segunda-feira, 22 de abril de 2013

Crítica: Dentro da Casa (2013)


A produção e criação de uma obra literária, aliado ao vouyerismo, são os grandes cernes de Dentro Da Casa (Dans La Maison), novo filme do diretor Fraçois Ozon. No seu novo filme, o diretor brinca com ficção e realidade, fazendo com que andem juntas, de mãos dadas.


O protagonista no filme é Germain (Fabrice Luchini), um professor de Literatura no Ensino Médio que há tempos perdeu a esperança em seus alunos. Ao corrigir redações, ele se frusta com o que vê, tamanha é a disparidade do conteúdo escrito pelos alunos e o que ele tenta ensinar.

Porém, a situação muda quanto entra em sua turma Claude (Ernst Umhauer), um garoto de 16 anos que demonstra uma surpreendente aptidão para a escrita, fazendo com que Germain e sua mulher incentivem o garoto na criação de uma narrativa.


O problema está no ponto de partida que Claude usa para escrever sua história. Ele age como um vouyer na casa de um amigo, descrevendo passo a passo da intimidade da vida daquela familia, pela qual ele desenvolve um certo fascínio e uma obsessão.

A cada visita, o aluno vai descrevendo com mais rigor tudo que ocorre dentro da casa, revelando um sentimento que ultrapassa os limites da escrita e tomam porporções absurdas na vida de cada um deles. Tudo isso com apoio do professor, que depois de um tempo passa a ser seu cúmplice nessa "invasão de privacidade". Afinal de contas, todo mundo tem um pouco de voyuer, mesmo que não confesse.

O filme usa de bastante ironia, e acerta ao querer passar a ideia de que o cotidiano pode virar uma boa história se analisarmos ele de forma narrativa, com o acréscimo de suspense e fantasia.


Apesar das partes boas da trama, incluindo as boas atuações, o longa é bastante monótono em grande parte do tempo, o que talvez estrague um pouco seu resultado final. Um filme que vale a pena ser assistido em um final de tarde, mas sem grandes expectativas.

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