domingo, 18 de setembro de 2016

Crítica: Mar de Árvores (2016)


A floresta Aokigahara, também conhecida como "Mar de Árvores" e localizada aos pés do Monte Fuji, é mundialmente conhecida por seu alto índice de suicídio. Em média, ao menos 100 casos são descobertos todos os anos, com pessoas de vários países do mundo, que vão até a floresta justamente com essa intenção.


Na trama de Mar de Árvores (The Sea of Trees), o diretor Gus Van Sant nos mostra um pouco mais a respeito desta misteriosa floresta sob a perspectiva de dois homens que ali estão para dar um fim à própria vida. Um deles é o norte-americano Arthur Brennan (Matthew McConaughey), que não vê mais sentido na vida após perder a mulher. O outro é o japonês Ken Watanabe, que perdeu o emprego e não tem mais condições de sustentar a família.

Os melhores momentos do filme são os diálogos entre os dois homens. Pouco a pouco, um vai ajudando o outro a repensar o ato de tirar a vida. Através de flashbacks, o filme mostra a relação que Arthur tinha com a esposa (Naomi Watts), que mesmo conflituosa ainda era verdadeira, e tudo que aconteceu para ele chegar ao desespero que se encontra. Tudo muito bem construído, com ótimas atuações de ambos.


A fotografia e a trilha sonora conseguem conduzir o espectador ao clima misterioso do local. Muitas lendas e crenças permeiam a região, conhecida por seu misticismo, e isso também é mostrado com cuidado pelo diretor, sem ser demagogo. O final, mesmo sendo previsível ao longo da trama, não deixa pontas soltas. Por fim, Mar de Árvores é, no mínimo, um filme que faz repensar o que realmente importa na vida e o modo como a levamos.

Um comentário:

  1. Estou assistindo agora há meia hora. Li uma crítica no Adoro Cinema e quase tirei o DVD. Mas aí lia sua aqui e vou voltar ao filme.

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