terça-feira, 23 de junho de 2015

Crítica: Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros (2015)


Em 1993, a estreia de Jurassic Park surpreendeu o mundo ao trazer para as telas dinossauros que pareciam de verdade, mexendo com o imaginário de quem sempre teve interesse pelo assunto. Dirigido por Steven Spielberg, o filme foi um sucesso monumental de bilheteria, entrou fácil para a lista dos maiores clássicos de todos os tempos, e até hoje é lembrado com carinho por uma legião de fãs.



Agora, 22 anos depois do primeiro filme lançado, o parque idealizado pelo bilionário John Hammond está novamente de portões abertos, e recebe milhares de pessoas todos os dias na fictícia ilha Nublar. Entre estes visitantes estão os irmãos Zach (Nick Robinson) e Gray (Ty Simpkins), que viajam pela primeira vez sem a companhia de seus pais, sendo supervisionados apenas de longe por sua tia Claire (Bryce Dallas Howard). 

Braço direito do dono do parque, o milionário Simon Masrani (Irrfan Khan), Claire é a mente por trás da criação de Indominus Rex, um dinossauro geneticamente modificado que promete ser a nova atração do parque. Essa necessidade por algo novo para reavivar o interesse de um público já enjoado da mesmice é uma metáfora que o filme faz sobre ele próprio (e se encaixa em qualquer outro filme de ação dos últimos anos). Porém, mesmo com a adição de novos dinossauros para dar uma "repaginada" na história, o filme não deixa os antigos de lado, como pterossauros, raptores e o grande T-Rex (que por sinal aparece triunfante em um determinado momento do filme e deixa todos com os olhos marejados), e isso é um grande mérito.



Quando Indominus Rex mostra ser muito mais inteligente do que deveria e consegue escapar de sua jaula, o terror é instaurado. Há muito mais mortes nesse filme do que em qualquer outro da franquia, e a tensão toma conta até o fim. O mais interessante de tudo, entretanto, é o sentimento de nostalgia que ele deixa em todos nós que crescemos assistindo aos originais. O começo do filme emociona com aquela trilha sonora maravilhosa, e não demora para que venham ao nosso encontro inúmeras referências ao primeiro filme, o que nos deixa com o coração ainda mais apertado.

A desconfiança era grande para cima do diretor Colin Trevorrow, até porque antes deste filme ele havia feito apenas um longa na carreira, e de pouquíssima expressão. Mas dá para dizer que ele se saiu muito bem, e não deixou ponta solta para a crítica. As atuações são convincentes, com destaque para Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, e os efeitos especiais são bem utilizados, sem aquela carga exagerada que existe em muitos dos filmes recentes.



Por fim, Jurassic World ainda conseguiu manter aquela ideia original de desrespeito do homem com a natureza e a incapacidade dele de entender que nunca conseguirá controlá-la, e isso foi muito bem colocado. O roteiro deixa um pouco a desejar, isso não dá para negar, mas se a missão é divertir o espectador (e as vezes é só isso que realmente importa), ele consegue isso com sucesso.


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