terça-feira, 10 de setembro de 2013

Crítica: Truque de Mestre (2013)


A ideia de misturar a mágica do cinema com a mágica da vida real não vem de hoje. Louis Leterrier, diretor conhecido por filmes de ação como O Incrível Hulk, Fúria de Titãs e Carga Explosiva, volta aos cinemas com algo diferente e original nesse que talvez seja o seu melhor filme até então.


Jesse Eisenberg é Daniel Atlas, um jovem arrogante que é um exímio ilusionista quando se trata de usar cartas de baralho. Woody Harrelson é Meritt Ousborne, um pilantra que se aproveita do dom que possui de ler a mente das pessoas para arrancar algum dinheiro das vítimas. Isla Fischer é Henrey, uma mágica famosa que faz truques perigosos no palco, arrepiando a plateia que assiste de boca aberta. E por fim, Dave Franco é Jack, um ladrão de carteiras que não possui aptidão nenhuma para mágicas, mas é rápido com as mãos. O que os quatro possuem em comum? Todos ganham a vida enganando os outros, seja por bem ou por mal.

De uma hora para a outra, cada um deles recebe uma carta misteriosa com um endereço. Ao se encontrarem no local, algo estranho acontece, e sem grandes explicações, o filme pula um ano, e mostra os quatro já famosos, apresentando suas mágicas para uma plateia em fervorosa. Tudo parece normal, até que eles resolvem pôr em prática um plano ambicioso: usar seus truques para roubar, ao vivo, um banco de Paris.



O que eles não contavam, era que na plateia estaria Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), um homem que desvenda os truques dos mágicos em um programa de televisão (no estilo Mister M). Thaddeus grava toda a ação e mostra ao FBI, que começa uma corrida contra o tempo para deter os "bandidos mágicos".

O filme é recheado de clichês, mas não há como negar que possui uma certa originalidade. Em um ritmo frenético, Laterrier usa e abusa do show de pirotecnias durante as apresentações do grupo, além de uma trilha sonora que não cessa um segundo. O grande ponto positivo é que, junto da plateia dos shows, nós espectadores também somos postos a brincar de mágica, inclusive caindo em alguns dos truques, como na primeira cena quando Atlas brinca em frente a câmera com um baralho de cartas e nós (pelo menos eu) escolhemos exatamente a carta que ele posteriormente adivinha.


Talvez o grande pecado do filme seja o exagero em alguns truques. Afinal de contas, são incontáveis os números de mágica que existem na vida real, mas quando os mágicos do filme conseguem fazer coisas impossíveis a nós seres-humanos, isso acaba deixando a estória inverossímil demais. Por fim, um bom filme para divertimento, mas nada de extraordinário. Truque de Mestre vale a pena principalmente pelo excelente elenco, que além dos já citados, ainda conta com Mark Ruffalo, Michael Caine e Melanie Laurent.


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