suspeitar de todos, o que é normal numa situação como essa. Qualquer um passa a ser o suspeito do sumiço, e Sebastián chega a acreditar que se trata de um golpe por conta de seu trabalho, já que ele está envolvido em um importante julgamento e sem sua presença no tribunal a sessão seria adiada.

A atuação de Darín é algo à parte, justificando mais uma vez o porque dele ser considerado por muitos como o melhor ator que o cinema argentino já viu. Não que o filme seja ruim, mas o fato é que ele carrega a história nas costas. Sua mudança de expressão na hora em que pressente que algo está errado ficou marcado para mim no começo do filme. Ele é o carro chefe, participando de todas as cenas, e transporta para nós a figura perfeita de um pai em desespero com o desaparecimento dos filhos, sendo impossível não sentir na pele o que ele está passando.



O enredo tem algumas pontas soltas, mas que ficam diminuídas pelo excelente ritmo, que não deixa o espectador desgrudar os olhos da tela um segundo. O desfecho pode até ter sido previsível, mas não dá para negar que o filme deixou o tempo todo aquela pontinha de dúvida, fazendo aquilo que todo filme de suspense deve como obrigação fazer: brincar de adivinha com a cabeça do espectador.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Crítica: 7 Caixas (2014)


Maior bilheteria da história do cinema Paraguaio e vencedor de diversos prêmios internacionais, 7 Caixas (7 Cajas), do diretor Juan Carlos Maneglia, é o exemplo mais recente de que o cinema latino-americano vem numa crescente de qualidade como nunca visto antes, mesmo utilizando poucos recursos.


A trama acompanha Victor (Celso Franco), um jovem que trabalha carregando compras dos clientes no seu carrinho em um grande mercado público na cidade de Assunção. O local é conhecido por ter diariamente uma grande concentração de pessoas, misturando feira livre com camelódromo, e ocupa vários quarteirões da cidade.

Apesar da pobreza, Victor não deixa de ser um sonhador. Numa televisão do local ele assiste a filmes americanos de ação e se imagina aparecendo um dia na telinha. Quando sua irmã mostra a ele um novo celular com câmera filmadora embutida (em 2005 isso era uma grande novidade tecnológica) seus olhos brilham, e ele deseja ter um para poder gravar seus próprios vídeos.


Durante um dia normal de trabalho, Victor recebe uma proposta inusitada: carregar sete caixas sem saber do conteúdo que existe dentro delas. As caixas estavam no fundo de um açougue, e a sua missão é dar uma volta com elas até que a polícia desocupe o local, que está sendo investigado. Em troca, lhe é prometida uma nota de 100 dólares. O que ele não esperava é que a partir de então sua vida iria se transformar num verdadeiro filme policial, assim com aqueles que ele adorava assistir.

Assim como o protagonista, nós espectadores também não sabemos o que há nas tais caixas, e quando descobrimos, percebemos junto com ele que o caso é muito mais sério do que se poderia imaginar. Por causa dessas caixas, ele e sua amiga Liz passam a correr perigo, sendo perseguidos por três grupos diferentes: pela polícia, que suspeita do conteúdo da caixa, por um grupo de carreteiros rivais, que acreditam que dentro delas há uma enorme quantia em dinheiro, e pelos contratantes do transporte (o dono e os funcionários do açougue), que as querem de volta pelo conteúdo real.


Mesmo sendo um filme duro e inquietante, ele tem espaço para o bom humor, utilizado em algumas cenas de forma inteligente. A posição da câmera e a trilha sonora frenética faz o filme ter um ritmo alucinante, criando um clima de tensão que sobrevive até o minuto final. O enredo por si é muito bem construído, dando espaço para as excelentes atuações vindas principalmente de atores semi-profissionais e amadores.

Ao meu ver, a única coisa que não se encaixou foi a história das mulheres que trabalham quase como escravas em um restaurante de orientais. A intenção do diretor talvez tenha sido mostrar o quanto as pessoas são capazes de se submeter em troca de dinheiro para o sustento, mas achei meio deslocado, mesmo tendo algumas cenas aproveitáveis.



Apesar de possuir clichês americanos, não dá para dizer que não se trata de um filme inovador. Podemos enxergar essas semelhanças com o cinema do norte como uma espécie de sátira aos filmes feitos por lá, mas com toques regionais e uma ironia própria. Com tamanha originalidade, ainda há quem ouse dizer que do Paraguai só saem coisas falsificadas.