sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

As apostas e os favoritos para o Óscar 2017

Ocorre neste domingo, dia 26 de janeiro, a 89ª edição do Óscar, o principal prêmio do cinema mundial. Faltando 3 dias para a cerimônia, chegou a hora de fazer as apostas e indicar os meus favoritos aos prêmios principais, em um ano que para mim foi bem fraco tecnicamente em comparação com os anos passados. Enfim, confira:

Melhor Filme
Na categoria de melhor filme, é inevitável dizer que o grande favorito da vez é La La Land – Cantando Estações. O filme do diretor Damien Chazelle vem ganhando quase todos os prêmios da temporada, e não deve ser diferente no Óscar, apesar de eu achar o longa um dos mais superestimados dos últimos anos. Quem poderia desbancar o musical é Manchester à Beira-Mar, drama pesado e introspectivo dirigido por Kenneth Lonergan. Ainda correm por fora os dramas Estrelas Além do Tempo, que ganhou o prêmio principal no SAG Awards, e Moonlight: Sob a Luz do Luar, que perdeu força na reta final mas ainda surge entre os preferidos da crítica.



Quem deve ganhar: La La Land – Cantando Estações

Quem também tem boas chances: Manchester à Beira-Mar

Quem pode surpreender: Estrelas Além do Tempo e Moonlight: Sob a Luz do Luar

Meu favorito: Manchester à Beira-Mar



Melhor Diretor
Assim como na categoria principal, em melhor diretor o prêmio também deve ir para La La Land, ou no caso, Damien Chazelle, que com 32 anos pode se tornar o mais jovem diretor premiado pela Academia. E as estatísticas estão do seu lado, já que a Academia tem por costume premiar melhor filme e melhor diretor juntos, salvo poucas exceções. Outro nome forte é o de Kenneth Lonergan, por Manchester à Beira-Mar, que ganha mais força ainda caso seu filme também desbanque La La Land na categoria principal.


Quem deve ganhar: Damien Chazelle

Quem também tem boas chances: Kenneth Lonergan

Quem pode surpreender: Barry Jenkins

Meu favorito: Kenneth Lonergan



Melhor Ator

Baseando-se nas premiações que antecedem o Óscar, dois nomes são favoritos ao prêmio de melhor ator este ano: Casey Affleck, por Manchester à Beira-Mar, e Denzel Washington, por Um Limite Entre Nós. O primeiro perdeu forças após o Globo de Ouro, enquanto Washington venceu o importante prêmio do sindicato dos atores. Há quem aposte em Ryan Gosling, mas eu sinceramente acho difícil, além de não ser merecido.



Quem deve ganhar: Casey Affleck

Quem também tem boas chances: Denzel Washington

Quem pode surpreender: Ryan Gosling

Meu favorito: Denzel Washington



Melhor Atriz

O prêmio de melhor atriz está bem disputado este ano. Emma Stone é a grande favorita para ganhar seu primeiro Óscar da carreira por La La Land – Cantando Estações, mas nomes já consagrados como o de Natalie Portman e Isabelle Huppert também tem boas chances. A minha torcida particular vai para Portman, que está impecável no papel de Jackie Kennedy em Jackie.



Quem deve ganhar: Emma Stone

Quem também tem boas chances: Natalie Portman

Quem pode surpreender: Isabelle Huppert

Minha favorita: Natalie Portman



Melhor Ator Coadjuvante
 Nesta categoria há um “favoritaço”: Mahershala Ali, por Moonlight: Sob a Luz do Luar. Eu sinceramente não concordo, mas é o que a crítica e as premiações de início de temporada vem anunciando. Os jovens Lucas Hedger, de Manchester à Beira-Mar, e Dev Patel, de Lion: Uma Jornada Para Casa, podem surpreender, bem como o veterano Jeff Bridges.



Quem deve ganhar: Mahershala Ali

Quem também tem boas chances: Lucas Hedger

Quem pode surpreender: Dev Patel

Meu favorito: Dev Patel



Melhor Atriz Coadjuvante

Três atrizes negras concorrem na categoria de melhor atriz coadjuvante. Não que não mereçam, pelo contrário, mas a possibilidade de uma delas vencer é muito grande após a polêmica que envolveu a cerimônia no ano passado, onde se criticou a ausência de negros nas categorias principais. E dentre as indicadas, é impossível não citar o favoritismo de Viola Davis, por seu papel emocionante em Um Limite Entre Nós ao lado de Denzel Washington.



Quem deve ganhar: Viola Davis

Quem também tem boas chances: Michelle Williams

Quem pode surpreender: Naomie Harris

Minha favorita: Nicole Kidman



Melhor Roteiro Original

Alguns apostam em La La Land – Cantando Estações para melhor roteiro, mas sinceramente, isso seria uma afronta. O filme é legal, é nostálgico, é bonito, mas convenhamos que o roteiro é muito simplório. Não tem como compará-lo aos roteiros inteligentíssimos de Manchester à Beira-Mar, A Qualquer Custo e O Lagosta, por exemplo.



Quem deve ganhar: Manchester à Beira-Mar

Quem também tem boas chances: A Qualquer Custo
Quem pode surpreender: La La Land – Cantando Estações

Meu favorito: Manchester à Beira-Mar



Melhor Roteiro Adaptado

Essa é uma categoria bastante complicada de se apostar. Pode-se dizer que todos os concorrentes possuem chances iguais, e não há nenhum grande favorito, principalmente depois da confusão que envolveu Moonlight: Sob a Luz do Luar e A Chegada após o Globo de Ouro. Os dois venceram como roteiro original e adaptado, respectivamente, mas segundo as regras do Óscar, eles agora estão concorrendo juntos na mesma categoria, de roteiro adaptado.



Quem deve ganhar: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Quem também tem boas chances: A Chegada

Quem pode surpreender: Estrelas Além do Tempo

Meu favorito: Estrelas Além do Tempo



Melhor Filme Estrangeiro

O favorito na categoria é o alemão Toni Erdmann, mas particularmente achei o filme muito aquém do esperado, e não gostaria de vê-lo com o prêmio. Quem pode surpreender é o iraniano O Apartamento, do veterano Asghar Farhadi, sobretudo depois da polêmica medida de Donald Trump contra estrangeiros que impediria o diretor de participar da cerimônia (isso, querendo ou não, sempre se torna relevante na hora do voto). Apesar de certa a vitória de um dos dois, o meu preferido é o pouco falado Um Homem Chamado Ove, da Suécia.



Quem deve ganhar: Toni Erdmann

Quem também tem boas chances: O Apartamento

Quem pode surpreender: Um Homem Chamado Ove

Meu favorito: Um Homem Chamado Ove



Melhor Filme de Animação

É estranho ver a categoria de melhor animação sem um filme da Pixar, mas Procurando Dory, que muitos esperavam ver indicado, não vingou. Quem deve levar o prêmio para casa é a Disney/Buena Vista por Zootopia, um filme inteligente e engraçado que traz reflexões sobre a inclusão social.



Quem deve ganhar: Zootopia

Quem também tem boas chances: Moana: Um Mar de Aventuras

Quem pode surpreender: Kubo e as Cordas Mágicas

Meu favorito: Zootopia



Melhor Documentário

Os três principais concorrentes ao prêmio de melhor documentário falam, de alguma forma, sobre o preconceito contra pessoas negras, e dentre eles, o favorito ao prêmio é A 13ª Emenda, da diretora Ava DuVernay, que monta um paralelo entre o fim da escravidão e o aumento absurdo da população carcerária nos Estados Unidos. Porém, outro nome que vem forte é o de O.J.: Made in America, que também não surpreenderia caso ganhasse.



Quem deve ganhar: A 13ª Emenda

Quem também tem boas chances: O.J.: Made in America

Quem pode surpreender: Eu Nao Sou Seu Negro

Meu favorito: A 13ª Emenda.



Melhor fotografia

A primeira categoria técnica da lista é fotografia, que muitas vezes acaba sendo ignorada mas é uma das mais importantes da premiação. La La Land – Cantando Estações é o favorito, e é a primeira categoria que eu realmente concordo que o filme mereça, já que ele é um filme todo construído a partir de seu visual e sua palheta de cores. Quem também tem uma fotografia bonita é Moonlight: Sob a Luz do Luar, que pode surpreender.



Quem deve ganhar: La La Land – Cantando Estações

Quem também tem boas chances: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Quem pode surpreender: A Chegada

Meu favorito: La La Land – Cantando Estações



Melhor Design de Produção

Se fosse por merecimento, esta categoria iria para Animais Fantásticos e Onde Habitam, mas todos sabemos do preconceito que o Óscar tem com filmes do gênero fantástico. Por isso, o grande favorito acaba sendo A Chegada, mas há quem aposte ainda em La La Land – Cantando Estações.



Quem deve ganhar: A Chegada

Quem também tem boas chances: La La Land – Cantando Estações

Quem pode surpreender: Animais Fantásticos e Onde Habitam

Meu favorito: Animais Fantásticos e Onde Habitam



Melhor Efeitos Visuais

Essa sempre foi e sempre será a categoria mais democrática do Óscar. Afinal, é onde aparecem filmes que, na maioria das vezes, concorrem em apenas uma categoria, justamente ela. E o grande favorito desta vez é Mogli – O Menino Lobo, cuja recriação do clássico juvenil foi extremamente bem feita e nostálgica.



Quem deve ganhar: Mogli – O Menino Lobo

Quem também tem boas chances: Rogue – Uma História Star Wars

Quem pode surpreender: Kubo e as Cordas Mágicas

Meu favorito: Mogli – O Menino Lobo



Demais categorias

Melhor Montagem
Quem deve Ganhar: La La Land - Cantando Estações 
Meu favorito: Até o Último Homem

Melhor figurino
Quem deve ganhar: La La Land - Cantando Estações
Meu favorito: Florence: Quem é Esta Mulher?

Melhor cabelo e maquiagem
Quem deve ganhar: Star Trek - Sem Fronteiras
Meu favorito: Um Homem Chamado Ove 

Melhor canção original
Quem deve ganhar: City of Stars, de La La Land – Cantando Estações
Minha favorita: City of Stars, de La La Land - Cantando Estações

Melhor Edição de Som
Quem deve ganhar: Até o Último Homem
Meu favorito: Até o Último Homem

Melhor Mixagem de Som
Quem deve ganhar: A Chegada
Meu favorito: Até o Último Homem

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Crítica: Frantz (2017)


François Ozon é um dos diretores franceses mais badalados dos últimos anos, e sua sensibilidade em contar histórias conquistou muitos admiradores. Particularmente sempre procuro ver seus filmes, pois por mais que eu não goste, é inevitável ficar indiferente. Foi assim com Jovem e Bela e Dentro da Casa, que não me conquistaram como eu gostaria mas ainda assim eu jamais os esqueci. No entanto, Frantz, seu novo trabalho, pode ser considerada uma obra-prima, e o melhor trabalho de sua carreira até o momento.
 

Numa pequena cidade alemã, logo após o término da Primeira Guerra Mundial, vive Anna (Paula Beer), uma mulher forte que visita todos os dias o túmulo do seu noivo, Frantz, morto em um combate na França. Certo dia ela percebe um homem misterioso, que ela jamais havia visto na cidade, deixando flores na lápide.

Indo atrás do homem, ela descobre se tratar de Adrian (Pierre Niney), um francês que logo revela ter sido amigo de Frantz em Paris antes da guerra começar. É interessante a forma como, a partir de então, Ozon mostra o ódio latente entre as nações naquele período. Adrien é rechaçado na cidade apenas por ser francês, e até mesmo o pai de Frantz se nega, num primeiro momento, a falar com ele pois para ele todos os franceses são assassinos.

Pouco a pouco, Adrien vai ganhando a confiança da família de Frantz, que ele conquista contando histórias sobre a amizade dos dois, principalmente como eles se conheceram, como Frantz ficou encantado com as obras no Louvre e como o soldado alemão era um entusiasta da vida. Entre Adrien e Anna surge até mesmo um sentimento de paixão, no entanto, um segredo põe tudo a perder

O roteiro é muito bem construído, com diálogos magníficos e poéticos. A fotografia em preto e branco dá um ar diferenciado e único para a história contada, que ganha ainda mais força nas atuações poderosíssimas dos atores. A ambientação da época e dos seus costumes também é feita com capricho.

Mostrando uma população alemã dilacerada após a derrota na guerra, e fazendo uma reflexão sobre a verdadeira motivação dos conflitos armados, Frantz ganhou a notoriedade merecida após ser indicado em várias categorias no César 2017 e já entra para a lista dos melhores filmes do ano.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Crítica: Lion - Uma Jornada Para Casa (2017)


Conhecido por dirigir os episódios da série Top of the Lake, Garth Davis estreia no cinema com Lion: Uma Jornada Para Casa, um filme que chegou quietinho, sem muito alarde, e já entra para a lista dos melhores do ano.


Baseado numa história real, o filme acompanha o menino Saroo (Sunny Pawar), que vive com a mãe e os dois irmãos em um pequeno vilarejo na Índia. Sua mãe, mesmo analfabeta, trabalha e luta para que os filhos tenham uma vida melhor que a dela no futuro, e não deixa faltar o principal dentro de casa: amor. 

Acostumado a sair pelas ruas com o irmão mais velho Guddu (Abhishek Barathe), Saroo decide acompanhá-lo numa jornada de trem atrás de um emprego, mas por um descuido e uma infelicidade do destino, o menino acaba se perdendo e viajando milhares de quilômetros sozinho, até chegar em Calcutá. 


Mesmo tendo apenas 5 anos de idade, Saroo é um menino esperto, e precisa usar isso para sobreviver em uma Calcutá cáotica e violenta, onde vivem mais de 4 milhões de pessoas. Resgatado por um orfanato, ele aprende lições de comportamento e noções básicas de inglês, e tem a chance da sua vida quando é adotado por uma família da Austrália. 

Sue (Nicole Kidman) e John (David Wenham) formam um casal adorável, que levam Saroo para o seu país e o criam com todo o amor e carinho que ele tinha em casa e havia perdido. 20 anos se passaram, e quem dá vida ao personagem já adulto é Dev Patel, que agora é um estudante universitário e com um futuro promissor pela frente. 


Apesar do tempo passado, Saroo nunca esqueceu sua origem, e após incentivo dos colegas e amigos, passa a procurar na internet o lugar onde nasceu. Saroo não lembra da cidade, nem sabe direito em qual região ela fica, já que tem apenas flashs de memória daquele tempo. Mesmo assim ele não desiste da procura e do desejo de reencontrar sua família de sangue. 
 
O enredo é dramático, mas não chega a ser apelativo. É uma linda história contada como merece, com detalhes e emoções a flor da pele, mas sem exageros. As atuações de Dev Patel e Nicole Kidman, para mim, são as grandes merecedoras de ganhar o Óscar deste ano. Ambos estão incríveis. 


Por fim, Lion: Uma Jornada Para Casa traz um conceito interessante de família, e aborda com muita simplicidade o assunto da adoção e o amor entre mãe e filho. Mesmo com cenas belíssimas e humanas, é um filme bastante cru em algumas partes, no sentido de mostrar uma realidade dura na qual muitos desconhecem.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Os vencedores do BAFTA 2017

Foram anunciados na noite deste domingo (12) os vencedores do BAFTA 2017, o prêmio máximo do cinema britânico, e quem roubou a cena foi La La Land – Cantando Estações. O longa de Damien Chazelle ganhou em cinco categorias das dez que disputava, incluindo melhor filme e melhor direção. Manchester à Beira-Mar e Lion: Uma Jornada Para Casa receberam dois prêmios cada um, e Eu, Daniel Blake foi eleito melhor filme britânico. Confira abaixo a lista completa dos vencedores: 

Melhor Filme
- A Chegada, de Denis Villeneuve
- Eu, Daniel Blake, de Ken Loach
- La La Land - Cantando Estações, de Damien Chazelle
- Manchester à Beira-Mar, de Kenneth Lonergan
- Moonlight: Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins 

Melhor Filme Britânico
- Animais Fantásticos e Onde Habitam, de David Yates
- Docinho da América, de Andrea Arnold
- Eu, Daniel Blake, de Ken Loach
- Negação, de Mick Jackson
- Notes on Blindness, de James Spinney e Peter Middleton
- Sob a Sombra, de Babak Anvari 

Melhor Diretor
- Damien Chazelle, por La La Land - Cantando Estações
- Denis Villeneuve, por A Chegada
- Ken Loach, por Eu, Daniel Blake
- Kenneth Lonergan, por Manchester à Beira-Mar
- Tom Ford, por Animais Noturnos 

Melhor Roteiro Original
- A Qualquer Custo
- Eu, Daniel Blake
- La La Land - Cantando Estações
- Manchester à Beira-Mar
- Moonlight: Sob a Luz do Luar 

Melhor Roteiro Adaptado
- A Chegada
- Animais Noturnos
- Até o Último Homem
- Estrelas Além do Tempo
- Lion: Uma Jornada Para Casa

Melhor Ator
- Andrew Garfield, por Até o Último Homem
- Casey Affleck, por Manchester à Beira-Mar
- Jake Gyllenhaal, por Animais Noturnos
- Ryan Gosling, por La La Land - Cantando Estações
- Viggo Mortensen, por Capitão Fantástico 

Melhor Atriz
- Amy Adams, por A Chegada
- Emily Blunt, por A Garota no Trem
- Emma Stone, por La La Land - Cantando Estações
- Meryl Streep, por Florence - Quem é Essa Mulher?
- Natalie Portman, por Jackie

Melhor Ator Coadjuvante
- Aaron Taylor-Johnson, por Animais Noturnos
- Dev Patel, por Lio: Uma Jornada para Casa
- Hugh Grant, por Florence - Quem é Essa Mulher?
- Jeff Bridges, por A Qualquer Custo
- Mahershala Ali, por Moonlight: Sob a Luz do Luar 

Melhor Atriz Coadjuvante
- Hayley Squires, por Eu, Daniel Blake
- Michelle Williams, por Manchester à Beira-Mar
- Naomie Harris, por Moonlight: Sob a Luz do Luar
- Nicole Kidman, por Lion
- Viola Davis, por Fences 

Melhor Filme em Língua Estrangeira
- Dheepan: O Refúgio (França)
- Filho de Saul (Hungria)
- Julieta (Espanha)
- Mustang (França)
- Toni Erdmann (Alemanha) 

Melhor Filme de Animação
- Kubo e as Cordas Mágicas
- Moana: Um Mar de Aventuras
- Procurando Dory
- Zootopia 

Melhor Documentário
- A 13ª Emenda, de Ava Duvernay
- Notes on Blindness, de James Spinney e Pete Middleton
- The Beatles: Eight Days a Week, de Ron Howard
- The Eagle Huntress, de Otto Bell
- Weiner, de Elyse Steinberg e Josh Kriegman 

Melhor Fotografia
- A Chegada
- A Qualquer Custo
- Animais Noturnos
- La La Land - Cantando Estações
- Lion 

Melhor Edição
- A Chegada
- Animais Noturnos
- Até o Último Homem
- La La Land - Cantando Estações
- Manchester à Beira-Mar 

Melhor Design de Produção
- Animais Fantásticos e Onde Habitam
- Doutor Estranho
- Florence: Quem é Essa Mulher?
- Jackie
- La La Land - Cantando Estações 

Melhor Cabelo e Maquiagem
- Animais Noturnos
- Até o Último Homem
- Doutor Estranho
- Florence: Quem é Essa Mulher?
- Rogue One: Uma História Star Wars 

Melhor Som
- A Chegada
- Animais Fantásticos e Onde Habitam
- Até o Último Homem
- Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
- La La Land - Cantando Estações 

Melhor Canção Original
- A Chegada
- Animais Noturnos
- Jackie
- La La Land - Cantando Estações
- Lion: Uma Jornada para Casa

Melhor Efeitos Visuais
- A Chegada
- Animais Fantásticos e Onde Habitam
- Mogli: O Menino Lobo
- Rogue One: Uma História Star Wars 

Melhor Filme de Diretor/Roteirista/Produtor Britânico Estreante
- Notes on Blindness
- Sob a Sombra
- The Girl With All the Gifts
- The Hard Stop
- The Pass