domingo, 6 de novembro de 2016

Crítica: Um Homem Chamado Ove (2016)


Escolhido para representar a Suécia na categoria de melhor filme estrangeiro no Óscar de 2017, Um Homem Chamado Ove (En Man Som Heter Ove) mistura humor negro (típico do cinema nórdico) com drama de forma original e emociona pela simplicidade.



Ove (Rolf Lassgard) à primeira vista é o típico rabugento da terceira idade. Morando em um pequeno condomínio de casas, ele se irrita com todos os atos dos vizinhos, que segundo ele, não fazem nada certo, desde não fechar o portão até dirigir onde é proibido. Ele ficou assim de uns tempos para cá após a morte da esposa, a mulher de sua vida, e as coisas pioraram ainda mais depois que ele perdeu o emprego de 4 décadas. 

Decidido a tirar a própria vida, ele é interrompido em todas as tentativas pelos próprios vizinhos e suas "incompetências em fazer as coisas corretamente". No entanto, tudo começa a mudar quando um casal com filhos passa a morar na casa em frente. Ao mesmo tempo em que mostra o presente, o enredo, através da narração do próprio Ove, mostra também o seu passado, passando por diversas épocas e por momentos divertidos e tristes de sua vida.


Uma coisa há que se dizer: cada tomada do filme é uma pintura. O ponto forte são os diálogos, munidos de um humor peculiar e uma dramaticidade que não cansa em nenhum momento. O protagonista traz um misto de sentimentos, e ao mesmo tempo em que nos deixa com raiva por causa de algumas atitudes, ele também nos deixa sentindo muito carinho pela boa pessoa que no fundo ele é. É bastante controverso, e isso é o mais bacana em tudo.

Por fim, Um Homem Chamado Ove é mais um belo exemplar vindo de um cinema que sempre se mostrou competente. Com direção firme e ótimas atuações, pode ser considerado, sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes que você irá assistir neste ano.

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