quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Estreias da Semana (22/01 a 28/01)

Seis filmes entram em cartaz nessa quinta-feira no Brasil, e entre eles estão dois concorrentes ao Óscar. O primeiro é Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, que conta a história por trás da relação dos atletas olímpicos Dave e Mark Shultz com o multimilionário John Du Pont, que resolveu investir em suas careiras. O longa foi indicado em cinco categorias. O outro nome vem da África, mais especificamente da Mauritânia: Timbuktu, filme bastante elogiado e que é um dos concorrentes a melhor filme estrangeiro. A lista completa vocês conferem abaixo.

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

O filme conta a história trágica do campeão olímpico de luta greco-romana Dave Shultz (Mark Ruffalo), abordando principalmente sua relação com o irmão Mark (Channing Tatum), também uma lenda no esporte, e com o milionário John Du Pont (Steve Carell), que montou sua própria equipe de atletas e resolveu investir na careira de todos.

Foxcatcher, Estados Unidos, 2014.
Direção: Bennett Miller
Duração: 134 minutos
Classificação: 14 anos
Biografia / Drama

Antes de Dormir

Depois de grave acidente, dia após dia Christine Lucas (Nicole Kidman) desperta sem lembrar de absolutamente nada do que aconteceu em sua vida nos últimos 20 anos. Com isso, cabe ao seu marido Ben (Colin Firth) a tarefa de relembrá-la de sua vida através de um mural de fotos e detalhes do passado. Só que aos poucos ela vai percebendo que nem tudo parece o que é.

Before I Go to Sleep, França/Reino Unido/Suécia, 2014.
Direção: Rowan Joffe
Duração: 92 minutos
Classificação: 14 anos
Suspense

Busca Implacável 3

O ex-agente do governo norte-americano Bryan Mills (Liam Neeson) tenta tornar-se um homem de família, mas vê tudo ruir quando Lenore (Famke Janssen) é assassinada. Acusado de ter cometido o crime, ele entra na mira da polícia de Los Angeles, enquanto tenta encontrar os verdadeiros culpados.

Taken 3, França, 2014.
Direção: Olivier Megaton
Duração: 103 minutos
Classificação: 12 anos
Ação

Timbuktu

Em uma pequena cidade no norte de Mali, controlada por extremistas religiosos, uma família tem sua rotina alterada quando um pescador mata uma de suas vacas. Ao tirar satisfação sobre o ocorrido, Kidane (Ibrahim Ahmed dit Pino) acaba matando o pescador, e tal situação o coloca no alvo da facção religiosa.

Timbuktu, Mauritânia, 2014.
Direção: Abderrahmane Sissako
Duração: 96 minutos
Classificação: 14 anos
Drama

Amor, Plástico e Barulho

Shelly (Nash Laila) é uma jovem dançarina que tem o grande sonho de se tornar uma famosa cantora brega. Ela entra para o show business em busca de fama e fortuna, mas inserida em um mundo onde tudo é descartável, incluindo o amor e as relações humanas, ela vai encontrar grandes dificuldades.

Amor, Plástico e Barulho, Brasil, 2014.
Direção: Renata Pinheiro
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos
Drama

Minúsculos

Em uma pacífica clareira, entre as sobras de um piquenique, começa uma batalha entre duas tribos de formigas em busca de uma caixa de açúcar. Uma jovem e corajosa  joaninha acaba sendo capturada no meio do fogo cruzado e torna-se aliada das formigas negras, ajudando na luta contra as terríveis formigas vermelhas.

Minuscule - La Vallée des Fourmis Perdues, Bélgica/França, 2014.
Direção: Thomas Szabo e Hélène Giraud
Duração: 89 minutos
Classificação: livre
Animação / Aventura

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Crítica: Um Santo Vizinho (2015)


Com um roteiro previsível mas extramente bem trabalhado, Um Santo Vizinho (St. Vincent), do diretor estreante Theodore Melfi, se revela uma comédia inteligente e sem piadas bobas, o que é raro hoje em dia, e encanta pela sinceridade das atuações e pela abordagem simples e doce da vida.


Aparentemente nada parece dar certo na vida de Vincent (Bill Murray). Desempregado, solitário e devendo dinheiro no banco, ele não tem nenhuma perspectiva de futuro e parece não se preocupar nem um pouco com isso. As únicas coisas que ele ama na vida são sua mulher, que está em uma casa de repouso, e Felix, seu gato de estimação.

Um dia, a recém divorciada Maggie (Melissa McCarthy) se muda para a casa ao lado junto com seu filho pequeno Oliver. Tudo na vida do garoto é novo, inclusive a escola e os amigos, e ele tem dificuldade de se adaptar. Para piorar, ele tem que lidar com o preconceito dos colegas e do próprio professor por ser judeu.


Quando o garoto fica fora de casa depois de perder a chave, Vincent o abriga em sua casa até sua mãe chegar do trabalho. A partir de então ele passa a cuidar do garoto todos os dias, recebendo de Maggie uma quantia em dinheiro por isso (porque obviamente ele não faria essa boa ação de graça). Mal humorado, Vincent é a pessoa menos preparada para cuidar de uma criança, mas se vira do jeito que pode.

Aos poucos os dois vão criando uma relação bacana de amizade. Vincent demonstra não ser aquele cara turrão o tempo todo, e pouco a pouco vamos descobrindo que ele é muito mais humano do que sua aparência demonstra. Ele ensina ao garoto como se defender dos machões da escola, além de mostrar o mundo das corridas de cavalo e Oliver, por sua vez, ensina a ele o "lado bom da vida".


Por fim, Um Santo Vizinho é um filme que emociona ao mesmo tempo que nos faz rir. O roteiro acerta em cheio em não exagerar em nada, nem no drama nem no humor, cadenciando os dois de forma igual. Bill Murray e Naomi Watts tem atuações competentes, mas quem chama mesmo a atenção é Jaeden Lieberher na pele do menino Oliver. É uma jovem promessa que tem um brilhante futuro pela frente, sem dúvida. Só por isso já vale a conferida.

Crítica: Caminhos da Floresta (2014)


Novo musical da Disney, Caminhos da Floresta (Into the Woods) é baseado na famosa peça teatral homônima, encenada há anos, principalmente pelas crianças nas escolas americanas. Com um excelente elenco, muita expectativa se criou para seu lançamento, mas o filme chega aos cinemas já como uma das maiores decepções do ano.



Apesar de ser uma peça quase infantil, ela não deixa de ser mórbida e bastante "adulta". Rapunzel é assassinada e o lobo mal tem implicação sexual com a chapeuzinho vermelho. Além disso, há ainda traição conjugal, desvios de caráter e mortes. No entanto, na adaptação para as telas vemos muito pouco disso. Quase todo o sentido da peça original foi suprimido por uma necessidade de amenizar as coisas, de deixar tudo claro e sensível, e isso não colou bem.

A primeira parte é interessante, e tenta mostrar o lado mais humano de cada um dos personagens. É quando somos apresentados à diversas figuras do inventário popular como Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e João e o Pé de Feijão. Todos são interligados na história depois que uma bruxa (Meryl Streep) aparece na localidade para desfazer uma maldição.



Tudo parecia correr bem até a metade do filme. Quando chega na segunda parte, o enredo se atrapalha em uma sucessão de erros e aos poucos vamos nos cansando daqueles personagens tão caricatos, sobretudo por todas as falas serem cantadas (o que pode ser muito bem sucedido, como em Os Miseráveis, ou um desastre). Coisas sem explicação, erros de montagem e personagens sem nenhum aprofundamento são apenas alguns dos pontos negativos, que fazem o filme descer ladeira abaixo.

Apesar do excelente elenco, ele não parece ter sido aproveitado da melhor forma. Nem mesmo a atuação de Meryl Streep conseguiu salvar o filme. Quem está bem no seu papel no entanto é Emily Blunt, na pele da mulher do padeiro, personagem importante na história. Johnny Depp também faz uma participação especial, mas curtíssima, e dá para se dizer que foi absolutamente desnecessária.



Infelizmente Rob Marshall (Chicago / Memórias de uma Gueixa) foi muito infeliz na escolhas que fez em Caminhos da Floresta. Subtraindo o que de mais interessante tinha na trama, ele traz um filme vazio e sem essência, que não condiz com o valor histórico que a peça tem no coração dos americanos.


Crítica: Sniper Americano (2014)


A guerra americana contra o oriente médio virou a nova "Segunda Guerra" do cinema. De uns anos para cá são incontáveis os filmes que abordaram essa luta anti-terrorismo e Sniper Americano (American Sniper), novo filme do diretor Clint Eastwood, é mais um deles.



O filme mostra a história de Chris Kyle (Bradley Cooper), homem que trabalhou por anos como atirador de elite do exército americano. Ainda na infância, Chris recebeu ensinamentos de seu pai de que deveria ser o tipo de pessoa que ajuda os fracos em dificuldade. Caubói do Texas, ele decidiu se alistar no exército após assistir no noticiário uma notícia de um atentado terrorista, e após um treinamento pesado, acabou se tornando um SEAL (lendária unidade de forças da Marinha Americana).

O início do filme mostra um pouco da vida de Chris fora do exército, como seu casamento com Taya (Sienne Miller).  Depois do 11 de setembro, os Estados Unidos intensificaram suas ações no oriente médio, e Chris foi enviado para lá para ser um dos atiradores de elite da missão. Lá ele se vê confrontado com uma realidade cruel, e logo no primeiro dia é obrigado a acertar uma criança que carregava uma bomba, o que mexe bastante com seu emocional. 

Cada morte lhe doía, mas ele não tinha o que fazer, era simplesmente o seu trabalho. Com o psicológico abalado, ele não era mais o mesmo na volta para casa, e o filme tenta mostrar justamente isso: o quanto uma ida para uma guerra pode afetar não só a cabeça de um soldado como a de todos os membros de sua família. E a boa atuação de Bradley Cooper consegue passar muito bem esse sentimento.


Por fim, Sniper Americano é um filme que exagera um pouco no patriotismo, até porque foi feito por um dos diretores mais patriotas que o cinema já viu, e isso acaba ficando chato do meio para o final. No entanto, é notório que o povo americano ama filmes assim, e isso ficou comprovado na bilheteria de estreia, recordista na carreira de Eastwood. Quem também adora filmes do tipo é a Academia, que indicou o filme a 6 categorias do Óscar de 2015.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

As 5 melhores atuações de Ricardo Darín

Hoje é impossível falar do cinema argentino e não citar Ricardo Darín. O ator, nascido em Buenos Aires no dia 16 de janeiro de 1957, virou uma marca do cinema moderno do país e já é tido por muitos como o maior ator argentino de todos os tempos.

Desde cedo, Darín já demonstrava aptidão para a carreira. Aos dez anos de idade estrelou junto de seus pais uma peça chamada "Ricardo Darín Y Renée Roxana", e aos dezesseis, fez sua estreia na televisão no programa "Alta Comedia". Nos anos seguintes, Darín participou de diversas séries televisivas, sendo a mais famosa delas a comédia "Mi Cuñado".

Seu nome começou a aparecer para o cinema em 1998 quando estrelou O Mesmo Amor, A Mesma Chuva, do diretor Juan José Campanella, mas foi com Nove Rainhas, lançado em 2000, que ele finalmente ganhou notoriedade no país e principalmente no mundo. A partir de então, ele colecionou uma série de filmes de grande qualidade como O Filho da Noiva (2001), Clube da Lua (2004) e O Segredo de Seus Olhos (2009), todos sob a direção do amigo Campanella. O último inclusive foi um grande sucesso mundo a fora, principalmente depois de ganhar o Óscar de melhor filme estrangeiro. 

Recentemente, o ator continua participando de um bom número de filmes, e seu último grande sucesso foi Relatos Selvagens, que inclusive representou a Argentina no Óscar de 2015. Enfim, como homenagem ao trabalho deste grande ator, segue abaixo uma lista com as cinco atuações mais marcantes da sua carreira.


1- Nove Rainhas (2000)


Darín já tinha 40 anos quando estrelou Nove Rainhas (Nueve Reinas), do diretor Fabián Bielinsky. Porém, foi com esse filme que ele passou a chamar atenção fora do país. Na trama, ele vive o picareta Marcos, que se junta com Juan (Gaston Pauls) para aplicar um golpe em um milionário. O filme é genial, cheio de reviravoltas, e a atuação de Darín não é menos do que fascinante.

2- O Filho da Noiva (2001)


Um dos filmes mais marcantes da carreira de Darín é O Filho da Noiva (El Hijo de la Novia), sua segunda parceria com o diretor Juan José Campanella, com quem ele já havia trabalhado em O Mesmo Amor, a Mesma Chuva em 1999, e voltou a trabalhar em outras oportunidades posteriores. Nesse filme, ele interpreta Rafael Belvedere, um sujeito que vive a crise dos 40 anos enquanto resolve problemas do seu restaurante e lida com o Alzheimer de sua mãe. Num papel delicado, que mescla humor com drama, Darín tem aqui uma das suas melhores atuações.

3- Clube da Lua (2004)


Mais uma parceria de Ricardo Darín com o diretor Campanella, O Clube da Lua (Luna de Avellaneda) conta a história da casa de dança Luna de Avellaneda, fundada em Buenos Aires na década de 40, e que está a beira de fechar as portas por falta de recursos. Seus fundadores, entre eles o personagem de Darín, fazem de tudo para evitar que isso aconteça. O filme tem um forte tom nostálgico e emociona os olhos mais sensíveis.

4- O Segredo dos Seus Olhos (2009)

O Segredo dos Seus Olhos (El Segreto de Sus Ojos) é a parceria mais bem sucedida de Darín com o Campanella. Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010, é também um dos melhores filmes argentinos de todos os tempos. Na trama, Darín vive Benjamin Esposito, um oficial de justiça que se aposentou recentemente. Ele passa a escrever um livro sobre um caso marcante da sua carreira e acaba se reconectando com a história. Um filme envolvente, e mais uma atuação marcante do ator .

5- Um Conto Chinês (2011)


Talvez Um Conto Chinês (Un Cuento Chino) seja o filme mais descontraído da carreira do ator. A trama de um argentino e um chinês que são unidos pela história de uma vaca que caiu do céu encantou muita gente nos cinemas em 2011. Roberto, personagem de Darín, é dono de uma ferragem e um cara solitário, com dificuldade de aceitar a presença de outras pessoas na sua vida. Isso acaba mudando aos poucos, com a presença inesperada do chinês, que não fala nem uma palavra de espanhol e está perdido pelas ruas da cidade.