quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estreias da Semana (30/06 a 06/07)

Cinco filmes entram em cartaz no Brasil, e entre estas estreias o principal destaque é a animação Procurando Dory, sequência do enorme sucesso Procurando Nemo (2003). Do cinema europeu, o destaque é o drama Incompreendida, com Charlotte Gainsbourg e Gabriel Garko, mas tem ainda o tocante Nós ou Nada em Paris. Finalizando a lista tem dois filmes nacionais: Porta dos Fundos - Contrato Vitalício, primeiro filme do famoso canal do youtube comandado por Fábio Porchat e Gregorio Duvivier, e Estive em Lisboa e Lembrei de Você. Confira:

Procurando Dory

Um ano após ajudar Marlin a reencontrar seu filho Nemo, Dory tem um insight e lembra de sua amada família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e na busca esbarra com amigos do passado. Porém, todos acabam parando nas perigosas mãos humanas.

Finding Dory, Estados Unidos, 2016.
Direção: Andrew Stanton e Angus MacLane
Duração: 103 minutos
Classificação: Livre
Animação / Aventura
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Incompreendida

A menina Aria (Giulia Salerno) cria um mundo só dela na companhia de um gato preto, usando as roupas e as maquiagens da mãe. Tudo para tentar compensar a falta de afeto de seus pais boêmios, Yvonne (Charlotte Gainsbourg) e Padre (Gabriel Garko).

Incompresa, França/Itália, 2016.
Direção: Asia Argento
Duração: 103 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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Nós ou Nada em Paris

O iraniano Hibat (Kheiron) é um ativista contra o governo que volta e meia acaba preso. Apesar dos problemas com a lei, ele consegue se mudar para a França com a família, onde tem a chance de começar uma nova vida.

Nous Trois ou Rien, França, 2016.
Direção: Kheiron
Duração: 102 minutos
Classificação: 12 anos
Comédia / Drama
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Porta dos Fundo - Contrato Vitalício

O ator Rodrigo (Fábio Porchat) e o diretor Miguel (Gregório Duvivier) vencem um prêmio internacional. Na comemoração, Rodrigo obriga o amigo a assinar um contrato vitalício. Quando o cineasta planeja um filme medieval, para ser estrelado por Rodrigo, o mesmo se arrepende do contrato.

Porta dos Fundos - Contrato Vitalício, Brasil, 2016.
Direção: Ian SBF
Duração: 100 minutos
Classificação: 14 anos
Comédia
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Estive Em Lisboa e Lembrei de Você


Depois de um casamento frustado, a vida de Sérgio sofre uma reviravolta. Ele resolve emigrar para Lisboa na tentativa de fazer um bom "pé de meia" para depois retornar. Mas chegando lá ele é confrontado com a verdadeira realidade da imigração.

Estive em Lisboa e Lembrei de Você, Brasil, 2016.
Direção: José Barahona
Duração: 94 minutos
Classificação: 16 anos
Drama
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domingo, 26 de junho de 2016

Crítica: Zootopia - Essa Cidade é o Bicho (2016)


Não é de hoje que os estúdios cinematográficos usam filmes de animação para passar belas mensagens, tanto para crianças como para adultos. O Rei Leão (1994) e Procurando Nemo (2003) abordaram a relação entre pai e filho, Up! - Altas Aventuras (2009) e Shrek (2001) falaram sobre a essência do amor, Toy Story (1995) mostrou a importância e o verdadeiro valor das amizades e Valente (2012) provou que todos podemos ser quem quisermos, basta acreditarmos.



Em Zootopia - Essa Cidade é o Bicho, o que entra em discussão é o preconceito e a intolerância, temas bastante pertinentes para a época que vivemos. O enredo acompanha Judy, uma coelhinha que vive em uma pequena cidade do interior e sonha ser uma policial, mas não é levada a sério pelos outros animais por causa de seu tamanho.

Indo contra a opinião de todos, Judy se forma na academia de polícia e vai trabalhar em Zootopia, uma metrópole onde todos os animais vivem pacificamente, indiferentemente de suas características naturais. Primeiramente designada para ser guarda de trânsito, ela vê num caso a chance de provar para todos que pode sim ser uma policial de verdade, e para isso conta com a ajuda de Nick, uma raposa que ganha a vida praticando golpes.




A cidade vive em harmonia há anos e sempre relembra com tristeza a época em que o mundo era dividido entre predadores e presas. Esse fantasma do passado volta a assombrar quando, por um motivo misterioso, os predadores naturais como leões, raposas e onças passam a agir de forma violenta.

Aliás, é bastante interessante a maneira como os animais, todos com suas diferenças, são aproveitados no filme. Os bairros são divididos por ecossistemas da natureza, e é tudo feito com uma riqueza impressionante de detalhes. Alguns momentos são realmente hilários, como o departamento público comandado por bichos-preguiça, que fazem tudo vagarosamente. São pequenas sacadas que no conjunto da obra se tornam geniais.




Com diálogos e piadas inteligentes, um visual caprichoso, e referências à cultura pop (até mesmo ao clássico O Poderoso Chefão), o filme consegue passar lições de moral com uma roupagem inteiramente atualizada, e tem justamente aí o seu grande triunfo. Mais um grande acerto da Disney.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Crítica: Decisão de Risco (2016)


O enredo de Decisão de Risco (Eye in the Sky), novo filme de Gavin Hood, acompanha uma delicada operação militar dos exércitos do Reino Unido e dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia. Comandada pela Coronel Katherine Powell (Helen Mirren), a operação consiste em capturar dois britânicos e um norte-americano que integram um grupo terrorista local, o Al-Shabaab, que está planejando um ataque na região.


Para ajudar na missão, eles contam com os tenentes Steve Watts (Aaron Paul) e Carrie Gershon (Phoebe Fox), que controlam um drone carregado com mísseis direto de uma base militar em Nevada, nos Estados Unidos. Quando é descoberto o encontro dos terroristas em uma casa, o exército se prepara para atacá-la, mas porém, uma vida inocente acaba sendo envolvida no meio.

A partir desse imprevisto, uma série de pessoas acabam sendo envolvidas, em diversos locais diferentes, e uma simples decisão acaba se tornando um martírio. Lançar o míssel e causar danos colaterais em uma pessoa inocente, ou não agir e correr o risco de um atentado de proporções muito maiores? Entre figuras importantes como Generais e Ministros de ambos os países, todos vão dando suas opiniões acerca do dilema, ao mesmo tempo em que todos tentam empurrar para outros a decisão final. É até cômico ver como decisões de vida ou morte são tomadas pelo alto escalão dos governos mundiais, e o diretor não se exime de mostrar isso.

O elenco de gala trabalha muito bem e consegue transparecer toda a tensão e o nervosismo gerado pelas decisões, todas com pouco tempo para serem tomadas. Além das atuações riquíssimas de Helen Mirren e Alan Rickman, vale destacar ainda a participação de Aaron Paul e Barkhad Abdi, todos de extrema importância para o andamento.


Com um roteiro empolgante, que não deixa o espectador desgrudar um só segundo os olhos da tela, Decisão de Risco foge do clichê e se mostra um filme bastante corajoso, principalmente por criticar sem medo o jeito com que os países desenvolvidos lidam com os problemas dos países mais pobres.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Estreias da Semana (23/06 a 29/06)

Seis filmes estreiam nesta quinta-feira, e o destaque das bilheterias é Independence Day 2: O Ressurgimento, sequência do clássico que marcou os anos 1990. Para quem gosta de dramas de superação tem Raça, filme que conta a história do atleta negro Jesse Owens, eternizado depois de ter ganhado quatro medalhas de ouro sob os olhares de Adolf Hitler nas olimpíadas de Berlim em 1936. Outra boa pedida é Marguerite, filme francês sobre uma baronesa que acreditava ser uma excelente cantora de ópera mas na verdade não tinha nenhuma aptidão para isso. A lista completa vocês conferem abaixo:


Independence Day 2: O Ressurgimento

Depois da destruição que alienígenas fizeram 20 anos atrás, a população mundial sempre soube que um dia eles voltariam. O governo americano se prepara para um novo ataque usando a tecnologia alienígena recolhida no primeiro ataque, mas só isso não é suficiente, e as pessoas precisam se unir para lutar mais uma vez.

Independence Day: Resurgence, Estados Unidos, 2016.
Direção: Roland Emmerich
Duração: 119 minutos
Classificação: 10 anosSei
Ação / Aventura / Ficção Científica
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Raça

O filme conta a história vitoriosa do esportista americano Jesse Owens (Stephan James), que brilhou nas pistas de atletismo nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. Na competição, ele conquistou quatro medalhas de ouro e calou o preconceito em pleno território comandado por Adolf Hitler.

Race, Alemanha/Canadá/França, 2016.
Direção: Stephen Hopkins
Duração: 134 minutos
Classificação: 12 anos
Biografia / Drama
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Marguerite

Marguerite Dumont (Catherine Frot) é uma baronesa francesa que acredita ser uma ótima cantora de ópera. Ela realiza concertos em sua mansão e a família e os amigos não tem coragem de dizer a dura verdade para ela, que sua voz é péssima. Para desespero de todos, Marguerite planeja um show para uma grande plateia de fora.

Marguerite, Bélgica/França/República Tcheca, 2016.
Direção: Xavier Gianolli
Duração: 129 minutos
Classificação: 12 anos
Drama
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As Montanhas se Separam

China, 1990. Uma mulher precisa escolher entre dois homens, e quando toma a decisão, ela se casa e tem um filho. Em 2014, já divorciada, o ex-marido consegue a custódia do filho. Em 2025, o menino, já crescido e vivendo na Austrália, retorna à terra natal.

Shan He Gu Ren, China/Japão, 2016.
Direção: Zhangke Jia
Duração: 131 minutos
Classificação: 12 anos
Drama
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Mais Forte que o Mundo - A História de José Aldo

O filme conta a história do lutador de MMA José Aldo (José Loreto). Desde cedo, o garoto cresceu com o sonho de se tornar um lutador, e tinha como grande inspiração o multi campeão Mike Tyson.

Mais Forte que o Mundo - A História de Jose Aldo, Brasil, 2016.
Direção: Afonso Poyart
Duração: 115 minutos
Classificação: 14 anos
Ação / Biografia / Drama
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O Caseiro

O professor de psicologia Davi ficou conhecido por um livro sobre seres sobrenaturais, e há muitos anos trabalho como psicanalista. Ele volta à vida de escritor para contar a história de uma menina que estaria sendo assombrada pelo fantasma de um caseiro.

O Caseiro, Brasil, 2016.
Direção: Julio Santi
Duração: 88 minutos
Classificação: 12 anos
Drama / Suspense
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terça-feira, 21 de junho de 2016

Crítica: Bone Tomahawk (2016)


Um gênero que andava esquecido e que vem conquistando novamente seu espaço é o faroeste. Nos últimos anos, principalmente após os lançamentos de Django Livre e Os Oito Odiados, o faroeste vem ressurgindo das cinzas, e Bone Tomahawk pega carona nesse embalo trazendo uma mistura de humor e sangue.


O enredo conta a história de quatro homens de uma cidade pacata do interior que precisam resgatar uma prisioneira sequestrada por uma tribo de canibais. O xerife (Kurt Russell), seu ajudante (Matthew Fox), um pistoleiro (Richard Jenkins) e um cowboy (Patrick Wilson) correm pelo deserto em busca de Sam (Lili Simmons), a mulher do cowboy.

O filme começa mostrando o dia-dia daquele pacato vilarejo, apresentando o modo de vida dos personagens principais que irão posteriormente viver a aventura. No segundo ato começam as cenas de ação, quando o filme foca na jornada dos quatro até a tribo indígena. O clima de suspense permeia o tempo todo, e o ato final só prova que o diretor não tem medo de ousar.










Por fim, Bone Tomahawk é um filme que faz uma boa homenagem ao gênero, mesmo abusando de elementos da atualidade. Intenso, com uma fotografia magnífica e um elenco de primeira, ele cumpre tudo que promete e encanta até mesmo que nunca foi fã das histórias de bang-bang.