quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Estreias da Semana (07/01 a 13/01)

Oito filmes entram em cartaz nessa primeira semana de 2016, e pelo menos três deles são imperdíveis. O primeiro é Os Oito Odiados, filme que marca o retorno às telas do cineasta Quentin Tarantino, depois de 3 anos. Outro destaque americano é o drama Spotlight: Segredos Revelados, um dos favoritos ao Óscar deste ano e que conta a história verdadeira dos jornalistas do Boston Globe que em 2003 investigaram diversos casos de pedofilia envolvendo padres católicos. Da Europa tem ainda o excelente Diplomacia, sobre o homem que salvou Paris de ser destruída pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. A lista completa vocês conferem abaixo:


Os Oito Odiados

O carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por uma quantia em dinheiro. Ao longo do caminho seu destino se cruza com os de outros viajantes, e quando eles se obrigam a se abrigar em um armazém depois de uma forte nevasca, os segredos sangrentos de cada um vão levando a um inevitável confronto entre eles.

The Hateful Eight, Estados Unidos, 2015.
Direção: Quentin Tarantino
Duração: 167 minutos
Classificação: 18 anos
Faroeste
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Spotlight: Segredos Revelados

Um grupo de jornalistas do Spotlight descobre documentos que provam crimes sexuais cometidos por padres contra crianças. Eles preparam uma série de reportagens reveladores, evidenciando os abusos cometidos pelos sacerdotes da igreja católica.

Spotlight, Estados Unidos, 2015.
Direção: Thomas McCarthy
Duração: 128 minutos
Classificação: 12 anos
Drama / Suspense
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O Bom Dinossauro

A animação parte do princípio de que os dinossauros não foram extintos. Dessa forma, os animais vivem de forma pacífica com os humanos nos dias de hoje, e uma dessas relações é a do apatossauro Arlo com seu melhor amigo, um menino.

The Good Dinosaur, Estados Unidos, 2015.
Direção: Peter Sohn
Duração: 93 minutos
Classificação: Livre
Animação / Aventura
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Diplomacia

Em 1944, o ditador Adolf Hitler ordena ao general Dietrich von Choltitz que destrua Paris, reduzindo a cidade às cinzas. Bombas são colocadas em pontos turísticos como a Torre Eiffel, o Museu do Louvre e a Catedral de Notre Dame, e enquanto isso, cabe a Pierre Taittinger a missão de tentar convencer o general a não ir adiante com o plano.

Diplomatie, Alemanha/França, 2015.
Direção: Volker Schlondorff
Duração: 84 minutos
Classificação: 14 anos
Drama
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O Fio de Ariane

Ariane (Ariane Ascaride) é uma mulher solitária que não ganha a atenção dos amigos no dia do seu aniversário. Chateada, ela pega um táxi em direção a Marselha para explorar novos ares, fazer novos amigos e até quem sabe conhecer um grande amor.

Au Fil d'Ariane, França, 2015.
Direção: Robert Guédiguian
Duração: 92 minutos
Classificação: 14 anos
Drama
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A Segunda Esposa

O imigrante turco Mustafa escolhe Ayse, uma jovem de 19 anos, para ser a esposa de um de seus filhos. Mas chegando no local, ela descobre que na verdade será a segunda esposa do patriarca.

Kuma, Áustria, 2015.
Direção: Umut Dag
Duração: 93 minutos
Classificação: 14 anos
Drama
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Vai que Dá Certo 2

Após quase ficarem ricos com um plano quase perfeito, um grupo de amigos está precisando de dinheiro, e a situação piora quando Jaqueline (Natália Lage) aceita se casar com um deles. A chance de conseguir uma bolada vem quando um deles consegue um DVD com cenas comprometedoras.

Vai que Dá Certo 2, Brasil, 2015.
Direção: Calvito Leal e Maurício Farias
Duração: 98 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia
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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Crítica: Brooklyn (2016)


A imigração irlandesa foi uma das mais numerosas na história dos Estados Unidos, sobretudo entre a metade do século 18 e o começo do século 19. Estima-se que em 1910 existiam mais irlandeses em Nova York do que em Dublin, e grande parte deles viviam em condições precárias e em bairros periféricos, como o Brooklyn.



A trama de Brooklyn, novo filme do diretor John Crowley, conta a história de Eilis Lacey (Saoirse Ronan), uma jovem  irlandesa que mora com a irmã e a mãe numa pequena cidade do país. Decidida a mudar de vida, ela parte rumo à América, onde já tem um emprego garantido. Hospedada numa casa do bairro novaiorquino junto com outras várias mulheres na mesma situação, Eilis passa a dividir seu tempo entre o emprego e os estudos na universidade de NY, onde passou a fazer contabilidade.

Num baile organizado pelos imigrantes irlandeses, ela conhece Anthony (Emory Cohen), um jovem rapaz de origem italiana que também vive no bairro e trabalha como encanador. Logo, não demora para surgir entre eles um amor incondicional, e o romance era tudo que Eilis precisava para esquecer que estava longe de casa e renovar seu estado de espírito.



Um acontecimento, porém, acaba fazendo com que Eilis tenha que retornar à Irlanda para passar uns dias junto com a família. Na terra natal ela encontra tudo diferente, e inúmeras chances que ela não tinha quando partiu, como um emprego bom e até mesmo um pretendente. Isso bastou para ela ficar dividida e com dúvidas sobre o que fazer do seu futuro.

O filme explora com competência a dificuldade que existia na época, principalmente para as mulheres, de tentar ganhar a vida em outro país. Além disso, a direção ainda monta um panorama da imigração irlandesa nos Estados Unidos, mostrando como viviam e como se mantinham aqui do outro lado do oceano. Apesar de não trazer nada de novo e apelar um pouco na dramaticidade em alguns momentos, o filme é bem feito e consegue segurar a atenção até o fim.



Com boas atuações, principalmente da protagonista, e uma ambientação da época elogiável, Broklyn desponta como um dos filmes mais queridos dessa temporada de premiações, e se duvidar, pode até conseguir alguma coisa no Óscar.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Crítica: Carol (2016)


Em um mundo cada vez mais tomado pelo ódio e pela ignorância, Carol (Carol), novo filme do experiente Todd Haynes (Longe do Paraíso / Velvet Goldmine), é um respiro de alívio por trazer uma história de amor entre duas mulheres com a naturalidade que o assunto merece. 


A trama é ambientada nos anos 1950 e conta a história de Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher elegante que vive em um casamento de aparência com Harge Aird (Kyle Chandler), com quem tem uma filha pequena. Eles não estão mais juntos mas poucos sabem a verdade, e enquanto isso Carol tenta buscar o amor e a felicidade nos braços de outras mulheres.

Uns dias antes do natal, Carol vai a uma loja de brinquedos comprar uma boneca para a filha e lá conhece Therese Belivet (Rooney Mara), uma das vendedoras do lugar e apaixonada por fotografia, que logo chama sua atenção. Não demora para que surja entre elas um sentimento puro e verdadeiro, que dá início a uma bela história de amor.


Tudo parecia ir bem até o ex-marido de Carol reaparecer pedindo a guarda definitiva da filha, acusando Carol pelo crime de imoralidade por ela sair com outras mulheres, um absurdo da justiça norte-americana que infelizmente era uma realidade na época, e se dependesse de muitos por aí, ainda existiria. No fim, porém, o amor se mostra mais forte que tudo, inclusive do que o preconceito.

As atuações de Rooney Mara e Cate Blanchett são o que realmente chamam a atenção no filme. Elogiadíssimas em vários festivais ao redor do mundo, ambas tem boas chances de concorrer ao Óscar, e não é para menos. A presença delas em cena é elogiável. Apesar do nome do filme, Therese tem tanta importância na história quanto Carol, e talvez seja até mais bem explorada. A ambientação da época também ficou bastante realista, e a trilha sonora de Cartel Burwell deu um toque especial.



Por fim, Carol é uma quebra de barreiras enorme para o cinema. Não que o assunto já não tenha sido tratado com competência, e exemplos disso temos de monte, mas poucas vezes teve tanta atenção e esteve tão perto de atingir a todos os públicos. Uma importante obra que serve para abrir os olhos de preconceituosos de plantão e mostrar que o amor é lindo em todas as suas formas.


Crítica: O Regresso (2016)


O mexicano Alejandro González Iñarritú tem apenas sete filmes até então na carreira, mas sua filmografia já é de dar inveja em muito diretor veterano por aí. Sou fã de Iñarritú desde sua estreia em 2000, com o visceral Amores Brutos, mas ele não cansa de me surpreender a cada novo filme, e O Regresso (The Revenant) é nitidamente o seu trabalho mais audacioso até então.



A trama é baseada na história real do explorador e comerciante de peles Hugo Glass (Leonardo DiCaprio), que no século 19 liderava uma equipe de caçadores pela gélidas florestas do velho oeste americano. O início do filme é eletrizante e já começa com muita ação quando o grupo de Glass é atacado por índios, que estão procurando uma mulher de sua tribo que foi sequestrada por homens brancos.

Eles escapam do ataque e seguem floresta adentro, mas Glass acaba sendo violentamente atacado por um Urso. Bastante ferido, sem poder falar e andar, ele fica aos cuidados do seu filho Hawk (Forrest Goodluck) e dos colegas Jim Bridger (Will Poulter) e John Fitzgerald (Tom Hardy), enquanto o resto da tropa segue viagem. Porém, logo Fitzgerald se revolta com a situação e decide deixar Glass para trás, dando-o como morto.

Glass, no entanto, consegue se manter vivo, e passa a vagar quilômetros para reencontrar os que o abandonaram e se vingar. O caminho que ele enfrenta, porém, é o mais inóspito possível. Um ambiente hostil, tanto pelas ações do homem como pelas ações da natureza, fazem o sentimento de vingança se misturar com a dura luta pela sobrevivência.



O que mais encanta no filme é sem dúvida sua fotografia. Visualmente, é um dos filmes mais incríveis dos últimos anos, e isso se deve a um nome: Emmanuel Lubezki. Premiado por seu trabalho em Gravidade e Birdman, ele tem tudo para levar o terceiro Óscar seguido para casa nessa categoria. A câmera eletrizante de Iñarritú também chama a atenção, principalmente nas cenas de ação, onde nos tornamos quase um espectador presente. Mais do que isso, ele faz algo inovador ao fazer a câmera ser notada em alguns momentos, como quando ela recebe gotas de água e de sangue, ou quando embaça com a respiração do personagem. Só por essas características o filme já seria uma experiência incrível, mas ele vai ainda além.

É evidente que, mesmo sendo um filme espetacular por si só, sua fama se dará principalmente por causa de Leonardo DiCaprio e sua nova chance de levar o tão aguardado Óscar para casa. E sejamos sinceros: se dessa vez ele não levar, o Óscar é quem sairá perdendo. O próprio ator declarou que esse foi seu papel mais difícil na carreira até o momento, e isso fica claro ao percebermos a entrega total dele em cena.



Do meio para o final o ritmo se torna bastante lento, mas o andamento de forma alguma se torna monótono, nem mesmo quando ganha toques líricos. Prepare-se para dar de cara com cenas brutais, de um extremo realismo, que fará você se revirar na poltrona. Mas prepare-se também para ver sequências emocionantes de tão belas.

Por fim, pode anotar que O Regresso será presença constante em todas as premiações do ano, incluindo o Óscar, mas mesmo que não ganhe os principais prêmios já se consagra antecipadamente como um dos grandes filmes da década. Iñarritú mais uma vez está de parabéns.



20 filmes que você não pode perder em 2016

O ano de 2016 promete para quem gosta de cinema. Entre inúmeras estreias já programadas, temos nomes de grandes diretores como o de Quentin Tarantino, Martin Scorsese, Danny Boyle, Terrence Malick, Tom Hooper, Alejandro González Iñarritú e os irmãos Coen.

O filme mais esperado de janeiro é sem dúvida Os Oito Odiados, oitavo filme do norte-americano Quentin Tarantino, que volta ao gênero faroeste depois do excelente Django Livre. Quem chama a atenção também é Carol, do veterano Todd Haynes, que é cotado por muitos como o grande favorito para vencer o Óscar de melhor filme, e Spotlight - Segredos Revelados, também elogiadíssimo pela crítica e nome certo na premiação. Já em fevereiro, quem deve ganhar toda a atenção é O Regresso, novo filme do vencedor do Óscar Alejandro González Iñarritú, com Leonardo DiCaprio no papel principal. No segundo mês do ano tem ainda A Garota Dinamarquesa, de Tom Hooper, e o retorno dos irmãos Coen com a comédia Ave, César. Entre os filmes que ainda não tem data definida, o destaque é Silence, novo filme de Martin Scorsese. Enfim, confira:

Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino (07/01)

Se prepare para começar o ano com 3 horas de Tarantino. Os Oito Odiados (The Hateful Eight), oitavo filme do diretor, se passa um pouco depois do fim da Guerra Civil Americana e acompanha a aventura de oito viajantes que atravessam um deserto de neve para chegar à cidade de Red Rock. Além de Samuel L. Jackson, Tarantino volta a trabalhar com outros atores que fizeram antigos filmes seus como Tim Roth, Michal Madsen, Kurt Russell e Zoe Bell. E a cereja do bolo é a trilha sonora, composta por Ennio Moricone. Imperdível!

Spotlight - Segredos Revelados, de Thomas McCarthy (07/01)

Considerado pela crítica americana como um dos principais favoritos na corrida do próximo Óscar, Spotlight - Segredos Revelados (Spotlight) mostra a história real de um grupo de jornalistas que descobriu documentos que provavam crimes sexuais cometidos por padres contra crianças. Com os dados, eles prepararam uma série de reportagens reveladoras, evidenciando os abusos cometidos pelos sacerdotes, que lhes rendeu o prêmio Pulitzer de 2003.

Carol, de Todd Haynes (14/01)

O novo filme do veterano Todd Haynes se passa nos anos 1950,e acompanha a história de Carol (Cate Blanchett), uma mulher que está presa a um casamento de aparências com Harge Aird (Kyle Chandler). Ela busca a felicidade nos braços de outras mulheres e sua vida ganha um novo sentido quando ela conhece Therese (Rooney Mara), com quem vive um intenso romance. Outro forte candidato ao Óscar, o filme chamou atenção em todos os festivais onde foi exibido este ano, principalmente pelas atuações das atrizes principais.

Joy: O Nome do Sucesso, de David O. Russell (21/01)

Baseado numa história real, o novo filme de David O. Russell acompanha a vida da inventora Joy Mangano (Jennifer Lawrence), uma mãe solteira cheia de ideias criativas na cabeça. A sua primeira criação que revolucionou o mercado foi o Miracle Mop, um esfregão feito com um tecido propício para ser torcido sem molhar as mãos, e a partir dessa invenção, ela conseguiu construir um negócio milionário.

O Presidente, de Mohsen Makhmalbaf (28/01)

Do iraniano Mohsen Makhmalbaf, O Presidente (The President) se passa em um país fictício que vive dias de horror, onde o presidente (Misha Gomiashvili), que empregava um governo ditatorial, acaba de ser derrubado por um golpe de estado. Sua família foge e só ele e o neto de 5 anos ficam para trás, e para sobreviver, ele passa a viver escondido ganhando a vida como músico de rua. Logo ele começa a sentir na pele o que a população sofre por causa da forma como ele governou o país.

A Senhora da Van, de Nicholas Hytner (28/01)

Baseado numa história real, A Senhora da Van (The Lady in the Van) conta a vida de Mary Shepherd (Maggie Smith), uma senhora de idade que vive dentro de sua van quebrada, estacionada na garagem de uma casa. Seu plano era ficar apenas três semanas mas ela já está instalada ali há 15 anos, onde acabou criando uma grande amizade com o proprietário da garagem, o dramaturgo Alan Bennett (Alex Jennings). Exibido no Festival de Toronto de 2014, o filme foi bastante elogiado, e Maggie Smith tem boas chances de estar no Óscar concorrendo ao prêmio de melhor atriz.

Steve Jobs, de Danny Boyle (28/01)

O novo filme do experiente Danny Boyle é considerada a cinebiografia definitiva de Steve Jobs, o gênio da informática que foi responsável por fabricar os primeiros computadores pessoais na garagem de sua casa, e que mais tarde fundaria a gigante Apple junto com seu amigo Steve Wozniak (Seth Rogen). Quem dá vida ao empresário é Michael Fassbender, cotado para o Óscar de melhor ator.

O Regresso, de Alejandro González Iñarritú (04/02)

O novo filme do mexicano Alejandro González Iñarritú, vencedor do último Óscar por Birdman, se passa no século 19 e conta a história real do explorador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), que comanda uma ação no rio Missouri onde acaba sendo atacado por um urso. Em vez de o ajudar, todos os trabalhadores que o acompanhavam o deixaram à própria sorte e ainda mataram seu filho, mas ninguém esperava que ele fosse sobreviver e, pior, que iria até o fim para se vingar.

Ave, César, de Ethan e Joel Coen (04/02)

Os irmãos Coen estão de volta, e novamente trabalhando com George Clooney. A comédia musical Ave, César! (Hail, Caesar!) se passa durante os últimos anos da era de ouro de Hollywood e acompanha um dia na vida de Eddie Mannix (Clooney), um assistente de estúdio que se vê cheio de problemas quando tenta achar um membro do elenco que desapareceu durante as filmagens.

O Filho de Saul, de László Nemes (04/02)

Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes e provável finalista ao Óscar de melhor filme estrangeiro, o húngaro Filho de Saul (Saul Fia) se passa durante a Segunda Guerra Mundial e acompanha Saul Auslander (Géza Rohrig), um prisioneiro do campo de extermínio de Auschwitz responsável pela cremação dos corpos dos outros judeus. Quando acredita que um dos cadáveres é de seu filho, ele luta para escapar e poder dar um fim digno ao corpo.

A Garota Dinamarquesa, de Tom Hooper (11/02)

Lançado no último Festival de Veneza, o novo filme do diretor Tom Hooper promete ser um dos principais nomes no Óscar de 2016. O filme conta a história real do pintor dinamarquês Einar Mogens Wegener (Eddie Redmayne), que é casado com Gerda (Alicia Vikander). Após anos escondendo seus sentimentos, ele finalmente resolve fazer uma cirurgia de mudança de sexo, onde passa a usar o nome de Lili Elbe, entrando para a história por ter sido a primeira pessoa a se submeter a esse tipo de procedimento. Todos que já viram o filme confirmam que a atuação de Redmayne é intensa e impressionante, o que pode lhe render o segundo óscar seguido de melhor ator.


Amor por Direito, de Peter Soletti (11/02)

A policial Laurel Hester (Julianne Moore) descobre que tem uma doença terminal. Como se isso já não bastasse, ela e sua parceira, Stacie Andree (Ellen Page), precisam lidar com o preconceito enquanto lutam na justiça para terem os mesmos benefícios que os casais heterossexuais. Para isso, o casal conta com a ajuda de Steven Goldstein (Steve Carell), um ativista que luta pelos direitos da comunidade LGBT.

Cavaleiro de Copas, de Terrence Malick (18/02)

Na cidade de Los Angeles, Rick (Christian Bale) é rodeado de celebridades e mulheres sensuais e aproveita todos os prazeres de uma vida de excessos, mas isso no entanto, vem prejudicando seu relacionamento com Nancy (Natalie Portman). É mostrando a história desse casal que Terrence Malick volta às telas, e o nome do diretor é sempre garantia de um filme inesquecível, pelo menos visualmente.


O Conto dos Contos, de Matteo Garrone (18/02)

Conhecido por seus filmes que expõe a realidade de forma crua, o italiano Matteo Garrone traz em O Conto dos Contos (Il Racconto dei Racconti) uma história completamente diferente de tudo que ele já havia feito, flertando com o lírico e o fantasioso para contar três contos de fadas bizarros que versam principalmente sobre a ambição e a ganância.

Trumbo: Lista Negra, de Jay Roach (18/02)

Estrelado por Bryan Cranston, o eterno Mr. White da série Breaking Bad, Trumbo: Lista Negra (Trumbo) conta um pouco da história do roteirista Dalton Trumbo e de outros colegas, que não negaram suas crenças políticas em meio à perseguição do governo. Em 1947, quando Trumbo se negou a delatar os comunistas que atuavam na indústria do entretenimento, ele entrou para lista negra dos profissionais proibidos de trabalharem em Hollywood.

O Quarto de Jack, de Lenny Abrahamson (18/02)

A única coisa que o menino Jack conhece é um quarto com uma pequena janela. É nesse lugar que ele nasceu e dali nunca saiu. Já com 5 anos de idade ele começa a questionar sua mãe sobre o motivo de viverem presos no quarto, e o segredo segue até o dia em que ele tem a chance de descobrir aquilo que realmente aconteceu.

13 Minutos, de Oliver Hirschbiegel (17/03)

Depois de mostrar os últimos dias de vida de Hitler em A Queda!, o cineasta alemão Oliver Hirschbiegel volta a abordar a Segunda Guerra Mundial em 13 Minutos (Elser: Er Hatte Die Welt Verandest), cinebiografia do carpinteiro anti-nazista George Elser (Christian Friedel). No primeiro ano da guerra, ele teve a grande chance de mudar o mundo quando arquitetou um plano para assassinar Hitler usando uma bomba.

The Free State of Jones, de Gary Ross (17/03)

No século 19, os Estados Unidos estão enfrentando a Guerra Civil entre o sul e o norte do país. Nesse ínterim, o fazendeiro Newton Knight (Matthew McConaughey) se vê no meio do conflito quando decide liderar uma rebelião contra o exército confederado, que é a favor da escravidão. o intuito de Knight e de seus rebelados é de formarem um estado próprio, o Estado Livre de Jones.

Fathers ans Daughters, de Gabriele Muccino (24/03)

Produzido e estrelado por Russell Crowe, Fathers and Daughters conta a história do Jake Davis, um brilhante escritor que chegou a ser reconhecido com um prêmio Pulitzer de literatura, mas viu sua vida desmoronar quando descobriu estar com Alzheimer. Consequentemente, a relação com a filha Katie fica abalada, e mais de 20 anos depois ela ainda luta para lidar com o que sofreu no passado.

Silence, de Martin Scorsese (sem data)

A nova superprodução de Martin Scorsese levou anos para se desenvolver, mas finalmente saiu do papel. A trama se passa no século XVII e conta a história de dois padres jesuítas que enfrentam violência e perseguição quando viajam para o Japão afim de localizar seu mentor e espalhar o evangelho do cristianismo. O filme, estrelado por Liam Neeson, Javier Bardem, Benício Del Toro, Gael García Bernal e Adam River, ainda não tem data oficial de lançamento mas já promete ser um dos grandes filmes do ano.