domingo, 10 de novembro de 2013

As 10 Melhores Atuações de Leonardo DiCaprio.

Muitos podem não concordar comigo, mas para mim Leonardo DiCaprio é o melhor ator da geração que surgiu a partir da década de 90. Sua carreira pode até ter tido altos e baixos, mas se tem algo que ninguém pode negar, é que ele sabe escolher seus papéis como ninguém.

Completando 39 anos nessa segunda-feira, o consagrado ator possui uma carreira invejável. São poucos os trabalhos da sua filmografia que seriam descartáveis, e é gritante também o quanto sua carreira foi crescendo a cada novo papel. O fato de DiCaprio nunca ter levado um Oscar para casa é apenas mais uma das grandes injustiças da academia. Ele inclusive virou piada nos últimos anos por seguido ser esquecido pela premiação, mesmo com atuações memoráveis em seus filmes. 

Fato é que ele já gravou seu nome na história do cinema, e por isso mesmo, comemoro a data especial com uma lista de suas 10 melhores atuações.

1. Titanic (1997)

Sem dúvida é o grande sucesso de Leonardo DiCaprio nas telonas. Em Titanic ele dá vida a Jack Dawson, um jovem rapaz que ganha em um jogo a chance de atravessar o oceano atlântico à bordo do gigantesco transatlântico RSM Titanic. Lá, ele conhece a jovem Rose (Kate Winslet), com quem vive um romance apaixonado apesar da diferença de classes, até eles terem de lutar pela sobrevivência após o navio naufragar. DiCaprio foi completamente ignorado pela academia e nem sequer recebeu uma indicação, que era dado como certa pela crítica especializada.

2. Prenda-me Se For Capaz (2002)

Nesse longa dirigido por Steven Spielberg, DiCpario dá vida ao falsário Frank Abagnale, que na década de 60 ganhou milhões de dólares se passando por diversas pessoas diferentes, como um famoso advogado, um médico conceituado e até mesmo um piloto de aeronave, além de ser um exímio falsificador de cheques. Junto com Tom Hanks, DiCaprio tem uma atuação firme, que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro.


3. Gilbert Grape - O Aprendiz de Sonhador (1993)

Nesse belíssimo drama, DiCaprio é Arnie Grape, um jovem que mora com o irmão mais velho, duas irmãs excêntricas e uma mãe idosa, em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. O ator, na época com apenas 19 anos e em início de carreira, acabou recebendo uma indicação ao Óscar de melhor ator coadjuvante de 1994 devido sua participação marcante e inesquecível.

4. Gangues de Nova York (2002)

Em uma das suas principais parcerias com o diretor Martin Scorsese, DiCaprio é Amsterdam Vallon, um imigrante irlandês que viu seu pai ser morto pela gangue de Bill (Daniel Day-Lewis) quando pequeno. Após crescer, ele retorna à cidade de Nova York para se vingar do assassino de seu pai, e para isso, forma sua própria gangue de imigrantes.

5. Ilha do Medo (2010)

Nesse suspense dirigido por Scorsese, DiCaprio é Edward Daniels, um agente federal que recebe a missão de investigar o desaparecimento de uma paciente do instituto psiquiátrico Ashecliffe Hospital, localizado numa ilha isolada. Aos poucos ele vai adentrando no dia-dia daquele local misterioso, e descobrindo coisas horrendas sobre os pacientes e seu próprio passado. 

6. J. Edgar (2011)

Em J. Edgar, filme do diretor Clint Eastwood, DiCaprio passou pela maior transformação da sua carreira ao dar vida ao Diretor Federal e criador do FBI, J. Edgar Hoover. O filme faz uma análise crítica da vida profissional e particular de um dos homens mais temidos e admirados da história dos Estados Unidos. DiCaprio personifica Hoover com maestria, em uma das suas atuações mais elogiáveis.

7. Django Livre (2012)

Na sua primeira vez trabalhando com o diretor Quentin Tarantino, DiCaprio é Calvin Candie, um homem inescrupuloso que mantém uma fazenda cheia de escravos, onde os mesmos são utilizados de forma clandestina em lutas mortais. Ele acaba entrando em confronto com Django (Jamie Foxx), por manter a esposa do ex-escravo na fazenda.

8. O Aviador (2005)

Mais uma vez dirigido por Scorsese, dessa vez DiCaprio é Howard Hughes, um jovem que ficou milionário aos 18 anos depois de receber uma herança de seu pai. Ele vai a Los Angeles onde passa a investir no mundo dos cinema, enquanto paralelamente mantém seu grande hobby: o mundo da aviação, onde cria a gigantesca companhia TWA. O filme venceu 5 Óscars, mas Leonardo DiCaprio (que foi indicado para melhor ator) saiu novamente de mãos abanando.

9. Os Infiltrados (2006)

Em mais uma das suas parcerias com Scorsese, e talvez a mais premiada, DiCaprio é Willy Costigan Jr., um homem convocado pela polícia para trabalhar infiltrado dentro da máfia irlandesa de Boston. Porém, quando descobrem que a máfia também possui alguém infiltrado na polícia, a vida de todos passa a correr perigo.

10. Diamante de Sangue (2006)

Nesse excelente drama ambientado no país africano de Serra Leoa, DiCaprio é Danny Archer, um jovem mercenário que ganha milhões contrabandeando diamantes advindos do trabalho escravo local. Após ficar amigo de Solomon, um homem negro, os dois partem em busca de um diamante rosa raro, que poderia mudar a vida de ambos.

Recomendação de Filme #42

Luzes da Ribalta (Charlie Chaplin) - 1952


Charlie Chaplin era um gênio do cinema, e isso ninguém pode negar. Criador do personagem mais querido da história do cinema, é reverenciado até hoje como o grande nome do humor na época do cinema mudo. Porém, não só de comédia viveu o cineasta. Lançado em 1952, Luzes da Ribalta (Limelight) é um dos seus últimos trabalhos da carreira, e talvez um dos menos conhecidos.


Na trama Chaplin é Calvero, um velho comediante que no passado fez sucesso em frente a enormes plateias, mas que agora vive esquecido e longe dos holofotes. Aos poucos fica evidente que Calvero traz muito dos sentimentos que Chaplin possuía naquela época fora das telas, como seus traumas, seus medos, sua insegurança quanto ao futuro e sua nostalgia do passado. Por isso mesmo é um filme de essência triste e melancólica, do início ao fim, onde o sorriso do palhaço dá lugar às lágrimas.

Com o advento dos filmes falados, ficou claro que seu personagem Carlitos perdeu muito do brilho que tinha adquirido nos anos áureos do cinema mudo. Isso acabou deixando Chaplin bastante depressivo na época, e todo esse processo de amargura pode ser visto no filme, em cada diálogo e em cada cena. Por tudo isso, o filme tem um significado especial para quem é fã do artista, como se fosse um tratado de toda sua obra.

Seguindo na estória, quando Calvero chega na pensão em que mora, percebe um cheiro de gás vindo de um dos apartamentos, e ao arrombar a porta encontra a jovem Thereza Ambrose (Claire Bloom) desacordada. Incumbido a ajudar a moça na recuperação, ele passa a cuidar dela em seu próprio apartamento até que melhore. Logo que ela desperta, o homem pergunta o porque dela ter tentado o suicídio, e Thereza explica que sempre teve o sonho de se tornar bailarina, mas agora que suas pernas ficaram paralisadas, seu sonho ficou muito distante de ser realizado.

Não demora muito para surgir uma forte amizade entre os dois. Calvero passa a incentivar Thereza a voltar a dançar, ainda que ela no começo se sinta insegura. Após seu retorno aos palcos, ela acaba atingindo um certo estrelato, enquanto Calvero continua no mesmo ostracismo de fim de carreira.


A relação dos dois é incrivelmente bem construída, com muita delicadeza. Apesar da diferença de idade ambos se completam, enquanto falam do gosto em comum pela arte. Calvero se sente realizado em ver Thereza alcançar o sucesso, mesmo que no fundo, ele sentisse o desejo de estar no lugar dela. Num misto de melancolia e otimismo, o filme passa a mensagem de que deve-se acreditar sempre na força do talento, seja qual for a situação, naquilo que pode ser visto como um testamento do artista.

Por fim, é um filme para guardar para o resto da vida. Lindo, sensível, triste e com um Chaplin como nunca visto antes. O típico trabalho que dá orgulho de ser um amante do cinema. Só resta agradecer a Chaplin por toda sua contribuição às artes cinematográficas.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Anunciada a lista de animações concorrentes ao Óscar de 2014.


Foi divulgada essa semana a lista das animações pré-indicadas ao Óscar de Melhor Animação em 2014. Entre elas está o brasileiro Uma História de Amor e Fúria do diretor Luiz Bolognesi, que conta a história do país desde a colonização até o futuro próximo, na visão de um único personagem.

Ao todo, 19 filmes foram escolhidos nessa pré-seleção. Porém, todos ainda precisarão cumprir alguns pré-requisitos básicos para chegar a grande final. A lista dos cinco finalistas será anunciada dia 16 de janeiro de 2014, junto com os concorrentes das outras categorias.


Uma História de Amor e Fúria representa o Brasil na disputa.

Confira a lista completa abaixo, em ordem alfabética.

- A Letter to Momo (Japão) - Hiroyuki Okiura
- Aviões (Estados Unidos) - Klay Hall
- Bons de Bico (Estados Unidos) - Jimmy Hayward
- Ernest e Célestine (França) - Stéphane Aubier
- Frozen - Uma Aventura Congelante (Estados Unidos) - Chris Buck
- Khumba (África do Sul) - Anthony Silverston
- Meu Malvado Favorito 2 (Estados Unidos) - Chris Renaud
- O Apóstolo (Espanha) - Fernando Cortizo
- Os Croods (Estados Unidos) - Chris Sanders
- Os Smurfs 2 (Estados Unidos) - Raja Gosnell
- Puella Magi Madoka Magica The Movie: Rebellion (Japão) - Akiyuki Shinbo
- Reino Escondido (Estados Unidos) - Chris Wedge
- Tá Chovendo Hambúrguer 2 (Estados Unidos) - Cody Cameron
- The Fake (Coréia do Sul)
- The Legend of Sarila (Canadá) - Nancy Florence Savard
- The Wind Rises (Japão) - Hayao Miyazaki
- Turbo (Estados Unidos) - David Soren
- Uma História de Amor e Fúria (Brasil) - Luiz Bolognesi
- Universidade Monstros (Estados Unidos) - Dan Scanlon

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Crítica: O Sonho de Wadjda (2013)


O Sonho de Wadjda (Wadjda), da diretora saudita Haifaa Al Mansour, é mais um dos concorrentes ao Óscar do ano que vem no qual me detive a ver com esperança de ser uma boa obra. Confesso que me decepcionei um pouco, mas se for pensar no quão importante essa obra será daqui uns anos para o país árabe, vale a pena pensar um pouco mais com carinho no resultado final.


Logo na primeira cena, percebemos que Wadjda é uma menina que nasceu no lugar errado. Enquanto todas as suas colegas de escola usam sapatos de meninas, ela usa um all star preto, desbotado, de cadarços azuis. Chegando em casa, ela põe música pop e rock, que irrita sua mãe que fala que esse tipo de música traz más energias.

Pois bem, Wadjda traz no corpo todo o espírito rebelde de uma geração de adolescentes mulheres que cresceu e ainda vive sob fortes conservadorismo por parte da sociedade machista regida pelas leis do alcorão. Seu maior sonho é comprar uma bicicleta, para poder apostar corridas com seu melhor amigo, Abdallah.


Apesar da premissa parecer boa, o filme é bastante inconstante. Para começar, a personagem principal é tão fútil em alguns momentos que parece saída de um seriado da Disney. Os diálogos são péssimos, e talvez uma das poucas coisas que devam ser exaltadas na obra é a trilha sonora.

A diretora tenta mostrar esse drama de forma singela, buscando na naturalidade das ações do dia-dia uma aproximação com a cultura do país. Porém, há um exagero na forma de conduzir a estória. As partes dramáticas são bem mal construídas e o enredo parece não ter um foco a se apegar, buscando em situações banais uma exploração da opressão vivida pelas mulheres árabes.


Apesar dos pesares, não há como negar que é um marco na história do cinema feito na Arábia Saudita. Pela primeira vez um filme do país, que viveu anos enclausurado numa opressão que não aceitava nenhum tipo de manifestação artística, concorre ao Óscar de melhor filme estrangeiro. E isso já é um feito e tanto.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Crítica: Instinto Materno (2013)


De uns anos para cá, criei uma rotina de tentar assistir todos os candidatos ao Óscar de melhor filme estrangeiro a partir do momento em que sai a lista de indicados. Foi graças a isso que descobri Instinto Materno (Child's Pose), candidato da Romênia na premiação do próximo ano, e também o grande vencedor do Festival de Berlim desse ano.



A trama do filme é centrada na personagem Cornelia (Luminita Gheorghiu), uma mãe super-protetora que faz o possível e o impossível para impedir que o filho seja preso após se envolver em um acidente de automóvel, que resultou na morte de uma criança. Como toda mãe coruja, ela faz o ético e o antiético para livrar o rapaz da pena, tomando atitudes que nem todas as mães seriam capazes de tomar.

Essa superproteção fica evidente em diversas cenas do filme, como quando ela conta para alguém do acidente por telefone e diz que estão "tratando mal sua criança". Aliás, criança é o adjetivo certo para descrever o personagem de Bardu (Bogdan Dumitrache). Apesar de todo o emprenho da mãe em ajudá-lo, ele não cansa de desprezá-la, além de se mostrar pouco disposto a consertar o mal feito por pura imprudência.



Mais do que a relação entre mãe e filho, o filme também aborda a questão social a partir do acidente, já que a criança morta vem de uma família pobre, dando a ideia de que muitas vezes, por ter dinheiro, as pessoas acreditam estar acima de qualquer lei. Isso se aplicaria a qualquer local do mundo, e por isso mesmo é um ponto interessantíssimo do longa.

O filme passa longe de qualquer tipo de clichê, embora a estória seja bastante simples. O diretor Peter Calin Netzer conduz de forma lenta a obra, dando prioridade para os diálogos e as emoções implícitas dos personagens. A atuação de Luminita Gheorghiu é impactante, e ela personifica com grandeza essa personagem complexa, que simboliza muito bem o sentimento materno de proteção.