terça-feira, 20 de junho de 2017

Crítica: Brimstone (2017)


Situado no século XIX, Brimstone (Brimstone) é, possivelmente, o filme mais surpreendente deste ano. Com um enredo enigmático, contado de forma não-linear, o filme do holandês Martin Koolhoven discorre sobre o desejo de vingança em meio a um clima de faroeste bastante perturbador.

 



Dividido em quatro capítulos, o filme começa de trás para a frente e mostra a vida de Liz (Dakota Fanning), uma mulher muda que vive com o marido mais velho e o filho dele em um vilarejo. A vida dessa família vai bem até a chegada de um novo reverendo na cidade, um fanático religioso (Guy Pearce) que a persegue a todo custo. Mas qual é a história por trás desse homem e sua relação com Liz, que parece já vir do passado? É o que descobrimos no decorrer dos próximos capítulos.

A forma de contar essa história confunde o espectador no começo, mas quando tudo é posto em pratos limpos, nada fica sem explicação. O roteiro do diretor Martin Koolhoven é um dos mais pesados e intensos que já tive a oportunidade de assistir, e traz um final arrebatador, que foge de todo e qualquer clichê.




Outro destaque do filme são as atuações de Fanning e Pearce. A primeira dá vida a uma personagem que, na aparência, parece ser frágil, mas nas atitudes demonstra ser uma mulher extremamente forte. Já Pearce interpreta uma espécie de "vilão sádico", como há muito não se via no cinema. Quem ainda faz uma ponta no filme é Kit Harington (o Jon Snow da série Game of Thrones), mas infelizmente seu personagem não é tão bem aproveitado como poderia.

Por fim, Brimstone é um filme chocante, imprevisível e diferenciado, daqueles que dá gosto de ver o cinema produzir numa época que a criatividade está em falta. Infelizmente não deve chegar aos cinemas daqui, talvez apenas em serviços de stream, mas se tiver a oportunidade de vê-lo você não deve perder.

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