domingo, 30 de abril de 2017

Crítica: Brimstone (2017)


Situado no século XIX, Brimstone (Brimstone) é, possivelmente, o filme mais surpreendente deste ano. Com um enredo enigmático, contado de forma não-linear, o filme do holandês Martin Koolhoven discorre sobre o desejo de vingança em meio a um clima de faroeste bastante perturbador.

 



Dividido em quatro capítulos, o filme começa de trás para a frente e mostra a vida de Liz (Dakota Fanning), uma mulher muda que vive com o marido mais velho e o filho dele em um vilarejo. A vida dessa família vai bem até a chegada de um novo reverendo na cidade, um fanático religioso (Guy Pearce) que a persegue a todo custo. Mas qual é a história por trás desse homem e sua relação com Liz, que parece já vir do passado? É o que descobrimos no decorrer dos próximos capítulos.

A forma de contar essa história confunde o espectador no começo, mas quando tudo é posto em pratos limpos, nada fica sem explicação. O roteiro do diretor Martin Koolhoven é um dos mais pesados e intensos que já tive a oportunidade de assistir, e traz um final arrebatador, que foge de todo e qualquer clichê.




Outro destaque do filme são as atuações de Fanning e Pearce. A primeira dá vida a uma personagem que, na aparência, parece ser frágil, mas nas atitudes demonstra ser uma mulher extremamente forte. Já Pearce interpreta uma espécie de "vilão sádico", como há muito não se via no cinema. Quem ainda faz uma ponta no filme é Kit Harington (o Jon Snow da série Game of Thrones), mas infelizmente seu personagem não é tão bem aproveitado como poderia.

Por fim, Brimstone é um filme chocante, imprevisível e diferenciado, daqueles que dá gosto de ver o cinema produzir numa época que a criatividade está em falta. Infelizmente não deve chegar aos cinemas daqui, talvez apenas em serviços de stream, mas se tiver a oportunidade de vê-lo você não deve perder.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Crítica: Colossal (2017)


Depois de Crimes Temporais (2007), o espanhol Nacho Vigalondo nunca mais conseguiu emplacar um longa, e de lá para cá foram vários desastres. Porém, em 2017, ele volta a chamar a atenção com Colossal, o filme mais ousado de sua carreira até então e com certeza uma das maiores surpresas do ano em um gênero que já está saturado e carente de ideias.

Desempregada e saindo de um relacionamento, Glória (Anne Hathaway) busca achar um novo sentido para a sua vida voltando para sua cidade natal. Lá reencontra um antigo colega, Oscar (Jason Sudeikis), e passa a trabalhar para ele em um bar. De lá ela acompanha no noticiário televisivo um ataque de um monstro gigante que está acontecendo Seul, na Coréia do Sul, que deixa o mundo sob alerta.

Com o passar dos dias, o monstro vai voltando a aparecer, todos os dias no mesmo horário, e por coincidência Glória acaba descobrindo ser parte disto, já que por um misterioso fenômeno ela é quem dá vida ao monstro. Ela tenta se livrar disso mas acaba contando para Oscar, e a coisa sai completamente do controle quando ele descobre que também pode fazer parte desse estranho acontecimento.


O enredo é maluco assim mesmo, e não há como negar sua originalidade. Eu, que não sou fã do gênero, fiquei bastante preso à tela durante todo o filme, pois o mote central é realmente interessante. Hathaway está muito bem no papel despretensioso, e Jason Sudeikis ajuda a dar um alívio cômico à trama. Vale a pena fugir do comum e assistir esse longa, que entra fácil na lista dos mais bacanas lançados neste ano. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Crítica: Vida (2017)


A ida ao espaço e os segredos do nosso imenso universo são temas que não saem nunca de moda no cinema, e todo ano há uma nova abordagem do assunto. Desta vez quem resolveu beber desta fonte foi o diretor Daniel Espinosa, que traz em Vida (Life) uma estória que empolga, mesmo sendo mais do mesmo.


Na trama, um grupo de astronautas está na estação espacial internacional e vive a expectativa do retorno de uma cápsula que foi a Marte e está trazendo amostras do solo do planeta vermelho com o objetivo de desvendar mais pistas do eterno mistério a respeito da vida além da terra. Eles conseguem identificar uma célula microscópica com vida que vai se degenerando e crescendo com estímulos, o que é comemorado com entusiasmo. Porém, as coisas saem do controle quando o estranho organismo ganha vida própria e passa a atacar os tripulantes da nave.

É evidente que Vida bebe da mesma fonte que outros filmes do gênero, ou seja, possui uma grande influência de Alien. Mas não dá para negar sua originalidade em alguns pontos. A fotografia e o design de produção do filme são impecáveis. As cenas dentro da nave são quase inteiramente filmadas por câmeras em movimento, atravessando os ambientes como se tivessem flutuando pela gravidade, o que deixa um clima interessante.


O elenco tem como destaque Jake Gyllhenhal, Ryan Reynolds e Rebecca Ferguson, que são os membros mais experientes do grupo, mas ainda conta com Hiroyuki Sanada, Olga Dihovichnaya e Aryion Bakare. Todos juntos cumprem seus papéis, sem grande brilhantismo mas de forma convincente. Por fim, para quem gosta de ficção científica, Vida é um bom entretenimento, e mesmo previsível consegue trazer bons momentos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Os vencedores do Óscar 2017

Aconteceu na noite deste domingo (26) a 89ª edição do Óscar, que ficou marcada por uma situação inusitada. Os veteranos Faye Dunaway e Warren Beatty subiram ao palco, já no final da noite, para anunciar o vencedor: La La Land - Cantando Estações. Toda a equipe estava comemorando e fazendo seus discursos quando um funcionário da Academia veio alertar que o nome do vencedor foi dito errado, e que o grande vencedor da noite na verdade era Moonlight: Sob a Luz do Luar. A gafe histórica teria sido causada por uma troca de envelopes nos bastidores e causou uma confusão como nunca antes visto na cerimônia, onde ninguém entendia o que estava acontecendo.

Mesmo tendo perdido o prêmio principal, La La Land se saiu como principal ganhador da noite com 6 prêmios, entre eles o de melhor direção para Damien Chazelle, que se tornou o mais jovem diretor premiado no Óscar, e o de melhor atriz para Emma Stone. Além do prêmio principal, Moonlight ainda ganhou mais dois: melhor ator coadjuvante para Mahershala Ali e melhor roteiro adaptado. Se destacaram ainda com dois Óscars Manchester à Beira-Mar (melhor roteiro original e melhor ator) e Até o Último Homem (melhor edição e melhor mixagem de som). Nas categorias principais ainda teve a vitória de Viola Davis como melhor atriz coadjuvante, por Um Limite Entre Nós.

O produtor de La La Land mostra para a platéia o verdadeiro vencedor do prêmio.
Na categoria de melhor filme em língua estrangeira, o grande vencedor foi O Apartamento, de Asghar Fahradi. O iraniano não compareceu à cerimônia, e sua representante fez um bonito discurso contra a medida do presidente Donald Trump para barrar a entrada de imigrantes. O vencedor em melhor animação foi Zootopia, que traz uma bonita mensagem de inclusão social e já era tida como favorita ao prêmio, e o melhor documentário foi O.J.: Made in America. Enfim, confira a lista completa abaixo:


Melhor Filme
Cena de Moonlight: Sob a Luz do Luar, eleito melhor filme do ano.

- A Chegada, de Dennis Villeneuve

- A Qualquer Custo, de David Mackenzie

- Até o Último Homem, de Mel Gibson

- Estrelas Além do Tempo, de Theodore Melfi

- La La Land - Cantando Estações, de Damien Chazelle

- Lion: Uma Jornada Para Casa, de Garth Davis

- Manchester à Beira-Mar, de Kenneth Lonergan

- Moonlight: Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins
- Um Limite Entre Nós, de Denzel Washington



Melhor Diretor
Damien Chazelle se tornou o diretor mais jovem a ganhar um prêmio no Óscar.

- Barry Jenkins, por Moonlight: Sob a Luz do Luar

- Damien Chazelle, por La La Land – Cantando Estações

- Dennis Villeneuve, por A Chegada

- Kenneth Lonergan, por Manchester à Beira-Mar

- Mel Gibson, por Até o Último Homem



Melhor Ator
Casey Affleck recebendo o prêmio de melhor ator por Manchester à Beira-Mar.
- Andrew Garfield, por Até o Último Homem

- Casey Affleck, por Manchester à Beira-Mar

- Denzel Washington, por Um Limite Entre Nós

- Ryan Gosling, por La La Land - Cantando Estações

- Viggo Mortensen, por Capitão Fantástico


Melhor Atriz
Emma Stone e seu Óscar de melhor atriz por La La Land - Cantando Estações.
- Emma Stone, por La La Land - Cantando Estações

- Isabelle Huppert, por Elle

- Meryl Streep, por Florence: Quem é Esta Mulher?

- Natalie Portman, por Jackie

- Ruth Negga, por Loving



Melhor Ator Coadjuvante
Mahershala Ali com sua estatueta de melhor ator coadjuvante por Moonlight: Sob a Luz do Luar.
- Dev Patel, por Lion: Uma Jornada Para Casa

- Jeff Bridges, por A Qualquer Custo

- Lucas Hedger, por Manchester à Beira-Mar

- Mahershala Ali, por Moonlight: Sob a Luz do Luar

- Michael Shannon, por Animais Noturnos



Melhor Atriz Coadjuvante
A maravilhosa Viola Davis emocionada com seu Óscar de atriz coadjuvante, por Um Limite Entre Nós.

- Michelle Williams, por Manchester à Beira-Mar

- Naomie Harris, por Moonlight: Sob a Luz do Luar

- Nicole Kidman, por Lion: Uma Jornada Para Casa

- Octavia Spencer, por Estrelas Além do Tempo

- Viola Davis, por Um Limite Entre Nós



Melhor Roteiro Original

- 20th Century Woman, de Mike Mills

- A Qualquer Custo, de Taylor Sheridan

- La La Land - Cantando Estações, de Damien Chazelle

- Manchester à Beira-Mar, de Kenneth Lonergan

- O Lagosta, de Yorgos Lathimos e Efthimis Filippou



Melhor Roteiro Adaptado

- A Chegada, de Eric Heisserer

- Um Limite Entre Nós, de August Wilson

- Estrelas Além do Tempo, de Allison Schroeder e Theodore Melfi

- Lion: Uma Jornada Para Casa, de Luke Davies
- Moonlight: Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins

Melhor Filme Estrangeiro
- O Apartamento, de Asghar Farhadi (Irã)
- Tanna, de Martin Butler e Bentley Dean (Austrália)
- Terra de Minas, de Martin Zandvliet (Dinamarca)
- Toni Erdmann, de Maren Aden (Alemanha)
- Um Homem Chamado Ove, de Hannes Holm (Suécia)

Melhor Animação
- A Tartaruga Vermelha
- Kubo e as Cordas Mágicas
- Minha Vida de Abobrinha
- Moana: Um Mar de Aventuras
- Zootopia

Melhor Documentário
- A 13ª Emenda, de Ava DuVernay
- Eu Não Sou Seu Negro, de Raoul Peck
- Fogo no Mar, de Giancarlo Rosi
- Life, Animated, de Roger Ross Williams
- O.J. Made in America, de Ezra Eldeman

Melhor Fotografia
- A Chegada
- La La Land - Cantando Estações
- Lion: Uma Jornada Para Casa
- Moonlight: Sob a Luz do Luar
- Silêncio

Melhor Edição
- A Chegada
- A Qualquer Custo
- Até o Último Homem
- La La Land - Cantando Estações
- Moonlight: Sob a Luz do Luar

Melhor Design de Produção
- A Chegada
- Animais Fantásticos e Onde Habitam
- Ave, César!
- La La Land - Cantando Estações
- Passageiros

Melhor Figurino
- Aliados
- Animais Fantásticos e Onde Habitam
- Florence: Quem é Esta Mulher?
- Jackie
- La La Land - Cantando Estações

Melhor Cabelo e Maquiagem
- Esquadrão Suicida
- Star Trek: Sem Fronteiras
- Um Homem Chamado Ove

Melhores Efeitos Visuais
- Doutor Estranho
- Horizonte Profundo
- Kubo e as Cordas Mágicas
- Mogli: O Menino Lobo
- Rogue One: Uma História Star Wars

Melhor Edição de Som
- A Chegada
- Até o Último Homem
- Horizonte Profundo
- La La Land - Cantando Estações
- Sully: O Herói do Rio Hudson

Melhor Mixagem de Som
- 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi
- A Chegada
- Até o Último Homem
- La La Land - Cantando Estações
- Rogue One: Uma História Star Wars

Melhor Trilha Sonora
- Jackie
- La La Land - Cantando Estações
- Lion: Uma Jornada Para Casa
- Moonlight: Sob a Luz do Luar
- Passageiros

Melhor Canção Original
- Audition (The Fools who Dreams), de La La Land - Cantando Estações
- Can't Stop the Feeling, de Trolls
- City of Stars, de La La Land - Cantando Estações
- How far I'll Go, de Moana: Um Mar de Aventuras
- The Empty Chair, de Jim: The James Foley Story

Melhor Curta-Metragem
- Ennemis Intérieus
- La Femme et le TGV
- Silent Night
- Sing
- Timecode

Melhor Curta-Metragem de Animação
- Blind Vaysha
- Borrowed Time
- Pear Cider and Cigarettes
- Pearl
- Piper

Melhor Documentário em Curta-Metragem
- 41 Miles
- Extremis
- Joe's Violin
- The White Helmets
- Watani: My Homeland

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

As apostas e os favoritos para o Óscar 2017

Ocorre neste domingo, dia 26 de janeiro, a 89ª edição do Óscar, o principal prêmio do cinema mundial. Faltando 3 dias para a cerimônia, chegou a hora de fazer as apostas e indicar os meus favoritos aos prêmios principais, em um ano que para mim foi bem fraco tecnicamente em comparação com os anos passados. Enfim, confira:

Melhor Filme
Na categoria de melhor filme, é inevitável dizer que o grande favorito da vez é La La Land – Cantando Estações. O filme do diretor Damien Chazelle vem ganhando quase todos os prêmios da temporada, e não deve ser diferente no Óscar, apesar de eu achar o longa um dos mais superestimados dos últimos anos. Quem poderia desbancar o musical é Manchester à Beira-Mar, drama pesado e introspectivo dirigido por Kenneth Lonergan. Ainda correm por fora os dramas Estrelas Além do Tempo, que ganhou o prêmio principal no SAG Awards, e Moonlight: Sob a Luz do Luar, que perdeu força na reta final mas ainda surge entre os preferidos da crítica.



Quem deve ganhar: La La Land – Cantando Estações

Quem também tem boas chances: Manchester à Beira-Mar

Quem pode surpreender: Estrelas Além do Tempo e Moonlight: Sob a Luz do Luar

Meu favorito: Manchester à Beira-Mar



Melhor Diretor
Assim como na categoria principal, em melhor diretor o prêmio também deve ir para La La Land, ou no caso, Damien Chazelle, que com 32 anos pode se tornar o mais jovem diretor premiado pela Academia. E as estatísticas estão do seu lado, já que a Academia tem por costume premiar melhor filme e melhor diretor juntos, salvo poucas exceções. Outro nome forte é o de Kenneth Lonergan, por Manchester à Beira-Mar, que ganha mais força ainda caso seu filme também desbanque La La Land na categoria principal.


Quem deve ganhar: Damien Chazelle

Quem também tem boas chances: Kenneth Lonergan

Quem pode surpreender: Barry Jenkins

Meu favorito: Kenneth Lonergan



Melhor Ator

Baseando-se nas premiações que antecedem o Óscar, dois nomes são favoritos ao prêmio de melhor ator este ano: Casey Affleck, por Manchester à Beira-Mar, e Denzel Washington, por Um Limite Entre Nós. O primeiro perdeu forças após o Globo de Ouro, enquanto Washington venceu o importante prêmio do sindicato dos atores. Há quem aposte em Ryan Gosling, mas eu sinceramente acho difícil, além de não ser merecido.



Quem deve ganhar: Casey Affleck

Quem também tem boas chances: Denzel Washington

Quem pode surpreender: Ryan Gosling

Meu favorito: Denzel Washington



Melhor Atriz

O prêmio de melhor atriz está bem disputado este ano. Emma Stone é a grande favorita para ganhar seu primeiro Óscar da carreira por La La Land – Cantando Estações, mas nomes já consagrados como o de Natalie Portman e Isabelle Huppert também tem boas chances. A minha torcida particular vai para Portman, que está impecável no papel de Jackie Kennedy em Jackie.



Quem deve ganhar: Emma Stone

Quem também tem boas chances: Natalie Portman

Quem pode surpreender: Isabelle Huppert

Minha favorita: Natalie Portman



Melhor Ator Coadjuvante
 Nesta categoria há um “favoritaço”: Mahershala Ali, por Moonlight: Sob a Luz do Luar. Eu sinceramente não concordo, mas é o que a crítica e as premiações de início de temporada vem anunciando. Os jovens Lucas Hedger, de Manchester à Beira-Mar, e Dev Patel, de Lion: Uma Jornada Para Casa, podem surpreender, bem como o veterano Jeff Bridges.



Quem deve ganhar: Mahershala Ali

Quem também tem boas chances: Lucas Hedger

Quem pode surpreender: Dev Patel

Meu favorito: Dev Patel



Melhor Atriz Coadjuvante

Três atrizes negras concorrem na categoria de melhor atriz coadjuvante. Não que não mereçam, pelo contrário, mas a possibilidade de uma delas vencer é muito grande após a polêmica que envolveu a cerimônia no ano passado, onde se criticou a ausência de negros nas categorias principais. E dentre as indicadas, é impossível não citar o favoritismo de Viola Davis, por seu papel emocionante em Um Limite Entre Nós ao lado de Denzel Washington.



Quem deve ganhar: Viola Davis

Quem também tem boas chances: Michelle Williams

Quem pode surpreender: Naomie Harris

Minha favorita: Nicole Kidman



Melhor Roteiro Original

Alguns apostam em La La Land – Cantando Estações para melhor roteiro, mas sinceramente, isso seria uma afronta. O filme é legal, é nostálgico, é bonito, mas convenhamos que o roteiro é muito simplório. Não tem como compará-lo aos roteiros inteligentíssimos de Manchester à Beira-Mar, A Qualquer Custo e O Lagosta, por exemplo.



Quem deve ganhar: Manchester à Beira-Mar

Quem também tem boas chances: A Qualquer Custo
Quem pode surpreender: La La Land – Cantando Estações

Meu favorito: Manchester à Beira-Mar



Melhor Roteiro Adaptado

Essa é uma categoria bastante complicada de se apostar. Pode-se dizer que todos os concorrentes possuem chances iguais, e não há nenhum grande favorito, principalmente depois da confusão que envolveu Moonlight: Sob a Luz do Luar e A Chegada após o Globo de Ouro. Os dois venceram como roteiro original e adaptado, respectivamente, mas segundo as regras do Óscar, eles agora estão concorrendo juntos na mesma categoria, de roteiro adaptado.



Quem deve ganhar: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Quem também tem boas chances: A Chegada

Quem pode surpreender: Estrelas Além do Tempo

Meu favorito: Estrelas Além do Tempo



Melhor Filme Estrangeiro

O favorito na categoria é o alemão Toni Erdmann, mas particularmente achei o filme muito aquém do esperado, e não gostaria de vê-lo com o prêmio. Quem pode surpreender é o iraniano O Apartamento, do veterano Asghar Farhadi, sobretudo depois da polêmica medida de Donald Trump contra estrangeiros que impediria o diretor de participar da cerimônia (isso, querendo ou não, sempre se torna relevante na hora do voto). Apesar de certa a vitória de um dos dois, o meu preferido é o pouco falado Um Homem Chamado Ove, da Suécia.



Quem deve ganhar: Toni Erdmann

Quem também tem boas chances: O Apartamento

Quem pode surpreender: Um Homem Chamado Ove

Meu favorito: Um Homem Chamado Ove



Melhor Filme de Animação

É estranho ver a categoria de melhor animação sem um filme da Pixar, mas Procurando Dory, que muitos esperavam ver indicado, não vingou. Quem deve levar o prêmio para casa é a Disney/Buena Vista por Zootopia, um filme inteligente e engraçado que traz reflexões sobre a inclusão social.



Quem deve ganhar: Zootopia

Quem também tem boas chances: Moana: Um Mar de Aventuras

Quem pode surpreender: Kubo e as Cordas Mágicas

Meu favorito: Zootopia



Melhor Documentário

Os três principais concorrentes ao prêmio de melhor documentário falam, de alguma forma, sobre o preconceito contra pessoas negras, e dentre eles, o favorito ao prêmio é A 13ª Emenda, da diretora Ava DuVernay, que monta um paralelo entre o fim da escravidão e o aumento absurdo da população carcerária nos Estados Unidos. Porém, outro nome que vem forte é o de O.J.: Made in America, que também não surpreenderia caso ganhasse.



Quem deve ganhar: A 13ª Emenda

Quem também tem boas chances: O.J.: Made in America

Quem pode surpreender: Eu Nao Sou Seu Negro

Meu favorito: A 13ª Emenda.



Melhor fotografia

A primeira categoria técnica da lista é fotografia, que muitas vezes acaba sendo ignorada mas é uma das mais importantes da premiação. La La Land – Cantando Estações é o favorito, e é a primeira categoria que eu realmente concordo que o filme mereça, já que ele é um filme todo construído a partir de seu visual e sua palheta de cores. Quem também tem uma fotografia bonita é Moonlight: Sob a Luz do Luar, que pode surpreender.



Quem deve ganhar: La La Land – Cantando Estações

Quem também tem boas chances: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Quem pode surpreender: A Chegada

Meu favorito: La La Land – Cantando Estações



Melhor Design de Produção

Se fosse por merecimento, esta categoria iria para Animais Fantásticos e Onde Habitam, mas todos sabemos do preconceito que o Óscar tem com filmes do gênero fantástico. Por isso, o grande favorito acaba sendo A Chegada, mas há quem aposte ainda em La La Land – Cantando Estações.



Quem deve ganhar: A Chegada

Quem também tem boas chances: La La Land – Cantando Estações

Quem pode surpreender: Animais Fantásticos e Onde Habitam

Meu favorito: Animais Fantásticos e Onde Habitam



Melhor Efeitos Visuais

Essa sempre foi e sempre será a categoria mais democrática do Óscar. Afinal, é onde aparecem filmes que, na maioria das vezes, concorrem em apenas uma categoria, justamente ela. E o grande favorito desta vez é Mogli – O Menino Lobo, cuja recriação do clássico juvenil foi extremamente bem feita e nostálgica.



Quem deve ganhar: Mogli – O Menino Lobo

Quem também tem boas chances: Rogue – Uma História Star Wars

Quem pode surpreender: Kubo e as Cordas Mágicas

Meu favorito: Mogli – O Menino Lobo



Demais categorias

Melhor Montagem
Quem deve Ganhar: La La Land - Cantando Estações 
Meu favorito: Até o Último Homem

Melhor figurino
Quem deve ganhar: La La Land - Cantando Estações
Meu favorito: Florence: Quem é Esta Mulher?

Melhor cabelo e maquiagem
Quem deve ganhar: Star Trek - Sem Fronteiras
Meu favorito: Um Homem Chamado Ove 

Melhor canção original
Quem deve ganhar: City of Stars, de La La Land – Cantando Estações
Minha favorita: City of Stars, de La La Land - Cantando Estações

Melhor Edição de Som
Quem deve ganhar: Até o Último Homem
Meu favorito: Até o Último Homem

Melhor Mixagem de Som
Quem deve ganhar: A Chegada
Meu favorito: Até o Último Homem