quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Estreias da Semana (27/08 a 02/09)

Oito filmes estreiam nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, e os destaques dessa semana são bastante variados. Um dos filmes que mais me impressionou nos últimos anos finalmente chega às telas dos cinemas por aqui: é Expresso do Amanhã, do diretor sul-coreano Joon-ho Bong, que mostra uma Terra pós-apocalíptica que, mesmo na desesperança, ainda é dividida por classes sociais. Outro nome de peso é O Homem Irracional, novo filme do diretor Woody Allen, com Joaquim Phoenix e Emma Stone. Há ainda que se dar crédito ao nacional Que Horas Ela Volta?, protagonizado por Regina Casé, que vem sendo destaque em diversos festivais pelo mundo.

Para os amantes de videogames tem a estreia de Hitman: Agente 47, baseado no clássico jogo de console. Para quem gosta de comédia tem Ted 2, sequência do filme do ursinho que fala, bebe, fuma maconha e... agora casa com uma mulher. Fecham a lista ainda o terror Corrente do Mal e os nacionais Mulheres no Poder e Periscópio. Confira:

Expresso do Amanhã

Em um futuro não muito distante, uma nova Era do Gelo devastou a Terra e poucas pessoas sobreviveram. Todas elas estão confinadas em um trem que atravessa o mundo, onde são divididos por classes. A divisão leva a uma rebelião dos pobres contra os opressores, que os humilham todos os dias.

Snowpiecer, Coréia do Sul/Estados Unidos, 2014.
Direção: Joon-ho Bong
Duração: 126 minutos
Classificação: 12 anos
Ação / Ficção Científica / Suspense
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Homem Irracional

O filme acompanha a história de Abe (Joaquim Phoenix), um professor de filosofia em meio a uma crise existencial, que descobre novamente a vontade de viver depois de conhecer duas mulheres: sua colega de trabalho Rita (Parker Pousey) e sua melhor aluna, Jill (Emma Stone).

Irrational Man, Estados Unidos, 2015.
Direção: Woody Allen
Duração: 94 minutos
Classificação: 12 anos
Drama / Romance
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Que Horas Ela Volta?

Val (Regina Casé) está cansada de viver na pobreza no Nordeste e decide se mudar para São Paulo em busca de uma vida melhor. Mas para isso acontecer, ela não pode levar sua filha, Jéssica (Camila Márdila), que passa então a ser criada pela avó. Treze anos depois Jéssica vai a São Paulo pfestar vestibular e reencontrar a mãe, mas isso não acontece de forma pacífica.

Que Horas Ela Volta?, Brasil, 2015.
Direção: Anna Muylaert
Duração: 114 minutos
Classificação:
Comédia / Drama
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Hitman: Agente 47

Hitman: Agente 47 (Rupert Friend) é um assassino de elite geneticamente modificado. Ele é resultado de muitos anos de pesquisa, o que deu a ele força, velocidade e inteligência de forma nunca antes vista. Seu alvo é uma mega corporação que quer revelar ao mundo o segredo do passado do Agente 47, criando um exército de assassinos.

Hitman: Agent 47, Estados Unidos, 2015.
Direção: Aleksander Bach
Duração: 93 minutos
Classificação: 16 anos
Ação / Aventura / Drama
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Ted 2

O urso de pelúcia Ted acabou de se casar. Logo, ele e sua mulher querem um filho, mas como isso é biologicamente impossível, ele recorre ao amigo John (Mark Wahlberg) para que ele doe esperma. Para dificultar a situação, o governo só permitirá isso se Ted conseguir provar que é uma pessoa.

Ted 2, Estados Unidos, 2015.
Direção: Seth MacFarlane
Duração: 115 minutos
Classificação: 16 anos
Comédia
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Corrente do Mal

A jovem Jay (Maika Monroe) é uma típica adolescente, cheia de sonhos e interessada nos garotos da escola. Após um encontro sexual, ela é contaminada por uma força sobrenatural que abala a sua vida drasticamente.

It Follows, Estados Unidos, 2014.
Direção: David Robert Mitchell
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 anos
Suspense / Terror
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Mulheres no Poder

Os bastidores do poder em Brasília revelam que as tramoias não pertencem apenas aos muitos dos homens que passam pela Esplanada dos Ministérios, e a senadora Maria Pilar (Dira Paes) é um bom exemplo disso.

Mulheres no Poder, Brasil, 2015.
Direção: Gustavo Acioli
Duração:
Classificação:
Comédia
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Periscópio

Élvio (João Miguel) trabalha como assistente e enfermeiro de Eric (Jean-Claude Bernadet). O problema é que eles se odeiam e diariamente testam a paciência um do outro. O tédio domina a vida deles até que um periscópio abre o chão da sala, vindo do apartamento de baixo.

Periscópio, Brasil, 2015.
Direção: Kiko Goifman
Duração: 82 minutos
Classificação: 12 anos
Drama
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Crítica: Meu Verão na Provença (2015)


O cinema francês tem a incrível capacidade de contar uma história clichê de forma divertida e gostosa de assistir. É assim em Meu Verão na Provença (Avis de Mistral), novo filme da diretora Rose Bosch (do aclamado Amor e Ódio), que apesar de ser extremamente previsível, consegue cativar ao mostrar uma bonita visão a respeito da vida e de suas relações humanas.



A trama é simples: três irmãos vão passar as férias na casa dos avós depois que sua mãe viaja para o Canadá a trabalho. Chegando no local, eles são recebidos pela avó calorosa (Anna Galiena), diferentemente do avô (Jean Reno), um senhor rabugento e mau humorado que eles nunca haviam conhecido e que logo demonstra que não os queria ali.

Na medida em que vão se conhecendo melhor, os laços familiares vão se estreitando, e todos passam a conviver pacificamente. Tudo fica ainda mais interessante quando os netos descobrem que seu avô foi um jovem libertário e aventureiro, cheio de histórias para contar. Enquanto isso os três também criam laços com a vizinhança, descobrindo coisas novas sobre o amor e a alegria de viver.


Algumas cenas são comoventes, como o reencontro dos avós com amigos do passado, que no meio de conversas e música boa, relembram os amigos em comum que já se foram. Uma bela homenagem à vida e à passagem inexorável do tempo. Outro ponto interessante é o "choque" de costumes entre a cidade grande e o campo, que fica evidenciado na figura dos netos, que no começo passam o dia inteiro no computador. Isso nos faz pensar em como, muitas vezes, ficamos trancafiados dentro de casa mesmo com dias lindos, fazendo amigos virtuais ao invés de conhecê-los pessoalmente.



Com atuações convincentes, fotografia belíssima e uma trilha sonora encantadora, Meu Verão na Provença não deixa de ser um repeteco de muitos filmes já existentes mas com um toque sutil de originalidade, que o diferencia dos demais. Por fim, trata-se de uma estória leve, daquelas para assistir com a família e refletir juntos sobre os caminhos que a vida segue.

Estreias da Semana (20/08 a 26/08)

Nove filmes entram em cartaz nessa quinta-feira nos cinemas brasileiros e o grande destaque dessa vez vem do cinema francês. Um dos livros mais vendidos e adorados do mundo, O Pequeno Príncipe já ganhou diversas adaptações para o cinema, sendo a principal delas lançada 1974, mas coube ao diretor Mark Osborne (de Kung-Fu Panda) trazer a história novamente às telas, nesse que para muitos já é o melhor filme sobre o clássico. Outro destaque europeu é o drama O Julgamento de Viviane Amsalem, filme espetacular que conta a história de uma mulher que luta na justiça para conseguir o divórcio do marido, em uma país de leis machistas e conservadoras.

Do cinema americano, dois filmes se destacam: o terror Exorcistas do Vaticano, e a comédia Entourage - Fama e Amizade, adaptação para o cinema da série de televisão homônima. Fechando a lista de destaques tem o drama nacional O Último Cine Drive-In, que foi o grande vencedor do Festival de Gramado deste ano. A lista completa vocês conferem abaixo:

O Pequeno Príncipe

Uma menina aplicada e dedicada aos estudos começa a receber cartas de um vizinho, um senhor solitário. Nessas páginas é contada a história de um piloto que caiu no deserto do Saara, e lá, conheceu um pequeno príncipe vindo de outro planeta. Ao contar sua história para o piloto, o menino o ajuda a refletir sobre vários assuntos e embarcam em uma grande aventura.

The Little Prince, França, 2015.
Direção: Mark Osborne
Duração: 108 minutos
Classificação: Livre
Animação / Fantasia
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Exorcistas do Vaticano

De uma hora para outra, Angela Holmes (Olibia Taylor Dudley) começa a ferir e a provocar a morte de pessoas próximas à ela. Tentando achar uma solução para o problema, o padre Lozano (Michael Peña) examina Holmes e acredita que ela está possuída. Dessa forma, dois padres do vaticano são chamados para realizar um exorcismo na tentativa de livrar ela dessa força do mal.

The Vatican Tapes, Estados Unidos, 2015.
Direção: Mark Neveldine
Duração: 91 minutos
Classificação: 16 anos
Suspense / Terror
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Entourage - Fama e Amizade

O astro do cinema Vincent Chase (Adrian Grenier) sempre tem a companhia de seu irmão Johnny (Kevin Dillon), seu empresário Eric (Kevin Connolly), do amigo de infância Turtle (Jerry Ferrara) e do estressado agente Ari Gold (Jeremy Piven). As ambições de Vince ficam altas, mas apesar do mundo badalado de Hollywood, a amizade entre eles continua cada vez mais forte.

Entourage, Estados Unidos, 2015.
Direção: Doug Ellin
Duração: 104 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia
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O Julgamento de Viviane Amsalem

Em Israel, tanto o casamento como o divórcio só são legitimados pelos rabinos, porém, essa segunda opção só é realizada se houver total consentimento do marido. Viviane (Ronit Elkabetz) luta há três anos para conseguir sua liberdade de um casamento que não deu certo, justamente porque o marido não aceita a decisão e é amparado pela "justiça".

Gett - The Trial of Viviane Amsalem, França/Israel, 2014.
Direção: Ronit Elkabetz e Shlomi Elkabetz
Duração: 115 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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Sexo, Amor e Terapia

Lambert (Patrick Bruel) perdeu o emprego de piloto após descobrirem seu vício em sexo. Decidido a deixar essa vida para trás, ele começa a trabalhar como terapeuta de casais. Judith (Sophie Marceau) é uma ninfomaníaca, mas ao contrário de Lambert, adora essa sua condição. A atração entre os dois é instantânea, mas se complica justamente pelo novo estilo de vida de Lambert.

Tu Veux...ou tu Veux Pas?, Bélgica/França, 2015.
Direção: Tonie Marshall
Duração: 88 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia / Romance
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Rua Secreta

O cartógrafo Qiuming Li (Lu Yulai) está criando um mapa com seus lugares favoritos de Nanquim, na China. Nessa tarefa ele fica intrigado após descobrir uma rua sem saída que não se encontra em nenhum sistema de mapas da cidade, e nesse lugar conhece Lifen (Hen Wenchao), por quem acaba e apaixonando.

Shuiyin Jie, China, 2014.
Direção: Vivian Qu
Duração: 93 minutos
Classificação: 10 anos
Drama / Romance
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O Último Cine Drive-In

Marlombrando (Breno Nina) volta para casa onde cresceu, em Brasília, pois sua mãe (Rita Assemany) está muito doente. Ele sempre teve uma relação difícil com o pai (Othon Bastos), mas agora como voltaram a morar juntos, os dois precisam tentar se entender para juntos enfrentar essa fase complicada da família.

O Último Cine Drive-In, Brasil, 2015.
Direção: Iberê Carvalho
Duração: 85 minutos
Classificação: 12 anos
Drama
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Linda de Morrer

A cirurgiã plástica Paula (Glória Pires) é obcecada em descobrir uma fórmula para combater de vez a celulite. Acreditando ter descoberto a substância ideal, ela injeta no próprio corpo e acaba morrendo. Com a ajuda de um amigo psicólogo/médium, ela volta à Terra para tentar evitar que ninguém lance o produto no mercado.

Linda de Morrer, Brasil, 2015.
Direção: Cris D'Amato
Duração: 115 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia
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Hipóteses Para o Amor e a Verdade

A Cidade de São Paulo tem mas de 19 milhões de habitantes e mesmo assim as pessoas se sentem cada vez mais solitárias. No meio desse mar de gente, há aqueles que vivem em condições miseráveis e encontram no sexo a forma de serem felizes, e outros que vivem suas dores em silêncio.

Hipóteses Para o Amor e a Verdade, Brasil, 2015.
Direção: Rodolfo García Vázquez
Duração: 85 minutos
Classificação:
Drama
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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Crítica: X + Y (2015)


Histórias de superação existem aos montes no mundo do cinema, mas os estúdios e os diretores sempre encontram espaço para trazer o gênero de volta às telas. X + Y, primeiro longa de ficção do britânico Morgan Matthew, é mais um daqueles filmes leves, feitos para agradar um determinado público, cujo resultado é  insatisfatório.



Nathan (Asa Butterfield) é um verdadeiro prodígio em matemática. Em compensação, sua relação com as pessoas é bastante prejudicada por sua personalidade autista, que piora ainda mais com a morte precoce do pai em um acidente de carro. Passando a viver apenas com sua mãe (Sally Hawkins), Nathan logo é matriculado em uma nova escola, onde conhece o professor Martin Humphreys (Rafe Spall), com quem se dá muito bem.

Por indicação de Humphreys, Nathan acaba entrando para equipe que está treinando para representar a Inglaterra nas Olimpíadas de Matemática. O grupo viaja para Taiwan onde se encontra com membros de outros países para fazer um intensivo, mas Nathan não se sente a vontade com isso. Primeiro, por ser a primeira vez que ele fica longe de casa, e segundo, porque antes ele se achava único e agora se vê obrigado a ficar no meio de tantos outros iguais a ele, ou até mesmo mais inteligentes.


Na viagem ele conhece Zhang Mei (Jo Yang), uma jovem da equipe chinesa com quem faz uma grande amizade. Os dois se dão muito bem justamente pelo contraste de personalidades: Nathan é um garoto sério e com medo de tudo, enquanto Zhang é extremamente ativa e sempre bem humorada. De volta à Inglaterra, onde será realizada a olimpíada, ele acolhe a menina em sua casa, e os dois não demoram para descobrir que entre eles existe algo a mais que simples amizade.

O enredo do filme não traz nada de novidade e é até mesmo bastante previsível ao contar a história de um menino com dificuldades sociais que vê em alguma habilidade a chance de crescer na vida, enquanto descobre os mistérios do amor. Mais clichê que isso só mesmo o romance que nasce entre sua mãe e o seu novo professor, e o caso de um dos colegas de Nathan que pensa em se matar por não gostar de matemática e estar sendo obrigado a participar de tudo.


O final também é algo que deixa a desejar, pois é inconcluso e poderia ter sido bem mais trabalhado. Apesar de tudo, o filme não é de todo ruim. A atuação de Sally Hawkins mais uma vez impressiona, assim como a de Asa Butterfield. Aliás, o elenco de jovens é bastante competente, e segura bem as pontas. Para quem gosta do tipo de filme leve, feito para emocionar e nada mais, está aí uma boa pedida. Mas não espere muito se você estiver querendo ver algo original.


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Crítica: A Dama Dourada (2015)


A Segunda Guerra Mundial já foi mostrada no cinema de inúmeras formas, sendo um dos temas mais abordados desde que o conflito teve fim na década de 1940. De uns anos para cá a visão "hollywoodiana" sobre o assunto tem tomado ares mais pessoais, deixando de lado o velho clichê dos campos de concentração para contar histórias de ilustres desconhecidos que também tiveram suas vidas alteradas drasticamente naquele período.



Uma dessas belas histórias é a de Maria Altmann (Helen Mirren), uma judia austríaca que viveu durante décadas nos Estados Unidos depois de conseguir fugir durante a invasão nazista em seu país. Já nos anos 1990, depois de remexer em alguns documentos de sua falecida irmã, Maria acabou descobrindo o paradeiro de uma importante obra de arte que foi furtada pelos alemães da casa de sua família no período da guerra. 

Decidida a recuperar o quadro, ela pede a ajuda do experiente advogado Randol Schoenberg (Ryan Reynolds), filho de uma grande amiga.  A obra em questão (o retrato de Adele Bloch-Bauer, tia de Maria, feito pelo consagrado pinto Gustav Klimt) está há anos em poder do governo austríaco e já se tornou atração principal em um dos maiores museus do país, sendo considerado por muitos a "Monalisa Austríaca".



Diante dessa importância cultural que a obra passou a ter para a história nacional, o governo austríaco se recusou veementemente a abrir mão da mesma, e fez de tudo para dificultar as chances de Maria recuperá-la. A alternativa dela foi entrar na justiça contra o governo e pedir o que deveria ser seu por direito, naquele que se tornou um dos processos judiciais mais repercutidos dos anos 1990 no país.

Maria não queria a obra pelo valor em dinheiro, mas sim, pelo alto valor sentimental que a mesma trazia para ela. Resumindo em poucas palavras, o que ela queria mesmo na justiça era recuperar o quadro para ter um consolo pela perda dos parentes, já que esse era um dos objetos que mais lembrava sua infância junto à família. Através de flashbacks, o filme fala bastante sobre o sofrimento que aquele período trouxe para muita gente, que perdeu tudo o que tinha, sobretudo as pessoas que amavam.



Helen Mirren está sensacional como sempre no papel principal. Ryan Reynolds também não decepciona, assim como a coadjuvante Tatiana Maslany, que faz Maria quando nova. O roteiro é muito bem construído e consegue contar o drama de Maria incluindo algumas pitadas de comédia, o que deixa o filme bastante leve. Por fim, A Dama Dourada já se consagra como um dos melhores filmes do ano, e sem dúvida vale muito a pena conferir.