terça-feira, 22 de novembro de 2016

Crítica: Sully - Herói do Rio Hudson (2016)


Em janeiro de 2009, o piloto de avião Chesley Burnett Sullenberger ganhou fama após salvar as mais de 150 vidas que estavam a bordo do US Airways 1549. Dirigido e co-produzido por Clint Eastwood, Sully - O Herói do Rio Hudson conta um pouco mais sobre esse fato, focando principalmente nas controvérsias que levaram o piloto a julgamento, mesmo depois de ter sido tratado como herói.



Segundos após levantar voo no aeroporto de Nova Iorque, o avião pilotado por Chesley (Tom Hanks) é atingido por pássaros, o que causa um dano irreparável nos motores. Com pouco tempo para pensar no que fazer e sem muitas alternativas, ele e seu co-piloto (Aaron Eckart) optam por uma manobra arriscada: pousar a aeronave no rio Hudson.

Contradizendo as estatísticas, o pouso acontece sem problemas, e todos os passageiros e tripulantes conseguem escapar sem graves ferimentos. Não demora para a mídia e o público em geral tratar Chesley como herói, no entanto, mesmo com tudo dando certo no final, Chesley é levado a julgamento pelo alto escalão da aviação nacional acusado de não ter feito tudo o que podia e arriscado a vida daquelas pessoas.


Com uso de simuladores, ignorando todo o fator humano por trás de uma situação apavorante como essa, eles tentam incriminar Chesley dizendo que ele tinha chances de realizar alguma outra manobra que não envolvesse aterrissar no rio. A injustiça com Chesley toma conta da opinião pública, e ele defende até o fim sua posição, tentando provar que fez o seu melhor.

A direção competente de Eastwood faz com que o enredo do filme prenda a atenção do espectador até o fim, com idas e voltas no tempo. Hanks por sua vez também está muito bem, e consegue transmitir com veracidade o psicológico de Chesley, por dentro bastante abalado pelo acidente mas extremamente calmo e tranquilo por fora.


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