quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Crítica: Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo (2014)


Confuso, lento e sombrio, Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo tinha tudo para ser um grande filme mas derrapa feio num roteiro arrastado e mal construído. O novo longa de Bennett Miller (Capote / O Homem que Mudou  Jogo) mostra os últimos dias de vida do medalhista olímpico Dave Shultz e sua relação com o irmão Mark Shultz e o milionário John Du Pont.



Dave (Mark Ruffalo) treina diariamente com seu irmão Mark (Chaning Tatum), também um renomado atleta da luta greco-romana. Essa rotina faz parte de sua vida até que Mark recebe uma ligação da parte de John Du Pont (Steve Carell), um multimilionário americano da dinastia Du Pont, uma das famílias mais ricas dos Estados Unidos.

Du Pont resolveu bancar os principais atletas do país na luta livre e na luta greco-romana, abrigando boa parte deles na fazenda Foxcatcher, na Pensilvânia, e convidou Mark e seu irmão para fazerem parte da equipe. Dave, no entanto, rejeitou a proposta por causa da família, e Mark acabou indo sozinho.


Acostumado a treinar em um ginásio velho e com pouca estrutura, Mark encontra na casa de Du Pont um lugar com as aparelhagens mais modernas que existem no esporte. Ele ganha, além da moradia, tudo aquilo que precisa, mas em troca John exige que ele ganhe o Mundial que acontecerá em poucos meses.

Depois de muita conversa, Dave também aceita ir para a fazenda de Du Pont, mas para ser o treinador oficial da equipe para os jogos olímpicos de Seul. No final, acontece aquele que seria o fato que "chocou o mundo", mas que na verdade poucos conhecem. E convenhamos, essa parte foi muito mal contada.


Por fim, fica a impressão de que o filme todo foi lento até chegar ao final, onde acontece tudo tão rápido que você nem percebe (e entende direito). A direção de Miller (um diretor bastante controverso, mas com cadeira cativa no Óscar) é bastante fraca, e o ponto máximo do filme fica por conta da transformação física do comediante Steve Carell. No entanto, nem isso salvou o filme do fracasso.


2 comentários:

  1. Opa, foi mal! É que eu parti do pressuposto de que todos já conhecem a história real.

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