segunda-feira, 20 de julho de 2015

Confira os vencedores da 2ª edição do Prêmio Platino de Cinema Ibero-Americano


Criado no ano passado para ser uma espécie de "Óscar do cinema ibero-americano", o Prêmio Platino teve sua segunda edição realizada neste último final de semana na cidade espanhola de Marbella, onde consagrou o argentino Relatos Selvagens (Relatos Salvajes). A comédia de Damián Szifrón venceu oito das dez categorias em que concorria, incluindo melhor filme, melhor direção e melhor roteiro. 

O Brasil também teve êxito na cerimônia e trouxe dois prêmios para casa: melhor documentário para o brilhante O Sal da Terra, sobre a vida e a obra do fotógrafo Sebastião Salgado, e melhor longa de animação para O Menino e o Mundo, onde também concorria Até que a Sbórnia nos Separe, do gaúcho Otto Guerra. Confira a lista completa dos indicados e vencedores abaixo.

Relatos Selvagens foi o grande vencedor da edição 2015.

MELHOR FILME
Conducta (Cuba)
La Isla Mínima (Espanha)
Mr. Kaplan (Uruguai)
Pelo Malo (Venezuela)
Relatos Selvagens (Argentina)

MELHOR DIREÇÃO
Alberto Rodríguez, por La Isla Mínima
Álvaro Brechner, por Mr. Kaplan
Damián Szifrón, por Relatos Selvagens
Ernesto Daranas, por Conducta
Mariana Rondón, por Pelo Malo

MELHOR ROTEIRO
Álvaro Brechner, por Mr. Kaplan
Damián Szifrón, por Relatos Selvagens
Ernesto Daranas, por Conducta
Mariana Rondón, por Pelo Malo
Rafael Cobos e Alberto Rodríguez, por La Isla Mínima

MELHOR ATOR
Benício Del Toro, por Escobar: Paraíso Perdido
Javier Gutiérrez, por La Isla Mínima
Jorge Perugorría, por La Pared de Las Palabras
Leonardo Sbaraglia, por Relatos Selvagens
Óscar Jaenada, por Cantinflas

MELHOR ATRIZ
Érica Rivas, por Relatos Selvagens
Gelaldine Chaplin, por Dólares de Areia
Laura de la Uz, por Vestido de Novia
Leandra Leal, por O Lobo Atrás da Porta
Paulina García, por Las Analfabetas
Samantha Castillo, por Pelo Malo

MELHOR LONGA METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Até que a Sbónia nos Separe (Brasil)
Dixie y Lá Rebelión Zumbi (Espanha)
La Leyenda de Las Momias de Guanajuato (México)
Meñique (Cuba)
Mortadelo e Filémón contra Jimmy el Cachondo (Espanha)
O Menino e o Mundo (Brasil)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
2014 - Nacido em Gaza (Espanha)
El Vals de los Inútiles (Argentina/Chile)
O Sal da Terra (Brasil)
Quién es Dayani Cristal? (Chile)
Paco de Lucía: Lá Búsqueda (Espanha)

MELHOR TRILHA SONORA
Adán Jorodowski, por La Danza de la Realidad
Gustavo Dudamel, por Libertador
Gustavo Santaolalla, por Relatos Selvagens
Julio de la Rosa, por La Isla Mínima
Magda Rosa Galbán e Juan Antonio Leyva, por Conducta
Roque Baños, por El Niño

MELHOR FILME DE ESTREIA
10.000 Km, de Carlos Marqués-Marcet (Espanha)
Ciencias Naturales, de Matías Lucchese (Argentina)
La Distancia Más Larga, de Claudia Pinto Emperador (Espanha/Venezuela)
Mateo, de Maria Gamboa (Colômbia)
Vestido de Novia, de Marilyn Solaya (Cuba)

MELHOR FOTOGRAFIA
Alejandro Pérez, por Conducta
Alex Catalán, por La Isla Mínima
Álvaro Gutiérrez, por Mr. Kaplan
Javier Juliá, por Relatos Selvagens
Micaela Cajahuaringa, por Pelo Malo

MELHOR EDIÇÃO
Damián Szifrón e Pablo Barbieri, por Relatos Selvagens
José M. G. Moyano, por La Isla Mínima
Marité Ugas, por Pelo Malo
Nacho Ruiz Capillas, por Mr. Kaplan
Pedro Suárez, por Conducta

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Daniel de Zayas e Pelayo Gutiérrez, por La Isla Mínima
Fabián Oliver e Nacho Royo-Villanova, por Mr. Kaplan
José Luiz Diáz, por Relatos Selvagens
Juan Carlos Herrera e Osmany Olivare, por Conducta
Lena Esquenazi e John Figueroa, por Pelo Malo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Clara Notari, por Relatos Selvagens
Erick Grass, por Conducta
Gustavo Ramírez, por Mr. Kaplan
Matías Tikas, por Pelo Malo
Pepe Domínguez, por La Isla Mínima

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Estreias da Semana (16/07 a 22/07)

Cinco filmes entram em cartaz nessa quinta-feira em todo o Brasil, e o destaque absoluto da vez promete ser o novo longa da Marvel, Homem-Formiga, sobre um curioso super-herói que adquire o poder de encolher ao tamanho de uma formiga. Ainda do cinema norte-americano tem a comédia/drama Sentimentos que Curam, com Mark Ruffalo e Zoe Saldanha.

Do cinema europeu tem o surpreendente Uma Nova Amiga, que aborda a morte e a depressão de forma leve e até mesmo divertida. Fecham a lista dois filmes orientais: o chinês O Ciclo da Vida, sobre um grupo de velhinhos que foge de uma casa de repouso para participar de um famoso programa de televisão, e o japonês O Conto da Princesa Kaguya, que ficou entre os finalistas do último Óscar na categoria de melhor animação. Confira a lista completa abaixo:

Homem-Formiga

O ladrão Scott Lang (Paul Rudd) começa a trabalhar para o cientista Dr. Hank Pym (Michael Douglas) a fim de reaver uma fórmula que permite o encolhimento de um homem até o tamanho de uma formiga. A missão se transforma na luta para salvar o mundo das mãos do antigo sócio de Py, Darren Cross (Corey Stoll), o Jaqueta Amarela.

Ant-Man, Estados Unidos, 2015.
Direção: Peyton Reed
Duração: 115 minutos
Classificação: 12 anos
Ação / Aventura / Ficção-Científica
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Sentimentos que Curam

Nos anos 1970, Cameron (Mark Ruffalo) sofre de transtorno bipolar e decide parar de tomar seus remédios, o que o faz perder de vez o emprego. A situação força sua esposa, Maggie (Zoe Saldana) a trabalhar em outra cidade. Frente a essa situação, ele passa a ter que cuidar de suas duas filhas, enquanto luta para fortalecer a relação com a mulher mesmo à distância.

Infinitely Polar Bear, Estados Unidos, 2014.
Direção: Maya Forbes
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos
Drama
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Uma Nova Amiga

Claire (Anais Demoustier) está muito abalada com a morte de sua melhor amiga. Aos poucos ela tenta superar a depressão e passa a conviver mais tempo com o marido (Romain Duris) e o filho da falecida. A medida que o relacionamento evolui, ela acaba descobrindo um grande segredo dele, e passa a ajudá-lo a superar seus problemas.

Une Nouvelle Amie, França, 2015.
Direção: François Ozon
Duração: 108 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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O Ciclo da Vida

Um grupo de velhinhos decide fugir de uma casa de repouso na China, atravessando o país para participar de um show de variedades na televisão. Apesar da saúde frágil, a alegria da viagem os enchem novamente de vida e, ao longo do percurso, eles começam a ver que ainda dá tempo de encontrar paz e felicidade em coisas que há muito tinham deixado para trás.

Fei Yue Lao Ren Yuan, China, 2015.
Direção: Zhang Yang
Duração: 102 minutos
Classificação: 10 anos
Drama
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O Conto da Princesa Kaguya

Um tronco de bambu chama a atenção de um agricultor que descobre dentro dele uma menina minúscula que sai de dentro de uma flor. Ele a leva para casa e lhe dá o nome de Kaguya, passando a criá-la junto com sua esposa.

Kaguya-hime no Monogatari, Japão, 2014.
Direção: Isao Takahata
Duração: 137 minutos
Classificação: livre
Animação / Aventura / Fantasia
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terça-feira, 14 de julho de 2015

Crítica: Divertida Mente (2015)


Se haviam boatos de que a Pixar estava passando por uma crise, Divertida Mente (Inside Out) veio para desmentir isso. Considerado por muitos o melhor filme do estúdio desde Toy Story 3 (lançado em 2010), o filme é do mesmo diretor do maravilhoso Up - Altas Aventuras, e assim como o antecessor, consegue nos fazer rir e chorar ao mesmo tempo de forma brilhante.


A trama conta a história de Riley, uma menina de onze anos que se vê obrigada a deixar sua cidade natal no meio-oeste para ir com os pais para São Francisco. A mudança não faz bem à menina, que não se adapta com a nova casa e muito menos com a nova escola, e passa a ter sentimentos que até então desconhecia. E é aí que entra a sacada genial do filme. 

A história, aparentemente comum, se passa dentro da cabeça de Riley, onde cinco sentimentos comandam as reações da menina e controlam suas memórias através de uma sala de comando: a alegria, a tristeza, a nojinho, a raiva e o medo. Para auxiliar na composição da personalidade da menina, existem ainda "ilhas" que se ligam à torre central, como a "família", a "amizade" e a "bobeira", que com a chegada da puberdade vão perdendo cada vez mais espaço.


Esse universo psicológico criado pelo filme é bastante complexo. Quando a alegria e a tristeza se perdem do restante dos sentimentos, elas andam por lugares que antes nem sabiam existir, como o terreno da imaginação, a fábrica de sonhos (que é mostrada como se fosse um estúdio de cinema) e até mesmo os perigos do subconsciente e dos pensamentos abstratos.

O mais importante de tudo é que o roteiro consegue mesclar muito bem o interior de Riley e os acontecimentos externos que ocorrem em sua vida, sem deixar nenhum dos dois de lado. No fim, a lição que fica é que todos os sentimentos são importantes para moldar nossa história de vida, até mesmo a tristeza, que muitas vezes serve para nos mostrar que a vida tem sim os seus momentos ruins, mas é preciso levantar a cabeça e seguir em frente.


Os personagens na cabeça de Riley são engraçadíssimos, com destaque para a tristeza, por mais controverso que isso possa parecer. No final ainda adentramos na mente de outros personagens, mostrando que cada um tem seu próprio universo emocional (fique atento que tem cenas pós-créditos). 

Por fim, Divertida Mente é tudo aquilo que os fãs da Pixar esperam de um filme: emocionante e divertido, e que consegue agradar a todas as idades. A dura chegada da adolescência e a perda da inocência de criança são fatores pelos quais todos nós já passamos, e isso ajuda a criar ainda mais empatia com a personagem principal. Não viu ainda? Então não perca tempo, pois vale muito a pena.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Crítica: Entre Abelhas (2015)


Conhecido por fazer parte de um dos maiores canais de humor da internet, o Porta dos Fundos, Fábio Porchat surpreende o público com o drama Entre Abelhas, um filme complexo e cheio de metáforas que foi escrito por ele e pelo diretor Ian SBF (também do Porta) há alguns anos atrás, antes do sucesso nacional.



A trama apresenta a história de Bruno (Porchat), um homem beirando os 30 anos que está sofrendo após sua separação repentina com Regina (Giovanna Lancellotti). De um dia para o outro algo estranho passa a acontecer na sua vida: ele começa a deixar de ver as pessoas ao seu redor, e todos, até mesmo os seus amigos, vão sumindo pouco a pouco.

Na busca por descobrir o que está acontecendo ele acaba visitando médicos, mas sem nunca conseguir chegar a uma resposta. A única pessoa que sabe disso é sua mãe, que tenta usar métodos "estranhos" para curá-lo, também sem sucesso. Enquanto isso, os misteriosos sumiços vão criando uma situação sufocante na cabeça de Bruno, atrapalhando sua vida social e principalmente seu desempenho no trabalho.



Bem trabalhado, o roteiro deixa o espectador angustiado ao se imaginar na mesma situação de Bruno e termina de forma enigmática, deixando um nó na cabeça que cada um irá desatar da maneira que melhor entender. Confesso que demorei um pouco para criar uma teoria própria do que tinha visto e acho que o filme já ganhou pontos por causa disso, pois se fosse tudo explicado talvez não teria tanta graça.

As atuações é que deixam um pouco a desejar, apesar de Porchat estar seguro no papel principal. Destaques para as cenas dele com sua mãe (Irene Ravache), que dão um ar leve ao filme, em contraste com todo o resto. Por fim, Entre Abelhas acerta ao fazer um questionamento subjetivo a respeito da cegueira social que nos encontramos atualmente, onde damos cada vez menos importância aos que estão ao nosso redor e enxergamos apenas a nós próprios.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Estreias da Semana (09/07 a 15/07)

Seis filmes estreiam nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros. O grande destaque da vez é Cidades de Papel, mais uma adaptação de um livro do escritor John Green para os cinemas, depois do sucesso de A Culpa é das Estrelas. Quem também merece destaque é o francês Samba, de Eric Toledano e Olivier Nakache, mesmos diretores do aclamado Intocáveis, lançado em 2011.

Ainda no continente europeu, temos mais três produções: o drama Phoenix, que se passa no período da Segunda Guerra Mundial, o romance Alyiah e a animação alemã As Aventuras dos Sete Anões. Fechando a lista tem o chileno Neruda - Fugitivo, que conta um pouco mais da vida do poeta Pablo Neruda enquanto esteve exilado fora do país.

Cidades de Papel

O adolescente Quentin Jacobsen (Nat Wolff) é apaixonado pela vizinha e colega de escola Margo (Cara Delevigne). Eles voltam a se reencontrar depois de anos mas ela misteriosamente desaparece no dia seguinte, e o jovem parte então em uma busca para descobrir seu paradeiro.

Paper Towns, Estados Unidos, 2015.
Direção: Jake Schreirer
Duração: 105 minutos
Classificação: 12 anos
Aventura / Drama / Romance
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Samba

Samba (Omar Sy) é um imigrante senegalês que há dez anos mora na França. Desde que chegou ao país, ele se sustenta graças a subempregos e trabalhos informais. Isso até conhecer Alice (Charlotte Gainsbourg), uma executiva que tenta reconstruir sua vida profissional como voluntária em uma ONG.

Samba, França, 2015.
Direção: Eric Toledano e Olivier Nakache
Duração: 120 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia / Drama
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Phoenix

Nelly Lenz (Nina Hoss) é sobrevivente de um campo de concentração nazista e foi desfigurada enquanto estava confinada. Depois de uma cirurgia de reconstrução facial, ela parte em busca do marido (Ronald Zehrfeld), que ela acredita ter sido o responsável por delatá-la aos nazistas.

Phoenix, Alemanha/Polônia, 2015.
Direção: Christian Petzold
Duração: 98 minutos
Classificação: 10 anos
Drama
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Aliyah

O francês Alex (Pio Marmai) está frustrado, pois sente que não tem feito nada de importante na vida. No entanto, ele encontra uma esperança quando seu primo decide abrir um restaurante em Israel. Determinado, ele embarca nessa jornada, mas passa a ter dúvidas sobre o que quer quando conhece uma mulher.

Alyiah, França, 2014.
Direção: Elie Wajeman
Duração: 90 minutos
Classificação: 16 anos
Drama / Romance / Suspense
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As Aventuras dos Sete Anões

A bruxa Dellamorta amaldiçoa a princesa Rose e todo o reinado ao sono de 100 anos, no aniversário de 18 anos da princesa. Os sete anões são ops únicos que podem consertar isso e vão à procura do príncipe Jack, pois somente seu beijo poderá reverter o feitiço.

Der 7bte Zwerg, Alemanha, 2015.
Direção: Boris Aljinovic e Harald Siepermann
Duração: 87 minutos
Classificação: Livre
Animação / Aventura
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Neruda - Fugitivo

Em 1971, o poeta chileno Pablo Neruda (José Secall) vence o Prêmio Nobel de Literatura. É nesse momento que ele passa a relembrar a época que teve que fugir de seu país após criticar o regime do presidente Gabriel González Videla, que ficou no poder entre os anos de 1946 e 1952.

Neruda - Fugitivo, Chile, 2015.
Direção: Manuel Basoalto
Duração: 100 minutos
Classificação: 12 anos
Biografia / Drama
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